Mostrando postagens com marcador frigoríficos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador frigoríficos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Brasil: Apelo pelo fim do abate de vacas grávidas é negado. Entenda o caso e assine a petição pelo fim dessa crueldade.

 


Campanha junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) pede a proibição do abate de vacas grávidas.

Clique aqui para assinar

https://animalequality.org.br/participe/abate-vacas-prenhes

Iniciamos essa campanha após nossa investigação de campo ter identificado o abate de vacas em estado avançado de prenhez e após denúncias de fiscais agropecuários, que não se conformam com o aumento do número de animais gestantes abatidos, desde a mudança no RIISPOA.


Até 2017, o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA) só permitia o abate de animais antes do terço final da gestação, proibindo e descartando as carcaças dos abatidos fora da norma. O descarte inibia o envio de vacas em estágio avançado para os matadouros, pois desta maneira, os fazendeiros ficavam com o prejuízo.

A atualização do Regulamento de 2017, flexibilizou a utilização das carcaças, permitindo o aproveitamento dos animais em boas condições de saúde, o que resultou em um aumento significativo do número de fêmeas gestantes abatidas.

De acordo com fiscais da Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), entre 2017 e 2020, o número de animais gestantes abatidos aumentou 1200%.

 

Em 2021, o MAPA emitiu o Regulamento Técnico de Manejo Pré-abate e Abate Humanitário e os métodos de insensibilização autorizados (Portaria 365/2021), no qual são estabelecidos os parâmetros de abate humanitário.

O artigo 7º trouxe um retrocesso na questão de animais gestantes, pois o abate e utilização da carne in natura daqueles em estágio avançado de prenhez, para fins de alimentação humana, passaram a ser permitidos, além de estender o tempo permitido do terço final para 90% da gestação.

Em setembro de 2021, Animal Equality, Fórum Animal, Alianima, Sinergia Animal e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA) entraram com uma Ação Civil Pública na 11ª Vara Federal da Justiça Federal de Curitiba, pedindo que a suspensão do artigo 7º e, consequentemente, o fim do abate de animais em estágio avançado de gestação.


Em 17 de julho de 2023, o TRF do Paraná publicou a decisão de indeferimento da Tutela antecipada, que solicitava a suspensão imediata do artigo 7º. A argumentação foi: "Aludido material (fetal serum bovine – FBS) possui larga aplicação na indústria farmacêutica e bioquímica, por conta do seu uso como suplemento de cultura de células, sendo também utilizado em medicamentos veterinários".


Embora tenha indeferido o pedido, o Juiz "ressalvou nova análise do tema no momento subsequente à realização de diligências probatórias, a fim de que as questões equacionadas na decisão sejam elucidadas".



Entenda porque o abate de vacas grávidas deve ser proibido.

Imagine um animal de 8 ou 9 meses de gestação viajando em pé, sem poder se sentar em momento algum, em um caminhão lotado, sem ventilação adequada, sem alimento e água por mais de 8 horas. É isso o que acontece com vacas grávidas no transporte até o abatedouro.


Quando a mãe morre, logo em seguida, o bezerro sofre asfixia (hipóxia), afinal, é o oxigênio que ela respira que mantém o seu filhote vivo. Assim que cortam o pescoço da vaca, é possível ver o desespero do bezerro dentro da barriga, se debatendo, até que ele, também, acaba morrendo e para de se mexer.

De acordo com os fiscais que trabalham nos frigoríficos, essa prática vem se tornando cada vez mais comum, apesar de ser um desrespeito aos preceitos de bem-estar animal e, por isso, eles se viram obrigados a denunciar este caso que, segundo eles, é uma situação que envolve maus-tratos.

Precisamos exigir que o Ministério da Agricultura imponha que o abate, bem como o transporte de vacas grávidas seja proibido. Assine e compartilhe a petição para impedir esse terrível abuso animal!

https://animalequality.org.br/participe/abate-vacas-prenhes

Quais são os próximos passos


A decisão do Juiz ainda não é definitiva em primeira instância. O indeferimento da Tutela Antecipada indica, apenas, que ele não julgou que existem informações suficientes para ter a certeza do mérito do pedido, mas ainda está pendente a decisão final sobre a ação. Será apresentado um recurso à decisão defendendo que a produção de soro bovino fetal não será, significativamente, afetada com a proibição, pois, afinal de contas, a proibição do abate de animais gestantes era a regra até 2017.


