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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Coreia do Sul acaba com a exploração de ursos para extração de bile

 


A Coreia do Sul anunciou que, a partir do início deste ano, 2026, está, oficialmente, proibida a criação de ursos e a extração de sua bile no país.

A medida decorre de uma revisão da legislação de proteção aos direitos dos animais e representa um avanço relevante em uma região onde essa prática cruel ainda persiste sob o argumento da "medicina tradicional".

A extração de bile de ursos é uma das formas mais brutais de exploração animal ainda existentes na Ásia.

Os animais são mantidos por anos, muitas vezes até décadas, em jaulas extremamente pequenas, sujas e inadequadas, que impedem qualquer movimento natural.

Durante toda a vida, são submetidos a procedimentos invasivos e dolorosos para retirada da bile da vesícula, causando sofrimento físico crônico e danos psicológicos irreversíveis.

Não existe qualquer base científica que justifique essa prática. O principal composto ativo da bile, o ácido ursodesoxicólico (é esse nome mesmo!), é sintetizado em laboratório há décadas, com segurança, baixo custo e eficácia comprovada.

Apesar do anúncio do governo sul-coreano, a situação ainda é preocupante. Apenas 21 ursos foram resgatados e transferidos para um santuário público. Outros 199 continuam presos em 11 fazendas, enquanto autoridades e criadores discutem compensações financeiras.

Organizações de defesa animal alertam para a falta de estruturas adequadas e cobram apoio estatal para a criação de santuários privados.

Hoje, mais de 20 mil ursos seguem confinados legalmente em fazendas de bile na China, além de milhares explorados ilegalmente em outros países asiáticos.

Mesmo onde a prática foi banida, como no Vietnã, desde 2005, o comércio ilegal ainda resiste.

Nota do Blog: É preciso erradicar essa prática cruel e pessoas que fazem uso desse composto têm de se assegurar da procedência e exigir que seja sintético.

Não é possível ser cúmplice da crueldade, ainda mais numa era tecnológica, com outros recursos.

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Amor traído! O que dizer da pecuária familiar?

 


Mãe vaca e seu bezerro, frequentemente, passam pela rua, em frente à nossa casa, conduzidos por seu tratador. São levados pela manhã para um terreno com pasto e trazidos de volta ao final da tarde.

Muito se fala sobre a crueldade da pecuária industrial, e é verdade. O confinamento, os maus tratos no manejo, a exploração e, por fim, a morte certa no matadouro.

E o que dizer da pecuária familiar?
Está mãe vaca está frequentemente grávida, porque é explorada para o leite, e muitos de seus bebezerros já não existem mais. Esse de agora circula junto ao tratador e mãezinha aos saltitos, como um cãozinho.

Eles passam os dias a serem alimentados e levados a passear como os cães. Tem afeto por seu tratador. Sentem como se fossem animais de companhia, mas não são considerados assim. E o que não sabem é que, em determinado dia, serão mortos por esse mesmo homem que os cuidou com tanta dedicação.

Como se costuma dizer: Não há jeito certo de fazer a coisa errada!

Muito se fala do quanto um animal é bem tratado nas fazendas familiares. Muitos deles têm até nome! Especialmente, as vacas leiteiras, como nesse caso.

E alguns, mesmo longe das fazendas, vêem cenas como essa como bucólicas.

Mas aí eu pergunto: Isso diminui o fato de que esse animal, ser sensciente, sensível e consciente, que sente e crê ter afeto e cuidado, será explorado e morto pela mesma mão que o acompanha.

Como conceber cativar um animal, para explorar e depois matar?

Que o não matarás faça parte de nossos dias. E que mesmo nós, distantes dessa realidade do campo, não sejamos os financiadores desse mal desnecessário. Porque, sim, podemos viver bem e nutridos, sem ferir qualquer animal.


Confira aqui 12 receitas deliciosas de leites vegetais

https://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com/2015/06/aprenda-12-receitas-de-leite-vegetal.html


Dizy Ayala

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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

A violência contra animais, infelizmente, não é um fato isolado

 


Após a justa repercussão do brutal atentado contra o cavalinho que sucumbiu à exaustão e teve suas patas decepadas por seu “tutor”, ficamos todos impactados, revoltados e doídos com tamanha crueldade.

