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sexta-feira, 10 de março de 2023

Escócia reprime a caça à raposa com novo projeto de lei

 



A Escócia introduziu uma nova legislação destinada a reprimir a caça ilegal à raposa. O “esporte" foi proibido há 20 anos, mas as caças continuaram a funcionar devido a uma brecha na lei.

 

O Projeto de Lei da Caça com Cães visa tornar a lei mais clara. Isso proibiria a matança de animais selvagens, incluindo raposas, com uma matilha de cães. Os membros do Parlamento Escocês votaram 90-30 a favor do novo projeto.

 

Ele substitui a Lei de Proteção de Mamíferos Selvagens de 2002, que permitia que os cães expulsassem as raposas da cobertura (mas somente se o animal fosse baleado e se a caça fosse realizada para evitar a propagação de doenças ou proteger o gado, solo e aves nidificantes). De modo que os caçadores de raposas ainda eram capazes de usar brechas para caçar.

 

"Perseguir e matar um mamífero selvagem com um cachorro, por esporte ou de outra forma, não tem lugar na Escócia moderna", disse o ministro do Meio Ambiente Mairi McAllan à BBC Escócia.

 

"É ilegal há 20 anos, mas as deficiências na legislação anterior levaram a preocupações de que persista.

 

"Este projeto de lei visa fechar essas brechas, impedir que outros as abram e, finalmente, acabar com a caça ilegal com cães na Escócia.

 

O projeto tornará ilegal perseguir e expulsar animais selvagens com mais de dois cães, a menos que seja obtida uma licença. A caça em trilhas (onde os cães seguem o rastro de um animal) também será proibida.

 

O debate sobre a caça à raposa

A caça à raposa é considerada cruel por muitos e a maioria dos britânicos é contra. Mimi Bekhechi, vice-presidente da PETA Reino Unido, Europa e Austrália, disse ao Plant Based News: "Desde a perseguição aterrorizante, na qual as raposas, às vezes, rompem órgãos internos enquanto fogem para salvar suas vidas, até o momento em que os animais, exaustos e petrificados, são cercados, dilacerados e estripados por cães, muitas vezes, ainda conscientes, as caças à raposa representam uma crueldade indescritível, razão pela qual foram proibidas em primeiro lugar.

 

Os defensores da caça à raposa costumam argumentar que é essencial para a conservação e preservação do gado. Muitos grupos de direitos dos animais contestam essa afirmação e elogiaram a nova legislação.

 

“A esmagadora maioria dos escoceses concorda que a caça de qualquer tipo não tem lugar em nossa sociedade, então a PETA está empolgada com a aprovação do novo Projeto de Lei da Caça com Cães (Escócia)", disse Bekhechi.

 

Houve preocupações, no entanto, de que uma nova brecha pudesse surgir devido à possibilidade de licenças para caçadas maiores.

 

"É imperativo que o novo esquema de licenciamento seja robusto e negue a qualquer pessoa o direito de atormentar e matar por prazer", acrescentou Bekhechi.

 

Fonte: Plant Based News

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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quinta-feira, 3 de novembro de 2022

A maior feira de caça da Itália é cancelada em meio a preocupações ambientais

 


Vicenza, uma cidade no norte da Itália, não vai mais sediar a maior feira de caça do país: o HiT Show (Hunting Individual Protection Target Sports).

 

O grupo que costumava organizar essa feira informou que por motivos de "valores ambientais" decidiu não propor mais esse tipo de evento.

 

O HIT recebia milhares de visitantes todos os anos e era descrito como "o ponto de referência para os amantes do mundo da caça". Os cerca de 500 expositores participantes apresentavam uma variedade de armas, troféus de caça e outros equipamentos relacionados a "esportes" sangrentos.

 

O cancelamento do HIT Show é considerado um "forte golpe" no setor de caça de troféus, segundo a organização Humane Society International (HSI). Além disso, serve como um sinal claro de que a opinião pública não apoia mais a prática.

 

Entre 2014 e 2020, a Itália importou 437 troféus de caça de espécies protegidas internacionalmente, como hipopótamos, elefantes, leões, leopardos, guepardos, ursos pardos e ursos polares. O país é um dos cinco países que importou pelo menos um troféu de rinoceronte negro criticamente ameaçado.

 

De acordo com uma pesquisa encomendada pela HSI/Europa 86% dos italianos pesquisados se opõem à caça de troféus de todos os animais selvagens.

Dizy Ayala

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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Colômbia proíbe caça desportiva em todo o território nacional

 

 

Esse tipo de 'esporte' é, sem dúvida, uma forma de agressão aos animais que não tem raízes culturais, muito menos religiosas. Também se tornou uma atividade "incompatível" com a constituição da República da Colômbia, segundo o tribunal superior.

