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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Caso do cão Orelha, um grito por proteção a todos os animais

  


O caso do assassinato brutal do cãozinho Orelha, em SC, comoveu o país inteiro e repercutiu até mesmo no exterior.

Orelha, um cãozinho idoso, dócil, comunitário é a expressão de um serzinho amável, protegido e querido por toda uma comunidade.

O fato de ter sido tão violentamente morto chocou a todos.

São muitos os pontos de reflexão nesse caso:

*Sobre o direito à vida e proteção dos cães comunitários

Cada vez mais tem-se fomentado a ideia de a comunidade amparar cães e gatos que vivem nas ruas. Isso significa que não é porque estão nas ruas que não tem quem olhe por eles. Eles têm casinha, alimento e carinho dos moradores daquele local. Uma guarda compartilhada que atenua o fato de que, diante do número absurdo de animais vivendo nas ruas e outros mais sendo abandonados diariamente, não há lar para todos.

Atentar contra a vida desses anjos é pura crueldade.

O país tem de avançar cada vez mais em projetos de castração em massa, para que menos animais estejam expostos ao abandono e o perigo das ruas.

 

*Sobre o fenômeno de dessensibilização a que os jovens estão expostos na Internet

Assunto recente, mas que ocorre há pelo menos uma década, o ambiente digital é lugar perigoso, mesmo nas plataformas, aparentemente, mais inocentes, com jogos digitais, ali, estão sendo fomentados jogos mortais, em chats (fóruns), que vão desde desafios suicidas até a prática de violência, extrema, com animaizinhos.

Esse é um fenômeno mundial, fortemente, presente na China, onde não há leis de proteção animal, com a produção desse tipo de conteúdo online, que tem sido disseminado por todo o mundo.

Eventualmente, os crimes cometidos no privado, em quartos e banheiros, onde se escondem as fábricas de psicopatas juvenis, extravasa para o mundo real, sendo praticados em praças e parques públicos.

É preciso leis para criminalizar essas plataformas, que permitem esse tipo de conteúdo, e pais vigilantes no que os filhos consomem na Internet.

 

*A reflexão sobre a violência em nossa sociedade

O caso ocorrido com o cãozinho Orelha trouxe à memória outros casos recentes, de ampla repercussão, de animais violentamente mortos, como o caso do cavalo de Bananal que teve as patas decepadas ainda vivo, porque caiu de exaustão.

Lembro que diante da comoção e revolta de todos, o rapaz disse: “Eu não sou um monstro, sou do meio, eu trabalho com gado e cavalos”.

 

E aí está uma importante consideração, incômoda para a maioria!

Se, com razão, nos ressentimos tanto em relação à violência praticada contra um cão, um gato, um cavalo, como somos capazes de tolerar e financiar uma máquina mortífera, a indústria da morte, que “cria” animais, desde o nascimento, com práticas violentas, de apartar das mães, extrair dentes, rabos, parte do bico, castração, TUDO sem anestesia? Para, ainda bebês, seguirem para o matadouro. Sim, na indústria, porcos, bezerros e galinhas são abatidos, em média, com seis meses de vida!

 

ANESTESIADOS ESTAMOS TODOS!

Isso acontece TODOS os dias.

Por você acreditar que alguns animais são pets e outros comida.

TODOS os animais sentem e sofrem da mesma maneira.

Porcos são, cientificamente, mais inteligentes que cães.

Galinhas ronronam assim como os gatos.

Vacas têm vínculos estreitos de amor com seus bezerros.

 

A VIOLÊNCIA, INFELIZMENTE, JÁ ESTÁ INSTITUCIONALIZADA!

ELA FAZ PARTE DA NOSSA SOCIEDADE.

Eventualmente, ela extravasa as paredes dos matadouros e é cometida com pets.

 

E não há argumentos, a carne não é uma necessidade, há proteína nos vegetais.

E não há bem-estarismo que justifique matar um animal que preza pela sua vida e não quer morrer. Não há maneira certa de fazer a coisa errada!

Não, não há Deus no matadouro. Se você o vê ali, não sei quem é o seu Deus!

 

O cachorro protegido no Ocidente é carne pra comer no Oriente.

