domingo, 31 de janeiro de 2016

Não basta ser 0% lactose!



Não basta ser 0% lactose!

Por Dizy Ayala


Com o mercado em ascensão na busca por produtos sem leite, fique ligado! Várias marcas que tem  leite de vaca na composição anunciam produtos 0% lactose. Mas não basta ser 0% lactose!

Seja por opção ou restrição alimentar, por alergia ou intolerância, as pessoas precisam ter o que se chama: segurança alimentar. Assegurar-se que o alimento é mesmo fonte de nutrição e não intoxicação! Especialmente no que diz respeito às crianças, gestantes e idosos.

Por meio de uma recente consulta pública, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende implementar mudanças em rótulos de alimentos com substâncias que podem causar alergia.

A proposta é colocar em evidência os ingredientes alergênicos, como cereais com glúten, crustáceos, ovo, peixe, leite, bem como os com algum potencial para alergia, em casos específicos, como a soja, amendoim, castanhas, nozes e sulfitos (presentes no vinho).

A ideia surgiu depois de ser criada a campanha #Poenorotulo, no Facebook, em 2015, por um grupo de 700 mães que têm filhos com alergia alimentar. O objetivo, segundo o perfil da comunidade da rede social, é alertar os consumidores sobre o risco que a falta de informação no rótulo pode trazer às pessoas com alergia alimentar.

Ingredientes como o leite estão presentes em boa parte dos produtos, desde a margarina até os biscoitos "água e sal". Não é apenas uma questão de intolerância à lactose. 

Lactose é o nome dado ao açúcar do leite e o que as pessoas tem, especialmente as crianças, é intolerância à proteína do leite. A caseína, hormônio presente no leite, não foi feito para o metabolismo humano e sim para o bezerro.

Não há benefícios comprovados na obtenção de cálcio e ferro como amplamente divulgado, por conta da diferenciação na síntese desses componentes, no organismo humano.



Assim como para toda a ordem dos mamíferos, o leite materno é concebido pelas fêmeas como principal fonte de alimento para seus filhotes, na primeira infância.

Porém, os seres humanos são a única espécie que pretende beber leite mesmo na idade adulta. 

O leite da vaca é para o bezerro! Para que seja concebido para alimentação humana, ele é adulterado desde a sua fonte, a vaca!

Para a produção do leite, vacas são induzidas ao cio, por meio de hormônios, para que estejam constantemente grávidas. Após os nascimento e separação de seu filhote, o leite desviado para o consumo humano virá da ordenha frequente ao ponto de inflamar o ubre, e tanto o pus quanto os antibióticos administrados estarão presentes no leite!




A própria proteína do leite, a caseína, produzida para o bezerro, quando sintetizada no organismo humano se torna caseomorfina. Para humanos a morfina está ligada a casos de diabete tipo 1, autismo e esquizofrenia.

Seguem-se então as várias alterações a partir daí, muitas delas para mascarar cheiro e aspecto, uma verdadeira maquiagem, com o uso de químicos, agressivos ao organismo e com potencial cancerígeno, como o formol.


Saiba mais em: Laticínios não fazem parte de uma alimentação saudável afirma estudo de Harvard
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2015/06/laticinios-nao-fazem-parte-de-uma.html

Prefira leites e queijos vegetaiseles são nutritivos e funcionais e não maltratam os animais!




Há várias opções de queijos vegetais como o tofu, Queijoquinha, a linha de queijos da Superbom, entre outros. São muitas as opções de pastas vegetais, similares ao requeijão, inclusive com sabores como o queijo gorgonzola e provolone.




A Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia estima que 8% das crianças no Brasil são alérgicas. O consumo de leite está relacionado ao câncer, especialmente o de mama e o de próstata, osteoporose, alergias, dermatites, inflamações, infecções de repetição como amigdalites, bronquites, otites, sinusites, rinites.

Dependendo do grau da alergia, a pessoa pode ter choque anafilático, com fechamento da glote, e outras reações, que podem levar até a morte.


video
Programa Melhor pra Você: O Leite é um veneno, alerta nutrólogo

É de interesse público estar ciente do conteúdo dos alimentos para fazer valer os direitos do consumidor nas suas escolhas de consumo, seja por motivo de saúde e também pela opção de regime alimentar diferenciado.