O que é o soro bovino fetal?


O soro bovino fetal é um subproduto do abate de animais gestantes, produzido a partir do sangue de bezerros não nascidos (fetos), que é utilizado para o cultivo de células com a finalidade de pesquisa e produção de medicamentos. Ele é produzido em condições muito específicas e não são todos os frigoríficos que atendem os requisitos técnicos para sua produção. Mas, a Portaria 365/2021 autoriza o abate em todos os frigoríficos, logo, podemos constatar que há uma grande parte de animais gestantes abatidos que não são utilizados para a produção de soro bovino fetal.

 
Como você pode ajudar?


Você pode ajudar compartilhando a nossa petição para que mais pessoas tomem conhecimento desse problema e façam uma transição alimentar, deixando de consumir alimentos de origem animal e adotando opções ricas e variadas em vegetais que, além de salvá-los, contribui para a boa saúde.

Apesar de ser uma decisão não favorável, ainda acreditamos no parecer final positivo. Vamos continuar cobrando.

PS: O TRF do Paraná publicou decisão de indeferimento da suspensão imediata do abate de vacas grávidas. Porém, o Juiz ressalvou que 'nova análise do tema' precisa ser feita, nos dando esperança de um parecer final favorável. Sua assinatura em nossa petição é um argumento para pressionar nesta decisão. Clique aqui para assinar.

https://animalequality.org.br/participe/abate-vacas-prenhes

Fonte: Animal Equality. A 
Animal Equality é uma organização internacional que trabalha com a sociedade, governo e empresas para acabar com a crueldade contra animais criados para alimentação.


Nota do Blog Ação pelos Direitos dos Animais

Com toda certeza, toda a bárbarie cometida contra os animais terá um fim se as pessoas não financiarem a exploração animal. A começar pela preferência por uma alimentação à base de plantas.

Também esteja atenta ao seu cosmético e certifique-se de que é vegano. A indústria cosmética, no geral, faz uso de muitas substâncias oriundas da exploração e crueldade com animais. Não seja cúmplice!

Do mesmo modo, a concepção de que há algum proveito no uso de substâncias obtidas a partir do intenso sofrimento animal para medicamentos, sem nenhuma comprovação científica.

A Medicina Tradicional Chinesa é um exemplo disso, por considerar animais como recurso, os explorando das maneiras mais hediondas para obtenção, por exemplo, de bile (de ursos), do eijão (dos jumentos), sêmen (das baleias), soro bovino fetal (sangue de bezerros), barbatanas (dos tubarões), entre outros.

Faça sua parte, retirando-se do ciclo da violência, fazendo escolhas conscientes e compassivas.

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Fiscais agropecuários denunciam abate de vacas prenhas para consumo no RS





Prática é recorrente nos frigoríficos do Estado, relatam servidores

Matéria de Giovani Grizotti

Imagem O Globo

Fiscais agropecuários estaduais alertam para o abate para consumo humano de vacas prenhes em estágio avançado de gestação. O tema foi abordado em reportagem exibida pelo RBS Notícias. A Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul alega que, desde 2017, o Ministério da Agricultura permite a venda desse tipo de carne. A Secretaria de Agricultura garante que vai discutir o assunto internamente. Uma das alternativas é criar uma legislação estadual para desestimular a prática.   

Os vídeos dos abates foram gravados pelos próprios fiscais que realizam o controle do abate dentro dos frigoríficos. Parte dos registros foi realizada na semana passada. Em um conjunto de nove fotos, dá para contar 97 fetos enfileirados em vários frigoríficos.

— É uma rotina nos estabelecimentos. A quantidade é exagerada e isso choca pra quem estudou pra cuidar do bem-estar dos animais — afirma a fiscal agropecuária do estado Raquel Cannavô, que revelou as imagens.  

