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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Moby doa 100% do seu cachê no Coachella 2026 para organizações de direitos animais

Moby performou nos dois finais de semana do festival na Califórnia (abril de 2026), destinando os ganhos a quatro grupos especificos: Mercy For Animals, The Humane League, Physicians Committee for Responsible Medicine e Direct Action Everywhere.

Detalhes da Ação de Moby:

Destino da Doação: Os lucros serão divididos entre organizações de defesa dos animais, com foco em combater a agricultura industrial.

Motivação: Moby, que é vegano desde 1987, declarou que seu principal trabalho na vida é o ativismo pelos direitos dos animais, usando sua plataforma musical para apoiar a causa.

Show: As performances ocorreram no palco Mojave durante as sextas-feiras do festival.

A iniciativa visa usar a atenção do grande festival para impulsionar a causa animal.

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Fazenda com 30 anos de atividade torna-se um santuário animal na Colômbia

Uma fazenda leiteira com 30 anos de atividade transformou-se num santuário animal na Colômbia — pela mão de um português.

Miguel Aparício e Nani Ramírez, ele português, ela colombiana, compraram o negócio de um casal de médicos veterinários cada vez menos interessados na produção de leite, cujas vacas agora pastam serenamente pelo terreno nas montanhas de La Calera, ao lado de cabras, cães, galos e ovelhas.

O chamado Santuário Animal Namign é o primeiro projeto que Miguel Aparício quer reproduzir em Portugal. Miguel Aparício quer encontrar, em Portugal, interessados em converter negócios de exploração animal em santuários ou projetos de ecoturismo.

“As indústrias pecuárias têm um impacto ambiental brutal. A ideia é ajudar a fazer esta mudança de uma maneira rentável, mas deixando os animais em paz”, diz Miguel Aparício, que já em Portugal se manifestava pelo fim da exploração animal.

Durante os sucessivos confinamentos para conter a pandemia, com as pessoas fechadas em casa, os movimentos dificultados e as ruas vazias, tornava-se mais difícil ignorar os “animais amarrados aos postes, à espera de serem levados por um caminhão para o matadouro”. Os caminhões poderiam demorar dias para recolhê-los.

“Vejo muitos bezerros machos, sem valor econômico para a indústria leiteira, amarrados nas beiras de estrada”, relata. Miguel Aparício, 41 anos, vive rodeado de fazendas leiteiras que abastecem a Alpina, uma empresa colombiana de lacticínios que vende para a Colômbia, Venezuela, Equador e Estados Unidos.

Mas foi uma ovelha que os desconcertou. “Estava há dias amarrada a chorar”, conta Miguel. Queria saber de quem era e se a podia libertar, embora tenha aprendido que, na zona rural onde vivem, nos arredores da vertiginosa Bogotá, os vizinhos “não gostam muito de perguntas” e menos ainda de atos de ativismo à revelia.

“Chegamos a um acordo. A nossa visão não é atacar, é trabalhar com as pessoas para criar mudanças”, diz o consultor. A ovelha Renata juntou-se aos cães que resgatavam e alimentavam, com a ajuda dos cuidados do médico veterinário Carlos Mario Jaramillo, também produtor de leite.

“Como veterinário estava a tentar resolver um problema que, enquanto produtor, causava”, diz Miguel Aparício. A fundação sem fins lucrativos é “majoritariamente” financiada com os rendimentos de Miguel e Nani, enquanto o projeto de visitas e de ecoturismo não gera mais lucros para cobrir os custos de alimentação, cuidados veterinários e renda da fazenda.

Para fazer face às despesas iniciais (cerca de 25 mil euros), o casal lançou uma angariação de fundos, em 2021, e apela a donativos frequentemente através das redes sociais.

Leva cerca de seis meses para se fazer a transição de uma leitaria para um santuário animal de 55 hectares, onde as instalações da ordenha “são agora usadas como armazém e zonas de recobro”.

