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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

BBC encontra gatos eletrocutados, afogados e famintos em grupos de tortura online

 


Gatinhos estão sendo comprados para serem torturados online. Trata-se de uma rede internacional que compartilha vídeos online de gatos sendo torturados e que tem membros no Reino Unido, segundo a BBC.

Acredita-se que a rede tenha milhares de membros que postam, compartilham e vendem imagens gráficas e vídeos de gatos sendo feridos e mortos.

Em um grupo hospedado em um aplicativo de mensagens criptografadas, a BBC encontrou evidências de membros britânicos, sugerindo que os usuários adotem gatinhos da RSPCA (The Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals – Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade contra os Animais, em tradução livre) para mutilar.

A investigação da BBC ocorre depois que dois adolescentes foram condenados por torturar e matar dois gatinhos em um parque em Ruislip, oeste de Londres, em maio.

O relatório a seguir contém conteúdo sensível e descrições de crueldade aos animais.

Um menino de 17 anos foi condenado a 12 meses de prisão, enquanto uma menina de 16 anos foi detida por nove meses. Eles não podem ter seus nomes divulgados por razões legais.

Eles já haviam admitido ter matado os gatos, que foram encontrados cortados e pendurados. Facas, maçaricos e tesouras também foram encontrados no local.

Entende-se que a polícia está, agora, investigando possíveis ligações com uma rede mais ampla de torturadores de gatos que filmam, publicam e vendem imagens de ataques, em aplicativos de mensagens criptografadas.

Esses grupos começaram na China, mas, agora, a BBC News identificou membros ativos em todo o mundo, inclusive no Reino Unido.

A escala da rede foi documentada por ativistas dos direitos dos animais, a organização Feline Guardians (Guardiões dos Felinos, em tradução livre).

O grupo diz que entre maio de 2023 e maio de 2024, um novo vídeo, mostrando a tortura e a execução de um gato, foi postado, aproximadamente, a cada 14 horas.

Feline Guardians diz que documentou 24 grupos ativos este ano, o maior deles com mais de 1.000 membros. Acredita-se que o torturador mais ativo tenha filmado a tortura e a morte de mais de 200 gatos.

Conversas de bate-papo em um grupo, vistas pela BBC, incluem o que parecem ser contas baseadas no Reino Unido, discutindo formas de conseguir gatos para abusar.

Um membro discutiu como adotar gatinhos da RSPCA e postou formulários de inscrição. Outro post compartilhou um anúncio de gatinhos à venda no Reino Unido, afirmando que queriam “torturá-los cruelmente”.

Lara é voluntária do Feline Guardians. Concordamos em não usar seu nome completo por medo de represálias.

“Todos os dias me sinto de coração partido, não há um dia que passe que eu não sinta que meu coração está se partindo”, Lara disse.

Ela passou um tempo disfarçada nos fóruns e diz que não há limite para a dor que os torturadores estão preparados para infligir. Ela os descreve como as “profundezas do mal” e diz que ficou chocada com o conteúdo “horrível” que encontrou online.

 

Vídeos e fotografias vistos pela BBC são gráficos e extremamente perturbadores.

Eles incluem imagens de gatos sendo afogados e eletrocutados. Um vídeo especula sobre quanto tempo um gatinho em uma gaiola sobreviverá se não receber comida.

Os membros do grupo parecem querer infligir o máximo de dor possível. Em bate-papos online, os torturadores explicam como usam a eletrocussão para ressuscitar um gato, a fim de prolongar o sofrimento.

Novos membros são incentivados a mutilar e publicar vídeos para obter acesso a uma rede mais ampla.

A BBC viu evidências que sugeriam que crianças estavam participando desses grupos. Um membro postou: “Tenho 10 anos e gosto de torturar gatos”.

Em setembro de 2023, a rede até promoveu uma competição de “100 mortes de gatos”, durante a qual os membros foram encorajados a ver a rapidez com que o grupo poderia torturar e matar 100 gatos.

Ativistas do Feline Guardians dizem que descobriram 24 grupos online ativos este ano, cada um postando centenas de imagens e vídeos de abuso

Vídeos que retratam a horrível tortura de gatos viralizaram pela primeira vez na China, em 2023.

