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segunda-feira, 20 de julho de 2020

“O mundo está a tratar os sintomas não a causa das pandemias”, alerta ONU.



O mundo está somente a tratar os sintomas de saúde e econômicos da pandemia do novo coronavírus, mas não a causa ambiental, defendem os autores do mais recente relatório da ONU, alertando para um possível fluxo constante de doenças que podem ser transmitidas pelos animais aos seres humanos, no decorrer dos próximos anos.

Este relatório, noticia o ‘The Guardian’, vem mostrar que o número destas epidemias, designadas como “zoonóticas” está a aumentar, recordando surtos como o de Ebola ou o Sars, ou ainda do vírus do Nilo Ocidental até à febre do Vale do Rift, os quais, aponta o documento, tiveram como causa principal a destruição da natureza pelos humanos e a crescente procura por carne.

Nos últimos anos, antes da pandemia da Covid-19, dois milhões de pessoas morreram de doenças zoonóticas, principalmente nos países mais pobres.

“O surto do novo coronavírus era altamente previsível, acusam os especialistas, acrescentando que “a Covid-19 pode ser o pior, mas não é o primeiro”, frisou o responsável pela área do Ambiente da ONU, Inger Andersen.

Quanto a custos, os maiores recaem sobre os países ricos, atingindo cerca de 9 mil milhões de dólares devido à Covid-19 em dois anos, segundo o economista-chefe do FMI.

O relatório acrescenta ainda que uma abordagem unicamente de “Saúde”, unindo a saúde humana, animal e ambiental, “é vital” e deverá incluir muito mais vigilância e pesquisa sobre ameaças de doenças e os sistemas alimentares que as levam até as pessoas.

“Houve muita resposta à Covid-19, mas grande parte tratou-a como um desafio médico ou um choque econômico”, disse Delia Grace, principal autora do relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep) e do Instituto Internacional de Pesquisa Pecuária (Ilri).

“Mas as suas origens estão no meio ambiente, sistemas alimentares e saúde animal. É como ter alguém doente e tratar apenas os sintomas e não tratar a causa subjacente, e existem muitas outras doenças zoonóticas com potencial pandêmico”, alerta a especialista.

Os especialistas ressalvam ainda que a vida selvagem e o gado são a fonte da maioria dos vírus que infetam os seres humanos, e o relatório cita uma série de fatores causadores de surtos, incluindo a crescente procura por proteína animal, agricultura mais intensiva e insustentável, maior exploração da vida selvagem, viagens globais crescentes e a crise climática.

Acrescente o fato de muitos agricultores, regiões e nações evitarem declarar surtos por medo de prejudicar o comércio.

Assim sendo, esse relatório revela-se como o mais recente aviso de que os governos devem enfrentar a destruição do mundo natural para evitar futuras pandemias, que deve ser entendido como um “sinal de SOS para a espécie humana”.

Por Sonia Bexiga 
Fonte: Executive Digest

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos


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sexta-feira, 17 de julho de 2020

Covid-19: ONGs clamam pela proibição de queimar e enterrar animais em abatedouros nos EUA.


Foto: Bloomberg
Como o coronavírus força muitos fazendeiros a abater seus animais na fazenda, enterrar animais em poços sem revestimento ou queimar em piras ao ar livre pode representar um risco para o público, argumentam os ativistas. (Além de ser extremamente cruel com os animais).
Publicado por The Guardian (Sophie Kevany)

Os poluentes emitidos durante a incineração ao ar livre incluem 'compostos cancerígenos associados a problemas reprodutivos, de desenvolvimento e do sistema imunológico'.

À medida que a briga pelo abate de animais em massa nos EUA continua, ONGs de saúde pública e ambiental pedem ao governo que proíba dois métodos de descarte de carcaças de animais - enterrando em poços sem revestimento e queimando em piras ao ar livre - até que a pandemia de Covid-19 seja “resolvida”.
Os riscos dos métodos para o público, dizem os grupos, incluem o aumento de poluentes no ar, como compostos cancerígenos, ou matéria bacteriana e fecal que vaza para as vias locais da água.
A crise do coronavírus atingiu particularmente os maiores matadouros dos EUA. Como resultado, há uma falta de capacidade de abate e os fazendeiros estão sendo forçados a abater seus animais na fazenda.
Cerca de 10 milhões de galinhas já foram mortas e a indústria de suínos alertou em maio que 10 milhões de porcos poderiam morrer até setembro.

Estimativas mais recentes, disse Dal Grooms, porta-voz da Iowa Pork Producers Association, sugerem que o número de porcos é alto demais.