Além das vacas e bezerros da antiga fazenda leiteira, o Santuário Animal Namign alberga “animais de todo o país”, incluindo vítimas de maus tratos que as autoridades colombianas lhes entregam, diz Miguel Aparício.

Os casos mais comuns são cavalos mais velhos, acrescenta, à medida que Bogotá avança com a proibição das carroças puxadas por burros e cavalos, conhecidas como “zorras”. Mas o português gostaria ainda de criar santuários para touros de lides e hipopótamos – duas espécies a “precisar de proteção” na Colômbia.

Espera-se que as touradas sejam proibidas no país que elegeu em junho o primeiro Presidente de esquerda, dias antes de uma bancada numa praça de touros ruir e provocar pelo menos quatro mortes.

Ainda enquanto presidente da Câmara de Bogotá, Gustavo Petro revogou em 2012 o contrato de arrendamento da praça de touros Santamaria com a empresa privada que geria a arena na mega-cidade colombiana.

O Governo também tem em mãos uma inusitada herança de Pablo Escobar: 133 hipopótamos, uma espécie que o narcotraficante introduziu na Colômbia e que se reproduziu ferozmente, ao ponto de ser classificada como espécie exótica invasora.

Miguel Aparício e Nani Ramírez criaram uma petição online para pedir ao Ministério do Ambiente da Colômbia que arranje outras formas de ajudar os hipopótamos que descendem de vítimas de tráfico ilegal de animais exóticos.

“São animais tremendos. O Governo anterior parecia querer uma exterminação, mas vamos apresentar um projeto ao novo governo para criar um santuário de hipopótamos, limitando o risco que terminem todos mortos numa caça ao troféu”, diz Miguel.

A petição no change.org recolheu 18 mil assinaturas, contra críticas que dizem ser uma solução econômica e tecnicamente inviável. Para Miguel Aparício, as soluções que funcionam são “vantajosas para todos”. 

“Quando se trata de dar aos animais o respeito que merecem, o veganismo é a resposta, claro, mas precisamos encontrar soluções pragmáticas para ajudar os animais nas atividades de exploração animal e os próprios agricultores”, escreveu, como mote do projeto que, na sua opinião, é uma prova de como uma “mudança tão importante é possível e apoiada pela comunidade dos direitos dos animais”. 

Reportagem jornal público.pt

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

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quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Abelhas sentem dor e devem ser incluídas nas leis de bem-estar animal, conclui estudo britânico

 

Nova pesquisa confirma que não somente as abelhas podem sentir dor, mas também fazem ativamente escolhas sobre sofrer ou não.


Pesquisadores da Queen Mary University of London descobriram que as abelhas podem modificar sua resposta a estímulos "nocivos" (doloridos) de uma maneira que é vista em outros animais como consistente com a capacidade de sentir dor, assim como roedores e primatas.

Segundo Matilda Gibbons, primeira autora do estudo, "os cientistas tradicionalmente viam os insetos como robôs insensíveis, que evitam ferimentos com simples reflexos. Descobrimos que as abelhas respondem ao dano de forma não reflexiva, de maneiras que sugerem que sentem dor. Se os insetos podem sentir dor, os humanos têm a obrigação ética de não lhes causar sofrimento desnecessário. Mas as leis de bem-estar animal do Reino Unido não protegem os insetos - nosso estudo mostra que talvez devessem".

Os pesquisadores usaram um "paradigma de troca motivacional", onde os animais devem trocar de forma flexível duas motivações concorrentes. As abelhas podiam escolher entre comedouros não aquecidos ou aquecidos nocivamente (55°C) com diferentes concentrações de sacarose e marcados por cores diferentes. Em conclusão, as abelhas decidiram sofrer alguma dor ou desconforto para obter uma recompensa maior de açúcar.

Apesar de serem cruciais para o planeta e para o equilíbrio dos ecossistemas, as abelhas não são animais protegidos. Como resultado, estima-se que até 25% das espécies estão ameaçadas de extinção.