O homem responsável por dois vídeos, extremamente, perturbadores, Wang Chaoyi, foi detido por 15 dias pelas autoridades chinesas e forçado a emitir uma “carta de arrependimento”.

Mas suas imagens desenvolveram um culto de seguidores e outros começaram a fazer conteúdo semelhante para mídias sociais chinesas e ocidentais, ganhando milhares de visualizações, antes que os grupos migrassem para aplicativos de mensagens criptografadas.

Um site até se descreve como um lugar para a “comunidade de amantes de gatos” e solicita que os espectadores “enviem seus trabalhos”.

Os usuários só podem obter acesso se fornecerem evidências de que eles próprios torturaram gatos.


Quem é Little Winnie?

“Little Winnie” é um nome bem conhecido na comunidade torturadora de gatos por ter uma foto de perfil que zomba do líder chinês Xi Jinping, com uma imagem do Ursinho Pooh.

Contas com esse nome e foto de perfil são descritas como administradores em vários fóruns dos grupos de tortura de gatos.

Uma ativista do Feline Guardians entrou em contato com uma dessas contas de Little Winnie e atraiu o homem por trás dela para um relacionamento online.

“Eu me senti enojada por ter que ser amigável e depois ter que ter essa amizade com ele”, disse a ativista, que não quer ser identificada.

Ela se comunicou por várias semanas e se infiltrou na rede.

“Foi apenas uma série interminável de vídeos de tortura, um após o outro”, disse ela. “Eu pensava: ‘Eu simplesmente não consigo assistir a isso’. Mesmo que eu esteja enviando uma mensagem a ele, não posso assistir a isso. Tive que meio ‘desligar’ meu cérebro.”

Eventualmente, ela persuadiu o homem por trás da conta a fazer uma chamada de vídeo. A partir dessa ligação, o grupo identificou um homem de 27 anos que mora na capital japonesa, Tóquio.

Quando contatado pela BBC, o homem negou categoricamente qualquer envolvimento nessas atividades.

Lara, da Feline Guardians, nos disse que a polícia e os governos precisam enfrentar os grupos, alegando que sem intervenção, “isso só vai continuar a se expandir e piorar”.

Feline Guardians realizou manifestações em frente à Embaixada da China, em Londres, exigindo que as autoridades de Pequim se esforcem mais.

“Na China continental, não há leis que coíbam isso. O que significa que os abusadores e torturadores podem, efetivamente, fazer o que quiserem e viver essas fantasias, terrivelmente, sádicas, sem qualquer consequência. Esses vídeos são, então, compartilhados e, em essência, esse é um problema global, porque isso significa que qualquer pessoa tem acesso a esses vídeos. Crianças estão vendo isso”, disse Lara.

Ian Briggs, chefe da unidade de operações especiais da RSPCA, disse à BBC: “Tratar os animais dessa maneira é absolutamente inaceitável e não tem lugar em uma sociedade moderna que é, em grande parte, composta de pessoas que amam os animais, de forma gentil e compassiva”.

Johanna Baxter MP, presidente do partido All Party Parliamentary Group on Cats (União Supra-partidária para os Gatos no Parlamento, em tradução livre), disse que esses grupos eram “uma tendência profundamente preocupante, particularmente entre homens jovens”.

“O abuso de animais muitas vezes atua como uma porta de entrada, tornando futuros atos de violência mais fáceis de racionalizar e de serem cometidos”, acrescentou.

Fonte: Por Tony Smith e Angus Crawford / Tradução de Sônia Zainko

Via Olhar Animal


Nota do Blog: A banalização da violência tem sido uma preocupante crescente em nossa sociedade, ainda mais sob a proteção de telas, onde esses crimes viram espetáculo. A vigilância das redes sociais é imperativa e a condenação tem de ser efetiva para os criminosos.

De outra parte, a educação de mentes e corações é imprescindível para compreender que todas as formas de vida merecem respeito e proteção.

É preciso preservar animais tidos como pets e, também, retirar todos os outros da posição de animais de produção, condição em que são torturados e mortos.

