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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

A gripe aviária está acabando com os elefantes marinhos na Antártida

 


A gripe aviária (H5N1) está provocando um grande desastre no sul do mundo. Na ilha Geórgia do Sul, quase metade das fêmeas de elefante-marinho desapareceu devido a este vírus mortal.

Isso significa que cerca de 53.000 exemplares dessa espécie foram perdidos. Como esta ilha abriga a maior colônia do mundo, uma perda tão significativa representa uma séria ameaça.

Os cientistas temem que esta doença contagiosa altere completamente o delicado equilíbrio da vida animal na Antártida.


Nota do Blog: doenças zoonóticas como a gripe aviária são decorrência da atividade de exploração animal, onde milhares de aves são mantidas em confinamento, em ambiente insalubre, privadas de seu habitat natural e expostas ao contágio de doenças.

Além de sacrificar inúmeras galinhas que são, recorrentemente mortas, na tentativa de conter o vírus da gripe aviária, esse é um perigo real de saúde pública, inclusive humana, tendo em vista que ele migra para outras espécies, como os mamíferos. Como é o caso dos elefantes marinhos, dentre outras espécies.

Suas escolhas alimentares podem sacrificar animais considerados de produção como, também, animais selvagens, rompendo com ciclos sutis de equilíbrio da natureza.

Faça escolhas alimentares à base de vegetais e poupe vidas animais, sua saúde e a natureza. 


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão


quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Exploração de petróleo em SC pode afetar meio ambiente e turismo em mais de 30 cidades do estado

Entidade tenta evitar leilão da costa catarinense por apontar riscos

A Associação Nacional do Petróleo (ANP) prevê para outubro um leilão de 92 novos blocos para exploração de petróleo em todo o país. Será a 17ª Rodada de Licitações de Petróleo e Gás. Neste pacote, estão áreas marítimas situadas na costa catarinense.

Segundo o Instituto Arayara, a atividade de exploração de petróleo nessas áreas representaria, em caso de vazamentos ou desastres ambientais, risco para 35 cidades do Litoral de SC – praticamente toda a costa catarinense.

A preocupação motivou uma reunião com deputados estaduais, representantes de prefeituras e governo do Estado. Uma das definições foi a convocação de uma Audiência Pública marcada para 30 de agosto, às 14h, solicitada pela deputada Paulinha (sem partido), para discutir o tema na Assembleia Legislativa (Alesc).

É possível acompanhar a transmissão online e fazer perguntas pelo canal do Youtube da Câmara Municipal de Florianópolis. A audiência contará com as entidades Observatório do Petróleo e Gás, a organização Arayara, Coletivo Bem Viver Florianópolis do Psol, junto ao vereador Marquito, em mandato agroecológico, no intuito de informar a população e convidar os cidadãos catarinenses a debater a venda de áreas litorâneas para exploração de petróleo e os impactos dessa exploração no meio ambiente e economia da região.

Uma reunião com representantes da pesca e empresários do turismo deve discutir os possíveis impactos da medida no Estado. A entidade, também, promoveu uma manifestação na Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, alertando sobre o tema.

A diretora de educação e projetos do Instituto Arayara, Suelita Racker, explica que o risco decorre tanto da possibilidade de grandes vazamentos acidentais, como ocorreu no Nordeste do país em 2019, com forte impacto sobre as praias e o turismo, quanto de vazamentos inerentes à própria atividade de exploração de petróleo.

A entidade denuncia que um estudo chamado Avaliação Ambiental de Áreas Sedimentares (AAAS) não teria sido feito. Pareceres de órgãos como Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), também, teriam sido desconsiderados no processo de autorizações do leilão de concessão.

Sem esses estudos, afirma a diretora do Arayara, não haveria informações sobre o risco envolvido às regiões a serem leiloadas, em especial na Bacia de Pelotas, que abrange a costa do Rio Grande do Sul e do Litoral Sul de Santa Catarina, até a altura de Florianópolis.

– À medida que as atividades começam a se instalar, com testes sísmicos, peixes, tainhas, tudo que tem nessa área vai para outros locais. A exemplo de outras áreas em que há exploração de petróleo e gás, onde o impacto direto é de até 70% na pesca. Sem contar o impacto de vazamentos como o que ocorreu no Nordeste, que é possível de acontecer aqui – alerta Suelita.