Mudam as espécies, as culturas. ANIMAIS SÃO TODOS IGUAIS!

 

ENQUANTO A VIOLÊNCIA FIZER PARTE DE NOSSAS ESCOLHAS DIÁRIAS, ESTAMOS FADADOS AO FRACASSO, NÃO SÓ COMO COMO COMUNIDADE, SOCIEDADE, MAS COMO HUMANIDADE.

TODOS OS PRECONCEITOS DECORREM DA IDEIA DE QUE ALGUNS SÃO MELHORES QUE OUTROS. E QUE, POR ISSO, SE TEM AUTORIDADE E PODER PARA SUBJUGAR OS CONSIDERADOS INFERIORES.

É PRECISO RETIRAR A VIOLÊNCIA DO PRATO E ENSINAR AS CRIANÇAS A RESPEITAR OS ANIMAIS. A VIDA HUMANA E ANIMAL, EM TODAS AS SUAS FORMAS.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

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segunda-feira, 1 de julho de 2024

O que é o soro bovino fetal?

 


O soro bovino fetal é um subproduto do abate de vacas grávidas, produzido a partir do sangue de bezerros não nascidos (fetos), que é utilizado para o cultivo de células, com a finalidade de pesquisa e produção de medicamentos.

 

Ele é produzido em condições muito específicas e não são todos os frigoríficos que atendem os requisitos técnicos para sua produção. Mas, a Portaria 365/2021 do Ministério da Agricultura autoriza o abate em todos os frigoríficos, logo, podemos constatar que há uma grande parte de animais gestantes abatidos, que não são utilizados para a produção de soro bovino fetal.

 

Em 17 de julho de 2023, o TRF do Paraná publicou a decisão de indeferimento da Tutela antecipada, que solicitava a suspensão imediata do artigo 7º. A argumentação foi: "Aludido material (fetal serum bovine – FBS) possui larga aplicação na indústria farmacêutica e bioquímica, por conta do seu uso como suplemento de cultura de células, sendo também utilizado em medicamentos veterinários".

 

O artigo 7º trouxe um retrocesso na questão de animais gestantes, pois o abate e utilização da carne in natura daqueles em estágio avançado de prenhez, para fins de alimentação humana, passaram a ser permitidos, além de estender o tempo permitido do terço final para 90% da gestação.

Em setembro de 2021, Animal Equality, Fórum Animal, Alianima, Sinergia Animal e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA) entraram com uma Ação Civil Pública na 11ª Vara Federal da Justiça Federal de Curitiba, pedindo pela suspensão do artigo 7º e, consequentemente, o fim do abate de animais em estágio avançado de gestação.

 

Entenda porque o abate de vacas grávidas deve ser proibido

Imagine um animal de 8 ou 9 meses de gestação viajando em pé, sem poder se sentar, em momento algum, em um caminhão lotado, sem ventilação adequada, sem alimento e água, por mais de 8 horas. É isso o que acontece com vacas grávidas, no transporte até o abatedouro.


Quando a mãe morre, logo em seguida, o bezerro sofre asfixia (hipóxia), afinal, é o oxigênio que ela respira, que mantém o seu filhote vivo. Assim que cortam o pescoço da vaca, é possível ver o desespero do bezerro dentro da barriga, se debatendo, até que ele, também, acaba morrendo e para de se mexer.

De acordo com os fiscais, que trabalham nos frigoríficos, essa prática vem se tornando cada vez mais comum, apesar de ser um desrespeito aos preceitos de bem-estar animal e, por isso, eles se viram obrigados a denunciar este caso que, segundo eles, é uma situação que envolve maus-tratos.

Precisamos exigir que o Ministério da Agricultura imponha que o abate, bem como o transporte de vacas grávidas, seja proibido. Assine e compartilhe a petição, para impedir esse terrível abuso animal!

https://animalequality.org.br/participe/abate-vacas-prenhes


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Fiscais agropecuários denunciam abate de vacas prenhas para consumo no RS





Prática é recorrente nos frigoríficos do Estado, relatam servidores

Matéria de Giovani Grizotti

Imagem O Globo

Fiscais agropecuários estaduais alertam para o abate para consumo humano de vacas prenhes em estágio avançado de gestação. O tema foi abordado em reportagem exibida pelo RBS Notícias. A Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul alega que, desde 2017, o Ministério da Agricultura permite a venda desse tipo de carne. A Secretaria de Agricultura garante que vai discutir o assunto internamente. Uma das alternativas é criar uma legislação estadual para desestimular a prática.   