Para essa transição, foi estabelecido um prazo de um ano para que as pessoas 'atingidas' pudessem buscar alternativas sustentáveis para a nova situação. Felizmente, o prazo terminou em 21 de agosto do ano de 2020, o que significa que esta medida entrará em vigor sem mais atrasos.

A Setença C-045/19 proíbe a caça de animais silvestres em todo o território nacional, de acordo com o Tribunal Constitucional depois que diversos advogados e organizações de defesa dos animais no país impuseram uma série de medidas que buscavam o que hoje é uma realidade.

Entre os animais mais afetados por essa prática estão espécies ameaçadas de extinção, como onças, veados, tatus, pecaris (porco do mato), antas, várias espécies de primatas e pássaros, e até lebres e coelhos.

Os animais estão ganhando força na Colômbia. Esse tipo de ação é digna de comemoração e um caminho claro para a conservação de animais em perigo de extinção.

Fonte: El Tierrero


Dizy Ayala

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segunda-feira, 26 de março de 2018

Coelho da Páscoa, o que trazes pra mim?

Coelho da Páscoa, o que trazes pra mim?


O coelho, infelizmente, é um dos animais mais explorados pelos humanos. Especialmente nessa época, costumam ser vendidos como pets para as crianças, enquanto ainda são filhotes, geralmente confinados em uma gaiola, que diminui, gradativamente, o espaço, à medida que vão crescendo. Então, começam a ficar indóceis, mordendo as grades, até porque, além do tamanho, biologicamente já estão prontos para correr e saltar.
Esse é o momento em que, após negociação com as crianças, os coelhinhos costumam voltar ao seu local de origem, os criadouros ou fazendas de criação, onde já são aguardados. Após entreter os pequenos, eles voltam em sua idade reprodutiva para procriar e então serem abatidos para o consumo de sua carne.

Em geral, são eletrocutados, pois a cobiça dos homens não pretende desperdiçar sua pele, muito valorizada para adornar o pescoço de pessoas que acreditam nesse status cruel. Nas fábricas de peles, costumam ser esfolados vivos para a produção de casacos, lã angorá e cashmiere. Saiba mais em http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2015/09/por-uma-sociedade-sem-peles-animais.html As lebres, coelhos selvagens, são alvo da caça “recreativa” e do paladar “requintado” e cruel dos que consomem a carne de caça.

De outra conta, são os coelhos uns dos animais mais utilizados em laboratórios para certificação de produtos. Um dia, alguém concebeu a ideia terrível de que seus olhos grandes seriam um bom suporte para testar cosméticos, produtos de higiene e limpeza, e até agrotóxicos. Os famigerados testes de irritação ocular que irritam, dilaceram e inflamam os olhos. A dor é tão intensa que eles tendem a arrancar os próprios olhos, por isso são contidos pelo pescoço. Testes abomináveis como esse continuam a ser feitos para empresas de cosméticos, agrotóxicos e alimentos. Confira a seguir a lista de produtos de higiene e beleza não testados em animais http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2016/04/lista-de-produtos-nao-testados-em.html Há ainda quem valorize alguns princípios medicinais, parecendo confundir plantas e animais, e conferem a esses últimos algumas propriedades curativas e, assim, crêem justificar a morte de inúmeros animais.  

Por tudo isso, se você verdadeiramente ama e se importa com os animais, não compactue com práticas cruéis e faça tudo que estiver ao seu alcance para defendê-los. E que se propaguem práticas e modos de produção, sem o uso de animais, porque afinal de contas, em pleno século 21, já dispomos de inúmeros recursos tecnológicos para tal.

Saiba mais sobre a senciência animal, atestada por cientistas, 
e métodos alternativos à experimentação animal em
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2015/08/a-ciencia-comprova-consciencia-dos.html


Dizy Ayala

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Fechado em Hong Kong, o maior mercado de marfim do mundo


Fechado em Hong Kong, o maior mercado de marfim do mundo


Por Dizy Ayala

O mercado de marfim em Hong Kong é o maior do mundo e responsável pela morte de milhares de elefantes. Com o risco iminente de extinção destes animais, foi levado à votação no Conselho Legislativo de Hong Kong, o pedido do fim do comércio de marfim que contou com mais de 1 milhão de assinaturas, de pessoas de todo o mundo, em uma petição da Avazz.




Petição com 1.1 milhão de assinaturas pela proibição do mercado de marfim 
foi entregue ao Conselho antes da votação. 

