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quinta-feira, 20 de junho de 2024

Exploração de animais em circos chega ao fim na Espanha


A Lei de Bem-Estar Animal entrou em vigor na Espanha, inaugurando um marco, como a primeira legislação estadual a regular os direitos e a situação dos animais no país. Além de estabelecer diretrizes, para o cuidado de animais domésticos, ela proíbe a guarda de animais selvagens em cativeiro e sua participação em espetáculos.

 

Aos circos, em particular, foi concedido um período de seis meses, para se adequarem à lei, com o prazo encerrando-se em 29 de março de 2024.

 

O primeiro circo a iniciar essa transição, voluntariamente, foi o Circo Europa, liderado por Francisco Cristo, parente direto do famoso treinador Angel Cristo, e sua família. Antes da mudança, o Circo Europa apresentava leões, tigres, cavalos, pôneis, lhamas, búfalos e cobras em seus espetáculos.

 

Contudo, decidiram doar todos esses animais para um centro de proteção animal em Villena, reconhecendo que os animais não teriam mais lugar nos circos. Outros circos seguiram esse exemplo, optando por uma nova forma de entretenimento, sem animais.

 

O Circo do País das Maravilhas, uma instituição conhecida nacionalmente, também decidiu entregar seus animais, incluindo tigres, leão e elefante ao centro de proteção animal.

 

A transição, para espetáculos sem animais, foi desafiadora, mas esses circos encontraram novas formas de entretenimento, preservando a essência do circo tradicional, sem exploração animal.

 

Fonte: ANDA


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

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quinta-feira, 29 de junho de 2023

Espanha põe ponto final aos circos com animais selvagens

 


Aprovação da nova Lei de Proteção dos Direitos e Bem-estar dos Animais, na Espanha, determina a proibição total do uso e exploração de animais silvestres em circos.

 

O trabalho constante de organizações locais deu origem ao InfoCircos, uma iniciativa cujo objetivo era cobrar ações concretas do governo, para acabar com a utilização de animais selvagens em circos em todo o país.

 

Há uma crescente e forte oposição do público ao uso de animais selvagens em circos, o que tem levado cada vez mais países europeus a adotar proibições, ajudando a eliminar, gradualmente, esse setor obsoleto e cruel que explora o comércio de animais selvagens, como grandes felinos, que, muitas vezes, acabam sendo vendidos como animais de estimação exóticos.

 

A nova legislação, também, inclui planos para introduzir um sistema de lista "positiva" de espécies, que restringiria as espécies que podem ser mantidas como animais de estimação exóticos na Espanha.

 

Infelizmente, diversos países, inclusive na Europa, adotaram ou estão em processo de implementação de "listas positivas", permitindo a criação e manutenção de algumas espécies em cativeiro para comercialização.

 

Esse sistema pretende reduzir ou limitar o comércio e criação de animais exóticos, além de adotar uma abordagem preventiva, o que é bom, mas, ainda, o permite a algumas espécies.

 

Contudo, qualquer espécie incluída em uma lista positiva deve atender a critérios relacionados ao bem-estar animal, à conservação, à saúde humana e animal, à segurança e aos riscos ambientais.

 

Desse modo, esse exemplo da Espanha é, parcialmente, positivo, uma vez que impede a exploração de animais em circos, mas, ainda, prevê a manutenção de uma lista de animais silvestres, mantidos em cativeiro, para fins comerciais.

 

No Brasil, a proibição de animais em circos, ainda, carece de legislação federal. Dos 26 estados, apenas 12 possuem legislação que proíbe a prática.

 

Precisamos avançar na consideração moral dos animais e entender que nenhum silvestre merece viver em cativeiro, somente, para satisfazer interesses humanos.

 

Os animais nasceram para ser livres!

 

Fonte: Fórum Animal

 Dizy Ayala

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quarta-feira, 23 de março de 2022

Espanha proíbe zoológicos, dentre outras medidas, com sua primeira lei de direitos dos animais

 


A Espanha fez grandes progressos no reconhecimento dos direitos dos animais, em primeiro lugar, mudando o status legal de cães e gatos, de objetos para seres vivos e sencientes, e, agora, uma proposta de lei de direitos dos animais, que banirá zoológicos e lojas de animais, trará penas de prisão mais duras para os abusadores de animais.

 

Apesar de tudo isso, as touradas, inexplicavelmente, permanecem sem controle. O histórico da Espanha quando se trata de justiça animal nunca foi bom, mas vários movimentos legislativos, nos últimos meses, podem ser indicativos de uma mudança no cenário político que, até agora, protegeu a cultura e as tradições manchadas pela exploração animal.

 

Em dezembro, a Espanha juntou-se a países como França, Portugal, Alemanha e Áustria ao reconhecer certos animais como seres vivos e sencientes, em vez de simples objetos, aos olhos da lei. Em vez de vir de um lugar de pura compaixão, no entanto, essa mudança foi, em grande parte, mais por conveniência legal, esclarecendo como cães e gatos seriam tratados em casos de separação familiar - digamos, se um casal se divorciasse, os cães, agora, seriam considerados semelhantes às crianças em casos de custódia.

