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segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Indústria da carne e laticínios age para distrair, atrasar e inviabilizar transição alimentar, aponta relatório.

 


Relatório divulgado em julho de 2024, pela organização holandesa Changing Markets Foundation, revela o que, exatamente, seriam as principais práticas empregadas, sistematicamente, pelos gigantes mundiais da carne e dos laticínios, que resultam em distração, atraso e inviabilização da transição alimentar, no enfrentamento da crise climática.

 

Intitulado “Os novos comerciantes da dúvida”, a pesquisa analisou as ações de 22 das maiores empresas de carne e laticínios do mundo, em quatro continentes – incluindo a brasileira JBS.

 

Segundo o relatório, o setor tem inviabilizado ações climáticas significativas a nível global, por meio de lobby junto a políticos, investimentos maciços em publicidade, para públicos mais jovens, e uso de ciência enganosa, para minimizar o impacto que suas atividades têm nas emissões de metano e disseminar falsas alegações climáticas.


Documentos obtidos via leis de acesso à informação revelam, por exemplo, o extraordinário acesso que o setor tem a políticos. Somente na última década, representantes dessas indústrias, tiveram mais de 600 reuniões de alto nível com a Comissão Europeia.

 

“Memorandos internos revelam como o principal grupo europeu da indústria láctea celebrou a manutenção do metano fora da legislação sobre qualidade do ar e está a preparar-se para mantê-lo assim nas próximas revisões da lei previstas para 2025”, diz trecho do relatório.

 

Fazendo uma comparação às táticas usadas pelas indústrias do tabaco (quem viveu os anos 80 lembra muito bem da mídia usada pela indústria tabagista) e dos combustíveis fósseis, o relatório também revela que as grandes empresas do setor empregam táticas como a intimidação e o medo sobre consumidores e pequenos agricultores, ao alegarem que leis mais restritivas, por exemplo, implicariam em prejuízos para tais públicos.

 

Investigação

A pesquisa envolveu mais de 15 investigadores especializados e jornalistas de investigação, entre fevereiro de 2023 e junho de 2024. A investigação mostra que as grandes indústrias do setor estão, especialmente, preocupadas com as gerações mais jovens, que consomem menos carne e laticínios do que as gerações anteriores.

 

Elas visam, diz o documento, a “Geração Z” (nascidos entre 1995 e 2010, com campanhas publicitárias enganosas no TikTok e no Instagram, promovendo falsamente a carne e os laticínios como escolhas sustentáveis ​​e mais saudáveis ​​em países de alto consumo como os EUA e o Reino Unido, contra as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Os sistemas alimentares contribuem para aproximadamente um terço das emissões globais, sendo 60% provenientes da pecuária – a maior fonte de metano produzido pelo homem. No entanto, apenas 15 das 22 grandes empresas de carne e laticínios têm uma meta de emissões líquidas zero e nenhuma cumpre as normas da ONU. A Danone é a única empresa com uma meta específica de metano.

 

“Tivemos as Grandes Indústrias do Tabaco, tivemos as Grandes Petrolíferas, agora temos as Gigantes Carnes e Laticínios. ‘Os novos comerciantes da dúvida’ é uma exposição impressionante das táticas das grandes empresas de carne e laticínios. O relatório descreve exemplos específicos e flagrantes de campanhas de desinformação, greenwashing e interferência política. E esclarece como a indústria manipula o preço e os tipos de alimentos que comemos”, diz o pesquisador Paul Behrens, Professor Associado de Mudanças Ambientais na Universidade de Leiden, na Holanda.

 

Nossas escolhas

Na prática, em nosso dia a dia, o que podemos fazer? Afinal, estamos diante das gigantes indústrias que buscam, literalmente, moldar nossas escolhas de consumo. Mas sejamos honestos. Nós humanos precisamos tomar leite de vaca, para sobreviver? É óbvio que não! Na verdade, já temos disponíveis no mercado, inúmeras opções de leite vegetais, que são mais saudáveis e que contribuem para o meio ambiente, afinal, o leite da vaca é para o bezerro!