Em um dos registros, é possível perceber o filhote se mexendo no útero da mãe, momentos antes do abate. As imagens revelam os fetos, praticamente formados, sendo retirados dos animais.

– O que mais me deixa triste é ver uma vaca prenha indo pro abate. Eu sei o quanto é difícil emprenhar uma vaca, o quanto é custoso. Muitas vezes, esses animais vêm para o abate prenhes para serem descartados. É um dos momentos mais dificeis de fiscalização – afirma o fiscal agropecuário Paulo Anezi Júnior.

– Na legislação anterior, essas carcaças  de fêmeas abatidas em estado de gestação não poderiam servir para consumo in natura. Então, elas acabavam sendo descartadas e isso acabava sendo um prejuízo econômico para o estabelecimento e para o produtor, o que não acontece mais hoje. Essas carcaças elas podem ser aproveitadas e não existe nenhum tipo de penalidade, nenhuma multa ou algo do tipo – explica Beatriz Scalzilli, vice-presidente da associação.

Procurado pela RBS TV, o ministério não informou as razões das mudanças nas normas. De acordo com os fiscais, esse tipo de situação é tão frequente que, às vezes, as fêmeas dão à luz momentos antes de serem abatidas. Nesse caso, a rês só pode ser carneada dez dias após o parto. Em depoimento à reportagem, um ex-funcionário de um frigorífico gaúcho disse já tentou evitar o abate de reses no terço final de gestação, sem sucesso. 

– Sendo mandado pelo patrão, tinha de fazer. Numa ocasião, a gente chegou no "mangueiro", um dia, pra tocar o gado pra dentro, pra abater.  Tinha uma vaca deitada e agonizando pra parir. (...) Pelo tamanho da vaca, pelo jeito dela, havia dois terneiros dentro do útero. "Mas não interessa", diz ele. Pode abater. A gente fez o serviço. Quando abriu o ventre dela, dois terceiros "macho". Eu, como é que  vou te dizer, só não chorei por im capricho né – lamenta.  

Conforme ele, até a carne dos fetos era aproveitada para ser vendida como vitela, que no mercado tem origem em terneiros jovens, de até um ano. 

— Eu fazia esse serviço de abater o terneiro, abater eles, no caso, carnear. Tava morto, a gente já tirava da vaca morto — diz o ex-funcionário.

Carnear animais prenhes é situação comum entre os abigeatários. Quando faz o flagrante, a polícia indicia os responsáveis por maus-tratos. O delegado que investiga crimes rurais diz que os donos de frigoríficos também podem responder na Justiça, com pena de até um ano de prisão. 

– As imagens são fortes. A gente verifica que o bem-estar animal não está sendo respeitado realmente, e pode incidir a lei de crimes ambientais, no crime de maus-tratos – afirma o delegado André Mendes.

Relatos de autoridades e produtores indicam que muitos criadores deixam as vacas emprenharem de propósito, porque assim, elas não entram para o cio, comportamento que reduz o ritmo da engorda. O Sindicato dos Médicos Veterinários do Rio Grande do Sul, entretanto, condena a prática, e afirma que isso é uma ilusão. 

– Não vale a pena para o produtor porque ele tem uma falsa ideia de que a vaca acaba engordando a mais, mas no frigorifico ela acaba sendo contada apenas pela carcaça, ou seja útero, feto e fluidos fetais acabam sendo descontados e todo esse peso que acaba sendo descontado não vale a pena para o produtor, falando na questão econômica. Não vale a pena para o produtor rural. É uma falsa ideia de estar ganhando dinheiro – afirma João Pereira Jr, diretor do sindicato.  

Representante dos criadores, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) concorda e diz que vender um animal nessas condições é mau negócio para o criador. A entidade que representa os frigoríficos também afirma ser contra esse tipo de abate, mas admite que se trata de uma realidade no mercado.   

— Nós defendemos que a vaca prenha fique no campo e termine seu ciclo de prenhez (gestação). O frigorifico só descobre se a vaca esta prenha quando ela já está no seu processo de abate. quem deveria estar controlando isso a nível de campo é o próprio produtor — diz Ronei Lauxen, presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do RS (Sicadergs).  

