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segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Laboratório de testes em animais se transforma em santuário de resgatados

 



Um antigo laboratório de testes em animais foi transformado em um santuário, após ser comprado por uma advogada, defensora dos direitos dos animais.

A organização Beagle Freedom Project, fundada pela americana Shannon Keith, escrevia para laboratórios de testes em animais se oferecendo para resgatar os animais.

Um desses laboratórios aceitou a proposta e, depois de vários anos praticando a eutanásia em cães e gatos, que participaram de testes, decidiu doar os animais.

Porém, não parou por al, Keith propôs comprar o terreno do laboratório e transformá-lo em um santuário. Como seu dono estava perto da aposentadoria, concordou com o negócio e, assim, nasceu o santuário Freedom Fields, que abriga mais de 200 animais, entre cães, gatos e carneiros.


Fonte: Veganuary


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

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quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Dez anos do caso do Instituto Royal, um marco histórico na proteção animal


Em 18 de outubro de 2013, um grupo de ativistas, que deu início a uma campanha de defesa dos animais, acampando em frente ao Instituto Royal, em São Roque (SP), invadiu, na madrugada daquele dia, a sede do laboratório, que realizava pesquisas nos setores farmacêutico e veterinário, retirando de lá 178 cães da raça Beagle, o que gerou uma grande comoção da opinião pública e um grande impacto na mídia.

 

O resgate dos cães despertou debates importantes no Brasil, que geraram impactos significativos na proteção animal, de acordo com o Fórum Animal:

 

Conscientização

 

O episódio fomentou a importância de restrições mais rigorosas ao uso de animais no ensino. A imagem dos beagles resgatados tocou pessoas que desconheciam a prática de pesquisa com animais no Brasil. Isso deu visibilidade às questões éticas e de bem-estar animal, influenciando as iniciativas posteriores de maior proteção.

 

Normas mais rigorosas

 

Em 2016, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) proibiu o uso de animais em aulas demonstrativas. A entidade publicou a Resolução Normativa (RN 38), posteriormente, substituída pela RN 53, proibindo o uso de animais em aulas demonstrativas e recomendando o uso de métodos alternativos.

 

Nos últimos 10 anos, 13 estados proibiram testes em animais para cosméticos, incluindo São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Amazonas, Minas Gerais, Pará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, dentre outros. E há um Projeto de Lei, a nível federal, tramitando com o mesmo objetivo (PL 3062/2022).

 

Mais métodos alternativos

 

Instituições brasileiras intensificaram pesquisas em métodos substitutivos e foi criado o Centro Brasileiro para Validação de Métodos Alternativos (BracCVAM). Desde então, foram reconhecidos 41 métodos alternativos pelo CONCEA, com a publicação de, ao menos, 4 Resoluções Normativas. Quando a entidade reconhece um método alternativo para certa finalidade, torna-se proibido usar animais para este mesmo objetivo.

 

Fortalecimento da proteção animal

 

A visibilidade gerada pelo episódio fortaleceu movimentos de proteção animal. O Fórum Animal, por exemplo, atua no tema, especialmente, com o projeto "Ciência sem Jaulas", que visa a substituição do uso de animais em experimentos científicos e o engajamento da sociedade na ética da experimentação animal.

 

Nota do Blog:

Cabe ressaltar, ainda, que, a partir da comoção gerada pela revelação de práticas cruéis com animais, realizadas em laboratórios de pesquisa, houve uma expansão desse olhar mais compassivo, para outros modos de exploração animal. Isso fortaleceu e consolidou o movimento vegano, que passou a contar com mais adesão e repercussão, e que repercutiu em muitas mudanças nas escolhas de consumo, de maneira que sejam sem crueldade animal.

Por tudo isso, esse episódio foi um marco, pois dele decorreram transformações importantes, na última década, na maneira de pensar e agir das pessoas, em favor dos direitos dos animais.