As espécies de abelhas são ameaçadas por vários fatores, incluindo pesticidas nocivos que matam as populações de abelhas, a perda de habitat, mudanças climáticas e práticas antiéticas de apicultura industrial.

Estudo: Motivational trade-offs and modulation of nociception in bumblebees

Dizy Ayala

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sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Itália contempla proteção animal e do meio ambiente na Constituição

 

A Câmara dos Deputados aprovou, por maioria (468 votos a favor, 1 contra e 6 abstenções), o Projeto de Lei Constitucional. Graças a esta reforma, os animais agora receberam plenos direitos pela constituição, juntando-se a apenas quatro outros países em todo o mundo.

 

Antes da emenda, o artigo nove da Constituição protegia a “paisagem natural e o patrimônio histórico e artístico da Nação”. Agora, o artigo inclui um mandato para proteger o meio ambiente, a biodiversidade, os ecossistemas e os animais “no interesse das gerações futuras”. O artigo 41 afirmava anteriormente que o empreendimento econômico “não pode ser realizado contra o bem comum ou de forma que possa prejudicar a segurança, a liberdade e a dignidade humana”. A linguagem agora exige que as atividades econômicas não “causem danos à saúde, ao meio ambiente”.

 

A reforma representa um marco e uma ferramenta concreta para a proteção efetiva dos animais em nível legislativo e jurisdicional.

 

“Certamente gostaríamos de ir mais longe, mas, dadas as atuais condições políticas instáveis, pensamos que podemos considerar o resultado um milagre porque as novas disposições não se aplicam apenas a cães e gatos, como LAV solicitou, mas também a todos os animais, em cumprimento integral do princípio antiespecista que sempre impulsionou nosso compromisso. Esta reforma preenche uma lacuna inaceitável na Constituição italiana.

 

No entanto, não deve ser considerado um ponto de chegada, mas um ponto de partida, um retorno a uma nova praça com mais fervor e força. Para que os animais obtenham mais facilmente proteção e respeito, nas próximas Leis e em futuras decisões judiciais. Graças a esta Reforma, os cidadãos, associações e voluntários italianos terão mais recursos e oportunidades para promover e proteger os direitos dos animais”, afirma Gianluca Felicetti, Presidente do LAV.

 

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: Eurogroup for Animals

Via Olhar Animal

Dizy Ayala

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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Histórico: resgatados os últimos 310 ursos em fazendas de bile no Vietnã.



 Em breve, todos serão livres, graças a uma iniciativa de 28 anos impulsionada pela equipe @AnimalsAsia

 

Oficialmente estabelecida em 1998, a Animals Asia faz campanha permanente por melhores condições e direitos para várias espécies animais em toda a Asia.

 

Opera santuários premiados no Vietnã e na China (sendo a única organização com um santuário de ursos neste país).

Muitos nomes de peso deram o seu apoio à Animals Asia e somaram esforços para o resgate dos ursos, incluindo Dame Judi Dench, Alan Cumming, Stephen Fry, James Cromwell, Slash, Kesha e Peter Egan.

 

Fonte: plantbasednews 

Nota do Blog:

Que se encerrem todas as cruéis fábricas de bile.

Não há necessidade alguma de sacrificar vidas animais para medicamentos, pomadas, elixires e shampoos produzidos a partir dessa prática cruel, assim como para qualquer outro fim. 

Temos inúmeras alternativas de origem vegetal e sintética que contribuem com o combate a doenças nos humanos.

E mais, ainda, por uma questão ética. Como é possível conceber tirar algum proveito para a saúde humana através de práticas brutais contra outro ser vivo?

Dizy Ayala

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segunda-feira, 18 de abril de 2022

Reino Unido reconhece senciência animal através de projeto de lei


A aprovação do Projeto de Lei "Animal Welfare (Sentience)" pelo Parlamento do Reino Unido t
rata-se de um marco para a causa animal, pois reconhecerá que os animais são seres sencientes.

