segunda-feira, 26 de março de 2018

Coelho da Páscoa, o que trazes pra mim?

Coelho da Páscoa, o que trazes pra mim?


O coelho, infelizmente, é um dos animais mais explorados pelos humanos. Especialmente nessa época, costumam ser vendidos como pets para as crianças, enquanto ainda são filhotes, geralmente confinados em uma gaiola, que diminui, gradativamente, o espaço, à medida que vão crescendo. Então, começam a ficar indóceis, mordendo as grades, até porque, além do tamanho, biologicamente já estão prontos para correr e saltar.
Esse é o momento em que, após negociação com as crianças, os coelhinhos costumam voltar ao seu local de origem, os criadouros ou fazendas de criação, onde já são aguardados. Após entreter os pequenos, eles voltam em sua idade reprodutiva para procriar e então serem abatidos para o consumo de sua carne.

Em geral, são eletrocutados, pois a cobiça dos homens não pretende desperdiçar sua pele, muito valorizada para adornar o pescoço de pessoas que acreditam nesse status cruel. Nas fábricas de peles, costumam ser esfolados vivos para a produção de casacos, lã angorá e cashmiere. Saiba mais em http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2015/09/por-uma-sociedade-sem-peles-animais.html As lebres, coelhos selvagens, são alvo da caça “recreativa” e do paladar “requintado” e cruel dos que consomem a carne de caça.

De outra conta, são os coelhos uns dos animais mais utilizados em laboratórios para certificação de produtos. Um dia, alguém concebeu a ideia terrível de que seus olhos grandes seriam um bom suporte para testar cosméticos, produtos de higiene e limpeza, e até agrotóxicos. Os famigerados testes de irritação ocular que irritam, dilaceram e inflamam os olhos. A dor é tão intensa que eles tendem a arrancar os próprios olhos, por isso são contidos pelo pescoço. Testes abomináveis como esse continuam a ser feitos para empresas como a Avon, Mary Kay, dentre outros, porque ainda há pessoas fúteis que acreditam que sua vaidade vale mais que a liberdade desses pobres seres indefesos. Se você não é uma delas, confira a lista http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2016/04/lista-de-produtos-nao-testados-em.html Há ainda quem valorize alguns princípios medicinais, que parecem confundir plantas e animais, e conferem a esses últimos, algumas propriedades curativas, o que crêem justificar a morte de inúmeros animais.  

Por tudo isso, se você verdadeiramente ama e se importa com os animais, não compactue com práticas cruéis e faça tudo que estiver ao seu alcance para defendê-los. E que se propaguem práticas e modos de produção, sem o uso de animais, porque afinal de contas, em pleno século 21, já dispomos de inúmeros recursos tecnológicos para tal.

Saiba mais sobre a senciência animal, atestada por cientistas, 
e métodos alternativos à experimentação animal em
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2015/08/a-ciencia-comprova-consciencia-dos.html


Dizy Ayala

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quarta-feira, 14 de março de 2018

Stephen Hawking e sua contribuição para a defesa dos direitos dos animais

Stephen Hawking e sua contribuição para 
a defesa dos direitos dos animais


Além de ser um dos cientistas mais conhecidos no mundo, o astrofísico Stephen Hawking era um exemplo de determinação.


Por Dizy Ayala


Pesquisa realizada pelo neurocientista Philip Low, juntamente com o renomado astrofísico, Stephen Hawking, provou além da senciência, capacidade de sentir dor, também, a consciência dos animais.

Primeiramente, o desenvolvimento da pesquisa dos cientistas teve a intenção de ajudar Hawking  a se comunicar com a mente, já que por conta de sua doença degenerativa (ELA), o cientista estava completamente paralisado, porém com a mente ativa e produtiva.

Os resultados da pesquisa foram revelados em 07 de julho de 2012, em uma Conferência em Cambridge. E dentre eles, foi ressaltado um objetivo em particular. Neurocientistas de todo o mundo assinaram um Manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Este que passou a ser conhecido como o Manifesto de Cambridge teve a presença ilustre de Stephen Hawking no jantar de assinatura do Manifesto, como convidado de honra.

No documento, Hawking, mais outros 26 pesquisadores afirmam que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos, também existem nos animais.


“Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro“. (Low)

Estruturas do cérebro responsáveis pela produção da consciência são análogas em humanos e outros animais, dizem neurocientistas.

“A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados”.


O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas e a probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%.





"Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela sirva aos nossos ideais, em vez de competir com eles", declara Philip Low.




As conclusões do manifesto tiveram impacto sobre o comportamento do próprio pesquisador quando ele declara: "Acho que vou virar vegan. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento". 


"Não podemos mais dizer que não sabíamos!"

