quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Caso do cão Orelha, um grito por proteção a todos os animais

  


O caso do assassinato brutal do cãozinho Orelha, em SC, comoveu o país inteiro e repercutiu até mesmo no exterior.

Orelha, um cãozinho idoso, dócil, comunitário é a expressão de um serzinho amável, protegido e querido por toda uma comunidade.

O fato de ter sido tão violentamente morto chocou a todos.

São muitos os pontos de reflexão nesse caso:

*Sobre o direito à vida e proteção dos cães comunitários

Cada vez mais tem-se fomentado a ideia de a comunidade amparar cães e gatos que vivem nas ruas. Isso significa que não é porque estão nas ruas que não tem quem olhe por eles. Eles têm casinha, alimento e carinho dos moradores daquele local. Uma guarda compartilhada que atenua o fato de que, diante do número absurdo de animais vivendo nas ruas e outros mais sendo abandonados diariamente, não há lar para todos.

Atentar contra a vida desses anjos é pura crueldade.

O país tem de avançar cada vez mais em projetos de castração em massa, para que menos animais estejam expostos ao abandono e o perigo das ruas.

 

*Sobre o fenômeno de dessensibilização a que os jovens estão expostos na Internet

Assunto recente, mas que ocorre há pelo menos uma década, o ambiente digital é lugar perigoso, mesmo nas plataformas, aparentemente, mais inocentes, com jogos digitais, ali, estão sendo fomentados jogos mortais, em chats (fóruns), que vão desde desafios suicidas até a prática de violência, extrema, com animaizinhos.

Esse é um fenômeno mundial, fortemente presente na China, onde não há leis de proteção animal, com a produção desse tipo de conteúdo online, que tem sido disseminado por todo o mundo.

Eventualmente, os crimes cometidos no privado, em quartos e banheiros, onde se esconde a fábricas de psicopatas juvenis, extravasa para o mundo real, sendo praticados em praças e parques públicos.

É preciso leis para criminalizar essas plataformas, que permitem esse tipo de conteúdo, e pais vigilantes no que os filhos consomem na Internet.

 

*A reflexão sobre a violência em nossa sociedade

O caso ocorrido com o cãozinho Orelha trouxe à memória de outros casos recentes, de ampla repercussão, de animais violentamente mortos, como no caso do cavalo de Bananal que teve as patas decepadas ainda vivo, porque caiu de exaustão.

Lembro que diante da comoção e revolta de todos, o rapaz disse: “Eu não sou um monstro, sou do meio, eu trabalho com gado e cavalos”.

 

Eis aí está uma importante consideração, incômoda para a maioria!

Se, com razão, nos ressentimos tanto em relação à violência praticada contra um cão, um gato, um cavalo, somos capazes de tolerar e financiar uma máquina mortífera, a indústria da morte, que “cria” animais, desde o nascimento, com práticas violentas, de apartar das mães, extrair dentes, rabos, parte do bico, castração, TUDO sem anestesia. Para, ainda bebês, seguirem para o matadouro. Sim, na indústria, porcos, bezerros e galinhas são abatidos, em média, com seis meses de vida!

 

ANESTESIADOS ESTAMOS TODOS!

Isso acontece TODOS os dias.

Por você acreditar que alguns animais são pets e outros comida.

TODOS os animais sentem e sofrem da mesma maneira.

Porcos são, cientificamente, mais inteligentes que cães.

Galinhas ronronam assim como os gatos.

Vacas têm vínculos estreitos de amor com seus bezerros.

 

A VIOLÊNCIA, INFELIZEMENTE, JÁ ESTÁ INSTITUCIONALIZADA!

ELA FAZ PARTE DA NOSSA SOCIEDADE.

Eventualmente, ela extravasa as paredes dos matadouros e é cometida com pets.

 

E não há argumentos, a carne não é uma necessidade, há proteína nos vegetais.

E não há bem-estarismo que justifique matar um animal que preza pela sua vida e não quer morrer. Não há maneira certa de fazer a coisa errada!

Não, não há Deus no matadouro. Se você o vê ali, não sei quem é o seu Deus!

 

O cachorro protegido no Ocidente é carne pra comer no Oriente.

Mudam as espécies, as culturas. ANIMAIS SÃO TODOS IGUAIS!

 

ENQUANTO A VIOLÊNCIA FIZER PARTE DE NOSSAS ESCOLHAS DIÁRIAS, ESTAMOS FADADOS AO FRACASSO NÃO SÓ COMO COMO COMUNIDADE, SOCIEDADE, MAS COMO HUMANIDADE.

TODOS OS PRECONCENTOS DECORREM DA IDEIA DE QUE ALGUNS SÃO MELHORES QUE OUTROS. E QUE, POR ISSO, SE TEM AUTORIDADE E PODER PARA SUBJUGAR OS CONSIDERADOS INFERIORES.

É PRECISO RETIRAR A VIOLÊNCIA DO PRATO E ENSINAR AS CRIANÇAS A RESPEITAR OS ANIMAIS. A VIDA HUMANA E ANIMAL, EM TODAS AS SUAS FORMAS.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

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