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segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Exportação de animais vivos fica proibida na Nova Zelândia a partir de abril de 2023

 



A Nova Zelândia anunciou que as exportações de animais vivos estarão proibidas a partir de abril 2023.

 

No ano passado, 134.722 bovinos foram exportados da Nova Zelândia. A cada ano, em todo o mundo, 11 milhões de animais são confinados em navios e transportados por longas distâncias para serem mortos em outros países.

 

Além do estresse do ambiente desconhecido, das temperaturas elevadas e do balanço constante dos navios, eles são obrigados a viver por semanas em espaços apertados e tendo que deitar sobre as próprias fezes e urina.

 

A ONG Mercy for Animals realizou o documentário "Exportação Vergonha", narrado por Luisa Mell, que mostra a crueldade que passam esses animais.

 

O Brasil é um dos grandes responsáveis por isso continuar acontecendo. Ao longo da última década (2012-2021), o país exportou, por via marítima, em torno de 2,6 milhões de bovinos vivos, quantidade inferior apenas à exportada pela Austrália.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

 


sexta-feira, 5 de abril de 2019

Na Índia, ‘Compaixão pelos Animais’ é matéria escolar em colégios públicos e privados.



Na Índia, a ideia de que, desde pouca idade, a natureza é fator de descobertas e autoconhecimento é levada a sério. Por conta disso, foi incluída na grade escolar de colégios de todo o país como atividade extracurricular. Por meio do projeto educacional Compassionate Citizen, as crianças aprendem a ter compaixão pelos animais, ampliando seu engajamento com o meio ambiente.
O intuito é desenvolver nas crianças e adolescentes atitudes de respeito, empatia, gentileza e não violência para com os outros seres vivos. Com foco em crianças entre 08 e 12 anos, o programa é uma parceria entre as ONGs Animal Rahat e PETA, que atuam na defesa dos direitos dos animais.
“A maioria das crianças sente naturalmente preocupação e afeição pelos animais, mas elas absorvem o comportamento cruel da sociedade e gradualmente perdem sua compaixão. A falta de respeito por outras espécies pode se traduzir em insensibilidade e crueldade – inclusive para com outros seres humanos”, explica um comunicado oficial sobre o projeto.
Assim sendo, a educação humanizada dentro da escola serve justamente para não abrir essa porta para futuros atos de violência contra os animais e os seres humanos. De modo que todos sejam tratados com respeito, a mensagem se espalha principalmente em comunidades mais remotas, onde por vezes os animais são utilizados como instrumento de trabalho pesado, fazendo com que os pequenos percam a noção de seus sentimentos e de sua importância no mundo.

O impacto de aulas do tipo gerou engajamentos significativos e que colaboram com a formação social dos envolvidos. Na vila de Sawali, por exemplo, os alunos e professores já fizeram até mesmo marchas pacíficas em prol dos animais, espalhando mensagens de amor por toda a comunidade e pedindo para que as pessoas evitem o uso do manja, uma corda de pipa bastante usada na Índia que fere e mata as aves.
O projeto já se espalhou por 21 mil escolas públicas e privadas, impactando o pensamento de 4,3 milhões de crianças e, consequentemente, resultando numa nova geração mais gentil e amorosa.

Fonte: The Greenest Post
Pode interessar
Lei que proíbe pássaros em gaiolas é realidade na Índia
https://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com/2019/01/lei-que-proibe-passaros-em-gaiolas-e.html

Dizy Ayala

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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Dumbo e a crítica aos circos com animais.



Dumbo, o clássico da Disney de 1941, teve sua releitura feita pelo diretor Tim Burton. Burton transformou a animação em filme com animais que parecem reais, usando de computação gráfica. Diferentemente do original, o diretor optou pela realidade dos animais, sem fala, evidenciando as expressões faciais dos mesmos, seus sons e linguagens corporais particulares.

Há uma evidência no filme, nesse sentido, de que independente da fala, humanos e animais são capazes de se compreender, principalmente as crianças que estabelecem empatia com Dumbo, e que os animais, assim como os humanos, são dotados de percepção, laços familiares e sentimentos, ou seja senciência.

Em boa parte do filme é exaltada a magia do circo, ao que se contrapõe os interesses meramente financeiros, de outra parte, em detrimento dos direitos e relações afetivas estabelecidas pela família do circo, humanos e animais.

Mais para o final, fica evidente a crítica do filme ao apresentar a Ilha do Pesadelo, onde não há magia, senão uma imagem sombria de todos os animais selvagens, aprisionados em jaulas, em sofrimento, cativos apenas para o entretenimento dos humanos.

Ao que segue, o dono do circo declara: 
“Nenhum animal deve ser mantido em cativeiro”. 
E apesar de ainda serem mantidos animais domesticados, como cavalos, cachorros e ratos, livres de jaulas, o circo se reinventa e torna-se um circo sem animais selvagens.

Recentemente, Portugal, país com forte tradição circense, promulgou lei que proíbe animais selvagens em circos. 

