segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Finalmente, Indonésia proíbe os cruéis "topeng monyet", ou shows de macacos dançarinos

 


Finalmente, Indonésia proíbe os cruéis "topeng monyet", ou shows de macacos dançarinos, após anos de campanhas de grupos de bem-estar animal.

Nenhum macaco deveria passar a vida acorrentado, treinado e forçado a fazer truques apenas para entreter as pessoas nas ruas.

A proibição não se trata apenas de fechar os shows. Autoridades e socorristas, também, começaram a tirar macacos do comércio e dar-lhes a chance de se recuperar.

Desde a proibição, a Rede de Ajuda Animal de Jacarta, capital da Indonésia, onde teve início a proibição, em 2013, cuidou de mais de 130 ex-macacos dançarinos, reabilitando-os em grupos sociais naturais e preparando aqueles que estão saudáveis ​​o suficiente para retornar à natureza.

Alguns macacos foram soltos em habitats protegidos, enquanto aqueles traumatizados ou fisicamente danificados demais para sobreviver na natureza permanecem sob cuidados vitalícios.

A partir de 2019, a proibição se estendeu à toda Indonésia e o trabalho de resgate ainda está acontecendo. Em 2024, 31 macacos-de-cauda-longa foram resgatados de um dos últimos centros de treinamento de macacos dançarinos da Indonésia e levados para um centro de reabilitação. Após anos de cativeiro, os macacos, finalmente, tiveram a chance de se recuperar.

Em abril de 2026, outros 46 macacos resgatados foram soltos em uma ilha protegida da Indonésia após a reabilitação, dando-lhes sua primeira chance real de viver livremente novamente. Eles já foram forçados a se apresentar para turistas e compradores. Agora, eles podem subir em árvores, encontrar sua própria comida e viver com outros macacos.

Um macaco pertence às árvores, com os seus — não em uma fantasia, acorrentado a um tratador e forçado a dançar para uma multidão.

Jacarta ajudou a acabar com os shows de rua.

Embora seja considerado ilegal no país, operações de resgate continuam ocorrendo, esporadicamente, para desmantelar redes clandestinas e reabilitar os animais em santuários florestais.

As equipes de resgate seguem ajudando a dar aos sobreviventes algo que eles nunca tiveram antes: liberdade!

Fonte: PawsMint

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
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Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Brittany Ferries encerra o transporte de animais vivos da Irlanda para a França

Após vários meses de mobilização coletiva liderada pela Welfarm e outras ONGs francesas e europeias, a companhia de navegação Brittany Ferries anuncia o fim do transporte de animais vivos, incluindo bezerros não desmamados, entre a Irlanda e a França a bordo de seus navios.

Esta é uma grande vitória para a proteção animal: a empresa de transporte marítimo bretã Brittany Ferries anunciou que deixará de transportar animais vivos entre Rosslare (Irlanda) e Cherbourg a bordo de seus ferries.

A empresa decidiu retomar esse comércio cruel em 26 de março de 2025, após um hiato de 30 anos. Essa retomada envolveu, notadamente, o transporte de bezerros não desmamados, animais particularmente vulneráveis.

A decisão da Brittany Ferries provocou indignação internacional generalizada. Desde a retomada do serviço, organizações de defesa dos animais têm feito campanha há vários meses, exigindo que a empresa de navegação cesse a prática. Essa campanha assumiu diversas formas: apelos da população, campanhas públicas, ações em portos na França, Irlanda e Reino Unido, além de várias trocas de informações com a empresa.

Uma mobilização excepcional foi realizada para pressionar a Brittany Ferries a reconsiderar sua posição.

Mais de 100.000 e-mails foram enviados à Brittany Ferries e duas petições reuniram mais de 100.000 assinaturas. Manifestações regulares, também, foram organizadas ao longo do último ano, principalmente na chegada dos ferries a Cherbourg e em frente à sede da Brittany Ferries em Roscoff.

Uma mobilização coordenada nas redes sociais ajudou a alertar os clientes da empresa de navegação sobre as consequências da retomada do transporte de animais vivos.

Durante essas viagens, bezerros ainda não desmamados chegam à França após passarem mais de 18 horas sem acesso à comida ou água, uma situação contrária às exigências europeias para a proteção de animais transportados. Infelizmente, muitos deles continuam sua jornada para outros países europeus, incluindo Holanda, Espanha e Polônia.

Para Stéphane Boissavy, chefe do Departamento de Campanhas, Defesa e Assuntos Jurídicos da Welfarm, "a decisão da Brittany Ferries é, acima de tudo, resultado de uma mobilização incrível de ONGs de proteção animal e seus apoiadores em ambos os lados do Canal da Mancha e do Mar da Irlanda. Seja no terreno, na partida e chegada dos ferries, nas redes sociais ou através da mídia, a pressão sobre a empresa tem sido constante, desde março de 2025".

A Irish Ferries também deve cessar esse comércio.