Os vídeos dos abates foram gravados pelos próprios fiscais que realizam o controle do abate dentro dos frigoríficos. Parte dos registros foi realizada na semana passada. Em um conjunto de nove fotos, dá para contar 97 fetos enfileirados em vários frigoríficos.

— É uma rotina nos estabelecimentos. A quantidade é exagerada e isso choca pra quem estudou pra cuidar do bem-estar dos animais — afirma a fiscal agropecuária do estado Raquel Cannavô, que revelou as imagens.  

Em um dos registros, é possível perceber o filhote se mexendo no útero da mãe, momentos antes do abate. As imagens revelam os fetos, praticamente formados, sendo retirados dos animais.

– O que mais me deixa triste é ver uma vaca prenha indo pro abate. Eu sei o quanto é difícil emprenhar uma vaca, o quanto é custoso. Muitas vezes, esses animais vêm para o abate prenhes para serem descartados. É um dos momentos mais dificeis de fiscalização – afirma o fiscal agropecuário Paulo Anezi Júnior.

– Na legislação anterior, essas carcaças  de fêmeas abatidas em estado de gestação não poderiam servir para consumo in natura. Então, elas acabavam sendo descartadas e isso acabava sendo um prejuízo econômico para o estabelecimento e para o produtor, o que não acontece mais hoje. Essas carcaças elas podem ser aproveitadas e não existe nenhum tipo de penalidade, nenhuma multa ou algo do tipo – explica Beatriz Scalzilli, vice-presidente da associação.

Procurado pela RBS TV, o ministério não informou as razões das mudanças nas normas. De acordo com os fiscais, esse tipo de situação é tão frequente que, às vezes, as fêmeas dão à luz momentos antes de serem abatidas. Nesse caso, a rês só pode ser carneada dez dias após o parto. Em depoimento à reportagem, um ex-funcionário de um frigorífico gaúcho disse já tentou evitar o abate de reses no terço final de gestação, sem sucesso. 

– Sendo mandado pelo patrão, tinha de fazer. Numa ocasião, a gente chegou no "mangueiro", um dia, pra tocar o gado pra dentro, pra abater.  Tinha uma vaca deitada e agonizando pra parir. (...) Pelo tamanho da vaca, pelo jeito dela, havia dois terneiros dentro do útero. "Mas não interessa", diz ele. Pode abater. A gente fez o serviço. Quando abriu o ventre dela, dois terceiros "macho". Eu, como é que  vou te dizer, só não chorei por im capricho né – lamenta.  

Conforme ele, até a carne dos fetos era aproveitada para ser vendida como vitela, que no mercado tem origem em terneiros jovens, de até um ano. 

— Eu fazia esse serviço de abater o terneiro, abater eles, no caso, carnear. Tava morto, a gente já tirava da vaca morto — diz o ex-funcionário.

Carnear animais prenhes é situação comum entre os abigeatários. Quando faz o flagrante, a polícia indicia os responsáveis por maus-tratos. O delegado que investiga crimes rurais diz que os donos de frigoríficos também podem responder na Justiça, com pena de até um ano de prisão. 

– As imagens são fortes. A gente verifica que o bem-estar animal não está sendo respeitado realmente, e pode incidir a lei de crimes ambientais, no crime de maus-tratos – afirma o delegado André Mendes.

Relatos de autoridades e produtores indicam que muitos criadores deixam as vacas emprenharem de propósito, porque assim, elas não entram para o cio, comportamento que reduz o ritmo da engorda. O Sindicato dos Médicos Veterinários do Rio Grande do Sul, entretanto, condena a prática, e afirma que isso é uma ilusão. 