Linha de sorvetes da Trivialy sem leite animal
A linha de produtos sem leite de origem animal só faz aumentar e você não precisa se privar! Há que se considerar que há um parcela significativa da população brasileira, em torno de 10%, com dieta vegetariana ou vegana. E nesse sentido há um empenho do consumidor por se informar acerca de muitos alimentos que tem aditivados ingrediente de origem animal, como o leite, corantes cochonilla (cascudos torrados) em salgadinhos e biscoitos, ácido láteo em chimias, gordura animal e ovos, entre outros. É preciso estar atento aos rótulos e procurar pelo SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) sempre que necessário.





O Código de Defesa do Consumidor (CDC) assegura o direito básico à informação adequada e clara com relação à composição do produto, além da quantidade, das características e dos riscos que apresentam. A obrigatoriedade de informação em embalagens está regulamentada na Lei 10.674, de 2003, que trata, por exemplo, do glúten. Pelo texto, o rótulo deve informar se no alimento contém ou não a substância, para segurança alimentar de pessoas portadoras de doença celíaca.
Em países europeus, essa rotulagem já é vigente desde 2003 e nos Estados Unidos desde 2006.
Art. 6º – São direitos básicos do consumidor:

I – a proteção da vida, saúde e 
segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;

II – a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a 
liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;

III – 
a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; (Redação dada pela Lei 12.741, de 2012)

IV – 
a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;

V – a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;

VI – a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos.






Dizy Ayala
Defensora dos Direitos dos Animais, 
Formanda em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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Ação pelos Direitos dos Animais  

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Pelo fim de animais em festas de rodeios, vaquejadas e touradas



 Pelo fim de animais em festas de rodeios, vaquejadas e touradas

Por Dizy Ayala
18 de janeiro de 2016

Rodeios, vaquejadas e touradas são tortura travestida de cultura. O que é tido como diversão no palco, ou melhor, arena dos rodeios, na verdade trata-se de espetáculo de brutalidade e maus-tratos. Ali figuram cavalos e bois, animais naturalmente imponentes, subjugados pela pessoa do peão, que fazendo uso de verdadeiros instrumentos de tortura promove as gineteadas e vaquejadas. Os animais são submetidos pela dor e pelo sofrimento.

Nem mesmo bezerros são poupados

Ao contrário de um esporte, onde todos os envolvidos o praticam de livre e espontânea vontade, no rodeio o animal é tratado como mero objeto desprovido de vida própria e, pior, como se desprovido fosse da capacidade de sentir dor ou como se tal capacidade não tivesse qualquer importância.

A violência não se restringe ao evento em si. Longe dos olhos do público ou da pretensa fiscalização veterinária e sanitária, é comum o animal sofrer castigos e privações. Desde o transporte de caminhão aos locais de festa, em condições precárias e insalubres, passando pelo ritmo alucinante dos treinos, tudo isso agrava o martírio a que os animais são submetidos. Sem se limitar, portanto àqueles 8 segundos oficiais de montaria ou de perseguição e derrubada.

Essa prática desafia o conceito de evolução e civilidade humanas, pois fere a moral e a ética e somente pela atuação de grupos específicos, que por tradição, totalmente provinciana e ultrapassada, pretendem afirmar a valentia do peão na doma do animal. Não é valente quem maltrata um inocente! Recentemente, um desses peões de rodeio afirmou que para esses animais que não se adaptam à lida no campo, o rodeio é a opção para poupá-los a morte nos matadouros. Como se houvesse algum mérito em submeter esses animais a serem frequentemente feridos, seja pela espora, chicote, sédem, relho, arreios e as fraturas decorrentes da montaria. E chamam a tudo isso de diversão! Tortura não é cultura, muito menos diversão!



Diversas marcas e emissoras de rádio e tv patrocinam tais eventos. É importante estar atento para evitar o consumo de produtos que promovem a exploração animal.

Quem frequenta esses locais como espectador é cúmplice e tão responsável quanto os que afligem esses animais. Não se trata de opor-se aos festejos e shows musicais e sim propor que se celebre o encontro, sem que nenhum inocente tenha que ser humilhado, subjugado e mal tratado. Basta de crueldade! Que o laço não lace dor e enlace o coração! Há que evoluir a tradição em compaixão! Por respeito aos animais, à vida e os valores de respeito e humanidade para as próximas gerações!


Conforme a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, em Bruxelas, em 27 de janeiro de 1978, artigo 10º, “Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem. A exibição dos animais e os espetáculos que utilizam animais são incompatíveis com a dignidade do animal”.


Dizy Ayala
Defensora dos Direitos dos Animais, 
Formanda em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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Ação pelos Direitos dos Animais  

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

EXISTE UMA FORÇA MAIOR QUE O ACASO. A ESCOLHA.

EXISTE UMA FORÇA MAIOR QUE O ACASO. A ESCOLHA.