A saída da Brittany Ferries deste serviço deixa, agora, a Irish Ferries como a única companhia de navegação a continuar a transportar bezerros não desmamados entre a Irlanda e a França, após a saída da Stena Line da rota no ano passado.

A Welfarm e os seus parceiros irão pressionar a Irish Ferries para que assuma a sua responsabilidade e cesse, também, o transporte de animais vivos entre a Irlanda e a França.

Fonte: Welfarm

Dizy Ayala

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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

265 Ongs se unem contra exportações de macacos-prego na Indonésia

 


265 Ongs se unem contra o retorno das exportações de macacos-prego ameaçados de extinção na Indonésia

A Indonésia publicou uma quota de exportação de 1.929 macacos de cauda longa (Macaca fascicularis) para pesquisa e testes de toxicidade em 2026, marcando o retorno das exportações para uso laboratorial, suspensas desde 2022.

Em resposta, 265 organizações de todo o mundo juntaram-se a uma carta ao Ministro das Florestas da Indonésia pedindo a suspensão e revisão dessas exportações.

Desde a última quota de exportação da Indonésia, ocorreram desenvolvimentos importantes tanto na ciência da conservação como na investigação biomédica.

Os macacos de cauda comprida estão agora classificados como ameaçados de extinção na Lista Vermelha da IUCN, após um declínio populacional estimado de pelo menos 40% em três gerações.

Perda de habitat, caça, interações negativas humano-macaco, exploração para o comércio e conteúdo das redes sociais foram identificados como ameaças para a espécie.

Ao mesmo tempo, a ciência está avançando.

Governos e autoridades reguladoras estão investindo em Metodologias da Nova Abordagem (MNA) e outras abordagens inovadoras destinadas a reduzir a dependência de animais vivos na investigação biomédica e nos testes de toxicidade.

A carta encoraja a Indonésia a considerar estes desenvolvimentos ao rever a gestão futura e o comércio internacional de macacos de cauda longa, incluindo salvaguardas mais fortes para as populações selvagens, supervisão responsável da reprodução e do fornecimento comercial, abordagens baseadas em evidências para a coexistência humano-macaco e apoio contínuo a alternativas cientificamente validadas aos testes em animais.

A Indonésia é o lar desta espécie ameaçada de extinção e de algumas das mais importantes biodiversidades do mundo.

Proteger esse património natural é um investimento no futuro da Indonésia, garantindo que a sua vida selvagem possa prosperar, que os seus ecossistemas permaneçam resilientes e que a sua abordagem ao progresso científico continue a evoluir.

Um futuro onde a Indonésia lidera tanto na conservação da biodiversidade como na ciência inovadora é possível. As decisões tomadas hoje podem ajudar a moldar esse futuro.

Fonte: Asia for Animals

Dizy Ayala

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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Governadora de Nova York encerra exploração de caranguejos-ferradura

A governadora Kathy Hochul assinou um projeto de lei histórico que proíbe a captura de caranguejos-ferradura em Nova York, encerrando uma prática que pressionou esses animais ancestrais por anos.

Os caranguejos-ferradura sobreviveram por mais de 400 milhões de anos, mas a crescente demanda por isca e o uso cruel para extração de seu sangue para a indústria farmacêutica tem exercido uma pressão cada vez maior sobre suas populações.

Na natureza, seus ovos servem como uma fonte crítica de alimento para aves costeiras migratórias, ao longo da costa atlântica, tornando a espécie importante para o ecossistema costeiro mais amplo, não apenas para sua própria sobrevivência.

A nova lei oferece aos caranguejos-ferradura uma proteção legal mais forte, ao mesmo tempo que ajuda a salvaguardar as populações de aves costeiras e os habitats costeiros que dependem deles.

Os caranguejos-ferradura sobreviveram aos dinossauros, a múltiplas eras glaciais e a inúmeras mudanças na história do planeta.

Com esta lei, Nova York está dando a eles uma chance maior de sobreviver às pressões criadas pelos humanos.

Principais aplicações dos produtos à base de LAL/TAL

Os reagentes derivados desse sangue são aplicados em larga escala na indústria de saúde para garantir a esterilidade de:

  • Vacinas: Absolutamente todas as vacinas humanas e veterinárias (incluindo as de campanhas globais) passam pelo teste de LAL, para garantir que estejam livres de contaminação bacteriana, antes de serem aplicadas.
  • Medicamentos Injetáveis e Intravenosos: Soros, antibióticos e qualquer remédio que entre, diretamente, na corrente sanguínea humana são testados. Se houvesse endotoxinas nesses produtos, elas poderiam causar febre grave, choque séptico e até a morte dos pacientes.
  • Próteses e Dispositivos Médicos Implantáveis: Marcapassos, corações artificiais, pinos de titânio, próteses de quadril e joelho têm suas superfícies testadas com o reagente, antes de serem cirurgicamente implantados.
  • Equipamentos Hospitalares: Agulhas, seringas, cateteres e bolsas de soro passam pela triagem de pureza com o derivado do sangue azul.


