Imagine que você está preso em um
espaço reduzido. Você não pode sair e o pânico começa a tomar conta de você. De
repente, alguém se aproxima. Não há nenhuma recompensa por te ajudar, e tentar
pode colocá-lo em perigo. Quem ficaria para abrir a porta?
Esperamos esse nível de lealdade
nos humanos? Talvez, nos cães. Mas em 2025, uma fascinante descoberta de uma
neurocientista nos obrigou a olhar para o animal que mais estigmatizamos.
Ao estudar como os ratos reagem a
um companheiro em apuros, esses pequenos roedores revelaram algo maravilhoso.
Quando um rato encontra outro preso em um tubo restritivo, ele não foge. Ele
não o ignora.
Ele fica.
Cientistas observaram que cerca
de 70% dos ratos se tornam resgatadores ativos. Trabalham incansavelmente,
empurrando até descobrir como libertar o parceiro. E eles fazem-no
constantemente.
O que estava acontecendo dentro
dele para impulsioná-lo a agir assim? A resposta está no cérebro dele.
Ao rastrear sua atividade neural,
os mapas cerebrais iluminaram-se em áreas muito específicas: a ínsula, o córtex
cingulado e as regiões frontais. Se você mostrar esse scanner a um
neurologista, ele lhe dirá que está assistindo o circuito clássico da empatia
humana.
Os ratos sentem a angústia um do
outro e experimentam o impulso biológico de detê-la.
Mas como é possível que alguns
indivíduos estejam tão determinados a ajudar? Acontece que os resgatadores
mostraram níveis muito mais altos de receptores de oxitocina no seu núcleo
accumbens, o centro da motivação. O cérebro deles está ligado para a ligação.
Resgate não é um ato reflexivo, é pura filiação social.
Passamos séculos assumindo que o
mundo natural é um lugar cruel, onde só sobrevive o mais egoísta. Mas estes
pequenos animais nos mostram uma verdade profunda.
Não somos egoístas por natureza.
Empatia não é uma fraqueza: é a mais antiga e bela tecnologia de sobrevivência.
Fonte: Notas de Mascotas
Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana. Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos |


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