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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Hungria aprova fim de animais selvagens em circos

 


A Hungria aprovou uma legislação histórica que estabelece o fim do uso de animais selvagens em apresentações circenses.

O Decreto Governamental 124/2026 proíbe a aquisição, criação, treinamento e manutenção de 25 grupos de espécies, como grandes felinos, elefantes, ursos e répteis, em espetáculos pelo país a partir de 1º de janeiro de 2027.

A medida alinha o país a outros 24 Estados-membros da União Europeia que já possuem restrições à exploração itinerante, reconhecendo o impacto severo do confinamento, do transporte constante e do estresse crônico sobre a fisiologia das espécies.

Os pontos centrais e desdobramentos da nova norma:

Transição Gradual: Retirada progressiva das apresentações para evitar deslocamentos abruptos e garantir a destinação ética das espécies;

Exceções da Lei: Cavalos, cães e gatos mantêm permissão regulada, concentrando o banimento, exclusivamente, na fauna silvestre e exótica;

Matriz Sanitária e Segurança: Dados do Eurogroup for Animals apontam 478 incidentes com animais selvagens e público na UE entre 1995 e 2019, reforçando o risco à saúde pública;

Reforma Institucional: A criação do Ministério do Meio Ambiente húngaro impulsiona novas pautas, incluindo uma autoridade fiscalizadora de proteção animal e restrições à caça.

O avanço regulatório reforça a tendência global de adequação do manejo fauna-humano aos preceitos modernos de ciência do bem-estar e biosseguridade.

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
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Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Espanha aprova Lei Jane Goodall para proteger primatas de experimentos e shows comerciais

 


A Espanha aprovou, oficialmente, a Lei Jane Goodall para proteger primatas de experimentos e shows comerciais.

A legislação inovadora sobre direitos dos animais proíbe todos os testes científicos em grandes símios.

A lei, aprovada em 2026, proíbe toda experimentação com chimpanzés, gorilas, orangotangos e bonobos, bem como seu uso em filmes, publicidade e shows de entretenimento.

Ela reconhece as capacidades cognitivas, emocionais e sociais dos grandes símios e lhes concede status de proteção especial, sob a lei espanhola.

Cerca de 150 primatas, atualmente, mantidos em cativeiro na Espanha, podem se beneficiar da legislação, que, também, visa evitar o tráfico ilegal de grandes símios.

Organizações de direitos dos animais, agora, pedem à UE que siga o exemplo da Espanha e implemente proibições em todo o continente sobre experimentação e exploração comercial de primatas.

Fonte: weonaroll

Dizy Ayala

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terça-feira, 14 de março de 2023

Alemanha proíbe exportação de animais vivos e pede que medida se estenda à toda União Europeia


A Alemanha proibirá, a partir de 1º de julho de 2023, todas as exportações de animais vivos para países fora da União Europeia (UE), sejam eles destinados à "engorda, abate ou reprodução". O país é o primeiro a tomar essa decisão na Europa.

 

"Não podemos mais ficar parados vendo os animais sofrerem ou morrerem em agonia em longas jornadas", disse o ministro da Agricultura, Cem Özdemir.

 

Assim sendo, o ministro espera que sua medida pressione outros estados membros da UE a seguirem o exemplo, caso contrário, a proibição alemã poderá ser insuficiente.

 

"Para garantir que essas medidas de restrição a nível nacional não possam ser contornadas, precisamos urgentemente de regras comuns na Europa", explica Cem Özdemir.

 

Ativistas pelos direitos dos animais comemoraram a notícia e consideram que seja fundamental a implicação dos outros países para não haver brechas na lei. Eles também desejam ver a Alemanha estender sua decisão aos países da União Europeia.

 Dizy Ayala

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quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Europa está prestes a por fim à era de morte de animais para consumo de carne

 

Comissão Europeia decidiu registrar e aprovar uma Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE) chamada “End The Slaughter Age” (Pare a Era do Abate). Trata-se da colhida de assinaturas, que teve início em junho, e que visa eliminar os subsídios à pecuária.