A campanha contou com a divulgação de um video produzido pela WildAid Hong Kong que demonstrava as terríveis consequências do comércio do marfim. E que alerta sobre a possível extinção dos elefantes no planeta. O impacto é tão grande da ação violenta e cruel dos caçadores, que alguns elefantes começaram a nascer sem presas, como um último e surpreendente recurso evolucionário de sobrevivência à crueldade humana. Segundo uma recente pesquisa, 98% das fêmeas em algumas regiões africanas não tem mais presas! 

A boa notícia é que pela primeira vez na história a China - maior importadora de marfim do mundo - anunciou que vai proibir esse comércio.

E com a denúncia de mercados de marfim na Europa - maior exportadora de marfim do mundo - , a próxima etapa da campanha é a de exigir o seu fim também.

É evidente que o mercado legal de marfim dá cobertura para a venda ilegal, perpetuando assim o extermínio dos elefantes. Tendo em vista que a União Europeia tem desempenhado um papel de liderança na luta contra a caça e a China está fora do mercado, não há justificativas para a Europa continuar permitindo a venda de marfim. 

Participe você também desta campanha urgente e compartilhe com todo mundo! Vamos fazer uma grande mobilização para acabar com o comércio de marfim para sempre.


Os elefantes são animais incríveis que defendem e ajudam uns aos outros, agrupam-se em famílias, são capazes de reconhecer a morte e fazer luto pela perda de seus entes.



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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Elegante? O couro é o braço direito da indústria da carne e do leite.

Elegante? O couro é o braço direito da indústria da carne e do leite.


Por Dizy Ayala

O sucesso econômico dos matadouros e da Indústria de laticínios está diretamente ligado à venda de couro. Você já pensou que ao comprar um novo par de sapatos, uma bolsa, uma carteira ou um cinto de couro, estará contribuindo diretamente com a pecuária? 

A pecuária é a indústria que mais mata animais no mundo e também é a que mais degrada o meio ambiente, por conta de dejetos como sangue e fezes, bem como pela emissão de gases do efeito estufa por conta dos animais. Também o desflorestamento para abrir novas zonas de pastagens e degradação das já existentes.

Aliás, do ponto de vista ambiental, o couro provoca a poluição de rios e solos com mais de 50 elementos químicos diferentes, no processo de produção nos curtumes.

Muitos pensam que não é tão grave usar couro para o vestuário (roupas, calçados e acessórios), porque afinal os animais já foram mortos e, portanto o couro parece ser apenas um descarte a ser aproveitado. Mas, as coisas não são bem assim... 

O couro costuma vir da pele de vacas, porcos, cavalos, cabras e ovelhas; bem como de animais exóticos como jacarés, avestruzes e cangurus; e também de cães e gatos, originário de países asiáticos onde esses animais são abatidos para consumo. Ou seja, a origem do couro, seja de qual animal for, está intimamente ligado à exploração de animais para o consumo, o que torna incongruente que pessoas vegetarianas façam uso de couro.

De acordo com um relatório do Departamento de agricultura dos Estados Unidos (o mesmo acontece na Europa e no resto do mundo), a pele dos animais representa "o subproduto economicamente mais importante" da indústria da pecuária intensiva. O que significa que é um grande ganho para os pecuaristas, não um produto de desvio.

Quando a produção de leite das vacas diminui, as vacas são assassinadas e a sua pele é manufaturada. As peles dos vitelos, criados para a "carne branca", são transformadas em couro cru. 

Outras espécies de animais são caçadas e mortas exclusivamente para a produção de couro e peles, incluindo as zebras, búfalos, javalis, elefantes, alces, tubarões, golfinhos, focas, morsas, sapos, tartarugas, crocodilos, lagartos e cobras. O que representa um dano significativo à vida selvagem, particularmente pela forma brutal como muitos desses animais são assassinados.




Você pode comprar produtos cruelty free de modo a evitar o desnecessário sofrimento animal e degradação ambiental... Então, por que não fazê-lo?


Saiba mais sobre alternativas ao couro de origem animal, com várias opções sintéticas e de origem vegetal nos links abaixo:

A Revolução do Couro Vegetal e as Grifes de Ponta

http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2015/08/a-revolucao-do-couro-vegetal-e-as.html

Matéria-prima vegetal vira tendência na indústria

http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com/2017/01/couro-vegano-vira-tendencia-na-industria.html

Marcas de calçados e acessórios em material sintético

Campanha para renovar o guarda-roupa

Alguns sites que recomendo
Vegano Shoes
confira a resenha
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2017/01/vegano-shoes-na-trilha-do-bom-gosto-e.html

Insecta Shoes
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2017/03/insecta-shoes-vegana-criativa-e.html

La Loba
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2018/03/la-loba-e-primeira-empresa-de-moda-no.html

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