Mapa mostra blocos a serem leiloados na 17ª Rodada de Licitações da ANP (Foto: Poder Judiciário, reprodução)

A deputada Paulinha aponta impactos à fauna e flora marinha, o risco de vazamentos e, também, impactos ao mercado imobiliário e ao turismo, responsável por 12% do PIB do Estado.

– Não consigo ver com bons olhos porque não houve estudos que pudessem salvaguardar a preservação da natureza nesse processo, mas a ideia da audiência pública é para trazer luz e fazer as autoridades entenderem e discutirem esse assunto – afirmou.

As áreas de exploração de petróleo em SC

A área Norte da costa catarinense, de Florianópolis até a divisa com o Paraná, integra a Bacia de Santos. A parte Sul, da Capital até o Rio Grande do Sul, está inserida na Bacia de Pelotas. É nessa segunda parte que estão os blocos que tiveram decisão da Justiça Federal de SC, vetando a oferta no leilão previsto para outubro.


Nota do Blog: Na contramão, mais uma vez, o Brasil segue com a intenção de seguir investindo em combustíveis fósseis, quando o mundo todo está discutindo alternativas para a geração de energia limpa e renovável. Um total absurdo e uma ameaça terrível para uma extensa faixa litorânea, como a de Santa Catarina, com danos que se é incapaz de mensurar.

O absurdo completo é que os interessados pretendem fazer a exploração sem avaliação prévia, julgando que a mesma possa ser feita ao longo do processo, e nem mesmo estão seguros de que há petróleo na região, senão que pretendem perfurar para, então, avaliar se sim ou não.

Fica evidente quantos mais prejuízos do que ganhos se pode obter com tal iniciativa. O governo federal nem mesmo garante royalties ao estado de Santa Catarina, simplesmente, almeja sacramentar os leilões, explorar, lucrar para si e sujeitar toda população catarinense aos danos que por certo virão. 

Responsável por diversas reservas de preservação ambiental, de fauna e flora, com presença de praias exuberantes, a Santa e bela Catarina não pode ser refém de tamanho desatino. Todos saem perdendo, a não ser, única e exclusivamente, a união e os que irão lucrar com os leilões e a concessões.

É triste ver a cegueira causada pela ganância e ambição desmedidas, em nome de um falso progresso, colocando em sério risco a verdadeira riqueza.   

Que o clamor de entidades e cidadãos catarinenses possa ser ouvido e a natureza preservada.

Foto Divulgação: Prefeitura de Bombinhas/SC

Fonte: matéria de jean.laurindo@somosnsc.com.br e dados divulgados no jornal local NSC, com informações acerca da Audiência Pública compartilhadas no Instagram, pelo Instituto Arayara.


Dizy Ayala

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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Estudo mostra que galinha atual é símbolo do impacto do homem na natureza


Animal foi domesticado há 8 mil anos, mas a criação em larga escala para o comércio alterou a morfologia da espécie.

O ser humano alterou completamente a morfologia das galinhas de criação em apenas algumas décadas, algo que se manifesta em corpos enormes, patas deformadas ou corações enfraquecidos, afirma um estudo publicado na revista Royal Society Open Science.

"A galinha de criação moderna é irreconhecível em comparação com seus ancestrais ou seus congêneres selvagens", explica à AFP Carys Bennett, da Universidade de Leicester, na Inglaterra, coautora da pesquisa, que destaca "o esqueleto superdimensionado, uma composição química dos ossos e uma genética distintas".

Oriundo do sudeste asiático, o animal foi domesticado há quase 8.000 anos, mas foi apenas a partir dos anos 1950, com a busca por ritmos de crescimento mais elevados, que começaram a formar uma nova espécie morfológica, aponta o estudo.

"Bastaram algumas décadas para produzir uma nova forma de animal, quando geralmente são necessários milhões de anos", afirmou Jan Zalasiewicz, também da Universidade de Leicester e coautor do estudo.

Apreciada por sua carne e seus ovos, a galinha é a carne mais consumida do mundo na atualidade. Hoje, o mundo tem 23 bilhões destes animais. "A massa total de galinhas domésticas é o triplo de todas as espécies de aves selvagens reunidas", destaca Carys Bennett.