O Futuro dos Derivados: A Alternativa Sintética

Devido ao impacto ambiental — já que cerca de 500.000 caranguejos são capturados anualmente e até 30% deles morrem no processo de extração —, a ciência desenvolveu um substituto moderno e ecológico: o Fator C Recombinante (rFC).

 

O rFC replica em laboratório a mesma proteína reagente do sangue do caranguejo, eliminando a necessidade de extração animal. Esse método já é, amplamente, aceito por agências regulatórias internacionais (como a FDA americana e a Farmacopeia Europeia) e, também, já foi, oficialmente, reconhecido por órgãos reguladores no Brasil.

Fontes: BBC, National Geographic, Water Technologies, 

Crypted Minds

Dizy Ayala

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terça-feira, 22 de setembro de 2026

PL 2648/2026 propõe transformar todos os zoológicos, aquários e afins no Brasil, em até dois anos


Um projeto em análise na Câmara dos Deputados pode mudar completamente o modelo de manutenção de animais silvestres e exóticos em cativeiro no país.

O PL 2648/2026 propõe proibir zoológicos destinados à exibição pública e determina a desativação dos estabelecimentos existentes em até dois anos.

A proibição também alcançaria aquários, ecoparques, safáris e empreendimentos semelhantes que mantenham fauna silvestre ou exótica em cativeiro para visitação pública.

Durante os dois anos de transição, o texto prevê impedir novas licenças, ampliações e o ingresso de novos animais. Os estabelecimentos teriam ainda de elaborar planos para transferir progressivamente os indivíduos sob seus cuidados.

O destino previsto seriam Centros de Reabilitação da Fauna (CRF) ou santuários autorizados, onde a prioridade seria proteção, reabilitação e, quando tecnicamente possível, reintrodução na natureza. Cada animal deveria passar por avaliação de equipe multidisciplinar.

Nesses locais, a visitação seria restrita principalmente a pesquisadores, profissionais e estudantes, além de atividades educativas monitoradas. Atividades comerciais ou recreativas envolvendo exposição pública da fauna seriam proibidas.

As autoras, Heloísa Helena (Rede-RJ) e Luizianne Lins (Rede-CE), justificam a proposta com argumentos relacionados ao bem-estar animal. Essa é a posição apresentada pelas parlamentares na fundamentação do projeto.

Importante: nada muda para os zoológicos neste momento. O PL ainda está em tramitação e, atualmente, aguarda designação de relator na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Também deverá passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Dizy Ayala

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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Hungria aprova fim de animais selvagens em circos

 


A Hungria aprovou uma legislação histórica que estabelece o fim do uso de animais selvagens em apresentações circenses.

O Decreto Governamental 124/2026 proíbe a aquisição, criação, treinamento e manutenção de 25 grupos de espécies, como grandes felinos, elefantes, ursos e répteis, em espetáculos pelo país a partir de 1º de janeiro de 2027.

A medida alinha o país a outros 24 Estados-membros da União Europeia que já possuem restrições à exploração itinerante, reconhecendo o impacto severo do confinamento, do transporte constante e do estresse crônico sobre a fisiologia das espécies.

Os pontos centrais e desdobramentos da nova norma:

Transição Gradual: Retirada progressiva das apresentações para evitar deslocamentos abruptos e garantir a destinação ética das espécies;

Exceções da Lei: Cavalos, cães e gatos mantêm permissão regulada, concentrando o banimento, exclusivamente, na fauna silvestre e exótica;

Matriz Sanitária e Segurança: Dados do Eurogroup for Animals apontam 478 incidentes com animais selvagens e público na UE entre 1995 e 2019, reforçando o risco à saúde pública;

Reforma Institucional: A criação do Ministério do Meio Ambiente húngaro impulsiona novas pautas, incluindo uma autoridade fiscalizadora de proteção animal e restrições à caça.

O avanço regulatório reforça a tendência global de adequação do manejo fauna-humano aos preceitos modernos de ciência do bem-estar e biosseguridade.

Dizy Ayala

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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Santuário no Colorado se torna refúgio do cavalo selvagem


 

Santuário comprou 22.450 acres do rancho Colorado, maior que Manhattan, para cavalos selvagens viverem livres

São 29 milhas quadradas de pastagem para o resto das suas vidas.

O Santuário dos Animais Selvagens no Colorado, sem fins lucrativos, comprou o antigo Rancho Rio Ro Mo, perto de Craig, e transformou-o no Refúgio do Cavalo Selvagem.

O propósito é dar um lar permanente para 500 mustangs tirados de terras públicas.

O refúgio da vida selvagem foi criado em resposta às rondas do Bureau of Land Management, na Bacia da Areia e dos rebanhos Piceance East Douglas, que começaram em 2022.

Este é, agora, um dos maiores santuários de cavalos selvagens itinerantes livres nos Estados Unidos, onde os cavalos vivem sem gotas de feno ou manipulação humana.

Fonte: The Wild Animal Sanctuary, KUNC, Denver Westword/Native Americans

Dizy Ayala

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