No entanto, Jim Monroe, porta-voz do Conselho Nacional de Produtores de Carne Suína (NPPC), convocou a petição, apresentada ao Departamento de Agricultura dos EUA e Serviço de Inspeção de Sanidade Animal e Vegetal (USDA-APHIS), em 29 de junho por ONGs, incluindo o Center for Biological DiversityA Earthjustice e o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC), “uma tentativa dos grupos ativistas da agricultura antimecânica de usar uma crise sem precedentes para atacar os agricultores que trabalham duro durante um período muito desafiador”.

Monroe disse: "Os produtores de carne de porco seguem todos os protocolos ambientais e de saúde humana adequados para descarte seguro e têm trabalhado com autoridades federais e estaduais para lidar com essa crise desde o início".
Ele acrescentou que o NPPC "não estava ciente de nenhuma incineração de animais despovoados". Em vez disso, ele disse: “Alguns estimam que até 1 milhão de porcos do mercado ter ido para renderizar [para a gordura, a alimentação do gado ou alimento para animais], o que seria uma proporção significativa de animais despovoadas”.

As ONGs temem que “o descarte de animais sub-regulamentado e mal monitorado durante a pandemia” criará sérios riscos à saúde pública. Onde os animais são incinerados nas fazendas, a "incineração no local por pira" corre o risco de agravar a poluição do ar, que é "um fator associado a taxas mais altas de mortalidade por Covid-19".
Os poluentes emitidos durante a incineração ao ar livre, segundo ele, incluem "compostos cancerígenos associados a problemas reprodutivos, de desenvolvimento e do sistema imunológico".
Para enterros sem forro, onde não há barreira entre as carcaças de animais e o solo, "existem riscos à saúde de bactérias e matéria fecal vazando para o lençol freático", disse Hannah Connor, advogada sênior do Centro de Diversidade Biológica.

O principal método de abate de galinhas é o uso de espuma, que pode conter produtos químicos nocivos. 
Para tornar mais fácil para as pessoas descobrirem se as carcaças estão enterradas ou queimadas perto de casas ou suprimentos de água, a petição pede ao APHIS para criar um "banco de dados pesquisável e classificável eletronicamente".
Os métodos de descarte antes do descarte são outro problema. "Depende muito de como os animais são abatidos [em termos de impacto ambiental]", disse Connor. "Se os porcos são abatidos, há preocupações sobre a entrada de chumbo no meio ambiente e na água".
Para as galinhas, disse Connor, um dos principais métodos de abate é a formação de espuma. “A espuma pode ter PFAS, essa é a família de produtos químicos que inclui PFOA e PFOS. Os produtos químicos PFAS estão ligados a uma série de problemas de saúde, incluindo cânceres, problemas renais e sistemas imunológicos suprimidos”.

Substâncias per e polifluoroalquil, ou PFAS, às vezes são chamadas de "produtos químicos para sempre". Um filme recente, Dark Water, inspirado em uma história verdadeira, retrata os danos causados ​​pelo PFOS às pessoas na cidade de Parkersburg, na Virgínia Ocidental, a partir da década de 1950. O PFOS, ou C8, foi usado na fabricação de Teflon.

"Esses produtos químicos são prejudiciais, mesmo em níveis extremamente baixos e muito persistentes no meio ambiente", disse a advogada sênior do NRDC, Valerie Baron.
Nem a American Medical Veterinary Association (AVMA), que publica diretrizes de despovoamento, nem o USDA-APHIS responderam a perguntas sobre PFAS em espumas usadas para despovoamento. Também não houve resposta imediata do setor de comércio de frango, a Delmarva Poultry Industry (DPI). O DPI anteriormente não respondeu a perguntas sobre abates e métodos.
                                     
Anna Reade, cientista da equipe do NRDC, disse que “nada impede que produtores de animais industriais usem espuma contendo PFAS, que é espuma de combate a incêndios, para despovoamento de aves, e ouvimos relatos de que isso está acontecendo. A maioria das espumas no mercado dos EUA contém PFAS”.
O porta-voz do USDA-APHIS confirmou que recebeu a petição. Eles disseram que o departamento “analisará isso. No momento, essas são todas as informações que temos disponíveis”.
A petição concede ao USDA-APHIS sete dias para responder. Se nada for feito até então, Connor disse que as ONGs vão considerar ir a tribunal.
Em um desenvolvimento separado dos EUA, 12 ativistas de animais estão enfrentando acusações, incluindo roubo e delitos relacionados a uma recente investigação em vídeo secreta de um abate em massa de porcos em Iowa, usando um método de abate aprovado chamado Ventilator Shutdown Plus (VSD +). O método envolveu o desligamento da ventilação de porcos e a introdução de vapor para causar a morte por hipertermia.
Em 19 de junho, um jornal local de Iowa, o Des Moines Register, informou que o produtor de suínos onde a organização de direitos animais DxE disse que filmava o abate de VSD havia parado de usar o método. O produtor não respondeu a perguntas ou chamadas por email.

No Brasil, a Fórum Animal tem negociado há meses com as principais empresas do setor para a criação de um plano de contingência para os animais de fazenda, com inclusive uma petição para pressionar os principais dirigentes nesse sentido, infelizmente sem respostas.

No estado do Rio Grande do Sul, um dos estados com maior foco do coronavírus advindo de matadouros, muitos animais tem sido abatidos em caráter emergencial, sem qualquer tipo de regulação que vise minimizar o sofrimento animal e os impactos ambientais. Ou seja, é possível perceber similaridades que corroboram para uma realidade mundial de muito dano, ainda, pela frente, mesmo pós pandemia, como efeito dessas ações.


Dizy Ayala

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segunda-feira, 15 de junho de 2020

É urgente um novo sistema alimentar a partir da pandemia, destaca ambientalista britânica.



A mundialmente reconhecida primatóloga e ambientalista britânica Jane Goodall é contundente: a humanidade estará “acabada” se não mudar drasticamente seus sistemas alimentares em resposta à pandemia e à crise climática.

“Nós causamos esse problema para nós mesmos por causa de nosso absoluto desrespeito aos animais e ao meio ambiente”, disse Goodall.

“Nosso desrespeito aos animais selvagens e aos animais em cativeiro criou essa situação, onde uma doença pode se adaptar e infectar seres humanos”.

“Para evitarmos novas pandemias devemos abandonar a agropecuária industrializada e a destruição dos habitats naturais, atividades que estão relacionadas com o surgimento de zoonoses e de microorganismos resistentes a antibióticos”, enfatiza.

“Uma das lições aprendidas nesta crise é que precisamos mudar nossas condutas. E os cientistas nos alertam que, para evitar crises futuras, precisamos mudar drasticamente nossas dietas e consumir mais alimentos baseados em plantas, para o bem dos animais, do planeta e da saúde de nossos filhos”.

Nessa transição, a preservação da saúde humana e do meio ambiente, junto ao combate à fome são essenciais. A pandemia evidenciou o grau de vulnerabilidade de muitas comunidades, especialmente dos países mais pobres, as desigualdades no acesso à comida.

Mesmo a industrialização do agronegócio das últimas décadas não foi capaz de impedir que milhões de pessoas passassem fome em todo o mundo por conta da queda na economia mundial por causa da COVID-19.

O modelo alimentar vigente é insustentável, cruel e desigual. Ao migrar para uma economia de mercado verde, com ênfase para uma alimentação à base de plantas temos a chance de minimizar drasticamente os impactos ambientais, retirando a violência contra as outras espécies e a pandemia do prato.

Dizy Ayala
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quarta-feira, 13 de maio de 2020

Coronavírus: ambiente insalubre faz dos matadouros foco de contaminação.


Crédito da foto: Araucária

Em maio eram 60 frigoríficos infectados no Rio Grande do Sul, com focos do surto localizados nas cidades de Passo Fundo, Lajeado, Garibaldi, Marau e Serafina Corrêa. Agora em julho já são mais de 400 unidades com focos de transmissão. Situação similar ocorre em outros estados do Brasil e, também, em outros países como os Estados Unidos, Espanha, Portugal e Alemanha. 

Técnicos avaliam que ambiente dos matadouros é insalubre, com aglomeração de pessoas e sem ventilação. Ainda assim, afirmam que não há contaminação da carne, sob o argumento de que animais não transmitem o coronavírus.

O fato é que esses animais tem alto risco de gerar contaminação, particularmente, no momento do abate e, depois de mortos são carne em putrefação, ou seja, altamente contaminantes para bactérias e vírus. Para a atividade fim, os ambientes tem de estar fechados e refrigerados para evitar ao máximo que isso aconteça, mas para o coronavírus ambientes aglomerados e não refrigerados, é um prato cheio.

Muitos dos funcionários desses locais estão infectados e levando o vírus para várias cidades, tendo em vista que são deslocados de várias localidades para operar nos matadouros.

Assim sendo, é alarmante que essas unidades continuem a operar, apesar da tentativa dos dirigentes de minimizar os riscos. No Paraná, por exemplo, unidades foram fechadas para controlar o surto.

É chegado o tempo, mais do que nunca, de admitir mudanças para esse segmento de alimentação. A tecnologia aplicada à engenharia de alimentos permite alternativas à produção de carne. A carne vegetal, desenvolvida a partir de plantas, com gosto, textura e aspecto de carne animal.