Embora alimentem boa parte da humanidade, as galinhas de criação também representam um bom exemplo da forma como nós modificamos os organismos vivos que se desenvolvem na Terra e "um marcador potencial do Antropoceno", o período atual, marcado pela influência do homem nos processos terrestres, destacam os pesquisadores.

"Uma evolução trágica se consideramos as consequências para estas aves", afirma Carys Bennett. 


Via Estado de Minas Internacional

Nota do Blog Ação:

Convém salientar que das condições insalubres a que estão expostos e das alterações genéticas efetuadas nesses animais decorrem diversas doenças que os atingem e, por consequência, lhe são administradas vacinas e antibióticos para minimizar seus efeitos. Esse é o ambiente propício para o surgimento das super bactérias e a carne derivada de seu abate carrega consigo toda essa carga química e de potenciais doenças infecciosas para aqueles que a consomem.

Galinhas de produção têm vírus 100 vezes pior que o coronavírus, alerta cientista norte-americano.


O consumo de animais é fator de risco para a saúde humana, ambiental, uma vez que todos os dejetos dos animais são despejados no solo e rios próximos às propriedades, e ainda causa dor e sofrimento a milhares de animais sencientes, sem a menor necessidade. Podemos ter uma alimentação saudável e sustentável ao preferir alimentos de origem vegetal.

Dizy Ayala


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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Dia de Pachamama


Dia de Pachamama

Na mitologia grega, Gaia era a primeira deidade, junto com Urano, o céu. Sem hierarquias, como a dualidade original dois maias-nahuas, Hunab Ku ou Ometéotl, semelhante ao Ying-Yang do Taoismo.
Contudo, tudo isto pouco significa sem o ser humano. Por isto, a CONSCIÊNCIA do valor destas forças originais é que conta acima de tudo. Na tradição chinesa, o Homem Universal (Wang) é um elo e uma síntese entre céu e terra, o terceiro fator numa tríade perfeita –ver “A Grande Tríade”, de René Guenón.
Nem só a terra, nem só ao céu, nem só ao homem: tudo isto reunido numa só unidade cósmica e sagrada! Sim, SACRALIZAÇÃO DA NATUREZA: este é o único caminho pelo qual a Ecologia tem alcançado toda a humanidade através dos tempos. Por isto, honras a São Francisco de Assis, o pioneiro desta Era e curador espiritual do Kali Yuga.
Tal entendimento oportuniza, pois, o avanço e a completação final da revelação espiritual no Ocidente, através da integração dos três Grandes Princípios na Trindade CRIADOR-CRIATURA-CRIAÇÃO, o que pode ser definida como o Triplo Mandamento:
“Amai a Deus sobre todas as coisas, ao próximo como a ti mesmo, e à Natureza como a tua própria Alma”.
A Natureza pode sim fazer muito pela nossa Alma e pelo nosso Espírito, tal como faz pelo nosso corpo, e não podemos esperar a salvação ou a iluminação fora desta Trindade sagrada.
Ver mais no “Evangelho da Natureza” http://agarthaed1.blogspot.com.br/2009/02/evangelho.html

Dizy Ayala

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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

VERDE QUE TE QUERO VERDE


VERDE QUE TE QUERO VERDE


Quero ver o verde
deste chão crescer,
sentir o orvalho
respirar... viver.

Quero a flora mais rica,
quero a fauna forte.
Que tenhamos notícias de vida,
não apenas notícias de morte.

Tirem a pele dos casacos,
tirem o couro dos sapatos,
o universo já está cansado,
deste nosso luxo exagerado.

Chega de desmatamento,
chega de poluição.
Vamos seguir o regulamento
Coloque ecologia no coração.

Precisamos reciclar
Precisamos mudar o presente
Não seja um humano ausente
Faça diferente.

Para que o verde no futuro
não seja apenas
uma mera lembrança,
um quadro na parede!