“Não é aceitável o abate dessas vacas prenhes. É considerado um desrespeito aos preceitos de bem estar animal. Como médicos veterinários, de acordo com o nosso código de ética, somos obrigados a denunciar estes maus tratos”, explica a fiscal estadual agropecuária Raquel Cannavô, que há pelo menos cinco anos vem observando este problema.

Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), as fêmeas em fase final de gestação são considerados animais inaptos a viajar, pois necessitam de condições especiais. Seguindo esta diretriz, na lei estadual de proteção aos animais (15.363/2019) também consta esta orientação. O decreto 53.848/2017, que trata sobre a inspeção e a fiscalização dos produtos de origem animal no Estado, diz que não é permitido o abate de animais em fase final de gestação. A legislação, porém, não prevê multa ou outro tipo de penalidade.

Para coibir a prática, a legislação precisa ser revista de forma que seja possível responsabilizar, por meio de uma penalidade que seja efetiva, os produtores que enviam vacas prenhes para o abate e os estabelecimentos que seguem abatendo fêmeas em gestação. 

Fonte: Gaúcha ZH e Jornal do Comércio 

De acordo com a ONG Mercy for Animals, cerca de metade das vacas estão grávidas quando são abatidas. Por mês, uma média de 2,6 milhões de bois e vacas são abatidos no Brasil, o que representa uma média de quase 62 animais por minuto. Se pensar nessa quantidade de animais que lutam bravamente por suas vidas morrendo já é triste, imagine então pensar que metade das vacas mortas para consumo de carne estão grávidas?

Um levantamento apresentado no final do ano passado no VI Congresso Estadual de Iniciação Científica e Tecnológica do Instituto Federal Goiano mostrou que entre 33% e 58% das fêmeas estão prenhas quando são abatidas. 46,84% delas encontravam-se no segundo terço de gestação e assustadores 23,16% estavam no último terço de gestação, quando estudos mostram que os fetos já estão bem desenvolvidos e são capazes de sentir dor e desconforto. Sem ligação com as mães, já mortas, os bebês bezerros morrem por asfixia.

Matéria completa aqui https://mercyforanimals.org.br/metade-vacas-gravidas-abate

Diversas matérias em todo o mundo revelam essa prática horrenda, tendo em vista que a indústria do leite está diretamente associada à indústria da carne. São as mães vacas que, quando esgotadas e doentes, não servem mais para produzir leite são enviadas para o matadouro.

E por estarem constantemente grávidas para que haja essa produção não natural, que serve para alimentar seus filhos bezerros e não os desumanos, que, muitas delas, chegam a esses locais para serem carneadas com seus bebês no ventre. Isso tudo é uma monstruosidade!

Saiba mais aqui http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com/2019/06/sobre-maes-e-filhos-as-confissoes.html

Cabe ressaltar que também a prática do bem-estarismo de deixar nascer, para quatro semanas depois abater, também, é cruel. Isso se aplica a todas às fêmeas, vacas, porcas e ovelhas. A abominação de explorar um ser vivo, reproduzir e matar a mãe para, então, se apropriar de seu filho para explorar sua vida, e seguir o ciclo macabro de exploração e morte de seres vivos, considerados de consumo.

Uma mudança simples na nossa alimentação, deixando de consumir derivados animais, é a melhor forma de acabar com a crueldade animal. 


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

Para mais informações acesse o link

Conheça mais sobre o movimento que mais cresce no mundo e faça escolhas conscientes! Por sua saúde, pela preservação do meio ambiente e por compaixão aos animais.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Covid-19: ONGs clamam pela proibição de queimar e enterrar animais em abatedouros nos EUA.


Foto: Bloomberg
Como o coronavírus força muitos fazendeiros a abater seus animais na fazenda, enterrar animais em poços sem revestimento ou queimar em piras ao ar livre pode representar um risco para o público, argumentam os ativistas. (Além de ser extremamente cruel com os animais).
Publicado por The Guardian (Sophie Kevany)

Os poluentes emitidos durante a incineração ao ar livre incluem 'compostos cancerígenos associados a problemas reprodutivos, de desenvolvimento e do sistema imunológico'.