Nessa mesma linha de raciocínio, precisamos comer carne de animais? Não! A natureza nos dá uma variedade enorme de alimentos, muito mais ricos em vitaminas e nutrientes. Inclusive, hoje, dispomos de carnes vegetais no mercado.

 

Fazendo isso, reduzimos o consumo de água no planeta, reduzimos o desmatamento e reduzimos, de maneira substancial, os gases do efeito estufa. E mais, se podemos acabar com o sofrimento e morte de animais, por que não fazê-lo?


Assim sendo, a mudança está em nossas mãos e não nas dos Comerciantes da Dúvida.


Pense nisso e mude hoje, para contribuir com o nosso amanhã.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Como a alimentação à base de plantas contribui com os 5 pilares do desenvolvimento sustentável, proposto pela ONU?

 


Em 2015, a Organização das Nações Unidas criou uma nova agenda de desenvolvimento sustentável, para até 2030, para 193 países, incluindo o Brasil.

 

Nessa agenda, há 17 objetivos, que podem ser resumidos e categorizados em 5 pilares: Planeta, Pessoas, Prosperidade, Paz e Parcerias.

 

Planeta

Um sistema alimentar que prioriza os vegetais reduziria o número de animais explorados, o desmatamento, o consumo de água e emissões de gases do efeito estufa.

 

Alguns impactos do atual sistema alimentar, baseado na exploração de animais, incluem:

 

Globalmente, 60% dos mamíferos (não humanos) e 70% das aves são explorados para consumo. Ou seja, há mais animais criados para o consumo que animais selvagens no Planeta.

 

A agropecuária brasileira é o setor que emite cerca de 69% de todas as emissões de CO2 no país.

 

Para produzir 1kg de carne é necessário usar 15.400 litros de água.

 

Cerca de 75% de toda a área desmatada na Amazônia, após 1970, estava coberta por pasto, em 2018.

 

Por outro lado, em 1 ano, consumindo alimentos de origem vegetal, VOCÊ:

 

• Salva 365 animais;

• Deixa de emitir 3.311 kg de CO2;

• Economiza 401.500 galões de água;

• Salva 1.017 m² de floresta.

 

(Fontes: Embrapa; SEEG/Observatório do Clima; The Vegan Calculator; Cowspiracy; Mercy for Animals)

 

2 Pessoas

A alimentação à base de plantas traz benefícios para a saúde pública e o aumento da segurança alimentar.

 

O consumo de carne está relacionado a:

• Maior risco de doenças cardiovasculares;

• Diabetes tipo 2;

• Câncer;

• Resistência microbiana.

 

No sistema atual:

83% das terras agrícolas, no mundo, são utilizadas para produzir alimentos de origem animal, mas produzem apenas 15% das calorias necessárias para alimentar a humanidade.

 

(Fontes: American Heart Association, Harvard Health Publishing, The American Journal of Clinical Nutrition, Diabetes Care, World Câncer Research Fundo, American Institute for Cancer Research, Mercy for Animals, Alimentação Consciente Brasil)

 

3 Prosperidade

Seria possível gerar novos empregos e movimentar a economia, através do desenvolvimento de inovações e soluções sustentáveis.

 

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, a descarbonização e transição para uma economia neutra em carbono tem potencial de gerar 22.5 milhões de empregos até 2030, na América Latina, sendo 19 milhões associados à transição para produção de alimentação rica em vegetais.

(Fontes: Jobs in a net-zero emissions future in Latin America and The Caribbean/ILO)

 

4 Paz

Todos os seres viveriam em uma sociedade pacífica, justa, inclusiva e livre da violência.

 

Práticas comuns como confinamento, a separação de mães e filhotes, transporte estressante, abate violento e outras formas de exploração, que geram extremo sofrimento, teriam fim.

 

Inclusive, cessariam as atividades estressantes de empregados de matadouros, que, comprovadamente, apresentam transtornos psicológicos, após alguns anos de atividade, pelo ato contínuo de matar, e que estão, também, expostos a sérios acidentes no ambiente de trabalho, com lâminas de corte.

 

5 Parceria

Um trabalho feito em união promove, fortalece e aumenta a proporção de mudanças, duradouras e benéficas, para todas as partes.