Agora, os políticos do Reino Unido precisarão levar em consideração as necessidades exclusivas dos animais ao criar leis. O escopo desta legislação inclui todos os animais vertebrados e alguns animais invertebrados, como polvos e lagostas.

Também será exigida a criação de um comitê para examinar e relatar se o governo está levando em consideração o efeito adverso de qualquer política "no bem-estar dos animais como seres sencientes".

Se a sociedade aceita que outros animais são seres sencientes, assim como os humanos, também devemos aceitar que é errado matá-los para uma refeição ou um par de sapatos.

Sabemos que os outros seres com quem compartilhamos o planeta podem sentir alegria, tristeza e medo, que eles têm seus próprios pensamentos, linguagens e costumes e que eles têm o desejo ardente de viver livres.

Este projeto, sem dúvida, representa um progresso para os animais. No entanto, ainda há muito mais trabalho a ser feito, eles precisam de todos nós!


Fonte: Peta UK 

Dizy Ayala

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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Moby lança álbum de releitura de clássicos com poderoso vídeo animalista. Confira!

Moby lança álbum de releitura de clássicos com vídeo poderoso de Why Does My Heart Fell So Bad.

Confira: https://www.youtube.com/watch?v=5tcKf4Kh9oE&t=3s


A primeira edição da música foi lançada em 2009 e seu vídeo era uma amostra do "Por que meu coração se sente tão mal?", ao demonstrar um sujeito desajustado e inconformado com a realidade do mundo "normal".


Por conta desta indagação e com seu refrão imponente, sugerindo Portas Abertas, me inspirei na escolha desta música para uma Manifestação pelo Fim dos Testes em Animais, realizada em 2014. Confira no link https://www.youtube.com/watch?v=KoMRkdwpU6M  


Vídeo da campanha Pare com os Testes em Animais (Stop Animal Test) 


Nos últimos anos, Moby tem se manifestado fortemente em prol da causa animal através de seu perfil pessoal no Instagram e também em algumas de suas músicas em defesa dos direitos dos animais e meio ambiente, bem como como através de tatuagens em seu corpo pela libertação animal e participação em campanhas pela causa animal.


Agora, nesta reedição da música e vídeo de Why Does My Heart Fell So Bad ele expõe a questão animal e toca fundo no coração de todos aqueles que sentem compaixão por todos os animais e se importam com a preservação da vida em todas as suas formas, independente da espécie, e que acreditam num mundo melhor de libertação animal e libertação humana.


Gratidão Moby, você é uma inspiração!

Todas as inúmeras injustiças cometidas aos inocentes animais nos fazem sentir muito mal, mas estamos comprometidos a falar por eles para que essas injustiças tenham fim. Que somem-se cada vez mais vozes pelos animais e pela vida digna a que todos tem direito!


Dizy Ayala

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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Israel é o primeiro país a proibir a venda de peles para a indústria da moda

 




Humane Society International / Reino Unido

 

LONDRES — Israel se tornou o primeiro país do mundo a proibir a venda de peles para moda frívola, a partir de 6 meses, com algumas exceções. A Humane Society International/UK, que lidera a campanha #FurFreeBritain para proibir as vendas de peles no Reino Unido, espera que a proibição de Israel inspire o governo britânico a seguir seu exemplo e, também, banir as vendas de peles, um movimento apoiado por 72% dos britânicos no recente YouGov and Yonder pesquisas de opinião. O Reino Unido foi o primeiro país do mundo a proibir a produção de peles em 2003, mas a importação e venda de peles ainda é permitida. O governo do Reino Unido lançou uma Chamada para Provas para considerar o caso de uma proibição.