 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
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segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Exportação de animais vivos fica proibida na Nova Zelândia a partir de abril de 2023

 



A Nova Zelândia anunciou que as exportações de animais vivos estarão proibidas a partir de abril 2023.

 

No ano passado, 134.722 bovinos foram exportados da Nova Zelândia. A cada ano, em todo o mundo, 11 milhões de animais são confinados em navios e transportados por longas distâncias para serem mortos em outros países.

 

Além do estresse do ambiente desconhecido, das temperaturas elevadas e do balanço constante dos navios, eles são obrigados a viver por semanas em espaços apertados e tendo que deitar sobre as próprias fezes e urina.

 

A ONG Mercy for Animals realizou o documentário "Exportação Vergonha", narrado por Luisa Mell, que mostra a crueldade que passam esses animais.

 

O Brasil é um dos grandes responsáveis por isso continuar acontecendo. Ao longo da última década (2012-2021), o país exportou, por via marítima, em torno de 2,6 milhões de bovinos vivos, quantidade inferior apenas à exportada pela Austrália.


Dizy Ayala

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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Fazenda com 30 anos de atividade torna-se um santuário animal na Colômbia

Uma fazenda leiteira com 30 anos de atividade transformou-se num santuário animal na Colômbia — pela mão de um português.

Miguel Aparício e Nani Ramírez, ele português, ela colombiana, compraram o negócio de um casal de médicos veterinários cada vez menos interessados na produção de leite, cujas vacas agora pastam serenamente pelo terreno nas montanhas de La Calera, ao lado de cabras, cães, galos e ovelhas.

O chamado Santuário Animal Namign é o primeiro projeto que Miguel Aparício quer reproduzir em Portugal. Miguel Aparício quer encontrar, em Portugal, interessados em converter negócios de exploração animal em santuários ou projetos de ecoturismo.

“As indústrias pecuárias têm um impacto ambiental brutal. A ideia é ajudar a fazer esta mudança de uma maneira rentável, mas deixando os animais em paz”, diz Miguel Aparício, que já em Portugal se manifestava pelo fim da exploração animal.

Durante os sucessivos confinamentos para conter a pandemia, com as pessoas fechadas em casa, os movimentos dificultados e as ruas vazias, tornava-se mais difícil ignorar os “animais amarrados aos postes, à espera de serem levados por um caminhão para o matadouro”. Os caminhões poderiam demorar dias para recolhê-los.

“Vejo muitos bezerros machos, sem valor econômico para a indústria leiteira, amarrados nas beiras de estrada”, relata. Miguel Aparício, 41 anos, vive rodeado de fazendas leiteiras que abastecem a Alpina, uma empresa colombiana de lacticínios que vende para a Colômbia, Venezuela, Equador e Estados Unidos.

Mas foi uma ovelha que os desconcertou. “Estava há dias amarrada a chorar”, conta Miguel. Queria saber de quem era e se a podia libertar, embora tenha aprendido que, na zona rural onde vivem, nos arredores da vertiginosa Bogotá, os vizinhos “não gostam muito de perguntas” e menos ainda de atos de ativismo à revelia.

“Chegamos a um acordo. A nossa visão não é atacar, é trabalhar com as pessoas para criar mudanças”, diz o consultor. A ovelha Renata juntou-se aos cães que resgatavam e alimentavam, com a ajuda dos cuidados do médico veterinário Carlos Mario Jaramillo, também produtor de leite.

“Como veterinário estava a tentar resolver um problema que, enquanto produtor, causava”, diz Miguel Aparício. A fundação sem fins lucrativos é “majoritariamente” financiada com os rendimentos de Miguel e Nani, enquanto o projeto de visitas e de ecoturismo não gera mais lucros para cobrir os custos de alimentação, cuidados veterinários e renda da fazenda.

Para fazer face às despesas iniciais (cerca de 25 mil euros), o casal lançou uma angariação de fundos, em 2021, e apela a donativos frequentemente através das redes sociais.