 

Ajude a transformar o sistema alimentar para que seja justo e sustentável. Considere uma alimentação 100% vegetal.

 

Fonte: Mercy for Animals 


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

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quarta-feira, 28 de setembro de 2022

BMW vai lançar em 2023 seus primeiros veículos totalmente sem couro animal

 


 O grupo BMW planeja lançar seus primeiros veículos com interiores totalmente sem couro de origem animal em 2023, para os modelos MINI e BMW.

 

A marca afirma que a redução das emissões de CO2 ao longo de todo o ciclo de vida de um veículo é seu objetivo central, buscando atingir a neutralidade climática até 2050.

 

A presidente da PETA Ingrid Newkirk celebrou a notícia: "Depois que a PETA Alemanha apontou que os interiores de carros veganos poupam a vida de até oito vacas sensíveis por carro e reduzem as emissões de carbono, a BMW acelerou essa nova alternativa ecológica. A PETA está comemorando este último sinal de que a indústria automotiva está mudando para um futuro sem couro".

 

Este é um avanço importante, porém os interiores ainda terão menos de 1% de materiais de origem animal, como gelatina usada em revestimentos de proteção, lanolina e cera de abelha em tintas e sebo como aditivo em elastomeros.

 

O grupo BMW também afirmou estar trabalhando com startups para desenvolver materiais inovadores de base vegetal. Em comparação com os couros sintéticos, eles resultam em cerca de 45% menos emissões de CO2.

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Cidade holandesa se torna a primeira do mundo a proibir anúncios de carne


 

Uma cidade holandesa se tornará a primeira do mundo a banir anúncios de carne em espaços públicos, em um esforço para reduzir o consumo e as emissões de gases de efeito estufa.

Haarlem, que fica a oeste de Amsterdã e tem uma população de cerca de 160.000 habitantes, adicionou a carne a uma lista de produtos considerados contribuintes para a crise climática, proibindo assim anúncios nos ônibus, abrigos e telas em espaços públicos.

 

"A carne é muito prejudicial ao meio ambiente. Não podemos dizer às pessoas que há uma crise climática e incentivá-las a comprar produtos que fazem parte dela", disse Ziggy Klazes, conselheiro da GroenLinks que redigiu a moção.

 

Entretanto, a decisão está gerando reclamações do setor de exploração animal, que alega que o município está "indo longe demais ao dizer as pessoas o que é melhor para elas".

 

O conselho oficializou a decisão na semana passada e a nova legislação entrará em vigor em 2024.

 

A pecuária é catastrófica para o meio ambiente. É responsável por pelo menos 14,5% das emissões globais de gases de efeito estufa, mais do que todo o setor de transporte combinado.

 

É também uma das principais causas da destruição da floresta tropical e contribuiu para cerca de 91% do desmatamento da Amazônia.

 

A ingestão de carne faz mal para a saúde e a pecuária está destruindo o planeta, além de explorar, todos os anos, bilhões de animais, seres sencientes, de maneira completamente desnecessária. Uma mudança é necessária e urgente para aderir  ao veganismo!

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Possível extinção humana por mudanças climáticas precisa ser estudada, alertam pesquisadores

 

Os cientistas argumentam que o mundo precisa começar a se preparar para a possibilidade do que eles chamam de "resultado final" do aquecimento global.

Eles também fazem um apelo aos cientistas da ONU para que investiguem o risco de mudanças catastróficas no ambiente.

O estudo diz que não foi dada atenção suficiente aos resultados mais extremos das mudanças climáticas.

O relatório diz que as altas temperaturas não são o único problema. Há também os efeitos indiretos, como crises alimentares e financeiras, conflitos e surtos de doenças.

O aquecimento global já está desencadeando efeitos graves para o nosso planeta, tais como: derretimento das calotas polares, desaparecimento de ilhas e de regiões costeiras, além do aumento de eventos climáticos extremos, como tempestades e ondas de calor.

Outro problema que merece atenção, e já pode ser notado atualmente, é a extinção de espécies de animais e plantas.