 

Não é uma simples petição para banir as explorações animais e as ajudas financeiras europeias que fomentam a pecuária. É um ato jurídico que visa canalizar esses fundos para alternativas mais verdes e sustentáveis que não envolvam a matança de animais.

 

Para alcançar o objetivo proposto, a organização internacional “End The Slaughter Age” pretende coletar, em um ano, pelo menos um milhão de assinaturas de sete estados membros da União Europeia, quantidade mínima necessária para que a Comissão Europeia inicie o movimento.

 

Sendo a pecuária uma das atividades que mais emitem gases de efeito estufa na atmosfera, a iniciativa visa fomentar a transição para uma nova era: a das práticas éticas, sustentáveis ​​e saudáveis, buscando o benefício de todos: animais, humanos e o planeta.

 

O presidente da organização Nicolas Micheletti declarou que “Carne vegetal e carne cultivada produzem 90% menos emissões de gases de efeito estufa, para a mesma quantidade de carne produzida, e requerem muito menos recursos, ou seja, terra, água etc.”.

 

Estudos recentes dizem que a carne de laboratório está em desvantagem em termos de redução de CO2, uma vez que os laboratórios de fabricação precisam ser super esterilizados, o que requer altos custos energéticos.

Além disso, a carne de laboratório não coloca fim na exploração e sofrimento animal, já que alguns animais continuarão sem liberdade, presos para retirada de suas células que se tornarão base para a fabricação de tais carnes.

 

Ou seja, carnes à base de plantas são a melhor opção, sem dor, nem sofrimento, para a saúde humana, para o meio ambiente e para poupar inocentes vidas de animais.

 

Conteúdo ANDA

Dizy Ayala

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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Parlamento Europeu aprova resolução histórica para acabar com TODOS os testes em animais

O Parlamento Europeu aprovou uma resolução histórica para eliminar, progressivamente, os testes em animais. A resolução apela à Comissão Europeia para que lance um plano de ação para acabar com TODAS as experiências com animais.

Atualmente, cerca de 10 milhões de animais são usados ​​em experimentos invasivos em laboratórios da UE todos os anos, de acordo com a Humane Society International. Os cientistas testam em macacos, cães, gatos, coelhos, ratos e camundongos.

A proposta da resolução visa priorizar a mudança para métodos científicos que não envolvam animais, incluindo para pesquisa, testes regulamentares e educação.  Ele, também, pede um maior financiamento para pesquisas sem animais. 

A votação foi praticamente unânime – 667 a 4 – em favor da resolução de testes sem animais. Essa importante decisão decorre de anos de lobby da People for the Ethical Treatment of Animals (PETA).  A organização sem fins lucrativos afirma ter 6,5 milhões de apoiadores em todo o mundo. Como parte desse lobby, a PETA apresentou seu Acordo de Modernização da Pesquisa aos Membros do Parlamento Europeu (MEPs).

O acordo destacou que os testes em animais não preveem com segurança as reações em humanos. Por exemplo, mais de 90% das drogas e vacinas que passam em testes em animais falham durante os testes clínicos em humanos, de acordo com o Centro de Ciências Contemporâneas (CCS).

Assim sendo, os pesquisadores desenvolveram outros métodos, incluindo órgãos humanos cultivados em laboratório, humanos virtuais e modelos de chip humanos. Os cientistas também usam inteligência artificial e impressão 3D de tecidos vivos humanos em testes.

Esses métodos são promissores, pois se baseiam na biologia humana, de acordo com um comunicado do CCS. Eles também podem ser implementados mais rapidamente e a um custo menor do que os experimentos com animais. Rejeitar tais abordagens seria 'ficar para trás cientificamente', afirmou a fundadora da PETA, Ingrid Newkirk. 