Por Dizy Ayala


Liberdade é ter escolha. E quando se é condicionado a fazer tudo igual sem pensar, sem ponderar, somos levados a pensar que não temos escolha. 
Mas há sim!

"A questão da escolha não é entre as opções que se têm diante de si; trata-se na verdade de decidir quais são nossos valores mais profundos, porque em ultima análise, é isso que motivará nossa decisão final. E quando se tem claros os valores, a decisão é consequência". (Liz Greene)

Podem as circunstâncias não serem as melhores, quando tomamos para nós as decisões sobre nossas escolhas, com consciência, seremos livres. 
Na prática, vivemos em uma sociedade de consumo que procura estabelecer o valor de cada um de nós por aquilo que temos ou o que somos capazes de ter como consumidores.

O quanto você está disposto a enxergar?

O mundo está erigido no valor do dinheiro e as grandes corporações estão dispostas a fazer qualquer coisa para obter lucro. Elas devastam a natureza, sacrificam vidas humanas e animais e até mesmo fomentam conflitos mundiais para render ganhos com armamentos e a fome.

Sim, as mesmas empresas que dominam o mercado de alimentos são também as que fomentam o mercado farmacêutico. Quando o alimento deixa de ser o seu medicamento, como dizia o filósofo grego Hipócrates e as pessoas se alimentam da dor de animais assassinados e subprodutos da indústria, produtos tóxicos e nocivos à saúde, a farmácia passa a ser a extensão da mesa e um negócio bastante rentável.
Quando a população mundial está sedenta e com fome, ela está sujeita e submissa aos que detém o poder do capital.

Existem milhares de pessoas no mundo que hoje estão reféns de líderes mundiais por se tratarem de refugiados de guerra, nações desoladas por epidemias e fome, aquelas mesmas que são o maior potencial de recursos para diversas indústrias.

Por outro lado, há pessoas, como nós, em condições de se alimentar, morar em domicílio fixo, estudar e trabalhar. Especialmente ao nosso grupo de pessoas que dispõe dessa condição e esclarecimento, recai o compromisso de fazer escolhas conscientes que questionam a procedência de produtos e serviços. Porque se você compra dessas corporações você está financiando as práticas de exploração. É o seu dinheiro quem paga.

QUEM TEM DIREITO DE ESCOLHA PODE FINANCIAR PRÁTICAS QUE SEJAM COOPERATIVAS PARA O PLANETA E SEUS RECURSOS NATURAIS E DEFENDER POPULAÇÕES LOCAIS DE INÚMEROS PAÍSES QUE POR ATIVIDADES EXTRATIVISTAS,TENDEM A SER EXPLORADOS POR EMPRESAS MILIONÁRIAS E SEM ESCRÚPULOS.

No que diz respeito aos animais tidos como de produção, vale a mesma premissa! Quem são as pessoas contratadas para fazer o serviço sujo para que as bandejas de supermercado estejam abastecidas?  Pessoas, em sua maioria,  sem instrução e sem perspectiva. Ou aqueles mesmos exilados de guerra, que estão à mercê da economia de outros países.

A esmagadora maioria das pessoas que compra no supermercado não teria coragem de matar animais para comer, porém sente-se confortável com a ideia de financiar o crime fazendo com que pessoas façam de seu ofício, o ato de matar, exaustiva e doentiamente,  todos os dias!

Cabe refletir e agir fora da matrix! Valendo-se de valores éticos e morais!


Isso porque a ética convida os indivíduos a problematizar os significados dos valores morais. Esses tendem a ser naturalizados pela sociedade uma vez que são anteriores aos indivíduos e dão forma aos costumes (CHAUÍ, 2012, p.386). Ao tencioná-los, descortina-se a possibilidade de agir eticamente e não apenas em função de padrões ou leis de conduta. Por essa razão, para Arendt (2004), quando um indivíduo, ante uma situação controversa, é capaz de dizer “não devo” em lugar de “não posso” ou “não quero”, efetivamente tem-se uma ação ética. Dizer “não posso” pressupõe o veto de alguma lei ou norma enquanto “não quero” se resume à arbitrariedade dos desejos. Não obstante, “não devo” delata a existência de uma consciência moral e o caráter de pessoas que são capazes de privilegiar uma escolha ética a uma escolha meramente baseada nos limites das leis ou nos apetites dos seus desejos.

SEJAMOS A MUDANÇA QUE QUEREMOS VER NO MUNDO! (Gandhi)



Dizy Ayala
Defensora dos Direitos dos Animais, 
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