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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Na Argentina, conheça o pioneiro na defesa dos animais



Ignacio Lucas Albarracín foi um dos grandes pioneiros na defesa dos animais na Argentina.

Nasceu em 1850, formou-se advogado e dedicou mais de 40 anos a uma causa que, na sua época, parecia impensada: exigir respeito pelos animais.

Ele promoveu a Lei 2.786 de 1891, conhecida como Lei Sarmiento, a primeira na América Latina a sancionar maus tratos a animais.

Também presidiu a Sociedade Protetora dos Animais e levou o tema para a agenda pública, quando ninguém falava sobre isso.

Em 1908, promoveu a primeira Festa do Animal, que, eventualmente, daria origem ao atual Dia dos Animais na Argentina, a cada 29 de abril, data que coincide com a sua morte, em 1926.

Sua luta não foi apenas legal:

Lutou ativamente contra as brigas de galo, as touradas, o tiro ao pombo, cavalos em carroças, shows com animais e até questionou o papel dos zoológicos.

Acreditava profundamente que "a educação da criança evita o castigo do homem", focando no ensino do respeito à vida animal desde cedo.

Mais de um século depois, muitas das suas ideias continuam válidas, porque sua mensagem era clara: respeito pelos animais também fala sobre quem somos enquanto sociedade.

Fonte: boyitolina

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Cão Tsunami é herói nacional na tragédia da Venezuela

 


O cão Tsunami tornou-se um verdadeiro herói nacional na Venezuela, após ajudar a localizar e salvar 13 pessoas vivas sob os escombros, provocados pelo duplo terremoto de magnitude 7,1 e 7,5 que atingiu o país.

O cão da raça Border Collie, atualmente com 9 anos de idade, integra o grupo de elite K-SAR ECID especializado em busca e salvamento.

Da Rejeição ao Heroísmo

Em 2017, Tsunami foi abandonado e resgatado das ruas pela Associação Pró-Defesa dos Animais (Aproa) em grave estado de desnutrição.

Após sua reabilitação, foi treinado pelo especialista Jorge Beens para farejar sobreviventes em estruturas colapsadas.

Antes da atual crise venezuelana, o cão já havia atuado nos terremotos da Turquia e da Síria em 2023, além de deslizamentos em Las Tejerías.

A Última Missão

Após sua exaustiva atuação nas zonas de desastre mais críticas, como La Guaira, esta jornada marca, oficialmente, a última missão de Tsunami, antes de sua merecida aposentadoria.

O cão segue sendo monitorado de perto por um veterinário para garantir seu bem-estar físico e recuperação.

Gratidão, querido Tsunami!

Dizy Ayala

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Caso do cão Orelha, um grito por proteção a todos os animais

  


O caso do assassinato brutal do cãozinho Orelha, em SC, comoveu o país inteiro e repercutiu até mesmo no exterior.

Orelha, um cãozinho idoso, dócil, comunitário é a expressão de um serzinho amável, protegido e querido por toda uma comunidade.

O fato de ter sido tão violentamente morto chocou a todos.

São muitos os pontos de reflexão nesse caso:

*Sobre o direito à vida e proteção dos cães comunitários

Cada vez mais tem-se fomentado a ideia de a comunidade amparar cães e gatos que vivem nas ruas. Isso significa que não é porque estão nas ruas que não tem quem olhe por eles. Eles têm casinha, alimento e carinho dos moradores daquele local. Uma guarda compartilhada que atenua o fato de que, diante do número absurdo de animais vivendo nas ruas e outros mais sendo abandonados diariamente, não há lar para todos.

Atentar contra a vida desses anjos é pura crueldade.

O país tem de avançar cada vez mais em projetos de castração em massa, para que menos animais estejam expostos ao abandono e o perigo das ruas.

 

*Sobre o fenômeno de dessensibilização a que os jovens estão expostos na Internet

Assunto recente, mas que ocorre há pelo menos uma década, o ambiente digital é lugar perigoso, mesmo nas plataformas, aparentemente, mais inocentes, com jogos digitais, ali, estão sendo fomentados jogos mortais, em chats (fóruns), que vão desde desafios suicidas até a prática de violência, extrema, com animaizinhos.