Uma nova era

Dra. Aysha Akhtar é a cofundadora e CEO do CCS. Akhtar comentou: “Há uma necessidade científica urgente de abandonar os testes em animais não confiáveis ​​e usar modelos mais preditivos baseados na biologia humana”.

Akhtar acrescentou que esses novos métodos representam uma 'nova era na pesquisa médica' que pode 'revolucionar a saúde humana'. 

“Aplaudimos o Parlamento Europeu por assumir este papel de liderança e encorajamos outras nações, incluindo os EUA, a fazer o mesmo”, acrescentou Akhtar.

O MEP Jytte Guteland disse em um comunicado: “Agora está nas mãos da Comissão Europeia estabelecer este Plano de Ação para toda a UE e esperamos que a Comissão faça disso uma prioridade de alto nível.

“Porque, se a Comissão leva a sério seus compromissos para com os cidadãos da UE, ela precisa iniciar agora o diálogo com todas as partes para coordenar efetivamente o financiamento, a educação e os marcos para acelerar a transição para a ciência não animal”.

Fonte: Plant Based News

Dizy Ayala

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quarta-feira, 7 de julho de 2021

Parlamento Europeu aprova o “fim da era da gaiola” na criação animal

 

A Comissão Europeia decidiu aprovar a iniciativa de cidadania europeia “Fim da era da gaiola” e que fará parte da nova legislação sobre bem-estar animal, no âmbito da Estratégia do Prado ao Prato.

O “Fim da era da gaiola”, que tem como objetivo estender a mais animais a proibição desta cruel forma de criação, é a sexta iniciativa bem-sucedida na União Europeia (UE).

A proposta a ser apresentada até 2023, no sentido de proibir a utilização de gaiolas na criação de uma série de animais, fará parte da revisão em curso da legislação relativa ao bem-estar dos animais e que será integrada na Estratégia do Prado ao Prato.

Esta iniciativa de cidadania reflete uma exigência de transição para sistemas menos cruéis de exploração, incluindo uma revisão das normas relativas ao bem-estar dos animais em vigor na UE e que apenas abrangem a criação de galinhas poedeiras, frangos de engorda, porcas e vitelos.

As novas regras passarão a abranger coelhos, frangas, galinhas reprodutoras (de carne e ovos), codornizes, patos e gansos, tendo o executivo comunitário solicitado, para estes animais, à Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos que complemente às provas científicas existentes, para determinar as condições necessárias à proibição da utilização de gaiolas.

Paralelamente, para facilitar uma transição equilibrada e, economicamente, viável para uma criação de animais sem utilização de gaiolas, a Comissão Europeia conceberá medidas de apoio específicas em domínios de intervenção fundamentais, como o comércio, a investigação e inovação.

Em especial, a nova política agrícola comum proporcionará apoio financeiro e incentivos – como o novo instrumento dos regimes ecológicos – para ajudar os criadores a melhorar as suas instalações, tornando-as mais respeitadoras do bem-estar dos animais, em conformidade com as novas normas.

A iniciativa de cidadania europeia foi lançada em abril de 2012, para permitir aos cidadãos influenciar o programa político numa vasta gama de domínios de intervenção. Uma iniciativa de cidadania europeia permite a um milhão de cidadãos de, pelo menos, sete Estados-membros da UE convidarem a Comissão Europeia a propor atos jurídicos em domínios da sua competência.

O Parlamento Europeu já tinha dado apoio a esta iniciativa de cidadãos, destacando que “as alternativas à criação em gaiolas existem e devem ser encorajadas”, adiantando que os agricultores devem usufruir de ajudas e de um período de transição.

Fonte: https://www.mundolusiada.com.br/

Nota do Blog: Batalha similar pelo “fim da era das gaiolas”, também, é travada no Brasil, tendo o Fórum Animal, representante de diversas entidades de proteção animal, como principal entidade atuando nas várias iniciativas de negociação com empresas e legisladores.