 

Assim sendo, a Espanha não considera mais os animais como "objetos" com a aprovação da nova lei de senciência, mas as touradas continuam. Independentemente disso, para um país como a Espanha, cuja essência cultural parece estar nas touradas e em espetáculos rurais de corrida de touros - esta alteração do estatuto jurídico de alguns animais, tornando-os comparáveis a humanos, é muito importante. Até porque pode servir de precedente para mais reformas.

 

A nova legislação foi apresentada pela imprensa como a primeira "lei de direitos dos animais" da Espanha. Porém, a redação exata do projeto de lei ainda não foi vista. Segundo a agência de notícias Reuters, ainda é uma redação prévia decorrente de uma audiência pública, aguardando outra leitura no gabinete e uma votação parlamentar, mas, provisoriamente, é pelo menos um passo na direção certa.

 

Sob a legislação proposta, as lojas de animais seriam proibidas, os zoológicos e aquários seriam transformados em centros de recuperação de vida selvagem, apenas para espécies nativas, e sentenças de prisão para pessoas condenadas por abusar os seus animais de estimação seriam estendidas para até 18 meses, e 24 meses no caso de morte do animal. Animais selvagens em circos, também, seriam proibidos, assim como matar animais de estimação, exceto na necessidade de eutanásia realizada por veterinários.


Via Leslie Austin


Dizy Ayala

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Governo da Espanha libera recursos para produção de carne vegetal impressa em 3D

 

“Com esse investimento, poderemos acelerar o lançamento de nossa tecnologia que vai além das impressoras em 3D, produzindo milhares de quilos de cortes de carne vegetal por hora com máquinas industriais de microextrusão”, anunciou o diretor de desenvolvimento de negócios da Nova Meat, Alexandre Campos.

 

A empresa de alimentos espanhola Nova Meat comemorou a liberação de um valor equivalente a pouco mais de R$ 1,6 milhão por parte do governo espanhol para ampliar sua produção de carne impressa em 3D.

 

“Se quisermos acelerar a transição para um sistema de abastecimento alimentar sustentável e ético, as carnes à base de vegetais não podem ser apenas tão boas quanto as dos animais, elas devem proporcionar uma experiência sensorial superior e benefícios nutricionais”, declarou o fundador e CEO da NovaMeat, Dr. Giuseppe Scionti.

E acrescentou: “Para os consumidores, o fato de serem melhores para o meio ambiente e para o bem-estar animal deve ser um diferencial”.

As carnes vegetais da empresa têm sido criadas a partir de proteínas de ervilha, arroz e algas e não são se limitam a substituir a carne bovina, mas também de porco e salmão. O objetivo é disponibilizar produtos que desestimulem o consumo de alimentos de origem animal e o direcionar para uma alternativa sustentável e amiga dos animais.

Inclusive, a meta é também licenciar a tecnologia para que os produtos sejam fornecidos para empresas alimentícias que queiram revendê-los sob suas próprias marcas.

Dizy Ayala

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quarta-feira, 17 de junho de 2020

Lewis Hamilton gera polêmica ao se manifestar contra touradas na Espanha



 Imagem autoportal

Lewis Hamilton, piloto inglês da Mercedes e hexacampeão da Fórmula 1, voltou a se posicionar em relação a temas polêmicos. Ele que tem voz ativa nas redes sociais, se pronunciou recentemente em protesto pela morte do norte-americano George Floyd e, agora, no último domingo, dia 14, no Instagram, clamou pelo fim das touradas na Espanha.

Segundo Hamilton, a prática é um verdadeiro "massacre de animais".

As tradicionais touradas são consideradas parte da cultura na Espanha. “É realmente nojento, Espanha! As crianças espanholas são ensinadas a torturar e matar touros a partir dos 14 anos. Estamos pedindo ao Ministério da Educação da Espanha, que feche imediatamente as escolas de touradas”, disse Hamilton em seu Twitter.

A própria Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que as touradas violam a Convenção dos Direitos da Criança, já que fazem com que os jovens pratiquem atos violentos, enfatizou ele. "É uma tortura mascarada de cultura", afirmou.

Ainda em suas redes sociais, Hamilton pediu para que seus seguidores assinem uma petição, criada pelas Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta), uma das principais organizações internacionais pelos direitos dos animais, que clama pelo fim das escolas de touradas na Espanha.

Essa não é a primeira vez que Louis Hamilton se manifesta em relação a pautas de defesa dos animais. O piloto é vegano desde 2017.

Em resposta, o ministro da cultura da Espanha, José Manuel Rodríguez Uribes, lamentou a manifestação de Hamilton e a classificou como ofensiva. “São palavras ofensivas e atacam as pessoas que têm uma paixão e um sentimento positivo por uma prática que no nosso país é considerado cultural”, disse o político em entrevista à rádio espanhola RNE.

