segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Mais de 50 ONGs globais convocam COP26 a ser baseada em plantas

Líderes mundiais estão sendo convocados a reconhecer o papel da pecuária na aceleração das mudanças climáticas. Evento acontece em novembro deste ano (2021), em Glasgow, na Escócia, Reino Unido.

Entre as organizações estão a RSPCA e a ProVeg International, que estão convocando líderes mundiais para reconhecer o impacto ambiental causado pelas indústrias de carnes e laticínios. 

As convocatórias para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas deste ano, também conhecida como COP26, também propõe que o evento ofereça um menu totalmente baseado em plantas. O pedindo foi encaminhado ao presidente da cúpula, MP Alok Sharma.

COP26 é convocada a ser baseada em plantas

Os apelos estão sendo feitos a fim de reconhecer o impacto catastrófico da pecuária nas mudanças climáticas, tema principal a ser discutido no evento, para que se cumpram metas climáticas globais efetivas.

Entre as 50 organizações estão Humane Society International, World Animal Protection, Animal Equality, ProVeg International e a RSPCA.

Fundamentalmente, essas organizações querem que os líderes globais se comprometam a reduzir o consumo de carne e laticínios, a fim de limitar o aquecimento global, conforme o Acordo de Paris.

De acordo com o documento: “Abordar essas questões urgentes na reunião da COP26 ajuda a impulsionar os governos em todo o mundo a agirem, proporcionando aos líderes mundiais outra opção de alto impacto para adicionar a sua caixa de ferramentas para combater a mudança climática”.

“Trabalhar com os agricultores para apoiar e catalisar uma mudança em direção a uma produção e consumo de alimentos mais centrados em plantas é um passo proativo. Isso deve ser levado para as indústrias agrícolas e alimentares globais para que estejam preparadas para o futuro. 

“Pedimos à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) que reconheça, formal e publicamente, o papel da pecuária como um dos maiores contribuintes para as mudanças climáticas. E, para abrir um espaço maior ao diálogo”.

Tais reivindicações acontecem porque as dietas à base de vegetais são consideradas uma das ações mais eficazes no combate às mudanças climáticas. Isso é amplamente aceito entre cientistas e ambientalistas.

“A ciência é clara com relação a quanto a redução do número global de rebanhos pode contribuir com até um quinto da mitigação necessária para cumprir a meta de Paris abaixo de 2° C”, acrescentam as organizações na carta.

Além disso, um político sênior do Reino Unido - do mesmo partido do presidente da COP26 – creditou, publicamente, o aumento nas dietas à base de vegetais como o principal fator para atingir as metas globais de mudança climática no início deste ano.

Oportunidade 'vital' para líderes mundiais

O vice-presidente da Humane Society International para Bem-estar de Animais de Fazenda enviou uma declaração ao Plant Based News sobre as convocações.

Julie Janovsky disse: “Quando se trata dos impactos da pecuária nas mudanças climáticas, não podemos continuar a chutar o balde”.

“Muitos governos e constituintes reconheceram e tomaram medidas para lidar com os impactos do setor de energia e transporte. Mas, os governos ainda precisam adotar políticas para reduzir o impacto da pecuária intensiva em grande escala sobre o meio ambiente”.

“Se quisermos, seriamente, evitar uma catástrofe climática, os líderes mundiais devem reconhecer a ciência. E implementar estratégias para mudar nosso sistema alimentar global para um que reduza, significativamente, a pecuária industrial.

“Reduzir o número de animais criados e abatidos é um componente legítimo e essencial para combater as mudanças climáticas”.

“Ignorar o imenso impacto climático da pecuária industrial não é mais uma opção. E a conferência sobre mudança climática COP26 oferece uma oportunidade vital para os líderes mundiais agirem”.

Outros co-signatários incluem Veganuary, The Vegan Society, Farm Sanctuary e Compassion In World Farming.

Fonte: Plant Based News

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Parlamento Europeu aprova resolução histórica para acabar com TODOS os testes em animais

O Parlamento Europeu aprovou uma resolução histórica para eliminar, progressivamente, os testes em animais. A resolução apela à Comissão Europeia para que lance um plano de ação para acabar com TODAS as experiências com animais.