– Não vale a pena para o produtor porque ele tem uma falsa ideia de que a vaca acaba engordando a mais, mas no frigorifico ela acaba sendo contada apenas pela carcaça, ou seja útero, feto e fluidos fetais acabam sendo descontados e todo esse peso que acaba sendo descontado não vale a pena para o produtor, falando na questão econômica. Não vale a pena para o produtor rural. É uma falsa ideia de estar ganhando dinheiro – afirma João Pereira Jr, diretor do sindicato.  

Representante dos criadores, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) concorda e diz que vender um animal nessas condições é mau negócio para o criador. A entidade que representa os frigoríficos também afirma ser contra esse tipo de abate, mas admite que se trata de uma realidade no mercado.   

— Nós defendemos que a vaca prenha fique no campo e termine seu ciclo de prenhez (gestação). O frigorifico só descobre se a vaca esta prenha quando ela já está no seu processo de abate. quem deveria estar controlando isso a nível de campo é o próprio produtor — diz Ronei Lauxen, presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do RS (Sicadergs).  

“Não é aceitável o abate dessas vacas prenhes. É considerado um desrespeito aos preceitos de bem estar animal. Como médicos veterinários, de acordo com o nosso código de ética, somos obrigados a denunciar estes maus tratos”, explica a fiscal estadual agropecuária Raquel Cannavô, que há pelo menos cinco anos vem observando este problema.

Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), as fêmeas em fase final de gestação são considerados animais inaptos a viajar, pois necessitam de condições especiais. Seguindo esta diretriz, na lei estadual de proteção aos animais (15.363/2019) também consta esta orientação. O decreto 53.848/2017, que trata sobre a inspeção e a fiscalização dos produtos de origem animal no Estado, diz que não é permitido o abate de animais em fase final de gestação. A legislação, porém, não prevê multa ou outro tipo de penalidade.

Para coibir a prática, a legislação precisa ser revista de forma que seja possível responsabilizar, por meio de uma penalidade que seja efetiva, os produtores que enviam vacas prenhes para o abate e os estabelecimentos que seguem abatendo fêmeas em gestação. 

Fonte: Gaúcha ZH e Jornal do Comércio 

De acordo com a ONG Mercy for Animals, cerca de metade das vacas estão grávidas quando são abatidas. Por mês, uma média de 2,6 milhões de bois e vacas são abatidos no Brasil, o que representa uma média de quase 62 animais por minuto. Se pensar nessa quantidade de animais que lutam bravamente por suas vidas morrendo já é triste, imagine então pensar que metade das vacas mortas para consumo de carne estão grávidas?

Um levantamento apresentado no final do ano passado no VI Congresso Estadual de Iniciação Científica e Tecnológica do Instituto Federal Goiano mostrou que entre 33% e 58% das fêmeas estão prenhas quando são abatidas. 46,84% delas encontravam-se no segundo terço de gestação e assustadores 23,16% estavam no último terço de gestação, quando estudos mostram que os fetos já estão bem desenvolvidos e são capazes de sentir dor e desconforto. Sem ligação com as mães, já mortas, os bebês bezerros morrem por asfixia.

Matéria completa aqui https://mercyforanimals.org.br/metade-vacas-gravidas-abate

Diversas matérias em todo o mundo revelam essa prática horrenda, tendo em vista que a indústria do leite está diretamente associada à indústria da carne. São as mães vacas que, quando esgotadas e doentes, não servem mais para produzir leite são enviadas para o matadouro.

E por estarem constantemente grávidas para que haja essa produção não natural, que serve para alimentar seus filhos bezerros e não os desumanos, que, muitas delas, chegam a esses locais para serem carneadas com seus bebês no ventre. Isso tudo é uma monstruosidade!

Saiba mais aqui http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com/2019/06/sobre-maes-e-filhos-as-confissoes.html

Cabe ressaltar que também a prática do bem-estarismo de deixar nascer, para quatro semanas depois abater, também, é cruel. Isso se aplica a todas às fêmeas, vacas, porcas e ovelhas. A abominação de explorar um ser vivo, reproduzir e matar a mãe para, então, se apropriar de seu filho para explorar sua vida, e seguir o ciclo macabro de exploração e morte de seres vivos, considerados de consumo.