Com essa declaração infeliz, o ministro evidencia o quão é distorcida a visão do que seja paixão por um esporte, uma vez que animais não foram feitos para o entretenimento e que a tourada é uma verdadeira tortura para os animais.

Como falar em paixão e sentimento positivo ao torturar um animal até a morte, espetacularizando a violência, e pior, perpetuando esses valores para crianças, ensinadas desde a infância a crer no poder imposto pela crueldade e sujeição de um vulnerável e considerado inferior.

Como estudos já revelaram, não é à toa que países como a Espanha revelam traços de violência também em suas relações humanas. Veja-se no caso do trato às mulheres, Homens que afirmam sua virilidade e força pela violência estão a construir que legado?

Que mais vozes se levantem contra a infame violência aos animais e crianças, que devem ser ensinadas sobre a força e importância do amor como catalizador de um mundo mais justo e mais humano. E que tenham eco em cada vez mais corações por todo o mundo.

Dizy Ayala
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segunda-feira, 23 de março de 2020

Coronavírus força cancelamento de todas as touradas na Espanha




O vírus acabou sendo o melhor aliado dos animais e do meio ambiente.

O COVID-19, detectado meses atrás na cidade de Wuhan, China, com uma velocidade incrível, transformou-se em uma pandemia que se espalhou pelo mundo, causando milhares de infecções e centenas de mortes em todo o mundo.

Além da China e da Itália, um dos países mais afetados pelo surto é a Espanha, que possui cerca de 10.000 infecções.

Como medida para controlar a rápida disseminação do vírus, o governo forçou o cancelamento de eventos onde um grande número de pessoas se reúne. De concertos, eventos esportivos e religiosos, aulas, trabalhos de escritório até touradas.

Por esse motivo, a quarentena imposta deixou as ruas do país vazias e, apesar dos grandes contratempos causados pelo vírus, há consequências positivas.

De acordo com a organização animalística Animalistics Naturalis, o coronavírus forçou o cancelamento de 21 touradas em todo o território nacional, o que significa que cerca de 120 animais preparados para esses eventos foram salvos.

'Todas as touradas programadas para março foram canceladas. Madri, Valência, Castellón, Mauricia, Arnedo e muitos outros cancelaram cerca de 21 corridas. 

O AnimaNaturalis exigiu a suspensão imediata de todas as celebrações de touradas em todo o país, uma vez que o setor de touradas não recebeu ajuda compensatória por isso", disseram eles.

A Fundação Toro de Lidia até pediu ajuda da indústria. No entanto, muitos usuários do Facebook comentaram que essa ajuda deveria ir para hospitais e não para promover danos em relação aos animais.

O coronavírus COVID-19, além de "salvar" os animais em eventos, ajudou a reduzir significativamente a caça mundial.




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sábado, 6 de abril de 2019

Na Espanha, circos com animais selvagens são proibidos em Madri.



Seguindo uma tendência mundial, a prefeitura de Madri (Espanha) votou na última semana pela proibição de circos com animais selvagens. O texto aprovado alterou uma portaria municipal no sentido de privilegiar a proteção dos animais.

A capital espanhola, assim como muitas cidades na Espanha, proibiu o cativeiro e o uso de animais selvagens pelos circos. O ativismo pró causa animal, inclusive contra as touradas, é muito ativo na Espanha. Segundo a plataforma InfoCircus, que faz campanha contra os circos com animais, já são nove de dezessete regiões que não permitem essa prática e várias cidades seguem o mesmo exemplo.

Exemplos pelo mundo

Cada vez mais, as pessoas estão boicotando a exploração animal, de um modo geral, inclusive para o entretenimento, e com o clamor da opinião pública, muitas vezes por meio das redes sociais, tem motivado muitos governos a agir.

De acordo com o Animal Defenders International, o uso de animais em circos já foi proibido em diversos países, como: Grécia, Áustria, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Dinamarca, Polônia, Croácia, República Checa, Chipre, Macedônia, Noruega, Estônia, Escócia, Finlândia, Hungria, Itália, Portugal, Malta, Irlanda, Países Baixos, Eslovênia, Romênia, Sérvia, Suécia, Letônia, Costa Rica, México, Bolívia, Peru, Paraguai, Guatemala, Singapura, Irã, Índia e Israel.

E a lista segue aumentando, ainda mais se considerados os países que tem muitos de seus estados e municípios com a proibição.

Confira a lista completa no link


No Brasil, diversos estados já o fizeram:
Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

No final do ano passado, o Havaí proibiu o uso de animais selvagens em circos, tornando-se o segundo estado americano a fazê-lo depois de Nova Jersey.

Recentemente, Portugal promulgou a lei que impede que mais de mil espécies animais diferentes, incluindo leões, avestruzes, camelos, pinguins, elefantes e rinocerontes sejam explorados para o entretenimento. 

Confira matéria no link

http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com/2019/02/portugal-promulga-lei-que-determina-o.html


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Pelo fim dos circos com animais no Brasil e no mundo


Redação própria a partir de matéria do site Greenme

Dizy Ayala

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