Tratar os animais dessa maneira é absolutamente inaceitável e não tem lugar em uma sociedade moderna que é, em grande parte, composta de pessoas que amam os animais, de forma gentil e compassiva.

Por outro lado, a banalização da violência tem sido uma preocupante crescente em nossa sociedade, ao vivo ou sob a proteção de telas, onde esses crimes viram espetáculo.

Não há como considerar um crime contra um animal como de menor importância. São muitos e recorrentes os casos de abandono, maus-tratos, tortura e morte de cães, gatos e a exploração sem medida de cavalos, ainda tão explorados para tração e montaria.

É sabido, por estudos de inteligência, como o do FBI, sobre a chamada Teoria do Elo, que ressalta que atos de violência e maus-tratos a animais são a porta de entrada para a execução de crimes contra crianças, mulheres ou qualquer pessoa que se encontre em situação de vulnerabilidade.

A educação de mentes e corações é imprescindível para compreender que todas as formas de vida merecem respeito e proteção, bem como a condenação tem de ser efetiva para os criminosos.

Quando o autor do referido crime contra o cavalo mencionou: "eu não sou um monstro, eu sou do ramo, desde cedo, lido com cavalos e gado", temos uma amostra do comportamento e do que é tolerado na pecuária.

É preciso preservar animais tidos como de companhia e, também, ampliar a consciência e consideração moral para aqueles animais considerados de produção.

Diariamente, animais são brutalmente torturados e mortos na linha de produção. Nos campos, nas fazendas industriais e abatedouros são incontáveis as formas de torturar animais: procedimentos como castração, retirada de dentes e caudas sem anestesia, a marcação de ferro em brasa, chutes, pauladas, marretadas, arremesso de bebês animais contra o chão e paredes, para que fiquem inconscientes. 

A separação de bezerros e cabritos de suas mães, para que elas sejam exploradas na indústria do leite; a debicagem e confinamento para galinhas e as cruéis celas de gestação para porcas, dentre tantas outras barbaridades.

A violência sistêmica com os animais tornou a humanidade sem compaixão. E, assim sendo, a violência extrapola espécies e se torna presente, também, nas relações humanas.

É preciso denunciar, punir e mudar padrões de comportamento.

O abuso de animais, muitas vezes, atua como uma porta de entrada, tornando futuros atos de violência mais fáceis de racionalizar e de serem cometidos.

Os animais estão aqui conosco e não para serem maltratados e mortos, seja para qualquer fim.

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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quarta-feira, 2 de abril de 2025

México: tanque de golfinhos é finalmente fechado por crueldade com animais

 

A Profepa (Agência Federal de Proteção Ambiental do México) interditou o tanque de golfinhos do hotel Barceló Maya Grand Resort, após a divulgação de um vídeo chocante onde um golfinho morreu após bater no concreto durante um "show". Esta medida também responde à morte de outros dois golfinhos em 2024 no mesmo local.


O hotel NÃO tinha permissão para realizar shows de golfinhos e mantinha os animais em condições deploráveis, algo que ativistas denunciaram durante anos.


No México, os espetáculos de golfinhos continuam a ser uma "atração", mas a realidade por detrás deles é de exploração e sofrimento.


NÃO faça parte disso. Animais não foram feitos para o entretenimento.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Após prisão de Paul Watson, Japão anuncia expandir lista de espécies de baleia para caça comercial

 


O governo japonês anunciou esta semana que irá permitir a captura de até 59 baleias-comuns em sua zona econômica exclusiva.

A operação do novo navio baleeiro japonês, o Kangei Maru, está gerando especulações de que o Japão pode retornar à caça de baleias no Oceano Antártico. O Kangei Maru, um navio de US$ 47 milhões, está sendo preparado para sua caça inaugural e possui um convés capaz de transportar baleias de até 25 metros de comprimento.