 

A proibição de Israel permite isenções para o uso de peles em "pesquisa científica, educação ou instrução e para fins religiosos ou tradição". Isso permitiria, por exemplo, a venda de shtreimels - chapéus de pele, tradicionalmente, usados ​​no Shabat e feriados por homens ortodoxos. Uma isenção semelhante existe no estado da Califórnia, nos EUA, onde as vendas de peles foram proibidas em 2019. A HSI/UK acredita que uma proibição de vendas de peles no Reino Unido refletiria essas isenções, mas, ainda assim, acabará com o sofrimento de milhões de animais, cujas peles são importadas para o Reino Unido de fazendas de peles no exterior.

 

Claire Bass, diretora executiva da Humane Society International/UK, disse: “Este é um dia, verdadeiramente, histórico para a proteção animal, com Israel se tornando o primeiro país do mundo a proibir a venda de peles para a indústria a moda. Mesmo com a isenção de roupas tradicionais, sem a qual essa proibição, provavelmente, não teria sucesso, a proibição de peles de Israel salvará a vida de milhões de animais que sofrem em fazendas de peles ou definham em armadilhas cruéis em todo o mundo e envia uma mensagem clara de que usar peles é antiético, desnecessário e desatualizado. Agora, pedimos ao governo britânico que siga o exemplo compassivo de Israel e implemente uma proibição de importação e venda de peles no Reino Unido, assim que a Chamada de Provas do DEFRA for concluída. Enquanto o Reino Unido permanecer aberto para a venda de peles, que consideramos muito cruéis para cultivar aqui, há duas décadas, seremos cúmplices dessa crueldade”.

 

A ministra da proteção ambiental, Gila Gamliel, transformou a proibição em lei e emitiu um comunicado após a assinatura dos regulamentos: “A indústria de peles causa a morte de centenas de milhões de animais em todo o mundo e inflige crueldade e sofrimento indescritíveis. Usar a pele e os pelos de animais para a indústria da moda é imoral e, certamente, desnecessário. Casacos de pele de animais não podem cobrir a indústria de assassinatos brutais que os fabrica. A assinatura desses regulamentos tornará o mercado da moda israelense mais, ecologicamente, correto e muito mais gentil com os animais”.

 

Jane Halevy, fundadora da International Anti-Fur Coalition (IAFC), que vem trabalhando para a proibição há mais de uma década, disse: “A IAFC promoveu um projeto de lei para proibir a venda de peles em Israel desde 2009 e aplaudimos o governo israelense que, finalmente, deu o salto histórico rumo à fabricação de peles para a história da moda. Todos os animais sofrem, terrivelmente, nas mãos dessa indústria cruel e atrasada. Nada é mais forte do que uma ideia cujo tempo chegou (citação do filósofo Victor Hugo). Matar animais para obter peles deveria se tornar ilegal em todos os lugares - já é hora de os governos, em todo o mundo, banirem a venda de peles”.

 

A produção de peles foi proibida em todo o Reino Unido, desde 2003, e foi proibida e/ou está em processo de eliminação em vários países europeus, como: Áustria, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, República Tcheca, Croácia, Macedônia, Holanda, Noruega, Luxemburgo, Sérvia, Eslováquia e Eslovênia. Mais recentemente, o parlamento da Estônia votou a favor da proibição da produção de peles; a Hungria declarou a proibição da criação de animais, incluindo visons e raposas; na França, os políticos estão, atualmente, debatendo a proibição da produção de peles de vison e o governo irlandês se comprometeu a apresentar legislação, ainda em 2021.

 

As opiniões sobre peles mudaram, rapidamente, nos últimos anos, com mais e mais designers de moda, incluindo Gucci, Prada, Chanel, Burberry, Versace e Armani adotando políticas sem peles e a maioria das lojas de rua do Reino Unido, orgulhosamente, livres de peles. Uma pesquisa de opinião YouGov de 2020, encomendada pela HSI/UK, também revela que 93% da população britânica rejeita usar peles de animais reais e a maioria (72%) apoia a proibição da venda de peles no Reino Unido. Uma pesquisa de opinião Yonder de 2021 confirmou que 72% dos britânicos apoiariam uma proibição de importação e venda de peles no Reino Unido. Junto com cidadãos britânicos, grupos de proteção animal, celebridades locais, políticos de vários partidos e, até mesmo, o ex-CEO da British Fur Trade Association prometeram seu apoio a um #FurFreeBritain.

