segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Canadá lança novo guia para alimentação que exclui laticínios e enfatiza alimentos vegetais


Canadá lança novo guia para alimentação
que exclui laticínios 
e enfatiza alimentos vegetais

Por Dizy Ayala

Novas recomendações para uma alimentação saudável foram publicadas pelo governo canadense com ênfase na importância de se incluir uma “proporção elevada de alimentos à base de vegetais”. Os vegetais, portanto, foram colocados em uma categoria acima dos alimentos de origem animal.

O guia ressalta a importância dos grãos integrais e que esses são a melhor fonte de proteína. A recomendação é a de uma “ingestão regular de vegetais, frutas, grãos integrais e alimentos ricos em proteínas, especialmente fontes de proteína baseadas em vegetais”.

Há também um incentivo para que as pessoas deixem de consumir produtos de origem animal, substituindo as gorduras saturadas, presentes nesses alimentos, pelas chamadas gorduras insaturadas, provenientes de alimentos vegetais, particularmente as oleaginosas (castanhas, amêndoas, gergelim, linhaça, óleo de oliva e de girassol, entre outros) que são saudáveis e benéficas para o organismo.
Ainda de acordo com as diretrizes, as pessoas são estimuladas a beber água e eventualmente, sucos naturais de fruta. O leite e seus derivados foram retirados do guia, tendo em vista estudos recentes que o apontam como um alimento de risco.
Saiba mais aqui
Laticínios não fazem parte de uma alimentação saudávelhttp://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2015/06/laticinios-nao-fazem-parte-de-uma.html
Por fim, o guia destaca que “as dietas com mais alimentos à base de vegetais estão associadas a um menor impacto ambiental”, uma vez que a produção de alimentos está intimamente relacionada ao meio ambiente.  A produção de produtos de origem animal é reconhecidamente a principal causa de degradação ambiental e das mudanças climáticas, por conta das emissões de gases de efeito estufa, a degradação do solo, poluição e escassez da água, desflorestamento, a morte de animais silvestres, entre outros.
As diretrizes do guia alimentar do Canadá, com foco na alimentação saudável, estão baseadas em estudos e pesquisas que apontam para evidências de saúde humana. Portanto, foram desconsiderados dados apresentados pela indústria.

Matéria redigida a partir de dados publicados no Huffington Post.

Dizy Ayala

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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Vaca sagrada? Investigação revela a crueldade nas fazendas de laticínios na Índia.


Vaca sagrada?
Investigação revela a crueldade nas fazendas de laticínios na Índia.

Por Dizy Ayala

Investigação feita pela organização de proteção animal Pune Animal Equalite, ao longo de dois anos, revela a crueldade contida em um copo de leite.

Foram registrados o manejo feito por homens sem preparo técnico, usando equipamentos não esterilizados nos processos de inseminação (que é quando fecundam as vacas forçadamente através da introdução de cilindros em seus genitais). Também casos recorrentes de espancamento de animais, com varas e correntes, e bezerros afastados das vacas com apenas dias de nascimento. Nada de incomum para a terrível realidade da indústria do leite em todo mundo.

Aproximadamente 107 fazendas, dois centros de coleta de sêmen, 11 mercados de bois e vacas, oito matadouros, sete mercados de carne e cinco curtumes em Haryana, Punjab, Telangana, Kerala, Tamil Nadu, Karnataka, Uttar Pradesh, Gujarat e Maharashtra foram investigados.


As práticas nestes locais violam a Lei de Prevenção de Crueldade contra Animais (PCA), de 1960, as Regras de Transporte, de 1978, as Regras do Matadouro, de 2001, e diversas ordens do Supremo Tribunal.

O que chama a atenção é que tais práticas na Índia, como em qualquer outro país, estão na contramão do mercado, tendo em vista a queda acentuada no consumo de leite e seus derivados. Sem contar que a cultura deste país é mundialmente conhecida por considerar a vaca como sendo sagrada, portanto digna de cuidados especiais. Esta é a questão chave a ser refletida quanto à exploração animal, seja em que lugar e de que forma for.

Não há bem estarismo na exploração de animais, somente práticas menos ou mais cruéis. O fato é que sempre haverá dano. E é sabido, hoje em dia, que a fantasia da fazendinha feliz não existe. “Eles são torturados diariamente. Na natureza, o gado pode viver até 20 anos. Essas práticas cruéis fazem com que seus corpos se deteriorem em apenas quatro anos”, declarou Amruta Ubale, diretora executiva da Animal Equality.

De acordo com o departamento de pecuária, laticínios e pesca, a Índia possui 327 milhões de bois e vacas, o maior número do mundo. De acordo com o Hindustan Times, o governo fez um investimento para atender uma demanda nacional de 150 milhões de toneladas de leite de 2016 e 2017, e pretende aumentar para 210 milhões de toneladas até 2021.
Segundo a matéria, um funcionário do alto escalão do Ministério do Meio Ambiente Sindical disse que as diretrizes são estabelecidas pela Lei de Prevenção de Crueldade contra Animais, de 1960, mas o departamento de pecuária é que faz o monitoramento. Um absurdo. Tendo em vista que para a indústria interessa apenas o lucro.

