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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

A gripe aviária está acabando com os elefantes marinhos na Antártida

 


A gripe aviária (H5N1) está provocando um grande desastre no sul do mundo. Na ilha Geórgia do Sul, quase metade das fêmeas de elefante-marinho desapareceu devido a este vírus mortal.

Isso significa que cerca de 53.000 exemplares dessa espécie foram perdidos. Como esta ilha abriga a maior colônia do mundo, uma perda tão significativa representa uma séria ameaça.

Os cientistas temem que esta doença contagiosa altere completamente o delicado equilíbrio da vida animal na Antártida.


Nota do Blog: doenças zoonóticas como a gripe aviária são decorrência da atividade de exploração animal, onde milhares de aves são mantidas em confinamento, em ambiente insalubre, privadas de seu habitat natural e expostas ao contágio de doenças.

Além de sacrificar inúmeras galinhas que são, recorrentemente mortas, na tentativa de conter o vírus da gripe aviária, esse é um perigo real de saúde pública, inclusive humana, tendo em vista que ele migra para outras espécies, como os mamíferos. Como é o caso dos elefantes marinhos, dentre outras espécies.

Suas escolhas alimentares podem sacrificar animais considerados de produção como, também, animais selvagens, rompendo com ciclos sutis de equilíbrio da natureza.

Faça escolhas alimentares à base de vegetais e poupe vidas animais, sua saúde e a natureza. 


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão


segunda-feira, 10 de abril de 2023

Primeira Escola Vegana de Uganda conquista o Prêmio Internacional de Compaixão


Três crianças da Escola Comunitária Atlas, de Uganda, na África Oriental, segurando seu prêmio vegano TeachKind

Alunos comemoram o reconhecimento de sua escola por seus esforços compassivos.

Alfabetização, matemática e bondade são ensinados em igual medida na escola única, Atlas Community School, em Uganda, na África Oriental, que recebeu o prêmio TeachKind Compassionate School.


A divisão de educação humana da organização de direitos dos animais PETA, TeachKind , foi criada para ajudar a promover bondade e anti-especismo para crianças. E faz isso por meio de aconselhamento gratuito, recursos e apresentações que podem ser usados ​​nas escolas.

 

Construída no distrito de Kassanda, pela instituição de caridade LUV4ALL, a escola primária Atlas foi reconhecida por defender os valores veganos. Uma referência particular foi dada ao fornecimento de um menu totalmente vegano e exemplos claros de antiespecismo sendo ensinados.

 

Além do certificado, a escola recebeu uma série de livros sobre temas de bondade e empatia com os animais e uma doação de $ 1.000.

 

“Este é um presente de Deus e seremos capazes de fazer muito com isso”, disse um porta-voz da Atlas Community School.

 

“Os fundos tão necessários irão para os custos de funcionamento da escola e os materiais de ensino ajudarão não apenas os alunos do Atlas, mas, também, aqueles que frequentam as outras escolas que visitamos, como parte de nosso programa de divulgação vegana”.

 

Além de ser reconhecida pela PETA, a Atlas School recebeu uma mini-bolsa de um membro da organização de proteção animal.

 

Em Defesa dos Animais (IDA) deu à instalação $ 250 por seus esforços contínuos para apoiar os direitos dos animais e por nutrir as crianças na criação um mundo compassivo.

 

A doação foi alocada como parte do Mês de Apreciação de Ativistas da IDA 2023, que é realizado anualmente, ao longo de fevereiro.

 

A necessidade do veganismo em Uganda

 

De acordo com a Vegan Atlas School, problemas de saúde, devido a complicações após comer carne, são comuns em Uganda.

 

De modo que tênias e outras infecções zoonóticas, incluindo a brucelose (provocada pela ingestão de laticínios não pasteurizados), fazem parte da vida cotidiana. Assim sendo, a escola pretende educar as gerações mais jovens sobre como comer de forma saudável.

 

“Ano após ano, temos que enfrentar novas doenças infecciosas emergentes, por causa da prática, geradora de doenças, de criar, confinar e matar escravos animais”, diz o site da escola.

 

“Se não conseguirmos que as pessoas – não apenas nossa própria comunidade, mas o mundo inteiro – entendam que a pecuária deve ser abolida, essas crises nunca terminarão. E vão piorar”.

 

Fonte @plantbasednews 

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

2021: Surto de gripe aviária é notificado em diversos países da Europa e Ásia

Com rápido avanço, gripe aviária coloca países em alerta


A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) notificou surto de gripe aviária em diversos países da Europa e Ásia, tais como: França, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Suécia, Arábia Saudita, Vietnã, Ucrânia, República Checa, África do Sul, Romênia, Índia, Eslováquia, Hungria e China. 

E, pela primeira vez nesta semana, Croácia, Eslovênia e Polônia, após atingir gravemente Rússia, Cazaquistão e Israel. Os avisos de notificação da organização sobre a ocorrência da doença se acentuaram desde o início do ano.