 

Nos Estados Unidos, a Califórnia se tornou o primeiro estado dos EUA a proibir a venda de peles em 2019, após proibições semelhantes em cidades como: Los Angeles, San Francisco, Berkeley e West Hollywood. Em 2020, legisladores no Havaí e em Rhode Island apresentaram propostas de proibição de vendas de peles, assim como cidades em Minnesota e Massachusetts.


Dizy Ayala

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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

França anuncia o fim da criação de visons, de animais em circos, de orcas e golfinhos em zoos e aquários.

Ministra da Transição Ecológica na França anuncia diversas medidas para o fim de animais em cativeiro. O Governo francês decretou a proibição "progressiva" do uso de animais selvagens em circos e o fim da criação de visons em cinco anos, dentro de uma série de medidas a favor do bem-estar dos animais.

A reprodução em cativeiro de orcas e golfinhos, ou a sua introdução em zoológicos ou aquários, também será proibida, anunciou a ministra da Transição Ecológica, Bárbara Pompili.

Além disso, trabalhará com zoológicos para melhorar as condições de vida dos animais em cativeiro.

A ministra não detalhou um cronograma preciso para a implementação da proibição de circos itinerantes e aquários. "Definir a data não resolve todos os problemas, prefiro iniciar um processo para que termine o mais rápido possível", explicou a ministra, em conferência de imprensa.

O Governo contribuirá com oito milhões de euros para a conversão de circos e aquários, com ajudas específicas para a formação do pessoal afetado para novas profissões.

Pelos cálculos oficiais, os circos mantêm cerca de 500 animais silvestres em todo o país, para os quais serão estudadas soluções "caso a caso", uma vez que não podem ser libertados.

Para as orcas e golfinhos dos três aquários do país, Pompili explicou que estão a estudar a criação de um "santuário" no qual possam ficar até ao final de suas vidas e calculou que levará até dez anos para os últimos golfinhos deixarem os aquários.

A ministra lembrou que mais de 400 localidades em todo o país já proibiram ou limitaram as exibições de animais.

A associação L214, que se opõe à criação de animais para a utilização das peles, congratulou-se com o anúncio do Governo. A França atualmente tem quatro locais de criação de visons para produção de peles. E lembrou que outros países europeus, antes grandes produtores, como Áustria, Noruega, Holanda ou Bélgica, já proibiram essa prática e outros estão em processo de legislar no mesmo sentido.

Fonte: Lusa

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Peru proíbe touradas e rinhas de galo em espaços públicos

 

 


Em Lima, capital do Peru, La Plaza de Toro de Acho, uma das mais antigas e famosas das Américas, inaugurada em 1776, não será mais palco de touradas, nem arenas públicas serão palcos de rinhas.

 

No mês de setembro de 2020 foi aprovado Projeto de Lei que proibi assinatura de contratos e convênios com a prefeitura para que tais espaços sejam usados para eventos com tortura de animais.

 

“Ficou muito claro que a supremacia da vida sobre o abuso de animais é a política deste governo municipal, e isso foi demonstrado hoje pelo Conselho de Lima ao aprovar, por esmagadora maioria multipartidária, que seus funcionários e representantes perante conselhos de administração garantam que suas propriedades não serão usados ​​em shows públicos onde a tortura é exercida contra animais. Sem dúvida, um passo importante para uma cidade mais humana”, escreveu Muñoz.

 

A iniciativa foi promovida pelo conselheiro Carlo Ángeles e na votação houve apenas duas abstenções e um voto contra. Em sua conta no Twitter, o citado conselheiro considerou "este é um passo decisivo para a extinção das touradas em Acho".

 

Fonte: Vox Vegan

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