À medida que a briga pelo abate de animais em massa nos EUA continua, ONGs de saúde pública e ambiental pedem ao governo que proíba dois métodos de descarte de carcaças de animais - enterrando em poços sem revestimento e queimando em piras ao ar livre - até que a pandemia de Covid-19 seja “resolvida”.
Os riscos dos métodos para o público, dizem os grupos, incluem o aumento de poluentes no ar, como compostos cancerígenos, ou matéria bacteriana e fecal que vaza para as vias locais da água.
A crise do coronavírus atingiu particularmente os maiores matadouros dos EUA. Como resultado, há uma falta de capacidade de abate e os fazendeiros estão sendo forçados a abater seus animais na fazenda.
Cerca de 10 milhões de galinhas já foram mortas e a indústria de suínos alertou em maio que 10 milhões de porcos poderiam morrer até setembro.

Estimativas mais recentes, disse Dal Grooms, porta-voz da Iowa Pork Producers Association, sugerem que o número de porcos é alto demais.

No entanto, Jim Monroe, porta-voz do Conselho Nacional de Produtores de Carne Suína (NPPC), convocou a petição, apresentada ao Departamento de Agricultura dos EUA e Serviço de Inspeção de Sanidade Animal e Vegetal (USDA-APHIS), em 29 de junho por ONGs, incluindo o Center for Biological DiversityA Earthjustice e o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC), “uma tentativa dos grupos ativistas da agricultura antimecânica de usar uma crise sem precedentes para atacar os agricultores que trabalham duro durante um período muito desafiador”.

Monroe disse: "Os produtores de carne de porco seguem todos os protocolos ambientais e de saúde humana adequados para descarte seguro e têm trabalhado com autoridades federais e estaduais para lidar com essa crise desde o início".
Ele acrescentou que o NPPC "não estava ciente de nenhuma incineração de animais despovoados". Em vez disso, ele disse: “Alguns estimam que até 1 milhão de porcos do mercado ter ido para renderizar [para a gordura, a alimentação do gado ou alimento para animais], o que seria uma proporção significativa de animais despovoadas”.

As ONGs temem que “o descarte de animais sub-regulamentado e mal monitorado durante a pandemia” criará sérios riscos à saúde pública. Onde os animais são incinerados nas fazendas, a "incineração no local por pira" corre o risco de agravar a poluição do ar, que é "um fator associado a taxas mais altas de mortalidade por Covid-19".
Os poluentes emitidos durante a incineração ao ar livre, segundo ele, incluem "compostos cancerígenos associados a problemas reprodutivos, de desenvolvimento e do sistema imunológico".
Para enterros sem forro, onde não há barreira entre as carcaças de animais e o solo, "existem riscos à saúde de bactérias e matéria fecal vazando para o lençol freático", disse Hannah Connor, advogada sênior do Centro de Diversidade Biológica.

O principal método de abate de galinhas é o uso de espuma, que pode conter produtos químicos nocivos. 
Para tornar mais fácil para as pessoas descobrirem se as carcaças estão enterradas ou queimadas perto de casas ou suprimentos de água, a petição pede ao APHIS para criar um "banco de dados pesquisável e classificável eletronicamente".
Os métodos de descarte antes do descarte são outro problema. "Depende muito de como os animais são abatidos [em termos de impacto ambiental]", disse Connor. "Se os porcos são abatidos, há preocupações sobre a entrada de chumbo no meio ambiente e na água".
Para as galinhas, disse Connor, um dos principais métodos de abate é a formação de espuma. “A espuma pode ter PFAS, essa é a família de produtos químicos que inclui PFOA e PFOS. Os produtos químicos PFAS estão ligados a uma série de problemas de saúde, incluindo cânceres, problemas renais e sistemas imunológicos suprimidos”.