Esse é um fenômeno mundial, fortemente, presente na China, onde não há leis de proteção animal, com a produção desse tipo de conteúdo online, que tem sido disseminado por todo o mundo.

Eventualmente, os crimes cometidos no privado, em quartos e banheiros, onde se escondem as fábricas de psicopatas juvenis, extravasa para o mundo real, sendo praticados em praças e parques públicos.

É preciso leis para criminalizar essas plataformas, que permitem esse tipo de conteúdo, e pais vigilantes no que os filhos consomem na Internet.

 

*A reflexão sobre a violência em nossa sociedade

O caso ocorrido com o cãozinho Orelha trouxe à memória outros casos recentes, de ampla repercussão, de animais violentamente mortos, como o caso do cavalo de Bananal que teve as patas decepadas ainda vivo, porque caiu de exaustão.

Lembro que diante da comoção e revolta de todos, o rapaz disse: “Eu não sou um monstro, sou do meio, eu trabalho com gado e cavalos”.

 

E aí está uma importante consideração, incômoda para a maioria!

Se, com razão, nos ressentimos tanto em relação à violência praticada contra um cão, um gato, um cavalo, como somos capazes de tolerar e financiar uma máquina mortífera, a indústria da morte, que “cria” animais, desde o nascimento, com práticas violentas, de apartar das mães, extrair dentes, rabos, parte do bico, castração, TUDO sem anestesia? Para, ainda bebês, seguirem para o matadouro. Sim, na indústria, porcos, bezerros e galinhas são abatidos, em média, com seis meses de vida!

 

ANESTESIADOS ESTAMOS TODOS!

Isso acontece TODOS os dias.

Por você acreditar que alguns animais são pets e outros comida.

TODOS os animais sentem e sofrem da mesma maneira.

Porcos são, cientificamente, mais inteligentes que cães.

Galinhas ronronam assim como os gatos.

Vacas têm vínculos estreitos de amor com seus bezerros.

 

A VIOLÊNCIA, INFELIZMENTE, JÁ ESTÁ INSTITUCIONALIZADA!

ELA FAZ PARTE DA NOSSA SOCIEDADE.

Eventualmente, ela extravasa as paredes dos matadouros e é cometida com pets.

 

E não há argumentos, a carne não é uma necessidade, há proteína nos vegetais.

E não há bem-estarismo que justifique matar um animal que preza pela sua vida e não quer morrer. Não há maneira certa de fazer a coisa errada!

Não, não há Deus no matadouro. Se você o vê ali, não sei quem é o seu Deus!

 

O cachorro protegido no Ocidente é carne pra comer no Oriente.

Mudam as espécies, as culturas. ANIMAIS SÃO TODOS IGUAIS!

 

ENQUANTO A VIOLÊNCIA FIZER PARTE DE NOSSAS ESCOLHAS DIÁRIAS, ESTAMOS FADADOS AO FRACASSO, NÃO SÓ COMO COMO COMUNIDADE, SOCIEDADE, MAS COMO HUMANIDADE.

TODOS OS PRECONCEITOS DECORREM DA IDEIA DE QUE ALGUNS SÃO MELHORES QUE OUTROS. E QUE, POR ISSO, SE TEM AUTORIDADE E PODER PARA SUBJUGAR OS CONSIDERADOS INFERIORES.

É PRECISO RETIRAR A VIOLÊNCIA DO PRATO E ENSINAR AS CRIANÇAS A RESPEITAR OS ANIMAIS. A VIDA HUMANA E ANIMAL, EM TODAS AS SUAS FORMAS.


Dizy Ayala

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Canadá constrói passarelas para animais atravessarem rodovias em segurança

 


O Canadá está construindo pontes de vida selvagem para que os animais possam atravessar rodovias com segurança.