Leva cerca de seis meses para se fazer a transição de uma leitaria para um santuário animal de 55 hectares, onde as instalações da ordenha “são agora usadas como armazém e zonas de recobro”.

Além das vacas e bezerros da antiga fazenda leiteira, o Santuário Animal Namign alberga “animais de todo o país”, incluindo vítimas de maus tratos que as autoridades colombianas lhes entregam, diz Miguel Aparício.

Os casos mais comuns são cavalos mais velhos, acrescenta, à medida que Bogotá avança com a proibição das carroças puxadas por burros e cavalos, conhecidas como “zorras”. Mas o português gostaria ainda de criar santuários para touros de lides e hipopótamos – duas espécies a “precisar de proteção” na Colômbia.

Espera-se que as touradas sejam proibidas no país que elegeu em junho o primeiro Presidente de esquerda, dias antes de uma bancada numa praça de touros ruir e provocar pelo menos quatro mortes.

Ainda enquanto presidente da Câmara de Bogotá, Gustavo Petro revogou em 2012 o contrato de arrendamento da praça de touros Santamaria com a empresa privada que geria a arena na mega-cidade colombiana.

O Governo também tem em mãos uma inusitada herança de Pablo Escobar: 133 hipopótamos, uma espécie que o narcotraficante introduziu na Colômbia e que se reproduziu ferozmente, ao ponto de ser classificada como espécie exótica invasora.

Miguel Aparício e Nani Ramírez criaram uma petição online para pedir ao Ministério do Ambiente da Colômbia que arranje outras formas de ajudar os hipopótamos que descendem de vítimas de tráfico ilegal de animais exóticos.

“São animais tremendos. O Governo anterior parecia querer uma exterminação, mas vamos apresentar um projeto ao novo governo para criar um santuário de hipopótamos, limitando o risco que terminem todos mortos numa caça ao troféu”, diz Miguel.

A petição no change.org recolheu 18 mil assinaturas, contra críticas que dizem ser uma solução econômica e tecnicamente inviável. Para Miguel Aparício, as soluções que funcionam são “vantajosas para todos”. 

“Quando se trata de dar aos animais o respeito que merecem, o veganismo é a resposta, claro, mas precisamos encontrar soluções pragmáticas para ajudar os animais nas atividades de exploração animal e os próprios agricultores”, escreveu, como mote do projeto que, na sua opinião, é uma prova de como uma “mudança tão importante é possível e apoiada pela comunidade dos direitos dos animais”. 

Reportagem jornal público.pt

Dizy Ayala

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sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Itália contempla proteção animal e do meio ambiente na Constituição

 

A Câmara dos Deputados aprovou, por maioria (468 votos a favor, 1 contra e 6 abstenções), o Projeto de Lei Constitucional. Graças a esta reforma, os animais agora receberam plenos direitos pela constituição, juntando-se a apenas quatro outros países em todo o mundo.

 

Antes da emenda, o artigo nove da Constituição protegia a “paisagem natural e o patrimônio histórico e artístico da Nação”. Agora, o artigo inclui um mandato para proteger o meio ambiente, a biodiversidade, os ecossistemas e os animais “no interesse das gerações futuras”. O artigo 41 afirmava anteriormente que o empreendimento econômico “não pode ser realizado contra o bem comum ou de forma que possa prejudicar a segurança, a liberdade e a dignidade humana”. A linguagem agora exige que as atividades econômicas não “causem danos à saúde, ao meio ambiente”.

 

A reforma representa um marco e uma ferramenta concreta para a proteção efetiva dos animais em nível legislativo e jurisdicional.

 

“Certamente gostaríamos de ir mais longe, mas, dadas as atuais condições políticas instáveis, pensamos que podemos considerar o resultado um milagre porque as novas disposições não se aplicam apenas a cães e gatos, como LAV solicitou, mas também a todos os animais, em cumprimento integral do princípio antiespecista que sempre impulsionou nosso compromisso. Esta reforma preenche uma lacuna inaceitável na Constituição italiana.