Uma mudança simples na nossa alimentação, deixando de consumir derivados animais, é a melhor forma de acabar com a crueldade animal. 


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
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sexta-feira, 17 de julho de 2020

Covid-19: ONGs clamam pela proibição de queimar e enterrar animais em abatedouros nos EUA.


Foto: Bloomberg
Como o coronavírus força muitos fazendeiros a abater seus animais na fazenda, enterrar animais em poços sem revestimento ou queimar em piras ao ar livre pode representar um risco para o público, argumentam os ativistas. (Além de ser extremamente cruel com os animais).
Publicado por The Guardian (Sophie Kevany)

Os poluentes emitidos durante a incineração ao ar livre incluem 'compostos cancerígenos associados a problemas reprodutivos, de desenvolvimento e do sistema imunológico'.

À medida que a briga pelo abate de animais em massa nos EUA continua, ONGs de saúde pública e ambiental pedem ao governo que proíba dois métodos de descarte de carcaças de animais - enterrando em poços sem revestimento e queimando em piras ao ar livre - até que a pandemia de Covid-19 seja “resolvida”.
Os riscos dos métodos para o público, dizem os grupos, incluem o aumento de poluentes no ar, como compostos cancerígenos, ou matéria bacteriana e fecal que vaza para as vias locais da água.
A crise do coronavírus atingiu particularmente os maiores matadouros dos EUA. Como resultado, há uma falta de capacidade de abate e os fazendeiros estão sendo forçados a abater seus animais na fazenda.
Cerca de 10 milhões de galinhas já foram mortas e a indústria de suínos alertou em maio que 10 milhões de porcos poderiam morrer até setembro.

Estimativas mais recentes, disse Dal Grooms, porta-voz da Iowa Pork Producers Association, sugerem que o número de porcos é alto demais.

No entanto, Jim Monroe, porta-voz do Conselho Nacional de Produtores de Carne Suína (NPPC), convocou a petição, apresentada ao Departamento de Agricultura dos EUA e Serviço de Inspeção de Sanidade Animal e Vegetal (USDA-APHIS), em 29 de junho por ONGs, incluindo o Center for Biological DiversityA Earthjustice e o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC), “uma tentativa dos grupos ativistas da agricultura antimecânica de usar uma crise sem precedentes para atacar os agricultores que trabalham duro durante um período muito desafiador”.

Monroe disse: "Os produtores de carne de porco seguem todos os protocolos ambientais e de saúde humana adequados para descarte seguro e têm trabalhado com autoridades federais e estaduais para lidar com essa crise desde o início".
Ele acrescentou que o NPPC "não estava ciente de nenhuma incineração de animais despovoados". Em vez disso, ele disse: “Alguns estimam que até 1 milhão de porcos do mercado ter ido para renderizar [para a gordura, a alimentação do gado ou alimento para animais], o que seria uma proporção significativa de animais despovoadas”.

As ONGs temem que “o descarte de animais sub-regulamentado e mal monitorado durante a pandemia” criará sérios riscos à saúde pública. Onde os animais são incinerados nas fazendas, a "incineração no local por pira" corre o risco de agravar a poluição do ar, que é "um fator associado a taxas mais altas de mortalidade por Covid-19".
Os poluentes emitidos durante a incineração ao ar livre, segundo ele, incluem "compostos cancerígenos associados a problemas reprodutivos, de desenvolvimento e do sistema imunológico".
Para enterros sem forro, onde não há barreira entre as carcaças de animais e o solo, "existem riscos à saúde de bactérias e matéria fecal vazando para o lençol freático", disse Hannah Connor, advogada sênior do Centro de Diversidade Biológica.

O principal método de abate de galinhas é o uso de espuma, que pode conter produtos químicos nocivos. 
Para tornar mais fácil para as pessoas descobrirem se as carcaças estão enterradas ou queimadas perto de casas ou suprimentos de água, a petição pede ao APHIS para criar um "banco de dados pesquisável e classificável eletronicamente".
Os métodos de descarte antes do descarte são outro problema. "Depende muito de como os animais são abatidos [em termos de impacto ambiental]", disse Connor. "Se os porcos são abatidos, há preocupações sobre a entrada de chumbo no meio ambiente e na água".
Para as galinhas, disse Connor, um dos principais métodos de abate é a formação de espuma. “A espuma pode ter PFAS, essa é a família de produtos químicos que inclui PFOA e PFOS. Os produtos químicos PFAS estão ligados a uma série de problemas de saúde, incluindo cânceres, problemas renais e sistemas imunológicos suprimidos”.