A exemplo do centenário Ringling Brothers, que foi pressionado a abolir a exploração de elefantes, tigres, ursos e qualquer animal selvagem em seus espetáculos, e encerrou suas atividades.

O filme Dumbo  é bastante sutil quanto aos abusos e maus-tratos a que animais em circos são submetidos, a quem interessar sugiro o ótimo filme Água para Elefantes, onde essa triste realidade é mais abertamente abordada.

De qualquer forma, vale a referência do filme Dumbo, em sua narrativa emotiva e sensível, em particular por sua imagem final, em liberdade. 

Só pra dar um gostinho confira o vídeo:




Que a Disney seja capaz de repensar alguns de seus parques temáticos, como o Animal Kingdom e o Typhoon Lagoon, a exemplo do Sea World, também em Orlando, ainda com animais em cativeiro. 
Animais não foram feitos para o entretenimento.

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Circos com Animais e a Tirania do Riso


Sobre a senciência animal comprovada pela neurociência


Dizy Ayala

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Adne lança paródia vegana no programa Tá no ar da Rede Globo


Adne lança paródia vegana no programa Tá no ar da Rede Globo

Adne traz a temática vegana para o quadro final do programa Tá no Ar na edição de ontem à noite. O programa vai ao ar todas as terças, na Rede Globo, agora, após o BBB. (Não assisto BBB, mas assisto Adne! rsrs).

Ao final do programa, é sempre apresentado um quadro musical, com uma paródia. Ontem foi a vez de Trem Bala de Ana Vilela que passou a ser Teu Mala de Ana Vegana. De maneira descontraída e também profunda, a canção apresenta o impasse vivido pelo casal, uma moça vegana e um rapaz carnista em uma  "conversa", que é a própria canção, sobre seus pontos de vista. Confira o vídeo no link!



Pontos positivos que justificam falar sobre o assunto, já que não sou telespectadora da emissora:

Se trata do Marcelo Adne, que é um cara muito talentoso, com um humor inteligente e perspicaz. Lembro de assistir, na época com meu namorado, atual marido, quando ele surgiu na telinha, lá nos anos 90, na MTV, com o programa 15 minutos, com seu parceiro o "Quiabo" em que já fazia paródias muito bem construídas e divertidíssimas, de improviso e ao vivo. 

Há os tempos áureos da MTV...

Outro ponto é que a abordagem me pareceu positiva. Quando começou a canção, eu cheguei a dizer: Ah, isso não vai acabar bem! Já pensando que pudesse ter um desfecho pejorativo. O fato de que o "bla bla bla" segue, a mim representa que efetivamente, essa é uma longa discussão e que contém em si, sim, fortes argumentos, particularmente de caráter ético e moral.


E esse é o ponto focal: de maneira lúdica, na canção, a Ana Vegana expressou verdadeiramente o porque de uma alimentação vegana, deixar de matar para comer, e que sim todo pedaço de carne é parte do corpo de um animal que sente e sofre e que queria viver.

Para o carnista, deve ser mesmo chato estar sendo confrontado com a ideia de violência no prato. Pô, não é só comida? E o convívio social e a relação com os amigos? (Claramente, um dos maiores entraves para muitos, a desaprovação dos mais próximos).


E por fim, mas não menos importante, o fato de que eles seguem juntos, porque se gostam, se respeitam e seguem o "bla bla bla" e quem sabe a Ana Vegana consegue mostrar para o Mala que ele pode seguir comendo churrasco ou qualquer outro prato que goste, não apenas chia e salada, com com alimentos (inclusive carne) de origem vegetal. 

P.S. Meu marido já havia me convidado a tempos para ver o programa, e eu sempre assistindo documentários ou programas de aliens e teorias da conspiração, que adoro.

Ontem, depois de uma jornada exaustiva de pesquisa para o TCC, concordei em espairecer e assitir o programa. Então, ao final, vem o quadro da paródia! Achamos graça. "Justamente quando tu resolve assitir, o Adne fala sobre veganismo! haha (energia vibracional, gente!)

Sigamos com vibrações positivas, o processo é lento,  porém contínuo. E é inegável que ele está em curso! Importante trazer essa discussão para a mídia aberta, mesmo sabendo de todos os "conluios" desta emissora, não somos imperceptíveis e fomos representados. Desejo de que mais pessoas do grande público despertem para a compaixão, e o coração e o bom senso, falem mais alto que o estômago, sendo que essa é sim uma discussão também sobre saúde e ambiental.

Por certo que nos anos 80 e 90, nunca tive a oportunidade de me sentir representada na telona. Já era tempo! (A exceção pelo cigarro, não sou fumante, por todos os malefícios à saúde, pelo fato de a indústria do tabaco ser a que mais polui o meio ambiente com pesticidas e animais serem usados  em testes nos laboratórios para aprovação do produto).

Vegetariano estrito = vegano
Alimentação sem nada de origem animal (carne, leite, ovos, mel)

Para saber mais sobre uma alimentação saudável sem carne, acesse
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2017/03/conheca-as-4-dicas-para-uma-alimentacao.html


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