Para que o leite possa servir aos humanos, vaca e bezerro são apartados e o bezerro costuma ser descartado (deixado pra morrer) ainda bebê. Em fazendas leiteiras, ou segue para a produção do baby beef ou, como novilho, vive por no máximo seis meses para então ser morto. A vaca será explorada por volta de quatro anos, até que siga para o abate para consumo de carne e couro. Portanto, não há consumo de leite e seus derivados (queijo, iogurte, milkshake) de origem animal, sem sofrimento e morte.


Por conta de um número crescente de pessoas que optam por produtos de origem vegetal, seja pela consciência animal, questões alimentares ou intolerância, uma vez que esses produtos estão carregados de insumos (hormônios e antibióticos) nocivos à saúde, sendo a razão de várias doenças, há várias opções no mercado de leites, iogurtes e queijo vegetais. Não seja cúmplice da crueldade. Você pode também preparar em casa. Confira no link http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/search?q=leites+vegetais

Sua saúde e as vaquinhas agradecem!




Matéria editada, com considerações próprias da redatora, a partir de informações publicadas pela ANDA (Agência Nacional de Direitos Animais) da matéria original publicada por Hindustan Times.

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A Teoria do Centésimo Macaco - Uma reflexão sobre o poder pessoal


A Teoria do Centésimo Macaco

Uma reflexão sobre o poder pessoal


O Centésimo Macaco é o nome de um novo mito. Trata-se de uma estória várias vezes repetida e que serviu de tema literário nos últimos vinte anos. Tem origem muito recente e, no entanto, como os mitos gregos a respeito da Guerra de Tróia, não está claro onde terminam os fatos e começam as metáforas. A estória se baseia em observações científicas sobre colônias de macacos no Japão. A versão mais amplamente difundida foi escrita por Ken Keyes Jr. e é , apresentada a seguir, em forma condensada e parafraseada.

Ao longo da costa do Japão, os cientistas estudam colônias de macacos habitantes de ilhas isoladas, há mais de trinta anos. Para poder manter o registro dos macacos, eles colocavam batatas doces na praia, para que os animas as comessem. Os macacos saíam das árvores para pegar as batatas e, assim, expunham-se a ser observados com total visibilidade. 

Um dia, uma macaca de 18 meses chamada Imo começou a lavar a sua batata no mar, antes de comê-la. Podemos imaginar que seu sabor tornava-se assim mais agradável, pois o tubérculo estava livre da areia e do cascalho e, talvez, ligeiramente salgada. Imo mostrou aos outros macacos de sua idade e à sua mãe como fazer aquilo; os animais jovens mostraram às próprias mães e, aos poucos, mais e mais macacos passaram a lavar as batatas em vez de comê-las com areia e tudo. No princípio, só os adultos que tinham imitado seus filhos aprenderam o jeito novo; gradualmente, outros também adotaram o novo procedimento. 

Certa vez, os observadores perceberam que todos os macacos de determinada ilha lavavam suas batatas doces. Embora isso fosse significativo, o que foi ainda mais fascinante de registrar foi que, quando essa mudança aconteceu, o comportamento dos animais nas outras ilhas também mudou! Todos eles agora lavavam suas batatas, e isso levando em consideração o fato de que as colônias de macacos das outras ilhas não tinham tido contato direto com a primeira.

O Centésimo Macaco é uma alegoria da Nova Era que oferece esperança às pessoas que trabalham para operar mudanças em si mesmas e no planeta, e que às vezes duvidam de seus esforços individuais. E sugere que, afinal de contas, todos podemos sim fazer a diferença!


original blog Vivência em Cura


Dizy Ayala

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Intoxicação alimentar é responsável pela morte de mais de mil bois no Mato Grosso do Sul.


Intoxicação alimentar é responsável pela morte de mais de mil bois no Mato Grosso do Sul.


Intoxicação alimentar é responsável pela morte de mais de mil bois neste mês em uma fazenda do Mato Grosso do Sul, conforme anúncio da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do mato Grosso do Sul).

"A fazenda produz 80% dos animais da categoria de novilho precoce, colaborando para produzir no estado a melhor carne do Brasil", diz o comunicado, assinada por Persio Ailton Tosi.

*Leia-se “novilho precoce”: bezerro. Hoje, na indústria um bovino com idade média de seis meses segue para o abate, conforme descrição acima, por conta da maciez da carne. Ou seja, uma interferência total no ciclo de vida do animal, que na natureza, viveria 25 anos.

Tudo indica que os animais morreram por botulismo, que é uma toxinfecção, causada pela ingestão de toxinas produzidas por uma bactéria presente na ração. A toxina atua na musculatura, causando paralisia e levando à morte. Os sintomas aparecem até duas semanas após a ingestão do alimento contaminado. Há ocorrência de casos de botulismo também em aves e suínos.

Seja feita a ressalva que a dieta natural de bovinos é o pasto e não ração de milho, altamente modificado e, nesse caso, ainda com problemas de armazenagem, o que ativa potencial toxicológico. O mais alarmante é a informação de que essa doença não é rara entre os bovinos, conforme O departamento de saúde Animal (DSA), ligado ao MAPA. Como vivem em confinamento e tem seus hábitos alimentares alterados, estão mais propensos a desenvolver doenças.