Substâncias per e polifluoroalquil, ou PFAS, às vezes são chamadas de "produtos químicos para sempre". Um filme recente, Dark Water, inspirado em uma história verdadeira, retrata os danos causados ​​pelo PFOS às pessoas na cidade de Parkersburg, na Virgínia Ocidental, a partir da década de 1950. O PFOS, ou C8, foi usado na fabricação de Teflon.

"Esses produtos químicos são prejudiciais, mesmo em níveis extremamente baixos e muito persistentes no meio ambiente", disse a advogada sênior do NRDC, Valerie Baron.
Nem a American Medical Veterinary Association (AVMA), que publica diretrizes de despovoamento, nem o USDA-APHIS responderam a perguntas sobre PFAS em espumas usadas para despovoamento. Também não houve resposta imediata do setor de comércio de frango, a Delmarva Poultry Industry (DPI). O DPI anteriormente não respondeu a perguntas sobre abates e métodos.
                                     
Anna Reade, cientista da equipe do NRDC, disse que “nada impede que produtores de animais industriais usem espuma contendo PFAS, que é espuma de combate a incêndios, para despovoamento de aves, e ouvimos relatos de que isso está acontecendo. A maioria das espumas no mercado dos EUA contém PFAS”.
O porta-voz do USDA-APHIS confirmou que recebeu a petição. Eles disseram que o departamento “analisará isso. No momento, essas são todas as informações que temos disponíveis”.
A petição concede ao USDA-APHIS sete dias para responder. Se nada for feito até então, Connor disse que as ONGs vão considerar ir a tribunal.
Em um desenvolvimento separado dos EUA, 12 ativistas de animais estão enfrentando acusações, incluindo roubo e delitos relacionados a uma recente investigação em vídeo secreta de um abate em massa de porcos em Iowa, usando um método de abate aprovado chamado Ventilator Shutdown Plus (VSD +). O método envolveu o desligamento da ventilação de porcos e a introdução de vapor para causar a morte por hipertermia.
Em 19 de junho, um jornal local de Iowa, o Des Moines Register, informou que o produtor de suínos onde a organização de direitos animais DxE disse que filmava o abate de VSD havia parado de usar o método. O produtor não respondeu a perguntas ou chamadas por email.

No Brasil, a Fórum Animal tem negociado há meses com as principais empresas do setor para a criação de um plano de contingência para os animais de fazenda, com inclusive uma petição para pressionar os principais dirigentes nesse sentido, infelizmente sem respostas.

No estado do Rio Grande do Sul, um dos estados com maior foco do coronavírus advindo de matadouros, muitos animais tem sido abatidos em caráter emergencial, sem qualquer tipo de regulação que vise minimizar o sofrimento animal e os impactos ambientais. Ou seja, é possível perceber similaridades que corroboram para uma realidade mundial de muito dano, ainda, pela frente, mesmo pós pandemia, como efeito dessas ações.


Dizy Ayala

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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Covid-19: confirmados surtos em matadouros e aviários na Europa



Em vários países europeus, as atenções das autoridades de saúde estão agora centradas em matadouros e aviários, onde estão a surgir novos surtos de Covid-19.

O maior matadouro da Europa, em Munique, na Alemanha, é o principal foco de contágio, com 1.300 casos, ou seja, 20% dos trabalhadores infectados. Há funcionários internados, alguns sob cuidados intensivos.

Os surtos locais na Alemanha fizeram disparar a taxa de contágio no país, que está nos 2.88, acima de 1, valor máximo para controlar a doença.
Países Baixos, Espanha e Reino Unido são outros países onde também há registro de surtos em vários matadouros, considerado um ambiente propício para focos de coronavírus em todo o mundo.


Fonte: SIC Notícias


Dizy Ayala

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