 

No entanto, não deve ser considerado um ponto de chegada, mas um ponto de partida, um retorno a uma nova praça com mais fervor e força. Para que os animais obtenham mais facilmente proteção e respeito, nas próximas Leis e em futuras decisões judiciais. Graças a esta Reforma, os cidadãos, associações e voluntários italianos terão mais recursos e oportunidades para promover e proteger os direitos dos animais”, afirma Gianluca Felicetti, Presidente do LAV.

 

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: Eurogroup for Animals

Via Olhar Animal

Dizy Ayala

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segunda-feira, 18 de abril de 2022

Reino Unido reconhece senciência animal através de projeto de lei


A aprovação do Projeto de Lei "Animal Welfare (Sentience)" pelo Parlamento do Reino Unido t
rata-se de um marco para a causa animal, pois reconhecerá que os animais são seres sencientes.

Agora, os políticos do Reino Unido precisarão levar em consideração as necessidades exclusivas dos animais ao criar leis. O escopo desta legislação inclui todos os animais vertebrados e alguns animais invertebrados, como polvos e lagostas.

Também será exigida a criação de um comitê para examinar e relatar se o governo está levando em consideração o efeito adverso de qualquer política "no bem-estar dos animais como seres sencientes".

Se a sociedade aceita que outros animais são seres sencientes, assim como os humanos, também devemos aceitar que é errado matá-los para uma refeição ou um par de sapatos.

Sabemos que os outros seres com quem compartilhamos o planeta podem sentir alegria, tristeza e medo, que eles têm seus próprios pensamentos, linguagens e costumes e que eles têm o desejo ardente de viver livres.

Este projeto, sem dúvida, representa um progresso para os animais. No entanto, ainda há muito mais trabalho a ser feito, eles precisam de todos nós!


Fonte: Peta UK 

Dizy Ayala

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quarta-feira, 23 de março de 2022

Espanha proíbe zoológicos, dentre outras medidas, com sua primeira lei de direitos dos animais

 


A Espanha fez grandes progressos no reconhecimento dos direitos dos animais, em primeiro lugar, mudando o status legal de cães e gatos, de objetos para seres vivos e sencientes, e, agora, uma proposta de lei de direitos dos animais, que banirá zoológicos e lojas de animais, trará penas de prisão mais duras para os abusadores de animais.

 

Apesar de tudo isso, as touradas, inexplicavelmente, permanecem sem controle. O histórico da Espanha quando se trata de justiça animal nunca foi bom, mas vários movimentos legislativos, nos últimos meses, podem ser indicativos de uma mudança no cenário político que, até agora, protegeu a cultura e as tradições manchadas pela exploração animal.

 

Em dezembro, a Espanha juntou-se a países como França, Portugal, Alemanha e Áustria ao reconhecer certos animais como seres vivos e sencientes, em vez de simples objetos, aos olhos da lei. Em vez de vir de um lugar de pura compaixão, no entanto, essa mudança foi, em grande parte, mais por conveniência legal, esclarecendo como cães e gatos seriam tratados em casos de separação familiar - digamos, se um casal se divorciasse, os cães, agora, seriam considerados semelhantes às crianças em casos de custódia.

 

Assim sendo, a Espanha não considera mais os animais como "objetos" com a aprovação da nova lei de senciência, mas as touradas continuam. Independentemente disso, para um país como a Espanha, cuja essência cultural parece estar nas touradas e em espetáculos rurais de corrida de touros - esta alteração do estatuto jurídico de alguns animais, tornando-os comparáveis a humanos, é muito importante. Até porque pode servir de precedente para mais reformas.

 

A nova legislação foi apresentada pela imprensa como a primeira "lei de direitos dos animais" da Espanha. Porém, a redação exata do projeto de lei ainda não foi vista. Segundo a agência de notícias Reuters, ainda é uma redação prévia decorrente de uma audiência pública, aguardando outra leitura no gabinete e uma votação parlamentar, mas, provisoriamente, é pelo menos um passo na direção certa.