Fique claro que, como abolicionista, nosso desejo é pela libertação dos animais da exploração, seja ela qual for. Porém, tendo em vista os passos lentos rumo a esse fim e ao grau absurdo de sofrimento infligido aos inocentes animais, como no caso das malditas celas de gestação e gaiolas para galinhas poedeiras, algo que nunca poderia ter sido concebido, senão pela perversa ganância desumana, toda medida que possa minimizar tanta brutalidade é bem-vinda, até que o dia da libertação, enfim, aconteça. Que seja breve.

Dizy Ayala

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Suprema corte da união europeia sustenta proibição do ritual halal e kosher

 

Getty Images

 

No começo de janeiro de 2020, em Flandres (uma das três regiões da Bélgica), uma norma proibiu a matança de animais sem que eles tenham sido previamente insensibilizados. A insensibilização tem o objetivo de deixar o animal inconsciente, para que ele possa ser abatido sem dor. 

Porém, as comunidades muçulmana e judia ficaram contrariadas diante da nova lei, pois seguem preceitos religiosos em que vacas, cabras, ovelhas ou aves de curral devem ser sacrificados com um corte na garganta e deixados sangrando, por horas, até a morte. Dessa forma, de acordo com o Alcorão e a Torá, os livros sagrados do islã e do judaísmo, respectivamente, a carne obtida cumpre com os ensinamentos e a lei religiosa, uma prática ancestral e generalizada entre judeus e muçulmanos.

Esse rito, com pequenas diferenças, é ilegal em 11 países europeus. Enquanto a Suécia, Noruega, Dinamarca, Eslovênia e Islândia, e agora a Bélgica, exigem que se aplique um sistema que garanta ao animal perder a consciência antes que se passe a faca em seu pescoço, a Suíça e Liechtenstein permitiram exceções em relação às aves de curral.

Já na França, na Alemanha, no Reino Unido, na Ucrânia e na Rússia, onde vivem a grande maioria dos judeus da Europa, o abate ritualístico de animais ainda é permitido, embora existam exceções.


No Brasil, o maior exportador de carne halal do mundo, há centenas de funcionários de países árabes trabalhando em grandes frigoríficos para garantir que as regras sejam cumpridas para que o produto seja qualificado como tal. Os frigoríficos costumam ser monitorados por fiscais dos países importadores.

Os grandes frigoríficos brasileiros aplicam a insensibilização no abate de frangos, porque acreditam que a medida aumenta em até mais de 20% a produtividade do processo - pois evita que o animal se movimente em demasia durante o abate. Mas, o setor vinha sendo pressionado pelo maior importador de frango brasileiro, a Arábia Saudita, que passou a exigir que os animais não fossem insensibilizados antes do abate.

Sob pretexto de que a lei estaria atentando contra a liberdade religiosa, muçulmanos e judeus argumentam que o corte rápido na garganta é a forma de produzir menos sofrimento ao animal no momento de sua morte.

"A palavra (halal) poderia ser traduzida como 'autorizado, recomendável, saudável, ético ou não abusivo'. Os muçulmanos de hoje entendem o termo como um estilo de vida", explica em sua página o Instituto Halal, entidade encarregada de certificar os produtos e serviços aptos para consumo por muçulmanos na Espanha e no México. No caso dos judeus, o equivalente de halal é kosher.  

Já o partido Nova Aliança Flamenca, que apoiou a lei em Flandres, questionou a ética por trás do sacrifício de animais, argumentando que a morte nesse ritual é brutal porque aumenta muito o estresse e a agonia do animal antes de ele ser morto.

Nas duas religiões, a figura do abatedor é chave.

Para os judeus, a pessoa denominada "shojet", tem que ser um religioso, estar saudável e ter se preparado para exercer o trabalho.

No caso do Islã, o abatedor deve pronunciar o nome de Deus antes de fazer o corte com um movimento contínuo da faca afiada. O animal não deve ver a faca e sua face tem de estar voltada para Meca.