Apenas, “este chamou a atenção, devido ao grande número de animais mortos”. O Departamento diz, no entanto, que como não se trata de uma doença transmissível, "não é desencadeada uma ação de emergência. Somente a propriedade fica interditada até solução do problema".

O fato é que os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já se caracterizaram por atividades de pecuária extensiva com bovinos, em um passado recente, o que incorreu em sérios danos ambientais. Porém, a opção pelo confinamento acaba por gerar outros problemas.

Cabe refletir sobre o porquê de seguir explorando animais para o consumo diante de tantos revezes, somados ao sacrifício animal, que revelam reais problemas do ponto de vista da saúde animal e humana. Qual o nível de intoxicação de animais de produção que não vem a óbito? As carcaças que foram rapidamente enterradas em vala comum, como que pretendendo empurrar pra debaixo do tapete a ocorrência destes episódios que eventualmente tomam maior proporção, mas que não são exceção, senão a regra, nas fazendas de produção intensiva.

Uma alimentação saudável, saborosa e sem crueldade é possível com a vasta variedade de alimentos vegetais, incluindo industrializados, com substituições de carnes vegetais.


Saiba mais em
Modelo de Alimentação Saudável, sem carne, recomendado pelo Departamento de Saúde da ONU

Dizy Ayala

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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Escândalo sobre contaminação de ovos atinge 17 países da Europa.



Escândalo sobre contaminação de ovos atinge 17 países da Europa.

O alerta sobre a contaminação de ovos em quinze países da União Europeia (EU), Suíça e Hong Kong foi feito hoje, pela Comissão Europeia, através do porta-voz do Executivo, e divulgado pela agência de notícias AFP.

Os países da EU atingidos, segundo o anúncio, são: Bélgica, Holanda, Alemanha, França, Suécia, Reino Unido, Áustria, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Polônia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia e Dinamarca.

A crise foi provocada pelo uso de fipronil nas granjas – um pesticida usado no controle de piolhos, pulgas e carraptos em cães e gatos – , mas que é proibido para aves.

A Organização Mundial de Saúde o considera “moderadamente perigoso” e se ingerido através de produto contaminado pode causar náuseas, dores de cabeça e estômago. Há risco de infecção nos rins, fígado e tireóide.

Segundo El País, o pesticida foi supostamente importado da Romênia pela empresa belga Poultry-Vision e misturado a outros inseticidas legais para melhorar seus efeitos. A empresa holandesa Chickfriend teria desinfetado as aves com o composto. Em virtude disso, o consumo de ovos foi desaconselhado, pois o Serviço de Segurança Alimentar havia encontrado fipronil em diversas concentrações, algumas delas muito altas, em 28 amostras. Qualificou os ovos como nocivos para as crianças e o alarme nacional foi dado.

Diante da descoberta, cerca de 300 mil galinhas contaminadas já foram abatidas e os criadores holandeses cogitam sacrificar mais de um milhão de aves.


Os ovos suspeitos foram retirados de lojas e supermercados, mas há risco de contaminação em produtos com esse ingrediente, como doces, molhos, saladas e alimentos infantis. Agentes da vigilância sanitária em um trabalho exaustivo pretendem elaborar uma lista desses produtos.

Ainda segundo a publicação, de acordo com os dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o ativo é autorizado para uso inseticida, formicida e cupinicida especialmente para aplicação no solo no cultivo de batatas, cana-de-açúcar e milho. Além da aplicação nas folhas das culturas de algodão, arroz, eucalipto e soja, dentre outros.

Em junho de 2012, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), fez um comunicado restringindo a pulverização aérea de fipronil, bem como os agrotóxicos: imidacloprido, tiametoxam e clotianidina, no controle parasitário agrícola, pois essas substâncias seriam nocivas, também, às abelhas.



Dizy Ayala

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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Paul McCartney proíbe a venda de produtos de origem animal em seus shows


Paul McCartney proíbe a venda de produtos de origem animal 
em seus shows.

O cantor e ativista fez essa exigência durante sua atual turnê One on One Tour.

A turnê teve início em abril de 2016 com passagens pela Argentina e por Tóquio. No momento, Paul McCartney tem 15 shows agendados nos Estados Unidos desde 05 de julho até 1º de outubro, mês em que chega ao Brasil.

Paul volta a se apresentar em Porto Alegre no próximo dia 13 de outubro.

E no dia 24, em Medellin, na Colômbia A imprensa local se surpreendeu com a exigência feita pelo artista.

Por meio de um comunicado oficial aos organizadores do show, Paul McCartney solicitou que não seja vendido, durante a sua apresentação, nenhum produto de origem animal. A exemplo do que fez o cantor Morrisey, ex The Smiths, em sua última turnê.

De acordo com a revista Noisey, a exigência do artista vale para todos os países que visitará durante sua turnê.

O cantor inglês Paul McCartney. ex Beatle, de 75 anos, é vegetariano desde os anos 60 e ativista pelos direitos dos animais.





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