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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Dinamarca compra últimos elefantes de circos para libertá-los e cuidar deles


A Dinamarca está propiciando o justo e merecido descanso a animais que passaram uma vida inteira sendo explorados.

A Dinamarca gastou quase um milhão e meio de euros na compra dos quatro últimos elefantes que trabalhavam nos circos do país, para que possam se aposentar em um local adequado para eles, onde possam finalmente encontrar a felicidade.
A medida está enquadrada junto a outras diretrizes que entrarão em vigor, em breve, para dar alguns passos na luta pelo bem-estar animal no país. Dentre elas, a mais importante é a lei que proíbe animais selvagens em circos.
Espera-se que as leis entrem em vigor o mais rápido possível, para que mais animais sejam impedidos de passar uma vida sendo explorados e, muitas vezes, sofrendo maus-tratos.
Os empresários donos de circos se dizem tristes por terem que dizer adeus a esses animais, mas, por outro lado, ficam felizes por saberem que eles vão se aposentar.
O lugar certo dos animais selvagens é a natureza, ao lado de outros da sua espécie. Um animal usado em espetáculos de circo é um animal infeliz, que foi separado de sua família e de seu habitat para ser forçado, por meio da violência, a fazer truques completamente diversos de seu comportamento natural.
O circo pode ser um espetáculo maravilhoso por si só, sem fazer uso de animais selvagens para atrair público. Animais existem por seus próprios propósitos e não foram feitos para o entretenimento. Esperamos, sinceramente, que cada vez mais pessoas tomem consciência disso. E que mais animais que já foram explorados tenham a chance, mesmo que tardia, de usufruir da liberdade a que sempre tiveram direito.
***
 Informações de Nation via Conti Outra



Dizy Ayala



Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Mais duas elefoas chegam ao santuário no Brasil, ainda este ano.


Foto: Tomas Francisco Cuesta

As elefantas africanas Kuky e Pupy serão as novas residentes do Santuário de Elefantes Brasil, localizado na Chapada dos Guimarães (68 quilômetros de Cuiabá). A construção do habitat para recebê-las já começou. Elas estão em Buenos Aires, na Argentina e a transferência deve ocorrer em até seis meses.

Segundo a assessoria do santuário, licenças devem ser emitidas por várias autoridades, além da quarentena. “Estamos felicíssimos com o que essa decisão significará para Kuky e Pupy. Será ótimo também para Kenya, que terá a companhia de outras duas elefantas assim que estiver instalada”.

A última elefoa a chegar em Mato Grosso foi Mara. Ela foi transportada e escoltada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O animal tem entre 50 e 54 anos. Ela nasceu na Índia antes dos anos 70 e foi, inicialmente, transportada para a Alemanha

Acabou vindo para a América do Sul, pertencendo a pelo menos três circos no Uruguai, e dois na Argentina. Ela tem vivido em seu recinto atual desde 1995.

A transferência dela para o Brasil foi resultado de uma negociação de anos entre a diretoria do santuário, organização especializada na recuperação e tratamento de elefantes resgatados de cativeiros na América do Sul, além do órgão Global Sanctuary for Elephants (GSE) e a organização Ecópolis do Chile.

Fonte: Só Notícias/David Murba

Dizy Ayala


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segunda-feira, 29 de junho de 2020

O caso da elefoa Mara, mais uma vida transformada na pandemia


Foto Sofía López Mañán

Mara é uma elefoa de cinco toneladas nascida na Índia que foi trazida para a Argentina décadas atrás para se apresentar em shows de circo. Anos depois, foi transferida para um zoológico, onde viveu por mais 25 anos.

Após 50 anos de exploração, em meio a uma pandemia, surgiu a oportunidade para uma nova vida em um santuário de elefantes. Assim sendo, Mara viajou de Buenos Aires para Mato Grosso, no Brasil, hoje seu lar.

‘Mara permaneceu em cativeiro por meio século. Sua história é semelhante a de muitos outros elefantes, condenados desde o nascimento à corrente e à jaula.

Mara nasceu na Índia, no final dos anos 60, filha de um animal em cativeiro. Foi adquirida pela empresa alemã Tierpark Hagenbeck e, imediatamente, revendida à família Tejedor, proprietária de vários circos na Argentina. 

Em 1973, o circo chegou a Acassuso, uma cidade próxima a Buenos Aires. Lá, os irmãos César e Fabio Gribaudio, de 10 e 7 anos, a conheceram. Sua bela história foi coletada pela rádio Aire de Santa Fe e dá uma ideia de como a mente de um elefante asiático funciona. 

César e Fabio gostaram dela e a alimentavam com pão. Certo dia, antes do circo partir para outra cidade, os irmãos assistiram ao último show da companhia. Para surpresa geral, Mara se aproximou do público e, com o baú, entregou a César e Fabio alguns pedaços de pão. 

Em 1980, César Gribaudio, já estudante universitário, viu um circo e um elefante entrando em uma barraca de um ônibus. Ele reconheceu Mara. Ele telefonou para o irmão e no dia seguinte eles a visitaram. Mara estava acorrentada. Quando viu os dois meninos, ela chorou e gritou. 

Em 1998, a elefoa tinha cerca de 20 anos, pesava mais de 5.000 quilos e havia sido retirada do circo, após a falência da Circo Rodas, em 1995. Foi, então, transferida, como depósito judicial, para o então Jardim Zoológico de Buenos Aires. 

Mara compartilhou o recinto com outros dois elefantes, Kuki e Pupi, com quem ela nunca se entendeu. Ela é da espécie asiática e os outros eram africanos. Eles se ignoravam. 

Em carta ocasião, Cesar Gribaudio, agora casado e com filhos, passou diante de sua jaula. Mara, então, demonstrou o que é uma memória de elefante. Ela se lançou no fosso e avançou sua tromba para tocar César. 

Por causa dos anos de correntes, ela começou a ter infecções nas patas.  Também em decorrência do fato que os elefantes urinam com frequência e, estando em cativeiro, estão restritos a um pequeno espaço, a urina se acumula nas patas dos animais e gera doenças. 

O tempo passou. O Jardim Zoológico de Buenos Aires tornou-se um Ecopark e decidiu desistir de muitos de seus animais, exatamente aqueles que mais sofreram com a rotina de confinamento. 

A orangotango Sandra, famosa por ter sido declarada “pessoa não humana” por um tribunal, foi transferida para uma reserva brasileira em 2019, após uma longa batalha legal. Sandra parece ter se acostumado bem a sua nova vida. 

Há alguns meses, o santuário de elefantes brasileiro, administrado pelo americano Scott Blais, concordou em receber Mara

Fazer uma viagem de 2.700 quilômetros com um elefante não é nada fácil. Em meio a uma pandemia, com as fronteiras da Argentina fechadas, é ainda mais difícil. 

Porém, em 9 de maio, Mara entrou no caminhão que a levaria a uma nova vida. Os irmãos Gribaudio foram convidados a se despedir, mas a quarentena os impediu de ir ao Ecopark. Mara se foi sem cerimônias. 

Um caminhão especial, com três veículos de escolta, atravessou o Brasil através da fronteira de Corrientes e viajou por 109 horas, sem paradas, além daquelas realizadas a cada três horas para garantir que o elefante estivesse hidratado e calmo, e mais duas noites no hotel. 

Quando chegaram ao santuário no Mato Grosso, a primeira coisa que Mara fez ao sair do caminhão foi rolar no chão para se limpar. Ela experimentou manga e goiaba. Dormiu um pouco, coçou-se contra uma árvore e comeu grama do chão pela primeira vez em sua vida.

Em pouco tempo, socializou com Ranaz, elefoa africana, que também já foi atração de circo. Se tornaram grandes amigas.

Mara tem ainda, em média, 20 anos de vida, que prometem ser bem melhores, vivendo em liberdade, como deve ser.





Fonte: El País
Texto adaptado de Henrique González
Projeto realizado em colaboração com a National Geographic Society

Dizy Ayala

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quinta-feira, 25 de junho de 2020

Documentário Elefantes: Em Nome da Liberdade estreia no canal NatGeo



Equipe de resgatistas de elefantes embarcam em uma missão por mais de 720 km através da Tailândia.

Os resgates de elefantes na Tailândia são muito perigosos e totalmente imprevisíveis. O mais comum na região, passado de geração a geração como tradição ou atividade econômica, é caçá-los e vender partes de seus corpos como souvenir no mercado negro ou treiná-los para serem usados ​​como animais de serviço e entretenimento, principalmente como atração para turistas.

A atriz e diretora Ashley Bell, conhecedora dessa espécie,  sabia que queria fazer alguma coisa. Foi assim que teve origem o documentário Elefantes: Em Nome da Liberdade, que estreia no canal National Geographic no próximo sábado, 27 de junho às 21h. 

Bell e uma equipe de resgatatistas de elefantes, liderada pela conservacionista Lek Chailer, embarcam em uma ousada missão por mais de 720 km pela Tailândia para libertar Noi Na, uma elefanta de 70 anos, parcialmente cega, em um santuário.

Confira alguns fatos que inspiraram a criação do documentário:

1-      Embora existam muitas espécies, os elefantes são divididos particularmente em dois tipos principais: africanos e asiáticos. No mundo, existem cerca de 450 mil elefantes africanos, mas apenas cerca de 45 mil elefantes asiáticos e 33% deles estão em cativeiro. Sua existência está em perigo de extinção.

2-      Os elefantes asiáticos costumavam andar livremente em muitos países do continente. Hoje, seu alcance é limitado, pois seu habitat está desaparecendo e sua existência está constantemente ameaçada. Devido ao desmatamento no Camboja, 75% da floresta não existe mais.

3-      Todos os elefantes em cativeiro têm algo em comum: foram vítimas de abusos e maus-tratos por parte de seres humanos. E, tristemente, seus corpos, e suas almas, costumam demonstrar nitidamente tudo o que tiveram de suportar para serem domesticados: cicatrizes, desidratação, lesões oculares, entre outros.

4-      Ao conhecer a conservacionista Lek Chailer, Bell sentiu uma grande admiração. Em seu país, Lek foi ameaçada, criticada e até rejeitada por sua própria família, que lucrava com o turismo selvagem, rompendo, assim, laços com a mesma quando ela iniciou seu ativismo.

Apesar disso, Lek permanece firme em suas convicções. Algumas negociações com os donos de elefantes para libertá-los podem levar mais de 10 anos. Em 20 anos, os tailandeses resgataram mais de 200 elefantes, mas não foi uma tarefa fácil tendo em vista a força de tradições antigas, fortemente arraigadas.

Por seu trabalho, ela recebeu vários prêmios e foi nomeada uma das “Heroínas da Ásia” pela Revista Time, em 2005, e “Heroína do planeta” pela Fundação Ford, em 2001.

5-      No documentário, Bell revela o aspecto mais sombrio do turismo selvagem e visa inspirar novo olhar sobre esta espécie, de modo a sensibilizar o coração dos espectadores, mostrando o que pode ser feito para reverter sua situação atual:

- não fazer passeios de elefante,
- não participar de circos ou shows com animais,
- não comprar produtos feitos de partes de seus corpos

e não se calar, compartilhando informações para aumentar a conscientização de todos, evitando assim os abusos e o risco de extinção.

As reprises do documentário acontecerão quinta-feira, 2 de julho às 19h30, e sábado, 18 de julho às 19h30.


Infos e foto: Coxinha Nerd



Dizy Ayala

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