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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

ONG tenta desesperadamente retirar centenas de cães e gatos do Afeganistão

Foto divulgação Nowzad

Enquanto chegam notícias alarmantes da tomada do Afeganistão pelo grupo extremista Talibã, quanto a violações dos direitos civis, particularmente das mulheres, também os animais estão em perigo.

O alerta foi dado por entidades de proteção animal, dentre elas, a ONG Nowzard, criada pelo ex-fuzileiro britânico Pen Farthing. Ele, dentre outros tantos ocidentais, resolveu permanecer em Cabul, mesmo após a invasão. Farthing é responsável pela construção de um abrigo e de uma clínica veterinária para atender cães, gatos e outros animais em Cabul, um dos lugares mais perigosos do mundo. Por conta disso, ele se comprometeu a permanecer junto a sua equipe para defender os animais.

O nome da organização veio do nome dado ao cãozinho Nowzad, que Pen resgatou e, posteriormente, doou para uma família responsável, como ocorreu com vários outros animais acolhidos pela ONG. A entidade, até os dias de hoje, já promoveu 1.600 reencontros entre cães e militares, que os conheceram durante a guerra.

Com a retirada das tropas americanas, após 20 anos de ocupação, a fragilidade quanto à segurança se instalou e, com isso, Pen Farthing fez um apelo no Facebook para angariar recursos necessários para alugar um cargueiro para retirar os animais e as equipes veterinárias do Afeganistão.

Os seguidores do Talibã consideram os cachorros impuros e por onde passam eles os matam e proíbem as pessoas de tê-los em casa.

A atitude de Farthing rendeu repercussão mundial e muitas pessoas têm contribuído com doações para ajudar a organização Nowzad, que tem algumas celebridades dentre seus colaboradores, como o comediante Ricky Gervais e a atriz Judi Dench.

“Um enorme e extremamente sincero agradecimento de toda a equipe da Nowzad pela generosidade incrível de nossos apoiadores e amigos. As últimas 48 horas foram muito estressantes. Há muitos de vocês para agradecer pessoalmente e faremos isso por muitos anos, mas queremos que todos saibam como somos eternamente gratos a cada um de vocês”, foi a mensagem publicada pela ONG Nowzad em seu site oficial.

Pen Farthing escreveu três livros contando sobre sua trajetória no Afeganistão, seu trabalho em prol dos animais e histórias especiais de cães. Já recebeu várias premiações e foi nomeado CNN Hero em 2014.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão


quarta-feira, 29 de julho de 2020

Nova Zelândia reconhece legalmente todos os animais como seres sencientes



A Nova Zelândia reconhece legalmente o que todo defensor dos animais já sabe, que todos os animais são seres sencientes e tem sentimentos como eu e você.

A decisão se estendeu a todos os animais, não apenas a cães, gatos, símios e golfinhos.

O Projeto de Emenda ao Bem-Estar Animal, aprovado em maio de 2015, estipula que, agora, é necessário "reconhecer os animais como sencientes" e que seus tutores devem "atender adequadamente ao bem-estar desses animais". Ou seja, os animais devem ser tratados de maneira que não lhes sejam causados dor e angústia.

"Dizer que os animais são sencientes é afirmar explicitamente que podem experimentar emoções positivas e negativas, incluindo dor e angústia, disse a Dra. Virgínia Williams, presidente do Comitê Consultivo Nacional de Ética Animal, de acordo com o animalequality.net

Quaisquer animais podem igualmente sentir dor física e psicológica assim como os humanos. Aliás, os animais também são conscientes, eles tem consciência de si e do seu entorno. O que existe são diferentes níveis de consciência.

Também a França modificou sua legislação, recentemente, conferindo aos animais o status de seres sencientes, ou seja, retirando-os definitivamente da condição de coisa. Alguns países como a Alemanha, Suíça e Áustria já fizeram constar em seus textos legais que animais não são objetos.