Substâncias per e polifluoroalquil, ou PFAS, às vezes são chamadas de "produtos químicos para sempre". Um filme recente, Dark Water, inspirado em uma história verdadeira, retrata os danos causados ​​pelo PFOS às pessoas na cidade de Parkersburg, na Virgínia Ocidental, a partir da década de 1950. O PFOS, ou C8, foi usado na fabricação de Teflon.

"Esses produtos químicos são prejudiciais, mesmo em níveis extremamente baixos e muito persistentes no meio ambiente", disse a advogada sênior do NRDC, Valerie Baron.
Nem a American Medical Veterinary Association (AVMA), que publica diretrizes de despovoamento, nem o USDA-APHIS responderam a perguntas sobre PFAS em espumas usadas para despovoamento. Também não houve resposta imediata do setor de comércio de frango, a Delmarva Poultry Industry (DPI). O DPI anteriormente não respondeu a perguntas sobre abates e métodos.
                                     
Anna Reade, cientista da equipe do NRDC, disse que “nada impede que produtores de animais industriais usem espuma contendo PFAS, que é espuma de combate a incêndios, para despovoamento de aves, e ouvimos relatos de que isso está acontecendo. A maioria das espumas no mercado dos EUA contém PFAS”.
O porta-voz do USDA-APHIS confirmou que recebeu a petição. Eles disseram que o departamento “analisará isso. No momento, essas são todas as informações que temos disponíveis”.
A petição concede ao USDA-APHIS sete dias para responder. Se nada for feito até então, Connor disse que as ONGs vão considerar ir a tribunal.
Em um desenvolvimento separado dos EUA, 12 ativistas de animais estão enfrentando acusações, incluindo roubo e delitos relacionados a uma recente investigação em vídeo secreta de um abate em massa de porcos em Iowa, usando um método de abate aprovado chamado Ventilator Shutdown Plus (VSD +). O método envolveu o desligamento da ventilação de porcos e a introdução de vapor para causar a morte por hipertermia.
Em 19 de junho, um jornal local de Iowa, o Des Moines Register, informou que o produtor de suínos onde a organização de direitos animais DxE disse que filmava o abate de VSD havia parado de usar o método. O produtor não respondeu a perguntas ou chamadas por email.

No Brasil, a Fórum Animal tem negociado há meses com as principais empresas do setor para a criação de um plano de contingência para os animais de fazenda, com inclusive uma petição para pressionar os principais dirigentes nesse sentido, infelizmente sem respostas.

No estado do Rio Grande do Sul, um dos estados com maior foco do coronavírus advindo de matadouros, muitos animais tem sido abatidos em caráter emergencial, sem qualquer tipo de regulação que vise minimizar o sofrimento animal e os impactos ambientais. Ou seja, é possível perceber similaridades que corroboram para uma realidade mundial de muito dano, ainda, pela frente, mesmo pós pandemia, como efeito dessas ações.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

Para mais informações acesse o link

Conheça mais sobre o movimento que mais cresce no mundo e faça escolhas conscientes! Por sua saúde, pela preservação do meio ambiente e por compaixão aos animais.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Covid 19: 100 mil aves foram abatidas em caráter emergencial no RS



Por conta da pandemia do coronavírus, unidades de frigoríficos foram fechadas em várias cidades do Rio Grande do Sul, sendo esse o principal foco de surto de contaminação da Covid-19 no estado.

Com o fechamento da unidade na cidade de Lajeado, da empresa BRF, 100 mil aves tiveram de ser abatidas em caráter emergencial no RS, ao que tudo indica na cidade de Cruzeiro do Sul, sem que se tenha notícia alguma sobre medidas sanitárias e de bem estar animal adotadas.

O fato é que galinhas, hoje, são animais geneticamente modificados, com vistas ao lucro da indústria da morte, e sua “maturação” acelerada determina quando estão prontas para serem mortas. Ou seja, com os frigoríficos fechados, uma morte emergencial é programada.

O insólito para quem se importa com a vida desses animais é que desejamos que não sejam mortos pela indústria, por outro lado, se assim não ocorrer, eles são descartados de qualquer forma. E por mais que não revelem os modos, a prática mais comum, adotada no mundo todo, não só para aves, como também para porcos, é enterrá-los vivos.