Essas estruturas, conhecidas como "ecodutos" ou "wildlife crossings", são cobertas por vegetação e projetadas para se integrar ao ambiente natural, permitindo que ursos, alces, veados, linces e outros animais façam a travessia sem risco de acidentes.

Além de reduzir colisões entre veículos e animais, essas passagens ajudam a manter os ecossistemas conectados, permitindo que espécies se desloquem em busca de alimento, parceiros e novos habitats.

Esse tipo de iniciativa já se mostrou eficaz em lugares como o Parque Nacional de Banff, em Alberta, onde as pontes e túneis para a fauna reduziram drasticamente o número de atropelamentos e aumentaram a preservação da biodiversidade local.


Dizy Ayala

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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

A violência contra animais, infelizmente, não é um fato isolado

 


Após a justa repercussão do brutal atentado contra o cavalinho que sucumbiu à exaustão e teve suas patas decepadas por seu “tutor”, ficamos todos impactados, revoltados e doídos com tamanha crueldade.

Tratar os animais dessa maneira é absolutamente inaceitável e não tem lugar em uma sociedade moderna que é, em grande parte, composta de pessoas que amam os animais, de forma gentil e compassiva.

Por outro lado, a banalização da violência tem sido uma preocupante crescente em nossa sociedade, ao vivo ou sob a proteção de telas, onde esses crimes viram espetáculo.

Não há como considerar um crime contra um animal como de menor importância. São muitos e recorrentes os casos de abandono, maus-tratos, tortura e morte de cães, gatos e a exploração sem medida de cavalos, ainda tão explorados para tração e montaria.

É sabido, por estudos de inteligência, como o do FBI, sobre a chamada Teoria do Elo, que ressalta que atos de violência e maus-tratos a animais são a porta de entrada para a execução de crimes contra crianças, mulheres ou qualquer pessoa que se encontre em situação de vulnerabilidade.

A educação de mentes e corações é imprescindível para compreender que todas as formas de vida merecem respeito e proteção, bem como a condenação tem de ser efetiva para os criminosos.

Quando o autor do referido crime contra o cavalo mencionou: "eu não sou um monstro, eu sou do ramo, desde cedo, lido com cavalos e gado", temos uma amostra do comportamento e do que é tolerado na pecuária.

É preciso preservar animais tidos como de companhia e, também, ampliar a consciência e consideração moral para aqueles animais considerados de produção.

Diariamente, animais são brutalmente torturados e mortos na linha de produção. Nos campos, nas fazendas industriais e abatedouros são incontáveis as formas de torturar animais: procedimentos como castração, retirada de dentes e caudas sem anestesia, a marcação de ferro em brasa, chutes, pauladas, marretadas, arremesso de bebês animais contra o chão e paredes, para que fiquem inconscientes. 

A separação de bezerros e cabritos de suas mães, para que elas sejam exploradas na indústria do leite; a debicagem e confinamento para galinhas e as cruéis celas de gestação para porcas, dentre tantas outras barbaridades.

A violência sistêmica com os animais tornou a humanidade sem compaixão. E, assim sendo, a violência extrapola espécies e se torna presente, também, nas relações humanas.

É preciso denunciar, punir e mudar padrões de comportamento.

O abuso de animais, muitas vezes, atua como uma porta de entrada, tornando futuros atos de violência mais fáceis de racionalizar e de serem cometidos.

Os animais estão aqui conosco e não para serem maltratados e mortos, seja para qualquer fim.

Dizy Ayala

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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

BBC encontra gatos eletrocutados, afogados e famintos em grupos de tortura online

 


Gatinhos estão sendo comprados para serem torturados online. Trata-se de uma rede internacional que compartilha vídeos online de gatos sendo torturados e que tem membros no Reino Unido, segundo a BBC.

Acredita-se que a rede tenha milhares de membros que postam, compartilham e vendem imagens gráficas e vídeos de gatos sendo feridos e mortos.

