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quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Exploração de petróleo em SC pode afetar meio ambiente e turismo em mais de 30 cidades do estado

Entidade tenta evitar leilão da costa catarinense por apontar riscos

A Associação Nacional do Petróleo (ANP) prevê para outubro um leilão de 92 novos blocos para exploração de petróleo em todo o país. Será a 17ª Rodada de Licitações de Petróleo e Gás. Neste pacote, estão áreas marítimas situadas na costa catarinense.

Segundo o Instituto Arayara, a atividade de exploração de petróleo nessas áreas representaria, em caso de vazamentos ou desastres ambientais, risco para 35 cidades do Litoral de SC – praticamente toda a costa catarinense.

A preocupação motivou uma reunião com deputados estaduais, representantes de prefeituras e governo do Estado. Uma das definições foi a convocação de uma Audiência Pública marcada para 30 de agosto, às 14h, solicitada pela deputada Paulinha (sem partido), para discutir o tema na Assembleia Legislativa (Alesc).

É possível acompanhar a transmissão online e fazer perguntas pelo canal do Youtube da Câmara Municipal de Florianópolis. A audiência contará com as entidades Observatório do Petróleo e Gás, a organização Arayara, Coletivo Bem Viver Florianópolis do Psol, junto ao vereador Marquito, em mandato agroecológico, no intuito de informar a população e convidar os cidadãos catarinenses a debater a venda de áreas litorâneas para exploração de petróleo e os impactos dessa exploração no meio ambiente e economia da região.

Uma reunião com representantes da pesca e empresários do turismo deve discutir os possíveis impactos da medida no Estado. A entidade, também, promoveu uma manifestação na Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, alertando sobre o tema.

A diretora de educação e projetos do Instituto Arayara, Suelita Racker, explica que o risco decorre tanto da possibilidade de grandes vazamentos acidentais, como ocorreu no Nordeste do país em 2019, com forte impacto sobre as praias e o turismo, quanto de vazamentos inerentes à própria atividade de exploração de petróleo.

A entidade denuncia que um estudo chamado Avaliação Ambiental de Áreas Sedimentares (AAAS) não teria sido feito. Pareceres de órgãos como Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), também, teriam sido desconsiderados no processo de autorizações do leilão de concessão.

Sem esses estudos, afirma a diretora do Arayara, não haveria informações sobre o risco envolvido às regiões a serem leiloadas, em especial na Bacia de Pelotas, que abrange a costa do Rio Grande do Sul e do Litoral Sul de Santa Catarina, até a altura de Florianópolis.

– À medida que as atividades começam a se instalar, com testes sísmicos, peixes, tainhas, tudo que tem nessa área vai para outros locais. A exemplo de outras áreas em que há exploração de petróleo e gás, onde o impacto direto é de até 70% na pesca. Sem contar o impacto de vazamentos como o que ocorreu no Nordeste, que é possível de acontecer aqui – alerta Suelita.

Mapa mostra blocos a serem leiloados na 17ª Rodada de Licitações da ANP (Foto: Poder Judiciário, reprodução)

A deputada Paulinha aponta impactos à fauna e flora marinha, o risco de vazamentos e, também, impactos ao mercado imobiliário e ao turismo, responsável por 12% do PIB do Estado.

– Não consigo ver com bons olhos porque não houve estudos que pudessem salvaguardar a preservação da natureza nesse processo, mas a ideia da audiência pública é para trazer luz e fazer as autoridades entenderem e discutirem esse assunto – afirmou.

As áreas de exploração de petróleo em SC

A área Norte da costa catarinense, de Florianópolis até a divisa com o Paraná, integra a Bacia de Santos. A parte Sul, da Capital até o Rio Grande do Sul, está inserida na Bacia de Pelotas. É nessa segunda parte que estão os blocos que tiveram decisão da Justiça Federal de SC, vetando a oferta no leilão previsto para outubro.


Nota do Blog: Na contramão, mais uma vez, o Brasil segue com a intenção de seguir investindo em combustíveis fósseis, quando o mundo todo está discutindo alternativas para a geração de energia limpa e renovável. Um total absurdo e uma ameaça terrível para uma extensa faixa litorânea, como a de Santa Catarina, com danos que se é incapaz de mensurar.

O absurdo completo é que os interessados pretendem fazer a exploração sem avaliação prévia, julgando que a mesma possa ser feita ao longo do processo, e nem mesmo estão seguros de que há petróleo na região, senão que pretendem perfurar para, então, avaliar se sim ou não.

Fica evidente quantos mais prejuízos do que ganhos se pode obter com tal iniciativa. O governo federal nem mesmo garante royalties ao estado de Santa Catarina, simplesmente, almeja sacramentar os leilões, explorar, lucrar para si e sujeitar toda população catarinense aos danos que por certo virão. 

Responsável por diversas reservas de preservação ambiental, de fauna e flora, com presença de praias exuberantes, a Santa e bela Catarina não pode ser refém de tamanho desatino. Todos saem perdendo, a não ser, única e exclusivamente, a união e os que irão lucrar com os leilões e a concessões.

É triste ver a cegueira causada pela ganância e ambição desmedidas, em nome de um falso progresso, colocando em sério risco a verdadeira riqueza.   

Que o clamor de entidades e cidadãos catarinenses possa ser ouvido e a natureza preservada.