O Japão deixou a Comissão Baleeira Internacional (CBI) em 2019, após anos de caça às baleias sob a justificativa de pesquisa científica, uma prática contestada por conservacionistas. Além das baleias-comuns, o Japão já caça baleias de bryde, minke e sei. Embora a população de baleias-comuns esteja aumentando, elas ainda são consideradas vulneráveis pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

A Austrália está profundamente decepcionada com a decisão do Japão de expandir seu programa comercial de caça às baleias adicionando baleias-comuns", disse Plibersek. Ela reforçou a oposição da Austrália à caça comercial de baleias e pediu o fim dessa prática por todos os países.

Plibersek destacou que os esforços da Austrália através da CBI contribuíram para um Oceano Antártico livre de caça às baleias e uma redução na caça comercial em todo o mundo. Ela reafirmou o compromisso da Austrália com a proteção das baleias e a saúde dos oceanos para as futuras gerações.

Fonte: ANDA

Dizy Ayala

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segunda-feira, 1 de julho de 2024

O que é o soro bovino fetal?

 


O soro bovino fetal é um subproduto do abate de vacas grávidas, produzido a partir do sangue de bezerros não nascidos (fetos), que é utilizado para o cultivo de células, com a finalidade de pesquisa e produção de medicamentos.

 

Ele é produzido em condições muito específicas e não são todos os frigoríficos que atendem os requisitos técnicos para sua produção. Mas, a Portaria 365/2021 do Ministério da Agricultura autoriza o abate em todos os frigoríficos, logo, podemos constatar que há uma grande parte de animais gestantes abatidos, que não são utilizados para a produção de soro bovino fetal.

 

Em 17 de julho de 2023, o TRF do Paraná publicou a decisão de indeferimento da Tutela antecipada, que solicitava a suspensão imediata do artigo 7º. A argumentação foi: "Aludido material (fetal serum bovine – FBS) possui larga aplicação na indústria farmacêutica e bioquímica, por conta do seu uso como suplemento de cultura de células, sendo também utilizado em medicamentos veterinários".

 

O artigo 7º trouxe um retrocesso na questão de animais gestantes, pois o abate e utilização da carne in natura daqueles em estágio avançado de prenhez, para fins de alimentação humana, passaram a ser permitidos, além de estender o tempo permitido do terço final para 90% da gestação.

Em setembro de 2021, Animal Equality, Fórum Animal, Alianima, Sinergia Animal e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA) entraram com uma Ação Civil Pública na 11ª Vara Federal da Justiça Federal de Curitiba, pedindo pela suspensão do artigo 7º e, consequentemente, o fim do abate de animais em estágio avançado de gestação.

 

Entenda porque o abate de vacas grávidas deve ser proibido

Imagine um animal de 8 ou 9 meses de gestação viajando em pé, sem poder se sentar, em momento algum, em um caminhão lotado, sem ventilação adequada, sem alimento e água, por mais de 8 horas. É isso o que acontece com vacas grávidas, no transporte até o abatedouro.


Quando a mãe morre, logo em seguida, o bezerro sofre asfixia (hipóxia), afinal, é o oxigênio que ela respira, que mantém o seu filhote vivo. Assim que cortam o pescoço da vaca, é possível ver o desespero do bezerro dentro da barriga, se debatendo, até que ele, também, acaba morrendo e para de se mexer.

De acordo com os fiscais, que trabalham nos frigoríficos, essa prática vem se tornando cada vez mais comum, apesar de ser um desrespeito aos preceitos de bem-estar animal e, por isso, eles se viram obrigados a denunciar este caso que, segundo eles, é uma situação que envolve maus-tratos.

Precisamos exigir que o Ministério da Agricultura imponha que o abate, bem como o transporte de vacas grávidas, seja proibido. Assine e compartilhe a petição, para impedir esse terrível abuso animal!

https://animalequality.org.br/participe/abate-vacas-prenhes


Dizy Ayala

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segunda-feira, 22 de abril de 2024

Cálculo renal para uso medicinal? No macabro mercado de exploração animal, ele vale mais que ouro!