Link do artigo de lei aqui 

Dizy Ayala

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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Haddad firma compromisso de criar órgão federal específico para tratar dos direitos dos animais


Haddad firma compromisso de criar órgão federal específico para tratar dos direitos dos animais

Em presença de defensores dos direitos dos animais, o candidato à Presidência da República, Fernando Haddad (PT), concedeu uma entrevista coletiva onde se mostrou favorável à causa animal, assumindo o compromisso com a criação de um órgão federal específico que trate sobre o assunto. 

Várias pautas foram levantadas e o candidato se mostrou aberto, inclusive quanto ao fim da exportação de animais vivos, por conta dos maus-tratos e insalubridade da atividade. Tendo ressaltado a importância do cuidado ao meio ambiente, à saúde humana e proteção animal.

O presidenciável ressaltou que sua filha é vegana e que está aprendendo muito com ela com relação aos animais, ele e a esposa, Ana Estela. 

No plano de governo, apresentado por Haddad, existe um tópico que fala sobre direitos dos animais, além de propostas sobre desmatamento zero e proteção de reservas indígenas. De maneira que o candidato está comprometido com essas pautas prementes e urgentes, alinhado com o que vem sendo discutido no mundo inteiro, os impactos ambientais na vida de seres humanos e animais.



Dizy Ayala

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quarta-feira, 14 de março de 2018

Stephen Hawking e sua contribuição para a defesa dos direitos dos animais

Stephen Hawking e sua contribuição para 
a defesa dos direitos dos animais


Além de ser um dos cientistas mais conhecidos no mundo, o astrofísico Stephen Hawking era um exemplo de determinação.


Por Dizy Ayala


Pesquisa realizada pelo neurocientista Philip Low, juntamente com o renomado astrofísico, Stephen Hawking, provou além da senciência, capacidade de sentir dor, também, a consciência dos animais.

Primeiramente, o desenvolvimento da pesquisa dos cientistas teve a intenção de ajudar Hawking  a se comunicar com a mente, já que por conta de sua doença degenerativa (ELA), o cientista estava completamente paralisado, porém com a mente ativa e produtiva.

Os resultados da pesquisa foram revelados em 07 de julho de 2012, em uma Conferência em Cambridge. E dentre eles, foi ressaltado um objetivo em particular. Neurocientistas de todo o mundo assinaram um Manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Este que passou a ser conhecido como o Manifesto de Cambridge teve a presença ilustre de Stephen Hawking no jantar de assinatura do Manifesto, como convidado de honra.

No documento, Hawking, mais outros 26 pesquisadores afirmam que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos, também existem nos animais.


“Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro“. (Low)

Estruturas do cérebro responsáveis pela produção da consciência são análogas em humanos e outros animais, dizem neurocientistas.

“A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados”.


O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas e a probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%.





"Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela sirva aos nossos ideais, em vez de competir com eles", declara Philip Low.




As conclusões do manifesto tiveram impacto sobre o comportamento do próprio pesquisador quando ele declara: "Acho que vou virar vegan. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento". 


"Não podemos mais dizer que não sabíamos!"

Dizy Ayala

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Circos com Animais e a Tirania do Riso

Circos com Animais e a Tirania do Riso


Por Dizy Ayala


Animais existem por suas próprias razões e não foram feitos para o entretenimento. Animais em circos são privados de seu direito inerente de viver em liberdade, de acordo com a sua natureza e peculiaridade.Retirados de seu habitat natural são diariamente açoitados, humilhados, privados de qualquer vestígio de dignidade. Para que um espetáculo aconteça diante do público, muita dor e sofrimento acontecem no bastidor.



Os animais de circo são submetidos a viver uma vida inteira em carretas, tendo seus membros e colunas atrofiados, pela falta absurda de espaço, bem como expostos ao superaquecimento e falta de condições adequadas de higiene. Os raros momentos em que estão livres das jaulas é quando estão expostos e subjugados no picadeiro.



Elefantes são condicionados desde bebês, quando são separados de suas mães, com correntes, feridos a golpes em suas extremidades, com barras de ferro com ganchos em suas pontas, os “bullhooks” e recebem choques nas orelhas, boca, genitais e ânus.







Para que animais como os leões sejam subjugados a realizar os números circenses, eles têm seus dentes e garras arrancados e o ritual da queima do leão, que consiste em marcar a fogo a testa do animal para que ele condicione seu escape à roda de fogo.