O ato de comer animais tem uma grande parcela nisso, pois além de contribuir para o aquecimento global ao desmatar áreas imensas de florestas, ainda gera emissões de CO2, gás metano e é uma das causas dos surtos de zoonoses que geram pandemias.

Dizy Ayala

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terça-feira, 9 de agosto de 2022

A maioria das tartarugas marinhas estão nascendo fêmeas por causa do aquecimento global

  

Pesquisadores na Flórida constataram um aumento de filhotes de tartarugas fêmeas, resultado das intensas ondas de calor desencadeadas por uma crescente crise climática.

De acordo com o National Ocean Service, se os ovos de uma tartaruga incubarem abaixo de 27°C, os filhotes de tartaruga serão machos. Se os ovos incubarem acima de 31°C, os filhotes serão fêmeas. 

Temperaturas que oscilam entre os dois extremos resultarão em uma mistura de filhotes de tartarugas machos e fêmeas.

 "À medida que a Terra passa por mudanças climáticas, o aumento das temperaturas pode resultar em condições de incubação distorcidas e até letais, o que afetaria as espécies de tartarugas e outros répteis", disse o Serviço Nacional do Oceano.

Melissa Rosales Rodriguez, cuidadora de tartarugas marinhas, disse à Reuters: "Ao longo dos anos, você verá um declínio acentuado em sua população porque simplesmente não temos a diversidade genética... não há a proporção macho-fêmea necessária para poder ter sessões de reprodução bem-sucedidas".


Fonte: The Guardian

 Nota do Blog:

Estudos científicos têm demonstrado que cada indivíduo na natureza atingido pelas mudanças climáticas acaba por afetar todo ecossistema, uma vez que está tudo conectado. E aí que reside a maior gravidade do que vêm acontecendo. Todo o ecossistema é impactado e grandes populações de fauna e flora correm risco de ser extintos. Isso atinge, inclusive, a população humana, uma vez que somos dependentes de recursos naturais para nossa sobrevivência.

Além da necessária e urgente transição energética para energias limpas e renováveis e o uso de plástico biodegradável, a melhor maneira de salvar a vida marinha é aderir ao veganismo. Depois de gás e petróleo, a terceira maior causa do aquecimento global é a indústria da carne e leite, a pecuária. 

Uma alimentação à base de plantas, além de compassiva e mais saudável, é sustentável, com menor impacto ambiental. Gases e dejetos oriundos de animais em sistemas de produção geram forte impacto na poluição, degradando solos e rios, e, na atmosfera, produzindo dióxido de carbono e gás metano, entre outros danos.

Dizy Ayala

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Banco Interamericano de Desenvolvimento CANCELA empréstimo à gigante da pecuária brasileira Marfrig

 


 

O Banco Interamericano de Desenvolvimento abandonou os planos de investir 43 milhões de dólares na gigante brasileira de carne bovina Marfrig por meio do IDB Invest. No site do banco, agora, o projeto do empréstimo consta como "inativo".

 

A decisão vem a público depois que mais de 200 grupos ambientalistas, de proteção animal, direitos humanos e de promoção de desenvolvimento enviaram uma carta ao quadro de diretores do banco, mencionando as potenciais violações às políticas do BID e denunciando o empréstimo pelo papel que poderia ter no aumento do desmatamento, da grilagem de terras e da crise climática.

 

A campanha "Divest Factory Farming", que pede o desinvestimento da pecuária intensiva, a força motora por trás dessa oposição da qual a Sinergia Animal faz parte, também, realizou uma campanha nas redes sociais contra o empréstimo, em novembro do ano passado.

 

É muito incomum que o BID interrompa um empréstimo em um estágio tão avançado das negociações. Por isso, parabenizamos a instituição por sua decisão. Agora, esperamos que esse exemplo envie uma forte mensagem aos bancos públicos de desenvolvimento: seus investimentos não devem ser destinados a operações de pecuária intensiva. Iniciativas como essa são incompatíveis com os compromissos com o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

 

Fonte: SINERGIA ANIMAL

INTERNATIONAL ACCOUNTABILITY PROJECT

Friends of the Earth

Proteção Animal Mundial


 Dizy Ayala

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