A Dinamarca está propiciando o justo e merecido descanso a animais que
passaram uma vida inteira sendo explorados.
A Dinamarca gastou quase um milhão e
meio de euros na compra dos quatro últimos elefantes que trabalhavam nos circos
do país, para que possam se aposentar em um local adequado para eles, onde
possam finalmente encontrar a felicidade.
A medida está enquadrada junto a
outras diretrizes que entrarão em vigor, em breve, para dar alguns passos na
luta pelo bem-estar animal no país. Dentre elas, a mais importante é a lei que
proíbe animais selvagens em circos.
Espera-se que as leis entrem em vigor
o mais rápido possível, para que mais animais sejam impedidos de passar uma
vida sendo explorados e, muitas vezes, sofrendo maus-tratos.
Os empresários donos de circos se
dizem tristes por terem que dizer adeus a esses animais, mas, por outro lado,
ficam felizes por saberem que eles vão se aposentar.
O lugar certo dos animais selvagens é
a natureza, ao lado de outros da sua espécie. Um animal usado em espetáculos de
circo é um animal infeliz, que foi separado de sua família e de seu habitat
para ser forçado, por meio da violência, a fazer truques completamente diversos
de seu comportamento natural.
O circo pode ser um espetáculo
maravilhoso por si só, sem fazer uso de animais selvagens para atrair público. Animais
existem por seus próprios propósitos e não foram feitos para o entretenimento. Esperamos,
sinceramente, que cada vez mais pessoas tomem consciência disso. E que mais
animais que já foram explorados tenham a chance, mesmo que tardia, de usufruir
da liberdade a que sempre tiveram direito.
Conheça mais sobre o movimento que mais cresce no mundo e faça escolhas conscientes! Por sua saúde, pela preservação do meio ambiente e por compaixão aos animais.
As elefantas africanas Kuky e Pupy
serão as novas residentes do Santuário de Elefantes Brasil, localizado na
Chapada dos Guimarães (68 quilômetros de Cuiabá). A construção do habitat para
recebê-las já começou. Elas estão em Buenos Aires, na Argentina e a transferência
deve ocorrer em até seis meses.
Segundo a assessoria do santuário,
licenças devem ser emitidas por várias autoridades, além da quarentena.
“Estamos felicíssimos com o que essa decisão significará para Kuky e Pupy. Será
ótimo também para Kenya, que terá a companhia de outras duas elefantas assim
que estiver instalada”.
A última elefoa a chegar em Mato
Grosso foi Mara. Ela foi transportada e escoltada pela Polícia Rodoviária
Federal (PRF). O animal tem entre 50 e 54 anos.
Ela nasceu na Índia antes dos anos 70 e foi, inicialmente, transportada
para a Alemanha.
Acabou vindo para a América do Sul, pertencendo a pelo menos três
circos no Uruguai, e dois na Argentina. Ela tem vivido em seu recinto atual
desde 1995.
A transferência dela para o Brasil
foi resultado de uma negociação de anos entre a diretoria do santuário,
organização especializada na recuperação e tratamento de elefantes resgatados
de cativeiros na América do Sul, além do órgão Global Sanctuary for Elephants
(GSE) e a organização Ecópolis do Chile.
Fonte: Só Notícias/David Murba
Dizy Ayala
Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente. Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
Autora dos Livros:
Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão
Conheça mais sobre o movimento que mais cresce no mundo e faça escolhas conscientes! Por sua saúde, pela preservação do meio ambiente e por compaixão aos animais.
Mara é uma elefoa de cinco toneladas nascida
na Índia que foi trazida para a Argentina décadas atrás para se apresentar em
shows de circo. Anos depois, foi transferida para um zoológico, onde viveu
por mais 25 anos.
Após 50 anos de exploração, em meio a uma
pandemia, surgiu a oportunidade para uma nova vida em um santuário de
elefantes. Assim sendo, Mara viajou de Buenos Aires para Mato Grosso, no
Brasil, hoje seu lar.
‘Mara permaneceu
em cativeiro por meio século. Sua história é semelhante a de muitos outros
elefantes, condenados desde o nascimento à corrente e à jaula.
Mara nasceu
na Índia, no final dos anos 60, filha de um animal em cativeiro. Foi
adquirida pela empresa alemã Tierpark Hagenbeck e, imediatamente, revendida à
família Tejedor, proprietária de vários circos na Argentina.
Em 1973, o circo chegou a Acassuso, uma
cidade próxima a Buenos Aires. Lá, os irmãos César e Fabio Gribaudio, de
10 e 7 anos, a conheceram. Sua bela história foi coletada pela rádio Aire
de Santa Fe e dá uma ideia de como a mente de um elefante asiático
funciona.
César e
Fabio gostaram dela e a alimentavam com pão. Certo dia, antes do circo
partir para outra cidade, os irmãos assistiram ao último show da companhia. Para
surpresa geral, Marase aproximou
do público e, com o baú, entregou a César e Fabio alguns pedaços de pão.
Em 1980,
César Gribaudio, já estudante universitário, viu um circo e um elefante
entrando em uma barraca de um ônibus. Ele reconheceu Mara. Ele telefonou para o irmão
e no dia seguinte eles a visitaram. Mara estava
acorrentada. Quando viu os dois meninos, ela chorou e gritou.
Em
1998, a elefoa tinha
cerca de 20 anos, pesava mais de 5.000 quilos e havia sido retirada do circo, após
a falência da Circo Rodas, em 1995. Foi, então, transferida, como depósito
judicial, para o então Jardim Zoológico de Buenos Aires.
Mara compartilhou o recinto com outros dois
elefantes, Kuki e Pupi, com quem ela nunca se entendeu. Ela
é da espécie asiática e os outros eram africanos. Eles se ignoravam.
Em carta ocasião, Cesar Gribaudio, agora casado
e com filhos, passou diante de sua jaula. Mara, então, demonstrou o que é uma memória de
elefante. Ela se lançou no fosso e avançou sua tromba para tocar
César.
Por causa dos anos de correntes, ela começou a ter infecções nas
patas. Também em decorrência do fato que os elefantes urinam com
frequência e, estando em cativeiro, estão restritos a um pequeno espaço, a
urina se acumula nas patas dos animais e gera doenças.
O tempo passou. O Jardim Zoológico de
Buenos Aires tornou-se um Ecopark e decidiu desistir de muitos de seus animais,
exatamente aqueles que mais sofreram com a rotina de confinamento.
A orangotango Sandra, famosa por ter sido declarada “pessoa não humana” por um
tribunal, foi transferida para uma reserva brasileira em 2019, após uma longa
batalha legal. Sandra parece ter se acostumado bem a sua nova vida.
Há alguns meses, o santuário de elefantes
brasileiro, administrado pelo americano Scott Blais, concordou em receber Mara.
Fazer uma viagem de 2.700 quilômetros com um
elefante não é nada fácil. Em meio a uma pandemia, com as fronteiras da
Argentina fechadas, é ainda mais difícil.
Porém, em 9 de maio, Mara entrou no caminhão que a
levaria a uma nova vida. Os irmãos Gribaudio foram convidados a se
despedir, mas a quarentena os impediu de ir ao Ecopark. Mara se foi sem
cerimônias.
Um caminhão especial, com três veículos de
escolta, atravessou o Brasil através da fronteira de Corrientes e viajou por
109 horas, sem paradas, além daquelas realizadas a cada três horas para
garantir que o elefante estivesse hidratado e calmo, e mais duas noites no
hotel.
Quando chegaram ao santuário no Mato Grosso,
a primeira coisa que Mara fez ao
sair do caminhão foi rolar no chão para se limpar. Ela experimentou manga e
goiaba. Dormiu um pouco, coçou-se contra uma árvore e comeu grama do chão
pela primeira vez em sua vida.
Em pouco tempo, socializou com Ranaz, elefoa africana, que também já foi atração de circo. Se tornaram grandes amigas.
Mara tem ainda, em média, 20 anos de vida, que prometem ser bem melhores, vivendo em liberdade, como deve ser.
Fonte: El País
Texto adaptado de Henrique González
Projeto realizado em colaboração com a
National Geographic Society
Dizy Ayala
Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente. Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
Autora dos Livros:
Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão
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Equipe de resgatistas de elefantes embarcam em uma missão por mais de 720
km através da Tailândia.
Os
resgates de elefantes na Tailândia são muito perigosos e totalmente
imprevisíveis. O mais comum na região, passado de geração a geração como
tradição ou atividade econômica, é caçá-los e vender partes de seus corpos como
souvenir no mercado negro ou treiná-los para serem usados como animais de
serviço e entretenimento, principalmente como atração para turistas.
A
atriz e diretora Ashley Bell, conhecedora dessa espécie, sabia que queria fazer alguma coisa. Foi assim
que teve origem o documentário Elefantes: Em Nome da Liberdade,
que estreia no canal National Geographic no próximo sábado, 27 de
junho às 21h.
Bell
e uma equipe de resgatatistas de elefantes, liderada pela conservacionista Lek
Chailer, embarcam em uma ousada missão por mais de 720 km pela Tailândia para
libertar Noi Na, uma elefanta de 70 anos, parcialmente cega, em um santuário.
Confira
alguns fatos que inspiraram a criação do documentário:
1- Embora
existam muitas espécies, os elefantes são divididos particularmente em dois
tipos principais: africanos e asiáticos. No mundo, existem cerca de 450 mil
elefantes africanos, mas apenas cerca de 45 mil elefantes asiáticos e 33% deles
estão em cativeiro. Sua existência está em perigo de extinção.
2- Os
elefantes asiáticos costumavam andar livremente em muitos países do continente.
Hoje, seu alcance é limitado, pois seu habitat está desaparecendo e sua
existência está constantemente ameaçada. Devido ao desmatamento no Camboja, 75%
da floresta não existe mais.
3- Todos
os elefantes em cativeiro têm algo em comum: foram vítimas de abusos e maus-tratos
por parte de seres humanos. E, tristemente, seus corpos, e suas almas, costumam
demonstrar nitidamente tudo o que tiveram de suportar para serem domesticados: cicatrizes,
desidratação, lesões oculares, entre outros.
4- Ao
conhecer a conservacionista Lek Chailer, Bell sentiu uma grande admiração. Em
seu país, Lek foi ameaçada, criticada e até rejeitada por sua própria família,
que lucrava com o turismo selvagem, rompendo, assim, laços com a mesma quando
ela iniciou seu ativismo.
Apesar disso, Lek permanece firme em suas convicções. Algumas negociações com
os donos de elefantes para libertá-los podem levar mais de 10 anos. Em 20 anos,
os tailandeses resgataram mais de 200 elefantes, mas não foi uma tarefa fácil tendo
em vista a força de tradições antigas, fortemente arraigadas.
Por
seu trabalho, ela recebeu vários prêmios e foi nomeada uma das “Heroínas da
Ásia” pela Revista Time, em 2005, e “Heroína do planeta” pela Fundação Ford, em
2001.
5- No
documentário, Bell revela o aspecto mais sombrio do turismo selvagem e visa
inspirar novo olhar sobre esta espécie, de modo a sensibilizar o coração dos
espectadores, mostrando o que pode ser feito para reverter sua situação atual:
- não
fazer passeios de elefante,
- não
participar de circos ou shows com animais,
- não
comprar produtos feitos de partes de seus corpos
e
não se calar, compartilhando informações para aumentar a conscientização de
todos, evitando assim os abusos e o risco de extinção.
As
reprises do documentário acontecerão quinta-feira, 2 de julho às
19h30, e sábado, 18 de julho às 19h30.
Infos
e foto: Coxinha Nerd
Dizy Ayala
Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão
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