 

"Eles querem continuar vivendo na Idade Média e querem continuar sacrificando sem insensibilizar o animal e sem obedecer a lei. Bom, lamento: na Bélgica, a lei está por cima da religião e assim permanecerá", disse ao jornal The New York Times, Ann de Greef, diretora da associação GAIA (sigla em inglês para Ação Global pelos Interesses dos Animais). 

Alguns rabinos ortodoxos permitem a insensibilização “posterior” ao corte, uma técnica em que os pescoços dos animais são cortados “quase” ao mesmo tempo em que ficam inconscientes. (?)

Fonte: https://www.bbc.com/ 


Verdade seja dita, o abate de animais, seres sencientes, em pleno século 21, era tecnológica, com tantas alternativas ao consumo de carne de origem animal, já é um absurdo. No que diz respeito a culturas milenares, muçulmanas, judias, africanistas, que continuam a se apegar a leis antiquadas, nada compassivas, em nome de “Deus”, é ainda mais alarmante. Temos de evoluir a tradição em compaixão.

Deixar os animais à parte das crenças humanas de supremacia, crendo que outras vidas existem meramente para lhes servir ou a seus deuses.

Do ponto de vista da legislação europeia, torcemos para que mais países adotem medidas em prol de minimizar o sofrimento animal. Desejo absoluto é o de que seu martírio nas mãos humanas tenha fim.

Quanto à economia, as boas notícias vindas da Europa, representam uma oportunidade comercial para o Brasil. Esta é a parte terrível da história. Eles param de produzir, mas como ainda tem mercado consumidor, mais carne halal é produzida no Brasil. Muitos mais navios NADA (maior embarcação do mundo para transporte de animais vivos) serão conduzidos dos portos de Rio Grande no RS e São Sebastião em SP, dentre outros, com destino aos países árabes.

Ou seja, a nível global, esse tormento só terá fim quando corações e mentes se abrirem à compaixão. Por hora, nos irmanamos com todos aqueles que vem lutando pelos direitos dos animais, que também são criaturas divinas, para que sejam poupados do sofrimento por conta de um Deus nada misericordioso.


Emirados Árabes lança alternativas ao consumo de carne de origem animal 

Saiba mais no link

http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com/2021/01/burger-de-proteina-de-girassol-e.html


Dizy Ayala

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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Fazenda Futuro acelera produção de carne vegetal para suprir demanda nacional e também da Europa



Marcos Leta, fundador da Fazenda Futuro, revela que startup vai cruzar o Atlântico para suprir demanda do velho continente.

Matéria do Whow! por Raphael Coraccini

O projeto da Fazenda Futuro começou no final de 2016, depois de Marcos Leta e Alfredo Strechinsky venderem a Do Bem, marca de sucos, para a Ambev. “Começamos a olhar outros mercados e chegamos a um consenso sobre entrar em um em que a gente já tem experiência e capacidade para inovar, e modificar realmente esse mercado. Chegamos na maior categoria de alimentos do mundo, a de carnes, com a finalidade de reduzir impactos ambientais e o número de animais abatidos”, conta Marcos ao Whow!.

A empresa começou a operar, de fato, em maio de 2019, com sua carne vegetal pronta e também um plano estruturado para chegar às grandes contas. O diferencial dos empreendedores foi a entrada que tinham no setor de alimentos, depois de dez anos à frente da Do Bem.

Os dois primeiros clientes da foodtech foram no ramo de restaurantes. As redes Lanchonete da Cidade, em São Paulo, e TT Burger, no Rio de Janeiro, foram as primeiras a venderem o hambúrguer vegetal, em maio do ano passado. Em seguida, veio o varejo de alimentos com o GPA, dono do Pão de Açúcar.

Marcos destaca que a adesão de grandes redes têm a ver com o aumento, ainda gradual, da demanda, que sucede uma mudança de paradigmas em relação à alimentação no mundo, com substituição da proteína animal, seja a carne ou os derivados de leite e ovos.