O vírus identificado foi o H5N8 é considerado altamente contagioso e mortal pelos organismos de saúde, cuja notificação anterior data de junho de 2017. Também foram relatados casos de H5N5 e H5N1. A fonte ou origem da infecção ainda é desconhecida, de acordo com a OIE.

Os casos foram identificados em aves migratórias como também em granjas de criação de galinhas, patos, gansos e codornas. O que já resultou na morte de mais 1,6 milhões de aves.


"O risco de transmissão em granjas e de mais casos entre aves selvagens é maior do que nos últimos dois anos, por causa da aparição maciça de vários vírus da gripe aviária na Europa", disse uma porta-voz do Instituto Friedrich-Loeffler, agência federal de pesquisas de doenças animais da Alemanha.


Embora o risco para humanos seja baixo, a Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) disse nesta semana que a evolução do vírus deve ser monitorada de perto. Uma cepa da H5N1 é conhecida por se espalhar para humanos.

Surtos de gripe aviária, como de outras doenças animais, frequentemente levam países importadores a impor restrições comerciais.

"Já está difícil exportar com a Covid, isso pioraria ainda mais", disse a repórters Dennis Lambert, presidente-executivo da LDC, maior grupo avícola da França, na quarta-feira.

Infos Via Portal Terra

 

Mais uma vez fica evidente a urgência em acabar com a exploração e o consumo de animais, e todo sofrimento decorrente que está a gerar toda ordem de doenças.

Retire as pandemias do prato e prefira alimentos saudáveis à base de plantas.

Há várias opções de carnes vegetais ou produzidas em laboratório.

O modelo de exploração de seres vivos está falido e só podemos esperar mais e mais doenças a infectar e matar animais e humanos.

Considere o veganismo.


Acesse https://www.veganuary.com/pt-br/inscreva-se/ 


Dizy Ayala

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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

80% dos antibióticos produzidos no mundo são utilizados em animais de fazenda

Foto: FAO / Hoang Dinh Nam

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em diversos países, 80% dos antibióticos produzidos no mundo são utilizados em animais de fazenda. E a maior parte é utilizada para estimular o crescimento em animais que não estão doentes.

Segundo a OMS, o uso excessivo e indevido de antibióticos em animais e seres humanos tem gerado problemas de imunidade a certos agentes infecciosos e a determinados tratamentos.

Alguns agentes que causam infecções graves em humanos já desenvolveram resistência à maioria dos remédios disponíveis e há poucas opções de alternativas em etapa de desenvolvimento para uso clínico.

“A falta de antibióticos eficazes é uma ameaça de segurança tão séria como um surto de uma doença súbita e mortal”, afirma o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

E acrescenta: “Uma ação forte e sustentada em todos os setores é vital se quisermos reverter a maré da resistência antimicrobiana e manter o mundo seguro”.

O diretor do Departamento de Segurança Alimentar e Zoonoses da OMS, Kazuaki Miyagishima, enfatiza que estudos científicos demonstram que o uso excessivo de antibióticos em animais pode contribuir para o desenvolvimento de resistência a esses medicamentos.

A dimensão global do problema ganhou um mapeamento inédito juntando pesquisas já feitas medindo a presença de microrganismos resistentes em alimentos de origem animal em países de baixa e média renda — e o Brasil aparece no grupo de lugares com situação preocupante. Não quer dizer que o estudo considere o país como um todo, mas pontos que já foram submetidos a pesquisas, como abatedouros de bois em cidades gaúchas ou em uma fazenda produtora de leite e queijo em Goiás.

China e Índia foram, segundo os autores do estudo publicado na revista Science, "claramente" os lugares em que os maiores níveis de resistência foram encontrados. Mas o Sul do Brasil, leste da Turquia, os arredores da Cidade do México e Johanesburgo (África do Sul), entre outros, se destacaram também como hotspots, ou focos de resistência microbiana em animais destinados à alimentação, principalmente bovinos, porcos e frangos (com níveis elevados de P50, percentual acima de 50% de amostras de microrganismos resistentes a determinados antibióticos). Apesar de essa prática ser comumente utilizada em todas as fazendas de produção, no mundo todo, podendo gerar seus efeitos em qualquer país.

As maiores resistências observadas foram relacionadas a alguns dos antibióticos mais usados na produção animal, como as tetraciclinas, sulfonamidas e penicilinas. Entre aqueles importantes para tratamento também em humanos, destacaram-se a resistência à ciprofloxacina e eritromicina.

Os autores reuniram ainda dados que apontam para focos de resistência emergentes, ou seja, em que a resistência dos microrganismos a antibióticos está crescendo. Aí, o Brasil também aparece, tanto o Sul quanto o Centro-Oeste.

Após ler o estudo, a pesquisadora brasileira Silvana Lima Gorniak, professora titular da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, liga o destaque ao Sul justamente a uma maior criação de aves e suínos na região, animais para os quais há maior uso de antimicrobianos com a finalidade de promover o crescimento (entenda os diferentes usos de antibióticos veterinários e seus impactos abaixo).