A violência sistêmica com os animais tornou a humanidade sem compaixão. E, assim sendo, a violência extrapola espécies e se torna presente, também, nas relações humanas.

É preciso denunciar, punir e mudar padrões de comportamento.

Os animais estão aqui conosco e não para serem maltratados e mortos, seja para qualquer fim.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Mais de 50 ONGs globais convocam COP26 a ser baseada em plantas

Líderes mundiais estão sendo convocados a reconhecer o papel da pecuária na aceleração das mudanças climáticas. Evento acontece em novembro deste ano (2021), em Glasgow, na Escócia, Reino Unido.

Entre as organizações estão a RSPCA e a ProVeg International, que estão convocando líderes mundiais para reconhecer o impacto ambiental causado pelas indústrias de carnes e laticínios. 

As convocatórias para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas deste ano, também conhecida como COP26, também propõe que o evento ofereça um menu totalmente baseado em plantas. O pedindo foi encaminhado ao presidente da cúpula, MP Alok Sharma.

COP26 é convocada a ser baseada em plantas

Os apelos estão sendo feitos a fim de reconhecer o impacto catastrófico da pecuária nas mudanças climáticas, tema principal a ser discutido no evento, para que se cumpram metas climáticas globais efetivas.

Entre as 50 organizações estão Humane Society International, World Animal Protection, Animal Equality, ProVeg International e a RSPCA.

Fundamentalmente, essas organizações querem que os líderes globais se comprometam a reduzir o consumo de carne e laticínios, a fim de limitar o aquecimento global, conforme o Acordo de Paris.

De acordo com o documento: “Abordar essas questões urgentes na reunião da COP26 ajuda a impulsionar os governos em todo o mundo a agirem, proporcionando aos líderes mundiais outra opção de alto impacto para adicionar a sua caixa de ferramentas para combater a mudança climática”.

“Trabalhar com os agricultores para apoiar e catalisar uma mudança em direção a uma produção e consumo de alimentos mais centrados em plantas é um passo proativo. Isso deve ser levado para as indústrias agrícolas e alimentares globais para que estejam preparadas para o futuro. 

“Pedimos à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) que reconheça, formal e publicamente, o papel da pecuária como um dos maiores contribuintes para as mudanças climáticas. E, para abrir um espaço maior ao diálogo”.

Tais reivindicações acontecem porque as dietas à base de vegetais são consideradas uma das ações mais eficazes no combate às mudanças climáticas. Isso é amplamente aceito entre cientistas e ambientalistas.

“A ciência é clara com relação a quanto a redução do número global de rebanhos pode contribuir com até um quinto da mitigação necessária para cumprir a meta de Paris abaixo de 2° C”, acrescentam as organizações na carta.

Além disso, um político sênior do Reino Unido - do mesmo partido do presidente da COP26 – creditou, publicamente, o aumento nas dietas à base de vegetais como o principal fator para atingir as metas globais de mudança climática no início deste ano.

Oportunidade 'vital' para líderes mundiais

O vice-presidente da Humane Society International para Bem-estar de Animais de Fazenda enviou uma declaração ao Plant Based News sobre as convocações.

Julie Janovsky disse: “Quando se trata dos impactos da pecuária nas mudanças climáticas, não podemos continuar a chutar o balde”.

“Muitos governos e constituintes reconheceram e tomaram medidas para lidar com os impactos do setor de energia e transporte. Mas, os governos ainda precisam adotar políticas para reduzir o impacto da pecuária intensiva em grande escala sobre o meio ambiente”.

“Se quisermos, seriamente, evitar uma catástrofe climática, os líderes mundiais devem reconhecer a ciência. E implementar estratégias para mudar nosso sistema alimentar global para um que reduza, significativamente, a pecuária industrial.

“Reduzir o número de animais criados e abatidos é um componente legítimo e essencial para combater as mudanças climáticas”.

“Ignorar o imenso impacto climático da pecuária industrial não é mais uma opção. E a conferência sobre mudança climática COP26 oferece uma oportunidade vital para os líderes mundiais agirem”.

Outros co-signatários incluem Veganuary, The Vegan Society, Farm Sanctuary e Compassion In World Farming.

Fonte: Plant Based News

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão