Uma nova lei determina o fim
definitivo do uso de animais selvagens em circos itinerantes até 2028. A
mudança acontece de forma gradual: desde 2023, os circos já não podem comprar
nem reproduzir novos animais.
A medida busca proteger espécies
que sofrem com viagens constantes, confinamento, barulho e pressão dos
espetáculos. Para defensores dos direitos dos animais é um passo necessário
rumo a um entretenimento mais ético e responsável.
Do outro lado, artistas e
trabalhadores do circo expressam preocupação com empregos, tradição e o futuro
dos animais que ainda vivem sob seus cuidados.
O governo afirma que oferecerá
apoio financeiro, alternativas de espetáculos e soluções seguras para
realocação dos animais.
Mais do que uma lei, essa decisão
levanta uma reflexão importante: até que ponto nossa diversão pode justificar o
sofrimento de outras vidas?
Fonte: Dapatapet
Dizy Ayala
Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza. Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
Autora dos Livros:
Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão
A Lei de Bem-Estar Animal entrou em vigor na Espanha, inaugurando um
marco, como a primeira legislação estadual a regular os direitos e a situação
dos animais no país. Além de estabelecer diretrizes, para o cuidado de animais
domésticos, ela proíbe a guarda de animais selvagens em cativeiro e sua
participação em espetáculos.
Aos circos, em particular, foi concedido um período de seis meses, para
se adequarem à lei, com o prazo encerrando-se em 29 de março de 2024.
O primeiro circo a iniciar essa transição, voluntariamente, foi o Circo
Europa, liderado por Francisco Cristo, parente direto do famoso treinador Angel
Cristo, e sua família. Antes da mudança, o Circo Europa apresentava leões,
tigres, cavalos, pôneis, lhamas, búfalos e cobras em seus espetáculos.
Contudo, decidiram doar todos esses animais para um centro de proteção
animal em Villena, reconhecendo que os animais não teriam mais lugar nos
circos. Outros circos seguiram esse exemplo, optando por uma nova forma de
entretenimento, sem animais.
O Circo do País das Maravilhas, uma instituição conhecida nacionalmente,
também decidiu entregar seus animais, incluindo tigres, leão e elefante ao
centro de proteção animal.
A transição, para espetáculos sem animais, foi desafiadora, mas esses
circos encontraram novas formas de entretenimento, preservando a essência do
circo tradicional, sem exploração animal.
Fonte: ANDA
Dizy Ayala
Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza. Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
Autora dos Livros:
Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão
Dumbo, o clássico da Disney de 1941, teve sua
releitura feita pelo diretor Tim Burton. Burton transformou a animação em filme
com animais que parecem reais, usando de computação gráfica. Diferentemente do original,
o diretor optou pela realidade dos animais, sem fala, evidenciando as
expressões faciais dos mesmos, seus sons e linguagens corporais particulares.
Há uma evidência no filme, nesse sentido, de que
independente da fala, humanos e animais são capazes de se compreender, principalmente as crianças que estabelecem empatia com Dumbo, e que os
animais, assim como os humanos, são dotados de percepção, laços familiares e sentimentos,
ou seja senciência.
Em boa parte do filme é exaltada a magia do circo, ao
que se contrapõe os interesses meramente financeiros, de outra parte, em detrimento dos
direitos e relações afetivas estabelecidas pela família do circo, humanos e
animais.
Mais para o final, fica evidente a crítica do filme
ao apresentar a Ilha do Pesadelo, onde não há magia, senão uma imagem sombria
de todos os animais selvagens, aprisionados em jaulas, em sofrimento, cativos
apenas para o entretenimento dos humanos.
Ao que segue, o dono do circo declara:
“Nenhum animal
deve ser mantido em cativeiro”.
E apesar de ainda serem mantidos animais domesticados,
como cavalos, cachorros e ratos, livres de jaulas, o circo se reinventa e
torna-se um circo sem animais selvagens.
Recentemente, Portugal, país com forte tradição circense,
promulgou lei que proíbe animais selvagens em circos.
A exemplo do centenário Ringling Brothers, que foi pressionado a abolir a exploração de elefantes, tigres, ursos e qualquer animal selvagem em seus espetáculos, e encerrou suas atividades.
O filme Dumbo é
bastante sutil quanto aos abusos e maus-tratos a que animais em circos são
submetidos, a quem interessar sugiro o ótimo filme Água para Elefantes, onde
essa triste realidade é mais abertamente abordada.
De qualquer forma, vale a referência do filme Dumbo, em sua narrativa emotiva e sensível, em particular por sua imagem final, em liberdade.
Que a Disney seja capaz de
repensar alguns de seus parques temáticos, como o Animal Kingdom e o Typhoon Lagoon, a exemplo do Sea World, também em Orlando, ainda com animais em cativeiro. Animais não
foram feitos para o entretenimento.
Pelo fim dos circos com animais no Brasil e no mundo.
Por Dizy Ayala
Recentemente,
o estado de Santa Catarina uniu-se a outros 11 estados brasileiros que já
aprovaram legislação que proíbe o uso de animais em circos. Os demais são
Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba,
Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Diversos
municípios, nesses e outros estados, também já fizeram o mesmo.
Conforme dados do Fórum Nacional de
Proteção e Defesa Animal, há mais de
cinco anos nossos deputados federais adiam a importante decisão de votar o
Projeto de Lei 7291/06, que estabelece a proibição do uso de animais em circos
no Brasil, em nível nacional. Há uma negligência em relação à defesa animal,
bem como com a vontade popular. De acordo com uma enquetefeita pela própria Câmara dos Deputados, mais de 91% dos
brasileiros são contra o uso de animais em circos.
Animais em circos são submetidos a viver
uma vida inteira em jaulas ou carretas, tendo seus membros e colunas
atrofiados, o que resulta sofrimento físico e psicológico.Além
disso, eles são mutilados, espancados e submetidos a treinamentos cruéis para
realizar atos dolorosos, que nada tem a ver com o
seu comportamento natural, consistindo em uma manifestação de abuso, humilhação
e tortura. Essas práticas arcaicas criam condições para que a violência
repercuta entre os humanos. Não é possível continuar a referir-se à prática de
maus-tratos como entretenimento.
O
uso de animais em circos é tão cruel que já foi proibido em diversos países,
tais como: Áustria, Peru, Singapura, Costa Rica, Índia e Israel. Animais selvagens em circos também foram proibidos em Portugal.
Quando esses animais ficam velhos
e/ou doentes, frequentemente são abandonados para morrer à míngua. E quando
socorridos pelos fiscais do Ibama, são grandes as dificuldades financeiras para
o transporte e acolhimento desses animais em santuários.
No Brasil, dentre tantos abrigos
heroicamente mantidos por recursos próprios, doações e trabalho de voluntários
junto aos profissionais, dedicamos especial destaque ao primoroso trabalho do
Rancho dos Gnomos, que há 18 anos vem acolhendo inúmeros animais da fauna
silvestre, animais vitimados pelos maus-tratos em circos, com uma reserva para
felinos de grande porte e também animais de fazenda.
Animais existem por suas próprias
razões e não foram feitos para o entretenimento. Animais em circos são privados
de seu direito inerente de viver em liberdade, de acordo com a sua natureza e
peculiaridade.Retirados de seu habitat natural são diariamente
açoitados, humilhados, privados de qualquer vestígio de dignidade. Para que um
espetáculo aconteça diante do público, muita dor e sofrimento acontecem no
bastidor.
Os animais de circo são submetidos a
viver uma vida inteira em carretas, tendo seus membros e colunas atrofiados,
pela falta absurda de espaço, bem como expostos ao superaquecimento e falta de
condições adequadas de higiene. Os raros momentos em que estão livres das
jaulas é quando estão expostos e subjugados no picadeiro.
Elefantes são condicionados desde
bebês, quando são separados de suas mães, com correntes, feridos a golpes em
suas extremidades, com barras de ferro com ganchos em suas pontas, os “bullhooks” e recebem
choques nas orelhas, boca, genitais e ânus.
Para que animais como os leões sejam subjugados a realizar os números circenses, eles têm seus dentes e garras arrancados e o ritual da queima do leão, que consiste em marcar a fogo a testa do animal para que ele condicione seu escape à roda de fogo.
Ursos e macacos, alguns deles, grandes primatas, costumam ser espancados regularmente, muitas vezes, mantidos suspensos por alavancas, enquanto atingidos.
Os espetáculos circenses forçam os
animais a cometer atos dolorosos, não naturais, consistindo em uma manifestação
de abuso, humilhação e tortura. Essas práticas arcaicas criam condições para
que a violência repercuta entre os humanos. Não é possível continuar a
referir-se à prática de maus-tratos como entretenimento.
Se faz necessário definir qual o tipo de convívio com a natureza e com a
própria sociedade que se pretende adotar e ensinar para as crianças.
E essa verdade é uma libertação, pois podemos nos
libertar da violência, agora mesmo e deixar de ser cúmplices do cárcere,
maus-tratos e morte infligidos a tantos irmãos animais. É hora de se questionar
e mudar!