Nessa produção, o risco de contaminação é mínimo e os ambientes podem ser mais facilmente controlados, pois não há sangue, nem excrementos. Convém lembrar que a epidemia teve início justamente em um mercado de animais para consumo.

Eu, pessoalmente, sempre que vou ao supermercado vejo a crescente procura das pessoas pelas bandejas de carne vegetal. Esse é o futuro!  E a chance de evitar outras epidemias. Contribuindo, dessa forma, com a saúde humana, preservando o meio ambiente e poupando vidas animais.

Notícia: Programa RBS Notícias e Gaúcha ZH com considerações próprias da redação do blog.

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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Aliança Europeia firma Pacto Verde, com transição agroalimentar, para sair da crise do coronavírus


AFP/Getty Images/MacDougall

UE pretende superar a crise do coronavírus lutando contra a mudança climática em parceria com representantes políticos, diretores de empresas, sindicatos e ONGs.  

A “luta contra a mudança climática” deve ser o “núcleo da estratégia econômica” que a União Europeia deve adotar para sair da crise provocada pela pandemia da Covid-19. E os “investimentos maciços” que serão necessários terão de ser alinhados com os “princípios ambientais”.

Essa é a proposta lançada pela recém-nascida Aliança Europeia para uma Recuperação Verde. Em um manifesto divulgado recentemente, assinado por 180 líderes políticos, diretores de grandes multinacionais, sindicatos, ONGs e especialistas, a aliança pede que a Comissão Europeia utilize o Pacto Verde — que estava em fase de desenvolvimento quando explodiu a pandemia — para sair desta crise econômica, que será “mais forte que a crise de 2008”.

Essa aliança se alinha, assim, com a carta que 13 ministros de Meio Ambiente e Clima da UE enviaram na semana passada a Bruxelas pedindo também que esse Pacto Verde, projetado para ser o plano da Europa para combater a mudança climática e conseguir que a economia comunitária se desconecte dos combustíveis fósseis, não seja deixado de lado devido ao coronavírus. 

Mas, diante da magnitude da crise sanitária e econômica provocada pela pandemia, surgiram vozes dentro da UE, principalmente de países do Leste, mas também de alguns setores econômicos, que põem em dúvida a continuidade de algumas medidas e políticas climáticas.

A carta da semana passada e o manifesto lançado recentemente pela aliança estão assinados por ministros da Alemanha, França, Itália, Suécia, Luxemburgo, Portugal, Áustria, Finlândia e Espanha. A quarta vice-primeira-ministra e ministra da Transição Ecológica da Espanha, Teresa Ribera, foi a encarregada de firmar o documento em nome do Governo espanhol.

Mas a aliança apresentada agora, que foi promovida pelo deputado Pascal Canfin, membro da bancada verde do Parlamento Europeu, vai mais longe. Ela inclui também 79 eurodeputados de 17 países da UE, 37 CEOs de multinacionais e grandes empresas, 28 associações empresariais, confederações e federações sindicais e sete ONGs, além de vários grupos de especialistas. Entre eles estão diretores-executivos de empresas como L’Oréal, Volvo, Danone, Ikea, Enel e Iberdrola, e representantes de ONGs ambientais como WWF, Birdlife e Rede de Ação Climática (conhecida pela sigla em inglês CAN).

Os signatários deixam claro que a luta contra a pandemia é a “principal prioridade” e deve ser feito tudo que for necessário para deter e erradicar o vírus. Mas, olhando para as consequências econômicas da Covid-19, explicam que a Europa deve dar “uma forte resposta econômica coordenada” para superar um golpe mais duro que o da crise de 2008. A forma de dar essa resposta, segundo o documento, é realizar “investimentos maciços” que deverão “desencadear um novo modelo econômico europeu” que gire em torno de “princípios ecológicos”.

Para os signatários, a transição necessária para limpar a economia europeia de gases de efeito estufa, unida à proteção da biodiversidade e à transformação do setor agroalimentar, pode “gerar rapidamente empregos e crescimento” e “melhorar o estilo de vida de todos os cidadãos”.

A aliança lembra que a transformação rumo a uma economia verde não é um caminho que tenha de ser iniciado do zero agora, porque na última década ocorreram importantes avanços: “Dez anos atrás, os veículos sem emissão de poluentes eram apenas um protótipo”, assinala o documento. “A energia eólica era três vezes mais cara do que é hoje e a energia solar, sete vezes mais.”

Os signatários se comprometem a trabalhar juntos, “compartilhar conhecimentos, trocar experiência e criar sinergias” para reunir os investimentos de “recuperação verde” que forem necessários. E endossam explicitamente o Pacto Verde da Comissão Europeia, por ter um “enorme potencial para reconstruir” a economia.


Fonte: El País

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