Foto Divulgação: Prefeitura de Bombinhas/SC

Fonte: matéria de jean.laurindo@somosnsc.com.br e dados divulgados no jornal local NSC, com informações acerca da Audiência Pública compartilhadas no Instagram, pelo Instituto Arayara.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

sábado, 24 de fevereiro de 2018

POR QUE AGORA? Por que discutir o transporte de carga viva no Brasil?


POR QUE AGORA? Por que discutir o transporte de carga viva no Brasil?

Por Dizy Ayala

Assistindo ao debate no Canal Rural, me ative a um ponto em particular que foi levantado...
POR QUE AGORA?
Por que discutir agora, tendo em vista que há 20 anos já existe o transporte de carga viva no Brasil?
Para assistir o debate acesse http://www.canalrural.com.br/noticias/bancada-rural/polemica-envolvendo-exportacao-animais-vivos-72265

Além do fato de ter sido um número vultuoso, expressivo e ainda muito maior do que qualquer outro navio, o NADA tem capacidade para o transporte de até 30.000 bois.


O que é que mudou?
A opinião pública mudou!

Em pleno século 21, as pessoas têm mais acesso à informação e estão mais esclarecidas acerca de tudo que envolve a principal atividade econômica do Brasil.

Em um momento em que cada vez mais pessoas estão despertando para novos hábitos alimentares, a máxima “se você parar de comer, eles param de matar” se vê brutalmente atingida quando o país busca outros países para comercializar os animais vivos que estamos retirando da alimentação.

O fato de o Brasil ser maior produtor de carne do mundo é que faz com que empresários e políticos ligados a esse setor estejam na contramão de países desenvolvidos e que se espantem diante da opinião pública, que julgam equivocadamente ser uma minoria, uma meia dúzia.  E argumentos como vai quebrar a economia, vai gerar desemprego, não “colam” mais, a economia já quebrou, o desemprego já é o maior dos últimos anos e definitivamente a exploração animal da indústria da carne, está maculada para além do sangue dos inocentes, de corrupção financeira, da falta de saúde da população, vivemos a maior crise de saúde relacionada à má alimentação de toda a história e também os efeitos da degradação do meio ambiente.

POR QUE AGORA?
Porque hoje cada vez mais pessoas tomam conhecimento dos estudos realizados por pesquisadores, cientistas, ambientalistas, climatologistas, médicos e nutricionistas. Não é “uma minoria” que aponta os danos à saúde pelo consumo da carne (não, não é preciso matar animais para alimentar as pessoas), aliás, em pleno século 21, a tecnologia permite às pessoas continuar a comer carne. Países da Europa, Oriente Médio, Estados Unidos e Canadá estão produzindo carne à base de plantas. O Brasil é que está na contramão por conta de interesses de um específico grupo investidor. 

Não, o novo mercado consumidor não está quebrando a economia, aliás, os empreendedores veganos são responsáveis por boa parte do seu crescimento, em tempos de grandes transformações no mercado.

Quanto ao meio ambiente, não é papo de “eco chato” falar em sustentabilidade. Desde a Convenção de Kyoto, em 1996, estão sendo demonstrados os efeitos de degradação do meio ambiente por parte de atividades exploratórias, e sim, conforme dito no debate, vamos discutir o petróleo, o impacto ambiental de tudo, SIM, é isso que vários países de todo o mundo estão fazendo! Discutindo e implementando potencial energético de energias limpas e renováveis e por mais que evitem admitir, a pecuária é a maior responsável pela degradação do planeta. Todo excremento, fezes, urina e sangue dos animais está a poluir o solo, os rios e mares. 

Quanto maiores os rebanhos, maior nível de poluição, em proporções avassaladoras. Onde nos curtumes, são descartados mais de 50 químicos de alta toxicidade no leito dos rios. A preciosa água, já tão escassa, está repleta de dejetos e químicos.

Já temos o desafio de atenuar o que foi feito, é preciso reduzir drasticamente atividades que promovem dano ambiental e que repercutem diretamente na saúde das pessoas.

Isso não é só papo de vegano . É preocupação de toda pessoa sensata, seja ela vegana, vegetariana e até carnista. Não vamos esquecer que boa parte dos veganos e vegetarianos de hoje, já foram consumidores de carne um dia. E porque se informaram, mudaram seus hábitos.

POR QUE AGORA?
Mesmo pessoas que ainda consomem carne e alimentos derivados de origem animal, estão diminuindo o consumo, porque estão se informando acerca dos benefícios para sua saúde, para o meio ambiente e porque, em pleno século 21, não querem compactuar com uma indústria que explora e mata animais. Não precisamos matar para viver.

O que mudou é que as pessoass estão mais informadas e estão optando por um modelo de consumo que preserva a natureza, a vida dos animais (comprovadamente, seres que sentem e sofrem como a gente) e também sua própria saúde.

Se engana quem pensa que essa é uma briga entre quem come e quem não come carne, estamos todos no mesmo barco. Todos nós, consumidores, estamos interessados em qualidade de visa, saúde, com os impactos ambientais, mudanças climáticas, escassez de água e alimentos.

Não se trata apenas de uma questão econômica, é uma questão de consciência, afinal somos todos consumidores e cabe a nós movimentar a economia. E não gerar dividendos a quem interessa apenas lucrar à custa da vida de inocentes animais, da saúde das pessoas e dos recursos do planeta, que é o lar de todos nós!



Dizy Ayala

Blogueira, Revisora, Escritora, 
Vegana.
Formanda em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
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