Em um grupo hospedado em um aplicativo de mensagens criptografadas, a BBC encontrou evidências de membros britânicos, sugerindo que os usuários adotem gatinhos da RSPCA (The Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals – Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade contra os Animais, em tradução livre) para mutilar.

A investigação da BBC ocorre depois que dois adolescentes foram condenados por torturar e matar dois gatinhos em um parque em Ruislip, oeste de Londres, em maio.

O relatório a seguir contém conteúdo sensível e descrições de crueldade aos animais.

Um menino de 17 anos foi condenado a 12 meses de prisão, enquanto uma menina de 16 anos foi detida por nove meses. Eles não podem ter seus nomes divulgados por razões legais.

Eles já haviam admitido ter matado os gatos, que foram encontrados cortados e pendurados. Facas, maçaricos e tesouras também foram encontrados no local.

Entende-se que a polícia está, agora, investigando possíveis ligações com uma rede mais ampla de torturadores de gatos que filmam, publicam e vendem imagens de ataques, em aplicativos de mensagens criptografadas.

Esses grupos começaram na China, mas, agora, a BBC News identificou membros ativos em todo o mundo, inclusive no Reino Unido.

A escala da rede foi documentada por ativistas dos direitos dos animais, a organização Feline Guardians (Guardiões dos Felinos, em tradução livre).

O grupo diz que entre maio de 2023 e maio de 2024, um novo vídeo, mostrando a tortura e a execução de um gato, foi postado, aproximadamente, a cada 14 horas.

Feline Guardians diz que documentou 24 grupos ativos este ano, o maior deles com mais de 1.000 membros. Acredita-se que o torturador mais ativo tenha filmado a tortura e a morte de mais de 200 gatos.

Conversas de bate-papo em um grupo, vistas pela BBC, incluem o que parecem ser contas baseadas no Reino Unido, discutindo formas de conseguir gatos para abusar.

Um membro discutiu como adotar gatinhos da RSPCA e postou formulários de inscrição. Outro post compartilhou um anúncio de gatinhos à venda no Reino Unido, afirmando que queriam “torturá-los cruelmente”.

Lara é voluntária do Feline Guardians. Concordamos em não usar seu nome completo por medo de represálias.

“Todos os dias me sinto de coração partido, não há um dia que passe que eu não sinta que meu coração está se partindo”, Lara disse.

Ela passou um tempo disfarçada nos fóruns e diz que não há limite para a dor que os torturadores estão preparados para infligir. Ela os descreve como as “profundezas do mal” e diz que ficou chocada com o conteúdo “horrível” que encontrou online.

 

Vídeos e fotografias vistos pela BBC são gráficos e extremamente perturbadores.

Eles incluem imagens de gatos sendo afogados e eletrocutados. Um vídeo especula sobre quanto tempo um gatinho em uma gaiola sobreviverá se não receber comida.

Os membros do grupo parecem querer infligir o máximo de dor possível. Em bate-papos online, os torturadores explicam como usam a eletrocussão para ressuscitar um gato, a fim de prolongar o sofrimento.

Novos membros são incentivados a mutilar e publicar vídeos para obter acesso a uma rede mais ampla.

A BBC viu evidências que sugeriam que crianças estavam participando desses grupos. Um membro postou: “Tenho 10 anos e gosto de torturar gatos”.

Em setembro de 2023, a rede até promoveu uma competição de “100 mortes de gatos”, durante a qual os membros foram encorajados a ver a rapidez com que o grupo poderia torturar e matar 100 gatos.

Ativistas do Feline Guardians dizem que descobriram 24 grupos online ativos este ano, cada um postando centenas de imagens e vídeos de abuso

Vídeos que retratam a horrível tortura de gatos viralizaram pela primeira vez na China, em 2023.

O homem responsável por dois vídeos, extremamente, perturbadores, Wang Chaoyi, foi detido por 15 dias pelas autoridades chinesas e forçado a emitir uma “carta de arrependimento”.

Mas suas imagens desenvolveram um culto de seguidores e outros começaram a fazer conteúdo semelhante para mídias sociais chinesas e ocidentais, ganhando milhares de visualizações, antes que os grupos migrassem para aplicativos de mensagens criptografadas.