Atualmente, cerca de 10 milhões de animais são usados ​​em experimentos invasivos em laboratórios da UE todos os anos, de acordo com a Humane Society International. Os cientistas testam em macacos, cães, gatos, coelhos, ratos e camundongos.

A proposta da resolução visa priorizar a mudança para métodos científicos que não envolvam animais, incluindo para pesquisa, testes regulamentares e educação.  Ele, também, pede um maior financiamento para pesquisas sem animais. 

A votação foi praticamente unânime – 667 a 4 – em favor da resolução de testes sem animais. Essa importante decisão decorre de anos de lobby da People for the Ethical Treatment of Animals (PETA).  A organização sem fins lucrativos afirma ter 6,5 milhões de apoiadores em todo o mundo. Como parte desse lobby, a PETA apresentou seu Acordo de Modernização da Pesquisa aos Membros do Parlamento Europeu (MEPs).

O acordo destacou que os testes em animais não preveem com segurança as reações em humanos. Por exemplo, mais de 90% das drogas e vacinas que passam em testes em animais falham durante os testes clínicos em humanos, de acordo com o Centro de Ciências Contemporâneas (CCS).

Assim sendo, os pesquisadores desenvolveram outros métodos, incluindo órgãos humanos cultivados em laboratório, humanos virtuais e modelos de chip humanos. Os cientistas também usam inteligência artificial e impressão 3D de tecidos vivos humanos em testes.

Esses métodos são promissores, pois se baseiam na biologia humana, de acordo com um comunicado do CCS. Eles também podem ser implementados mais rapidamente e a um custo menor do que os experimentos com animais. Rejeitar tais abordagens seria 'ficar para trás cientificamente', afirmou a fundadora da PETA, Ingrid Newkirk. 

Uma nova era

Dra. Aysha Akhtar é a cofundadora e CEO do CCS. Akhtar comentou: “Há uma necessidade científica urgente de abandonar os testes em animais não confiáveis ​​e usar modelos mais preditivos baseados na biologia humana”.

Akhtar acrescentou que esses novos métodos representam uma 'nova era na pesquisa médica' que pode 'revolucionar a saúde humana'. 

“Aplaudimos o Parlamento Europeu por assumir este papel de liderança e encorajamos outras nações, incluindo os EUA, a fazer o mesmo”, acrescentou Akhtar.

O MEP Jytte Guteland disse em um comunicado: “Agora está nas mãos da Comissão Europeia estabelecer este Plano de Ação para toda a UE e esperamos que a Comissão faça disso uma prioridade de alto nível.

“Porque, se a Comissão leva a sério seus compromissos para com os cidadãos da UE, ela precisa iniciar agora o diálogo com todas as partes para coordenar efetivamente o financiamento, a educação e os marcos para acelerar a transição para a ciência não animal”.

Fonte: Plant Based News

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Por que o Brasil está queimando? Campanha revela dados alarmantes e tem participação do ator global Mateus Solano.

Junte-se à campanha, assine o abaixo assinado e compartilhe

https://animalequality.org.br/par.../o-brasil-esta-em-perigo

 

Campanha da Animal Equality Brasil revela dados alarmantes sobre incêndios florestais no país e suas causas.

O vídeo da campanha tem locução e participação do ator global Mateus Solano. Confira aqui https://fb.watch/7-JueGNyu1/


Os investigadores da Animal Equality viajaram para o estado do Mato Grosso para monitorar o recorde de queimadas nas regiões do Pantanal e do Cerrado. Mais uma vez, descobriram que o desmatamento e os incêndios nestas regiões são consequência da indústria da carne do Brasil.

Entrevistas com bombeiros e ativistas locais, que frequentemente tentam combater os incêndios, revelaram que os fazendeiros estão ateando fogo ilegalmente para limpar a terra para criar vacas para produção de carne e plantar soja, em sua maioria para alimentar animais de produção.

Em 2020, 29% do Bioma Pantanal foi queimado, o equivalente a 6 milhões de campos de futebol.

Os responsáveis por esses incêndios ilegais, muitas vezes, ficam impunes. Alimentar as chamas é o resultado da demanda global por carne, levando-os a limpar cada vez mais terra. São em torno de 1000 focos de incêndio por dia.