Ou seja, esse modelo de exploração e assassinato, é cruel e desnecessário. Não há necessidade de nos alimentarmos de animais. Ao manter esse sistema, estamos a adoecer os animais, a saúde das pessoas e o planeta.

Como são gerados por demanda, se não houver quem compre, eles param de produzir.

Confira matéria sobre vírus mais potente que o coronavírus a emergir das galinhas de produção

Coronavírus tem origem no consumo de animais
Fica o apelo, retire a pandemia do prato!


Dizy Ayala
Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
Páginas no facebook
Uma Escolha pela Vida
Ação pelos Direitos dos Animais  
dizyayala@gmail.com


Faça parte você também da construção de um mundo mais compassivo, 
com maior qualidade de vida, respeito ao planeta 
e as outras espécies que o dividem conosco.



Adquira o seu exemplar 
do lançamento Veganismo em Rede
através do perfil @dizyayala ou e-mail dizyayala@gmail.com 
ou Whats App (51) 981085255

Acesse o botão no topo da página à direita


Para maiores informações acesse o link

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Coronavírus: ambiente insalubre faz dos matadouros foco de contaminação.


Crédito da foto: Araucária

Em maio eram 60 frigoríficos infectados no Rio Grande do Sul, com focos do surto localizados nas cidades de Passo Fundo, Lajeado, Garibaldi, Marau e Serafina Corrêa. Agora em julho já são mais de 400 unidades com focos de transmissão. Situação similar ocorre em outros estados do Brasil e, também, em outros países como os Estados Unidos, Espanha, Portugal e Alemanha. 

Técnicos avaliam que ambiente dos matadouros é insalubre, com aglomeração de pessoas e sem ventilação. Ainda assim, afirmam que não há contaminação da carne, sob o argumento de que animais não transmitem o coronavírus.

O fato é que esses animais tem alto risco de gerar contaminação, particularmente, no momento do abate e, depois de mortos são carne em putrefação, ou seja, altamente contaminantes para bactérias e vírus. Para a atividade fim, os ambientes tem de estar fechados e refrigerados para evitar ao máximo que isso aconteça, mas para o coronavírus ambientes aglomerados e não refrigerados, é um prato cheio.

Muitos dos funcionários desses locais estão infectados e levando o vírus para várias cidades, tendo em vista que são deslocados de várias localidades para operar nos matadouros.

Assim sendo, é alarmante que essas unidades continuem a operar, apesar da tentativa dos dirigentes de minimizar os riscos. No Paraná, por exemplo, unidades foram fechadas para controlar o surto.

É chegado o tempo, mais do que nunca, de admitir mudanças para esse segmento de alimentação. A tecnologia aplicada à engenharia de alimentos permite alternativas à produção de carne. A carne vegetal, desenvolvida a partir de plantas, com gosto, textura e aspecto de carne animal.

Nessa produção, o risco de contaminação é mínimo e os ambientes podem ser mais facilmente controlados, pois não há sangue, nem excrementos. Convém lembrar que a epidemia teve início justamente em um mercado de animais para consumo.

Eu, pessoalmente, sempre que vou ao supermercado vejo a crescente procura das pessoas pelas bandejas de carne vegetal. Esse é o futuro!  E a chance de evitar outras epidemias. Contribuindo, dessa forma, com a saúde humana, preservando o meio ambiente e poupando vidas animais.

Notícia: Programa RBS Notícias e Gaúcha ZH com considerações próprias da redação do blog.

Dizy Ayala
Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
Páginas no facebook
Uma Escolha pela Vida
Ação pelos Direitos dos Animais  
dizyayala@gmail.com


Faça parte você também da construção de um mundo mais compassivo, 
com maior qualidade de vida, respeito ao planeta 
e as outras espécies que o dividem conosco.




Adquira o seu exemplar 
do lançamento Veganismo em Rede
através do perfil @dizyayala ou e-mail dizyayala@gmail.com 
ou Whats App (51) 981085255


Acesse o botão no topo da página à direita



Para maiores informações acesse o link