Em matéria exibida no Fantástico, programa dominical, exibido pela rede Globo, foi ao ar a reportagem que falava sobre o crime de venda de pedras de cálculo renal bovino falso.

Na apuração foi reportada essa exploração, legalizada, de cálculos renais de bois, para atender ao mercado asiático, para fins terapêuticos.

Mais uma vez, ali está a mal fadada Medicina Tradicional Chinesa, agora, chamada Medicina Tradicional Asiática, tendo em vista que o uso de tais “medicamentos”, além da China, também é feito pelos países Japão e Coréia do Norte.

Vários desses “medicamentos” fazem uso de compostos de origem animal, fruto de sofrimento e exploração. Como exemplos, a bile de ursos e o eijão, colágeno advindo de jumentos.

Saiba mais sobre as fábricas de bile aqui https://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com/2021/12/a-cruel-industria-de-bile-de-urso-chega.html 

O medicamento em questão, com pedras de cálculo bovino, que tem valor estimado maior que o ouro, é considerado pedra preciosa e é destinado para insônia e para “alinhar a energia Chi ou Qui” do ser humano.

Agora eu me pergunto, como alinhar o campo energético de uma pessoa, com um composto que é fruto do sofrimento e doença de uma animal explorado?

A escassez das pedras “valiosas”, conforme a reportagem, se deve ao fato de que os bois são, hoje, abatidos tão cedo, na indústria da morte, que não chegam à maturidade, que dirá velhice, que é quando, naturalmente, poderiam vir a apresentar tais alterações. O que só eleva o valor comercial das referidas pedras.

Você, também, já consegue vislumbrar o que a indústria irá fomentar, para lucrar, ainda mais, com a exploração de inocentes animais?

Ainda conforme a reportagem, por conta desse valor elevado, é que interceptadores estão a buscar o maior número de pedras, advindas de matadouros, até mesmo as falsificando.

Também foi demonstrado, na matéria, com uma naturalidade que assusta quem se compadece dos animais, que, em um dia, em um matadouro, de seiscentos animais abatidos (assassinados), são obtidas meia dúzia de pedras, (na cena, rapidamente, mostraram a bexiga sendo estourada para a retirada dos cálculos). O que é considerado muito pouco para atender à demanda oriental, para a produção de “medicamentos”.

Diante do exposto, fica claro, a quem quer enxergar, a distopia desse sistema mortífero, que vê números alarmantes de assassinato de animais como normais e banais, também o uso de componentes, como pedrais renais, soro bovino fetal, sêmen e punção de sangue como produtos a mais, para lucro em suas transações macabras.

Qual o bem que pode advir do sofrimento de seres senscientes, que sofrem e lutam por suas vidas e o direito legítimo de existir? Cada animal assassinado, seja para alimentação, vestuário, medicamento ou qualquer outro produto, lutou por sua vida e carrega em si a impressão de todo mal a ele cometido. De maneira que nenhum bem pode advir disso.

Com tantos recursos e tecnologia, em pleno século 21, o ser humano ainda considera matar seres inocentes para comer ou para tratar insônia?

Motivos fúteis, facilmente atendidos por um sem fim de alimentos e recursos à base de plantas, sem que se perca nenhuma vida, e dos quais, verdadeiramente, se pode alcançar eficácia, para nutrir corpo, mente e espírito.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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segunda-feira, 26 de junho de 2023

Moulin Rouge põe fim ao uso de animais vivos, após 134 anos

 


O icônico Cabaret Moulin Rouge, casa de espetáculos de Paris, acaba de pôr fim a uma tradição de apresentações de animais vivos, após 134 anos de existência.

 

O espetáculo contava com um número de cobras e, de acordo com ativistas dos direitos dos animais, que fizeram campanha pelo fim do segmento, elas podiam ser vistas lutando para manter a cabeça acima da água, enquanto eram submersas durante a apresentação.

 

Seja qual for a espécie, o uso de animais em nome do entretenimento não é mais aceitável, em nenhuma hipótese.

 

Fonte: Veganuary

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
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