Como o maior produtor e exportador de carne do mundo, a carne proveniente das terras desmatadas do Brasil estão indo para as mesas de consumidores de todos os países. A pecuária é responsável por mais de 80% do desmatamento no Brasil.

50% do Cerrado já foi desmatado, uma área equivalente ao tamanho de Espanha, Portugal, Itália e Inglaterra juntos.

Esses incêndios não regulamentados estão causando a destruição em massa de ecossistemas vitais ao nosso planeta e o sofrimento de milhões de animais. Só em 2020, 44 milhões de bois foram abatidos.

E sendo 99% do desmatamento da Amazônia ilegal, também a atividade pecuária não é fiscalizada e o abate dos animais é, muitas vezes, realizado nos chamados abatedouros clandestinos, onde acontecem as práticas mais cruéis.

A produção cada vez maior de carne e de soja para ração de animais de fazenda é a maior causa da destruição dos biomas brasileiros.

Por tudo isso, junte-se à campanha para que o Congresso Nacional tome ações específicas para responsabilizar a indústria da carne por seus crimes. Assine a petição https://animalequality.org.br/par.../o-brasil-esta-em-perigo

Você também pode ajudar a quebrar esse ciclo deixando os animais fora do seu prato.

 

Dados compilados a partir do vídeo produzido pela Animal Equality Brasil, da campanha:

Por que o Brasil está queimando? 

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

O Brasil é o maior consumidor no mundo de carne de tubarão, espécie ameaçada de extinção.

Carne de tubarão é vendida como cação e consumo ameaça a espécie.

Se você não sabe que cação é o mesmo que tubarão, você não está sozinho. Em uma pesquisa recente, quase 70% dos brasileiros não sabem que carne de tubarão é vendida como cação. Este que é um peixe bem comum de se encontrar em peixarias.

Essa desinformação, gerada pela falta de rotulagem adequada, compromete a preservação das espécies de tubarões, além de ser um problema para a saúde da população, pois a carne de tubarão pode conter altos níveis de metais pesados. 

O Brasil é o maior importador e consumidor de carne de tubarão do mundo. Esta alta demanda está associada a preços mais acessíveis, o que faz do país uma ameaça para a proteção das espécies.

“Em vez de ser embalada com rotulagem adequada, a carne de tubarão é vendida no Brasil normalmente como cação, um nome ambíguo usado para várias espécies”, relata Nathalie Gil, pesquisadora deste estudo. 

Segundo os dados da pesquisa, o Brasil tornou-se o principal destino de carcaças de tubarão sem barbatanas. As barbatanas são valiosas para o mercado asiático, mas a carne de tubarão é descartada. Tendo em vista que a pesca de tubarão, apenas para a retirada de sua barbatana (finning) é proibida, devido à alta taxa de mortalidade das espécies, o corpo do animal sem a barbatana está sendo exportado, principalmente, para o Brasil, onde o preço da carne é bastante acessível para a população.

“No Brasil, embora tubarões protegidos não possam ser legalmente comercializados por pescadores ou empresários locais, eles são importados sem quaisquer restrições”.

“Além disso, é obrigatório fornecer informações para uma rotulagem adequada apenas se o peixe congelado importado pertencer à família Salmonidae (que inclui o salmão e a truta) ou à família Gadidae (que inclui o bacalhau e a arinca)”, afirmam as pesquisadoras em entrevista à BBC. 


Carne de tubarão oferece risco para saúde humana

O tubarão é um animal de águas profundas, de modo que ele acumula mais metais pesados, como mercúrio e arsênio, do que organismos menores. Este processo, chamado de bioacumulação, também acontece quando se consome esses animais. Essas substâncias tóxicas contidas na carne causam diversos problemas na saúde humana, como danos cerebrais e câncer. 

O limite diário de consumo de mercúrio recomendando pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 0,5 miligramas por quilo. No entanto, em estudos publicados com o tubarão-azul, o mercúrio presente em sua carne excedeu até duas vezes o índice recomendado.


Nota do Blog: Com inúmeras alternativas alimentares à base de plantas, não há a menor necessidade de se consumir tubarões, ou seja lá qual for o peixe, de modo que as vidas animais, a saúde humana e o meio ambiente sejam preservados.

Com informações de BBC Brasil 

Assista Seaspiracy

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão