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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Passagem de fauna vira lei no Brasil

 


Finalmente, a Câmara disse sim.

11 anos de tramitação. 11 anos de atropelamentos documentados, de espécies ameaçadas, de rodovias que cortaram biomas inteiros sem dar passagem à vida que já estava lá antes do asfalto.

A partir de agora, passagens de fauna se tornam obrigatórias nos trechos de maior mortalidade. As concessionárias pagam. Um cadastro nacional vai registrar cada acidente, cada espécie, cada ponto crítico. Os dados viram política pública.

O que a nova lei do Plano Nacional de Segurança Viária para Fauna Silvestre, o Pl466/15, determina?

Pontes, túneis subterrâneos, cercas e refletores nos trechos de maior mortalidade. Custeados pelos operadores das vias, inclusive concessionárias.

Um cadastro nacional de acidentes

Banco de dados público com espécies atingidas, localização, bioma e medidas adotadas.

Relatório anual obrigatório publicado em portal de dados abertos.

Isso não caiu do céu. É resultado de anos de pessoas e organizações que se recusaram a aceitar que animal morto na estrada é paisagem normal.

E ainda não acabou.

O Senado é o próximo passo.

Que seja aprovado!

Fonte: Proteção Animal Mundial

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Construção de passagens para animais silvestres tem início na Rota do Sol, no Rio Grande do Sul

 


O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) iniciou no último dia 04/11 a construção de seis passagens de fauna na Rota do Sol (ERS-486), em Itati. As estruturas subterrâneas serão implantadas no trecho da Reserva Biológica Estadual Mata Paludosa e provocarão alterações no tráfego por um período de 20 dias.

A ação é resultado de estudos que a autarquia, vinculada à Secretaria de Logística e Transportes, realizou entre outubro de 2017 e março de 2018, revelando dados de acidentalidade e atropelamentos de animais silvestres no trecho.

O levantamento, determinado por uma ação civil pública, apontou que três espécies de anfíbios existentes no local integram o grupo de animais ameaçados de extinção listados pelo Decreto Estadual 51.797/2014. É o caso da perereca-castanhola (Itapotihyla langsdorffii), perereca-risadinha (Ololygon rizibilis) e perereca-macaca (Phyllomedusa distincta).

De acordo com o biólogo Luiz Carlos de Lima Leite, da Superintendência de Meio Ambiente do Daer, as obras colaborarão para reduzir os índices de mortalidade dos anfíbios, que correspondem a 90% das ocorrências. “As ações para o monitoramento da fauna foram determinantes para indicar as medidas necessárias para proteção dos animais que habitam a reserva e colaborar com a preservação das espécies”, esclarece.

O diretor de Operação Rodoviária, Sandro Wagner dos Santos, explica que os trabalhos serão realizados com a maior celeridade possível e solicita a compreensão dos motoristas ao trafegarem no trecho durante o mês de novembro. “Durante o período, o trânsito deverá permanecer em meia pista e será devidamente sinalizado e organizado, com o apoio do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM)”, salienta.

As passagens serão implantadas de forma transversal à rodovia, viabilizando a travessia segura dos animais. “Os túneis serão formados com peças pré-moldadas afixadas sobre uma laje de concreto. Adicionalmente, cada um dos seis pontos contará com cercas-guia na faixa de domínio, a fim de direcionar o deslocamento dos animais para as passagens”, detalha o diretor de Infraestrutura Rodoviária, Richard Polo.

A coordenação dos serviços – que integram o Programa de Monitoramento de Fauna, vinculado ao licenciamento ambiental da Rota do Sol – cabem ao Daer, e a execução, à empresa Invicta Engenharia.

Via Revista News

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Agropecuária é responsável por 90% da perda de vegetação natural do Brasil, aponta levantamento

Foto divulgação Brasil de Fato


O uso da terra para a agropecuária foi responsável por 90% da perda de vegetação natural do Brasil nos biomas Amazônia/Cerrado/Pantanal/Caatinga/Mata Atlântica/Pampa. Os dados, contabilizados entre os anos 1985 e 2019, foram divulgados na sexta-feira (28) e são monitorados pelo Mapbiomas, um projeto que envolve ONGs, universidades e empresas de tecnologia.

Dados importantes:

·   O Brasil perdeu área de vegetação nativa equivalente a 10,25% do território nacional entre 1985 e 2019;
·       A área perdida acumulada é de 87,2 milhões de hectares – 573 cidades de São Paulo;
·         9,3% da mata natural do país é secundária, ou seja, já foi desmatada em algum momento e voltou a crescer;
·         O Cerrado é o bioma que perdeu mais vegetação nativa: - 21,3%.

"O levantamento do MapBiomas aponta que pelo menos 9,3% de toda a vegetação natural do Brasil é secundária, ou seja, são áreas que já foram desmatadas e convertidas para uso antrópico pelo menos uma vez", explica Tasso Azevedo, coordenador-geral do projeto.

"Da área que nunca foi desmatada, há uma fração que já foi degradada por fogo ou exploração madeireira predatória. Quantificar esse processo de degradação das florestas é um dos próximos desafios que vamos enfrentar".

Os dados do Mapbiomas são públicos e levam em consideração diferentes bases de dados, algumas criadas por universidades, outras com base em imagens de satélite, como as do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ou até dados demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Participam do grupo de monitoramento ONGs como Imazon, SOS Mata Atlântica, Observatório do Clima e Ipam. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Estadual de Feira de Santana também são co-criadoras, além de empresas de tecnologia, como o Google.

Divisão do território por tipo de uso da terra (%)
Dados são referentes ao ano de 2019.
Florestas: 61,5 Vegetação natural não-florestal: 5,9 Agropecuária: 30 Área não vegetada : 0,6 Água: 2
Florestas
61,5
Alta do desmatamento
As áreas com alerta de desmatamento na Amazônia aumentaram 34,5% no período de um ano, segundo dados divulgados pelo Inpe, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

De agosto de 2019 até o dia 31 de julho deste ano, houve alerta de desmatamento de 9.205 km² de área da floresta, uma área mais que seis vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Entre agosto de 2018 e julho de 2019, esse número tinha ficado em 6.844 km².

Áreas da Amazônia sob alerta de desmatamento
Floresta teve 34,5% de aumento em área desmatada em um ano.
6.844
Por G1
Fonte: Mapbiomas/Deter/TerraBrasilis/Inpe/MCTIC

Nota do Blog:

Com uma transição alimentar para uma alimentação à base de plantas, deixamos de compactuar com o maior vetor de desmatamento que é a agropecuária. A exploração de animais para consumo é o maior fator de degradação ambiental e as culturas de soja e milho, preponderantes em grandes extensões de terra, inclusive em áreas desmatadas da Amazônia e outros biomas nativos, é destinada, quase que exclusivamente, para a produção de ração para animais. Ou seja, os recursos de solo e água estão sendo destinados à alimentação animal e não humana e estão a degradar o meio ambiente. 

Outro importante fato decorrente da agropecuária é, além da desnecessária morte de animais tidos como de consumo, a perda de vida selvagem. Inúmeras espécies animais têm perdido habitat e suas vidas em decorrência do uso de terras para pecuária. Inclusive, incêndios têm sido recorrentes nessas áreas, muitas delas de proteção ambiental, resultando na morte de animais, face o avanço de áreas para criação de gado. 

Faça uma escolha pela vida e retire carne e derivados do prato.
Há várias opções de carnes vegetais 
para consumo no mercado.
Saiba mais aqui

Carne vegetal: 57% dos brasileiros estão dispostos a consumir, conforme Google. http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com/2020/03/carne-vegetal-57-dos-brasileiros-estao.html


Dizy Ayala


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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Dia do Fogo! A Amazônia não é fazenda do agronegócio, é patrimônio mundial. E você está disposto a desarmar o gatilho?




O "Dia do Fogo" foi disparado por fazendeiros na região Amazônica. São mais de duas semanas de incêndios florestais sem controle, onde equipes de guarda florestal não dispõem de água nem recursos para conter as chamas.

O entorno da estrada nacional BR-163, no estado do Pará, registrou mais de 300 focos de incêndio apenas nos dias 10 e 11 de agosto. Também foram registradas grandes extensões de terra em chamas em Rondônia e na Chapada dos Guimarães, dentre outras localidades.

Sem o apoio da polícia, o Ibama não tem como fazer a fiscalização nos locais e áreas de preservação ambiental onde os humanos não tem permissão para entrar e que estão a servir para a criação de gado.

Além do gado, a produção de soja (que tem mais de 90% de seu consumo destinado a ração de animais de corte) junto à desflorestação são as principais responsáveis hoje pela degradação da região Amazônica.

Você incomoda-se mesmo com a destruição ambiental e social na Floresta Amazônica?

Ver as cenas de devastação ambiental, com milhares de árvores sendo consumidas em chamas, e de animais desesperados, sendo queimados vivos, é profundamente doloroso, mas mais do que lamentar, é preciso engajar-se e deixar de compactuar com essas práticas de degradação.
Há uma única razão para todo esse sofrimento, senão a ganância pelo lucro fácil e indiscriminado.

Nossas escolhas pessoais diárias estão a ditar esse mercado cruel do agronegócio, que de agro (prefixo de agricultura, aquilo que se planta) não tem nada, é, na verdade, o mercado da morte. A indústria pecuária, maior vetor de devastação da Amazônia, que degrada rios, solos e florestas. 

Que mata bilhões de animais “de produção” destinando a eles os cereais que poderiam alimentar milhares de pessoas com fome; que aniquila toda vida selvagem nos incêndios.  Atinge e desampara as populações indígenas, que são verdadeiros protetores das reservas naturais. E adoece inúmeras pessoas que vivem nas grandes cidades por conta da poluição. Está tudo interligado!

Temos a escolha de retirar a mão do gatilho e deixarmos de compactuar com essa inescrupulosa indústria da morte, retirando a carne do prato. Aliás, na era tecnológica em que vivemos, não nos é tirado nem mesmo esse capricho do paladar. Hoje, já é produzida carne idêntica à animal a base de vegetais. Saiba mais http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com/2019/08/destaque-para-anuncios-nos-jornais-de.html

Quando se pensa apenas no lucro desenfreado, saem todos prejudicados. A Amazônia não é fazenda do agronegócio, é patrimônio mundial. Pulmão do mundo! Podemos viver sem carne, só não podemos viver sem ar, nem água. Precisamos das florestas para continuar existindo.


Dizy Ayala
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