Um site até se descreve como um lugar para a “comunidade de amantes de gatos” e solicita que os espectadores “enviem seus trabalhos”.

Os usuários só podem obter acesso se fornecerem evidências de que eles próprios torturaram gatos.


Quem é Little Winnie?

“Little Winnie” é um nome bem conhecido na comunidade torturadora de gatos por ter uma foto de perfil que zomba do líder chinês Xi Jinping, com uma imagem do Ursinho Pooh.

Contas com esse nome e foto de perfil são descritas como administradores em vários fóruns dos grupos de tortura de gatos.

Uma ativista do Feline Guardians entrou em contato com uma dessas contas de Little Winnie e atraiu o homem por trás dela para um relacionamento online.

“Eu me senti enojada por ter que ser amigável e depois ter que ter essa amizade com ele”, disse a ativista, que não quer ser identificada.

Ela se comunicou por várias semanas e se infiltrou na rede.

“Foi apenas uma série interminável de vídeos de tortura, um após o outro”, disse ela. “Eu pensava: ‘Eu simplesmente não consigo assistir a isso’. Mesmo que eu esteja enviando uma mensagem a ele, não posso assistir a isso. Tive que meio ‘desligar’ meu cérebro.”

Eventualmente, ela persuadiu o homem por trás da conta a fazer uma chamada de vídeo. A partir dessa ligação, o grupo identificou um homem de 27 anos que mora na capital japonesa, Tóquio.

Quando contatado pela BBC, o homem negou categoricamente qualquer envolvimento nessas atividades.

Lara, da Feline Guardians, nos disse que a polícia e os governos precisam enfrentar os grupos, alegando que sem intervenção, “isso só vai continuar a se expandir e piorar”.

Feline Guardians realizou manifestações em frente à Embaixada da China, em Londres, exigindo que as autoridades de Pequim se esforcem mais.

“Na China continental, não há leis que coíbam isso. O que significa que os abusadores e torturadores podem, efetivamente, fazer o que quiserem e viver essas fantasias, terrivelmente, sádicas, sem qualquer consequência. Esses vídeos são, então, compartilhados e, em essência, esse é um problema global, porque isso significa que qualquer pessoa tem acesso a esses vídeos. Crianças estão vendo isso”, disse Lara.

Ian Briggs, chefe da unidade de operações especiais da RSPCA, disse à BBC: “Tratar os animais dessa maneira é absolutamente inaceitável e não tem lugar em uma sociedade moderna que é, em grande parte, composta de pessoas que amam os animais, de forma gentil e compassiva”.

Johanna Baxter MP, presidente do partido All Party Parliamentary Group on Cats (União Supra-partidária para os Gatos no Parlamento, em tradução livre), disse que esses grupos eram “uma tendência profundamente preocupante, particularmente entre homens jovens”.

“O abuso de animais muitas vezes atua como uma porta de entrada, tornando futuros atos de violência mais fáceis de racionalizar e de serem cometidos”, acrescentou.

Fonte: Por Tony Smith e Angus Crawford / Tradução de Sônia Zainko

Via Olhar Animal


Nota do Blog: A banalização da violência tem sido uma preocupante crescente em nossa sociedade, ainda mais sob a proteção de telas, onde esses crimes viram espetáculo. A vigilância das redes sociais é imperativa e a condenação tem de ser efetiva para os criminosos.

De outra parte, a educação de mentes e corações é imprescindível para compreender que todas as formas de vida merecem respeito e proteção.

É preciso preservar animais tidos como pets e, também, retirar todos os outros da posição de animais de produção, condição em que são torturados e mortos.

A violência sistêmica com os animais tornou a humanidade sem compaixão. E, assim sendo, a violência extrapola espécies e se torna presente, também, nas relações humanas.

É preciso denunciar, punir e mudar padrões de comportamento.

Os animais estão aqui conosco e não para serem maltratados e mortos, seja para qualquer fim.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
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