 

Sob a legislação proposta, as lojas de animais seriam proibidas, os zoológicos e aquários seriam transformados em centros de recuperação de vida selvagem, apenas para espécies nativas, e sentenças de prisão para pessoas condenadas por abusar os seus animais de estimação seriam estendidas para até 18 meses, e 24 meses no caso de morte do animal. Animais selvagens em circos, também, seriam proibidos, assim como matar animais de estimação, exceto na necessidade de eutanásia realizada por veterinários.


Via Leslie Austin


Dizy Ayala

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Parlamento chileno é o primeiro no mundo que se compromete a usar somente ovos de galinhas livres de gaiolas


Parlamento chileno é o primeiro no mundo a se comprometer com o uso exclusivo de ovos de galinhas livres de gaiolas.

 

O compromisso é de utilizar somente ovos de galinhas livres de confinamento em gaiolas em todas as refeições que a corporação utiliza, buscando assim, inspirar parlamentares e cidadãos a fazer escolhas mais éticas.

 

A iniciativa é da campanha "Cero Jaulas” das Organizações ProAnimal Chile e Proyecto ALA, membros da Red Latinoamericana de Organizaciones de Protección Animal.

 

O objetivo é reduzir o sofrimento de galinhas poedeiras nos sistemas intensivos de confinamento em gaiolas.


Fonte: Fórum Animal


Nota do Blog: 

A notícia pode parecer apenas bem-estarista e que não resolve o problema da exploração dos animais para alimentação. 

O fato é que em países como o Brasil, onde 90% da produção de ovos vem de galinhas poedeiras confinadas a vida toda em gaiolas, tal medida é bem-vinda para, pelo menos, atenuar o sofrimentos das pobres galinhas, até que deixem de ser vistas como meros produtos e sejam livres da exploração humana. Ressaltando que não há necessidade alguma de humanos se alimentarem de ovos. 


 Dizy Ayala

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quinta-feira, 15 de julho de 2021

Turquia aprova projeto de lei que reconhece animais como sujeitos de direitos



Um projeto de lei apresentado e aprovado, recentemente, pelo Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), na Turquia, fará com que o país reconheça os animais como sujeitos de direitos.

 

A lei deve ser promulgada nas próximas semanas, de acordo com informações da agência Xinhua. Segundo o partido, a aprovação é resultado de anos de muita pressão pública sobre os parlamentares.

O que muda na Turquia é que práticas reconhecidas no país como tortura ou crueldade contra animais poderão ser punidas com até quatro anos de prisão, sendo que a lei atual, que não reconhece direitos dos animais, exige que o agressor pague apenas uma multa.

A mudança, que também visa acabar com as rinhas no país, prevê que a polícia crie esquadrões de proteção animal, assim como um banco de dados de agressores de animais.

“Agora exigimos o banimento de zoológicos, animais em circos, fazendas de peles e lojas de venda de animais”, disse Pelin Sayilgan, representante da Federação de Direitos Animais na Turquia (Haytap).

Assim como em outros países que aprovaram proposta semelhante, tudo indica que a lei beneficiará, principalmente, animais domésticos classificados como de “companhia”, assim como práticas contra animais vistas por grande parte da sociedade turca como reprováveis.

Para os defensores dos animais, a nova lei é um sinal de mudança que pode contribuir para que aumente o número de pessoas mais conscientes sobre a importância da empatia pelos animais, inclusive aqueles que ainda são vítimas de hábitos de consumo, como os animais tidos como de produção. Afinal, eles também demandam direitos.

Atualmente, a Turquia tem enfrentado problemas com violência e matança de cães, e a impunidade tem favorecido essa realidade. Com a nova lei, acredita-se que atos de crueldade contra animais serão coibidos.

Dizy Ayala

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