Colaboração Juarez Rodolpho


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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Pelo fim dos zoológicos e aquários no mundo



 Pelo fim dos zoológicos e aquários no mundo

Por Dizy Ayala 
Todos os anos, animais são capturados, retirados de seu habitat natural e de seu grupo familiar. Muitas vezes bebês são separados de suas mães, para viver uma vida de clausura e privação.
Há uma intensa discussão quanto à importância dos zoológicos e aquários como unidades de preservação, entretanto, por própria definição, essas instituições existem com fins lucrativos e para tanto, precisam do valor dos ingressos de visitantes para se manter em funcionamento. Uma vez que os animais estão confinados em lugares estreitos e expostos à visitação já são vítimas de abuso. Estão sendo violados seus direitos à liberdade e privacidade. Em consequência disso, os animais ficam sujeitos a uma série de complicações para sua saúde física e mental. Um exemplo disso são as baleias do Sea World, que já nasciam com deformação na barbatana por conta do confinamento.

R.I.P. Tilikum
A maior orca em cativeiro do mundo faleceu no Sea World, em Orlando, na última sexta-feira, 06 de janeiro, 2017, devido á uma infecção nos pulmões. Havia causado a morte de três treinadores, por conta do estresse do confinamento. Como exposto no documentário Blackfish, disponível no Netflix, a verdadeira razão da violência das chamadas baleias assassinas é revelada. Tilikum foi capturada ainda filhote e viveu 33 anos, presa na mesma área restrita, sob as vitrines envidraçadas do aquário.

https://www.facebook.com/PlayGroundBR/videos/313015729093412/?pnref=story
Do ponto de vista da preservação de espécies ameaçadas, também há controvérsias. Tendo em vista que animais em cativeiro têm dificuldade em se reproduzir, alguns indivíduos animais são expostos a sucessivas tentativas de reprodução por parte dos veterinários e biólogos, estressando a até mesmo adoecendo algumas dessas possíveis matrizes.
Retirar indivíduos de espécies ameaçadas de seu habitat natural sob o pretexto de protegê-los também prejudica os animais que permanecem na natureza, pois a diversidade genética diminui, comprometendo ainda mais a espécie.
Não há como argumentar que pelo cuidado com a alimentação, estejam sendo atendidos todos os requisitos quanto ao bem-estar animal, uma vez que estão sendo privados de exercer suas funções habituais como percorrer maiores espaços, refugiar-se e socializar.
Aliás, socializar é função primordial para manter o equilíbrio e boa saúde dos animais.
Muitas espécies vivem em grupos e muitas vezes esses grupos familiares não são respeitados quando frequentemente zoológicos ou aquários vendem ou enviam membros da família, em separado, para outras instituições, acabando por comprometer as relações familiares. É o que acontece, por exemplo, com muitos filhotes, que atraem visitantes e a atenção da mídia e, portanto, mais dinheiro. Entretanto, quando o animal cresce, ele pode ser vendido para outras unidades, circos ou até mesmo podem ser sacrificados.
Marius tornou-se um ícone no apelo pelo fim dos zoológicos.
Foi sacrificado em exibição pública em um zoo da Dinamarca, em 2014, na presença de crianças, apenas por não contar material genético  importante para  pesquisa, segundo biólogos da instituição.

Outro argumento que não se sustenta é o de cunho educativo. Zoológicos e aquários não cumprem essa função, muito antes pelo contrário, quando crianças são levadas a esses locais, elas se deparam com o sofrimento animal e acabam por acreditar que isso é normal e aceitável. Os pequenos devem ser estimulados a respeitar a vida em suas variadas formas e entender que espécies selvagens têm seu lugar na natureza e não no confinamento.

É certo que muitos animais são vitimados por acidentes, pelo tráfico ou por situação de maus-tratos e por isso não poderão mais ser inseridos em seu habitat natural e para acolhê-los é que se fazem necessários espaços que se aproximem ao máximo do ambiente natural desses animais, como nos santuários.
Os santuários são formados com a finalidade de acolher exatamente esse perfil de animais vitimados, jamais animais que sejam retirados da natureza para serem exibidos para fins comerciais. Eles cumprem com a missão de amparar e preservar!

No Brasil, dentre tantos abrigos heroicamente mantidos por recursos próprios, doações e trabalho de voluntários junto aos profissionais, dedicamos especial destaque ao primoroso trabalho do Rancho dos Gnomos, que desde 1991 vem acolhendo inúmeros animais da fauna silvestre, animais vitimados pelos maus-tratos em circos, com uma reserva para felinos de grande porte e também animais de fazenda.





Dizy Ayala


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