Ursos e macacos, alguns deles, grandes primatas, costumam ser espancados regularmente, muitas vezes, mantidos suspensos por alavancas, enquanto atingidos.




Os espetáculos circenses forçam os animais a cometer atos dolorosos, não naturais, consistindo em uma manifestação de abuso, humilhação e tortura. Essas práticas arcaicas criam condições para que a violência repercuta entre os humanos. Não é possível continuar a referir-se à prática de maus-tratos como entretenimento.




Se faz necessário definir qual o tipo de convívio com a natureza e com a própria sociedade que se pretende adotar e ensinar para as crianças.

E essa verdade é uma libertação, pois podemos nos libertar da violência, agora mesmo e deixar de ser cúmplices do cárcere, maus-tratos e morte infligidos a tantos irmãos animais. É hora de se questionar e mudar!



Sejamos guiados por bons princípios, movidos pela compaixão por toda criação!

Pode também interessar 

Pelo Fim dos Zoológicos e Aquários no Mundo
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2015/10/pelo-fim-dos-zoologicos-e-aquarios-no.html


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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Pelo fim de animais em festas de rodeios, vaquejadas e touradas



 Pelo fim de animais em festas de rodeios, vaquejadas e touradas

Por Dizy Ayala


Rodeios, vaquejadas e touradas são tortura travestida de cultura. O que é tido como diversão no palco, ou melhor, arena dos rodeios, na verdade trata-se de espetáculo de brutalidade e maus-tratos. Ali figuram cavalos e bois, animais naturalmente imponentes, subjugados pela pessoa do peão, que fazendo uso de verdadeiros instrumentos de tortura promove as gineteadas e vaquejadas. Os animais são submetidos pela dor e pelo sofrimento.

Nem mesmo bezerros são poupados

Ao contrário de um esporte, onde todos os envolvidos o praticam de livre e espontânea vontade, no rodeio o animal é tratado como mero objeto desprovido de vida própria e, pior, como se desprovido fosse da capacidade de sentir dor ou como se tal capacidade não tivesse qualquer importância.

A violência não se restringe ao evento em si. Longe dos olhos do público ou da pretensa fiscalização veterinária e sanitária, é comum o animal sofrer castigos e privações. Desde o transporte de caminhão aos locais de festa, em condições precárias e insalubres, passando pelo ritmo alucinante dos treinos, tudo isso agrava o martírio a que os animais são submetidos. Sem se limitar, portanto àqueles 8 segundos oficiais de montaria ou de perseguição e derrubada.

Essa prática desafia o conceito de evolução e civilidade humanas, pois fere a moral e a ética e somente pela atuação de grupos específicos, que por tradição, totalmente provinciana e ultrapassada, pretendem afirmar a valentia do peão na doma do animal. Não é valente quem maltrata um inocente! Recentemente, um desses peões de rodeio afirmou que para esses animais que não se adaptam à lida no campo, o rodeio é a opção para poupá-los a morte nos matadouros. Como se houvesse algum mérito em submeter esses animais a serem frequentemente feridos, seja pela espora, chicote, sédem, relho, arreios e as fraturas decorrentes da montaria. E chamam a tudo isso de diversão! Tortura não é cultura, muito menos diversão!



Diversas marcas e emissoras de rádio e tv patrocinam tais eventos. É importante estar atento para evitar o consumo de produtos que promovem a exploração animal.

Quem frequenta esses locais como espectador é cúmplice e tão responsável quanto os que afligem esses animais. Não se trata de opor-se aos festejos e shows musicais e sim propor que se celebre o encontro, sem que nenhum inocente tenha que ser humilhado, subjugado e mal tratado. Basta de crueldade! Que o laço não lace dor e enlace o coração! Há que evoluir a tradição em compaixão! Por respeito aos animais, à vida e os valores de respeito e humanidade para as próximas gerações!


Conforme a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, em Bruxelas, em 27 de janeiro de 1978, artigo 10º, “Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem. A exibição dos animais e os espetáculos que utilizam animais são incompatíveis com a dignidade do animal”.


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