O caso do assassinato brutal do cãozinho
Orelha, em SC, comoveu o país inteiro e repercutiu até mesmo no exterior.
Orelha, um cãozinho idoso, dócil,
comunitário é a expressão de um serzinho amável, protegido e querido por toda
uma comunidade.
O fato de ter sido tão
violentamente morto chocou a todos.
São muitos os pontos de reflexão
nesse caso:
*Sobre o direito à vida e
proteção dos cães comunitários
Cada vez mais tem-se fomentado a
ideia de a comunidade amparar cães e gatos que vivem nas ruas. Isso significa
que não é porque estão nas ruas que não tem quem olhe por eles. Eles têm
casinha, alimento e carinho dos moradores daquele local. Uma guarda
compartilhada que atenua o fato de que, diante do número absurdo de animais
vivendo nas ruas e outros mais sendo abandonados diariamente, não há lar para
todos.
Atentar contra a vida desses
anjos é pura crueldade.
O país tem de avançar cada vez
mais em projetos de castração em massa, para que menos animais estejam expostos
ao abandono e o perigo das ruas.
*Sobre o fenômeno de dessensibilização
a que os jovens estão expostos na Internet
Assunto recente, mas que ocorre
há pelo menos uma década, o ambiente digital é lugar perigoso, mesmo nas
plataformas, aparentemente, mais inocentes, com jogos digitais, ali, estão
sendo fomentados jogos mortais, em chats (fóruns), que vão desde desafios
suicidas até a prática de violência, extrema, com animaizinhos.
Esse é um fenômeno mundial,
fortemente presente na China, onde não há leis de proteção animal, com a
produção desse tipo de conteúdo online, que tem sido disseminado por todo o
mundo.
Eventualmente, os crimes
cometidos no privado, em quartos e banheiros, onde se esconde a fábricas de
psicopatas juvenis, extravasa para o mundo real, sendo praticados em praças e
parques públicos.
É preciso leis para criminalizar
essas plataformas, que permitem esse tipo de conteúdo, e pais vigilantes no que
os filhos consomem na Internet.
*A reflexão sobre a violência em
nossa sociedade
O caso ocorrido com o cãozinho
Orelha trouxe à memória de outros casos recentes, de ampla repercussão, de
animais violentamente mortos, como no caso do cavalo de Bananal que teve as
patas decepadas ainda vivo, porque caiu de exaustão.
Lembro que diante da comoção e
revolta de todos, o rapaz disse: “Eu não sou um monstro, sou do meio, eu
trabalho com gado e cavalos”.
Eis aí está uma importante
consideração, incômoda para a maioria!
Se, com razão, nos ressentimos
tanto em relação à violência praticada contra um cão, um gato, um cavalo, somos
capazes de tolerar e financiar uma máquina mortífera, a indústria da morte, que
“cria” animais, desde o nascimento, com práticas violentas, de apartar das
mães, extrair dentes, rabos, parte do bico, castração, TUDO sem anestesia.
Para, ainda bebês, seguirem para o matadouro. Sim, na indústria, porcos,
bezerros e galinhas são abatidos, em média, com seis meses de vida!
ANESTESIADOS ESTAMOS TODOS!
Isso acontece TODOS os dias.
Por você acreditar que alguns
animais são pets e outros comida.
TODOS os animais sentem e sofrem
da mesma maneira.
Porcos são, cientificamente, mais
inteligentes que cães.
Galinhas ronronam assim como os
gatos.
Vacas têm vínculos estreitos de
amor com seus bezerros.
A VIOLÊNCIA, INFELIZEMENTE, JÁ
ESTÁ INSTITUCIONALIZADA!
ELA FAZ PARTE DA NOSSA SOCIEDADE.
Eventualmente, ela extravasa as
paredes dos matadouros e é cometida com pets.
E não há argumentos, a carne não
é uma necessidade, há proteína nos vegetais.
E não há bem-estarismo que justifique
matar um animal que preza pela sua vida e não quer morrer. Não há maneira certa
de fazer a coisa errada!
Não, não há Deus no matadouro. Se
você o vê ali, não sei quem é o seu Deus!
O cachorro protegido no Ocidente
é carne pra comer no Oriente.
Mudam as espécies, as culturas. ANIMAIS
SÃO TODOS IGUAIS!
ENQUANTO A VIOLÊNCIA FIZER PARTE
DE NOSSAS ESCOLHAS DIÁRIAS, ESTAMOS FADADOS AO FRACASSO NÃO SÓ COMO COMO
COMUNIDADE, SOCIEDADE, MAS COMO HUMANIDADE.
TODOS OS PRECONCENTOS DECORREM DA
IDEIA DE QUE ALGUNS SÃO MELHORES QUE OUTROS. E QUE, POR ISSO, SE TEM AUTORIDADE
E PODER PARA SUBJUGAR OS CONSIDERADOS INFERIORES.
É PRECISO RETIRAR A VIOLÊNCIA DO
PRATO E ENSINAR AS CRIANÇAS A RESPEITAR OS ANIMAIS. A VIDA HUMANA E ANIMAL, EM
TODAS AS SUAS FORMAS.
Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana. Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos |


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