"Na criação animal, há basicamente três tipos de uso de antimicrobianos. O primeiro é o terapêutico, como ocorre com o ser humano. A segunda maneira é a preventiva, como no desmame dos suínos — esse animal provavelmente vai passar por estresse, vai ter uma imunossupressão (redução da atividade do sistema imunológico), e ela pode levar à infecção por várias bactérias, então se faz preventivamente o tratamento", explica Silvana Lima Gorniak, da USP.

"A terceira maneira é a mais polêmica, a mais discutida na ciência, que é a administração (de antimicrobianos) como melhorador de desempenho. Nesse caso, o animal não tem nenhuma doença, provavelmente não vai ficar doente, e o antimicrobiano é empregado com a finalidade de promover o crescimento. Não se sabe exatamente como, mas o animal de fato cresce".

Ao mesmo tempo, esta substância é colocada pela OMS no grupo mais crítico entre os antibióticos que precisam urgentemente de substitutos — já que são o último recurso para o tratamento de algumas doenças para as quais outros antibióticos não funcionam mais, são amplamente usados na medicina humana e já se mostraram altamente vulneráveis à resistência microbiana.
Fonte BBC

Nota do Blog Ação:
O uso de antibióticos força os animais tidos como de produção a seguirem produzindo em um sistema completamente cruel. Ou seja, os adoecemos fisicamente e os expomos ao estresse contínuo devido à exploração para consumo e depois temos, como consequência, vetores de transmissão de doenças para humanos e menos chance de tratá-las por conta da resistência à antibióticos gerada pelo consumo desses animais.

Tão mais simples e seguro deixar os animais em paz, dando preferência a uma alimentação à base de plantas, e afastando o risco de doenças neles e em nós. Porém, basicamente, por ganância e gula se mantém um sistema de explorar vidas sencientes e achar que, de alguma forma, teremos controle sobre suas consequências para que o produto da morte seja “saudável” e fonte de “alimento”.


Dizy Ayala


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segunda-feira, 20 de julho de 2020

“O mundo está a tratar os sintomas não a causa das pandemias”, alerta ONU.



O mundo está somente a tratar os sintomas de saúde e econômicos da pandemia do novo coronavírus, mas não a causa ambiental, defendem os autores do mais recente relatório da ONU, alertando para um possível fluxo constante de doenças que podem ser transmitidas pelos animais aos seres humanos, no decorrer dos próximos anos.

Este relatório, noticia o ‘The Guardian’, vem mostrar que o número destas epidemias, designadas como “zoonóticas” está a aumentar, recordando surtos como o de Ebola ou o Sars, ou ainda do vírus do Nilo Ocidental até à febre do Vale do Rift, os quais, aponta o documento, tiveram como causa principal a destruição da natureza pelos humanos e a crescente procura por carne.

Nos últimos anos, antes da pandemia da Covid-19, dois milhões de pessoas morreram de doenças zoonóticas, principalmente nos países mais pobres.

“O surto do novo coronavírus era altamente previsível, acusam os especialistas, acrescentando que “a Covid-19 pode ser o pior, mas não é o primeiro”, frisou o responsável pela área do Ambiente da ONU, Inger Andersen.

Quanto a custos, os maiores recaem sobre os países ricos, atingindo cerca de 9 mil milhões de dólares devido à Covid-19 em dois anos, segundo o economista-chefe do FMI.

O relatório acrescenta ainda que uma abordagem unicamente de “Saúde”, unindo a saúde humana, animal e ambiental, “é vital” e deverá incluir muito mais vigilância e pesquisa sobre ameaças de doenças e os sistemas alimentares que as levam até as pessoas.

“Houve muita resposta à Covid-19, mas grande parte tratou-a como um desafio médico ou um choque econômico”, disse Delia Grace, principal autora do relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep) e do Instituto Internacional de Pesquisa Pecuária (Ilri).

“Mas as suas origens estão no meio ambiente, sistemas alimentares e saúde animal. É como ter alguém doente e tratar apenas os sintomas e não tratar a causa subjacente, e existem muitas outras doenças zoonóticas com potencial pandêmico”, alerta a especialista.

Os especialistas ressalvam ainda que a vida selvagem e o gado são a fonte da maioria dos vírus que infetam os seres humanos, e o relatório cita uma série de fatores causadores de surtos, incluindo a crescente procura por proteína animal, agricultura mais intensiva e insustentável, maior exploração da vida selvagem, viagens globais crescentes e a crise climática.

Acrescente o fato de muitos agricultores, regiões e nações evitarem declarar surtos por medo de prejudicar o comércio.

Assim sendo, esse relatório revela-se como o mais recente aviso de que os governos devem enfrentar a destruição do mundo natural para evitar futuras pandemias, que deve ser entendido como um “sinal de SOS para a espécie humana”.

Por Sonia Bexiga 
Fonte: Executive Digest

Dizy Ayala

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