Dizy Ayala

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quinta-feira, 8 de março de 2018

La Femme Fatale – A Exploração do Gênero


La Femme Fatale – A Exploração do Gênero

Por Dizy Ayala

Como um dia foram as mulheres e crianças a mão de obra mais barata, a realizar as mesmas tarefas dos homens, em uma jornada exaustiva de 16 horas diárias, ainda hoje lutam por igualdade de direitos. E são as fêmeas as mais exploradas pelos meios de produção. Também as fêmeas de outras espécies sempre foram vistas como mais produtivas, pois podem gerar filhos e com isso render mais lucro a seus exploradores. A exploração absurda e brutal de gerar filhos forçadamente para então separá-los de suas mães para que o “produto” cobiçado possa ser explorado.

E é assim com todas elas, ao longo da cadeia produtiva. Seus corpos são manipulados de maneira a produzir mais e mais. Descartam os machos, a exceção daqueles que se tornam escravos sexuais para gerar as sementes para a reprodução, enquanto elas, cativas, serão o depositário para gerar o inescrupuloso lucro da exploração.

Por trás do caráter simbólico da vaca sagrada, na realidade, a proteção dada às vacas indianas refere-se à proteção de uma cadeia de utilidades a que as tais vacas representam economicamente, conforme aponta Marvin Harris.  É a legalização do estupro, da violência doméstica e assassinato. Toda uma realidade difícil de encarar, ignorada por muitos, mas são mães e filhos que seguem para o matadouro todos os dias.

Assim como lutam por seus direitos legítimos de igualdade, muitas mulheres e homens esclarecidos, despertos e compassivos, têm expandido sua compreensão de que o movimento feminista compreende todas as espécies e que o abuso às fêmeas animais cria um padrão de comportamento na sociedade, onde ainda testemunhamos tanta violência às mulheres humanas, ainda vistas, muitas vezes, como objeto.  Sistemas alimentares acabam por exercer um papel fundamental na reprodução de desigualdades de classe, raça e etnia, gênero, sexualidade e idade, entre muitos outros, conforme exposto por pesquisadores como FLANNERY e MICYNTE no artigo Food as Power. 

Tais observações permitem um entendimento do poder exercido através de sujeitos, objetos, instituições e discursos onde desigualdades econômicas globais são reproduzidas através desses sistemas. Desse modo, as desigualdades estão profundamente presentes no tecido social, em suas práticas e na produção de significados simbólicos. E a cultura atua não só como uma parte destes meios de dominação e exploração, mas como veículo de reprodução e experiência desses meios. 

O ecofeminismo de estudiosas como Marti Kheel, Lori Gruen, Greta Gaard, Josephine Donovan, Ynestra King, Barbara Noske e Karen Warren,  começava a identificar, a partir dos anos 70, a relação entre a opressão de mulheres e animais. O movimento trouxe à tona a estreita relação entre a submissão e exploração da natureza, das mulheres e dos povos estrangeiros.

Na perspectiva do veganismo, "animais não existem para serem explorados pelos humanos, assim como o negro não existe para servir o branco, nem a mulher para o homem", conforme declarou Alice Walker, escritora estado-unidense, autora do livro A Cor Púrpura, e ativista feminista. Dessa forma, é possível perceber uma analogia entre especismo, racismo, sexismo e outras formas de preconceito e discriminação.

“Em nossas relações com o reino animal surge um dever que todas as mentes pensantes e compassivas deveriam reconhecer: o de que, como somos mais fortes mentalmente que os animais, deveríamos ser seus guardiões e ajudar-lhes, não ser seus tiranos e opressores. Não temos o direito de causar-lhes sofrimento e terror só para a gratificação do paladar, um luxo a mais em nossa vida”. Annie Besant, humanista do séc. XVIII, ativista pelos direitos das mulheres, presidente da Sociedade teosófica.



Dizy Ayala

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terça-feira, 6 de março de 2018

La Loba é a primeira empresa de moda no Brasil a receber os selos Vegan Society, PETA CO² Neutro e EuReciclo

La Loba é a primeira empresa de moda no Brasil a receber os selos Vegan Society, PETA CO² Neutro e EuReciclo 


A La Loba (www.laloba.com.br), marca pioneira na produção de bolsas veganas no Brasil, com coleções em edições limitadas, se propõe a uma nova forma de fazer moda, com peças sofisticas que unem materiais alternativos e livres de crueldade, com temáticas atemporais e carregadas de significados. Este ano, comemora conquistas importantes e gratificantes. É a primeira empresa de moda a receber o selo Vegan Society. A marca comemora também a aquisição do selo PETA, CO² Neutro e EuReciclo e a indicação ao Prêmio EcoEra, idealizado pela especialista em consumo consciente Chiara Gadaleta com o objetivo de analisar os mercados de moda, beleza e design com indicadores de sustentabilidade.  O anúncio dos vencedores acontece no próximo dia 08 de março, em São Paulo. Todo esse reconhecimento reforça o comprometimento da La Loba com valores como ética, transparência e responsabilidade socioambiental.