“Na Fazenda Futuro, a gente fala que a nossa carne é para todo mundo, e, por isso, a gente imita textura e gosto da carne animal. Nosso público é a pessoa que come carne, mas quer reduzir, além dos veganos e vegetarianos, que pararam de comer carne não pelo sabor ou textura, mas porque não compactuavam com o sacrifício de animais”, destaca.

O desafio é se aproximar, cada vez mais, do sabor da carne animal para que a substituição seja natural. Segundo Marcos, a empresa nasceu pra concorrer com os frigoríficos. Ele avalia que por mais que os frigoríficos trabalhem para criar suas próprias linhas de carne vegetal, haverá uma barreira imposta pelo consumidor.

“O que está acontecendo no mundo é que todos os frigoríficos que tentaram entrar (no segmento de carne vegetal) não funcionaram porque o consumidor acaba vendo que é muito mais uma extensão de linha do que mudança de propósito, de tentativa de reduzir o consumo de carne animal”.

Para o empreendedor, o Brasil tem potencial para ser um player global na produção e venda de carne vegetal, aproveitando a entrada no mercado mundial da proteína animal brasileira. Ele avalia também que o desenvolvimento de tecnologias para transformar vegetais em alimentos semelhantes à carne tem potencial de melhorar a qualidade dos vegetais vendidos em sua forma natural.

A Fazenda Futuro está estendendo suas vendas para outros países pelo mundo. Na América Latina, Uruguai e Chile já começaram a receber os produtos da marca. O México também começará a comprar carne vegetal da startup brasileira.

Desde março, as vendas da empresa também começaram na Europa. A Holanda é o primeiro país do continente a comprar carne vegetal nacional. Marcos afirma que, apesar de a cultura europeia já ser mais familiarizada a novas ofertas de carne, o produto local ainda não é excelente a ponto de fechar a entrada para produtos externos. É onde a empresa espera avançar.

“O consumo da Holanda de carne vegetal é basicamente o consumo no Brasil inteiro, levando em conta as diferenças de tamanho de um país para outro”, afirma o executivo, citando estudo encomendado pela startup.


Polêmicas com o termo “carne”

A União Europeia levantou questões relacionadas à legalidade de empresas como a Fazenda Futuro usar o termo “carne” para definir produtos alimentares que não são oriundos do abate de animais. Para o fundador da Fazenda Futuro, são os consumidores que definem como o produto será chamado. “O que temos que evoluir é talvez mudar o significado do termo no dicionário”, sugere.

“As pessoas não vão deixar de usar o termo em uma hamburgueria só porque trata-se de um produto de origem vegetal. Acho isso uma involução em relação ao que a sociedade está querendo. Discutir isso só vai gerar mais curiosidade nos consumidores sobre a carne vegetal”. E, segundo o empreendedor, essa curiosidade já é presente e tem impulsionado os números.

Ele afirma que, em uma das maiores redes de varejo supermercadista do Brasil, 25% do marketshare de carnes é da Fazenda Futuro. Mas que o trabalho de convencimento sobre os benefícios e prazeres da carne vegetal ainda tem um caminho para ser percorrido. 

“O grande trabalho é basicamente ter um plano comercial bem montado e rápido para chegar em pontos de venda variados no Brasil e colocar essa carne do lado da carne animal porque acaba gerando mais experimentação e curiosidade”, conclui.

Além da carne tradicional, a carne vegetal tem outra concorrente no mercado: a carne cultivada, ou carne de laboratório, que tem sido desenvolvida com o clone de células animais, reproduzindo o sabor da carne animal sem precisar de abate nem da transfiguração de vegetais em carne. A batalha da carne do futuro está lançada.


Dizy Ayala

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Conheça mais sobre o movimento que mais cresce no mundo e faça escolhas conscientes! Por sua saúde, pela preservação do meio ambiente e por compaixão aos animais.