Durante mais de um ano, a La Loba passou por um processo seletivo para adquirir o selo de registro Vegan Society, a organização que criou e registrou o termo veganismo em 1944, em Birmingham (UK), e que foi introduzida no mercado em 1990, como padrão reconhecido no mundo todo para produtos e serviços veganos.  “Foi um processo longo e ​por tudo isso, me sinto orgulhosa e muito feliz”, comemora Kaline.

Kaline Demarchi, criadora da marca, explica que esse selo é essencial para a La Loba. “Esperamos ​que este reconhecimento nos traga ainda mais força, a fim de continuarmos vivenciando e propagando o nosso sonho de ressignificar o Mercado da Moda, tornando-o mais consciente através de práticas que respeitem todo o ciclo de consumo, todas as pessoas envolvidas, e em especial os animais e o planeta, pois estes têm sido ​os mais prejudicados por hábitos muito antigos e disseminados em nossa sociedade. Queremos mudança, e acreditamos que ela possa realmente acontecer, como já está acontecendo”. O Selo Vegano é registrado na Europa, EUA, Canadá, Austrália e Índia, e é usado no mundo inteiro em mais de dezoito mil produtos.

Foto web divulgação

Outra conquista superimportante para a La Loba foi o certificado da PETA, a maior ONG em defesa dos animais no mundo, com mais de 6,4 milhões de membros e apoiadores. O selo reconhece que a empresa está cumprindo todas as normas para assegurar a não utilização de matéria-prima de origem animal em seus produtos. Para conquistar a certificação, a marca também passou por um rigoroso processo, que examinou vários aspectos para comprovar que a marca é realmente vegana. 

A La Loba sempre esteve atenta ao processo de descarte de suas embalagens, feitas de material reciclado, e firmou uma parceria com a empresa New Hope Ecotech, criadora do selo Eu Reciclo. A iniciativa cria mecanismos e tecnologias para fomentar a atividade de reciclagem, no Brasil e em diversos outros países, assegurando que todas as embalagens postas em circulação tenham sua compensação garantida, eliminando assim qualquer impacto ambiental negativo.

Além disso, em parceria com a ONG Idesam, de Manaus (AM), a La Loba obteve o selo Carbono Neutro, que promove a compensação de emissões de gases de efeito estufa (GEEs) através da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) em áreas degradadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, localizada na região nordeste do Estado do Amazonas. Desta forma, os gases emitidos no processo produtivo das bolsas são neutralizados, gerando benefícios à comunidade ribeirinha e a todo o meio ambiente.

“Os selos nos certificam ​e de certa forma reconhecem ​o nosso trabalho, ​servindo como ​um grande incentivo para que cada vez mais pessoas ​​possam se identificar com ele. Sempre acreditamos que além de criar produtos livres de crueldade, também devemos cuidar d​o ​planeta, ​e foi ​por ​essa razão que, desde o início​, buscamos parceiros ​conscientes ​e ​práticas capazes de gerar impactos positivos no meio em que atuamos. Plantar ​árvores no Amazonas, zerar o carbono ​emitido com a nossa atividade, reciclar nossas embalagens, criar tags com papel semente​,​ são algumas das ações que priorizamos​. E claro, fazemos ​tudo ​com muito amor​, pois acreditamos que vem daí a nossa força”, afirma Kaline.


A LA LOBA
A La Loba nasceu de um sonho de sua idealizadora Kaline Demarchi, em sentido literal, quando se viu criando bolsas, escolhendo tecidos e estampas. Esses sonhos, que eram constantes, a levaram até um ateliê de patchwork, e foi lá que ela se encontrou.

Natural de São Paulo, a empreendedora, que é autodidata e iniciou sua carreira nas artes cênicas, tem construído a marca a partir desses mesmos sonhos, que a visitam periodicamente, e sendo guiada, acima de tudo, pelo seu coração e sua intuição. “A La Loba foi um grande presente do Universo e um meio para expressar minha arte e minha verdade”, conta Kaline.

A escolha por um produto vegano foi um caminho natural. Kaline sempre foi convicta de que, por amor, não utilizaria nenhum material de origem animal em suas criações. Desse modo, as bolsas são feitas apenas com materiais alternativos, como laminado vegetal, biodegradável e sustentável para substituir o couro, e com tecidos à base de algodão e poliéster.

Toda a produção é feita no Brasil, em uma fábrica certificada. A La Loba faz questão de mostrar em suas redes sociais quem são as pessoas responsáveis pela produção de cada peça, e valoriza todos os profissionais dentro deste processo, afinal, são eles que trazem para o mundo real o que Kaline vê em seus em sonhos.

Foto web divulgação


Fonte: Informações La Loba
MK82



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