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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Argentina é o primeiro país no mundo a proibir a criação de salmão

A Assembleia Legislativa da Terra do Fogo aprovou, por unanimidade, uma lei que proíbe a criação de salmão na província, uma decisão que é histórica por ser o primeiro país do mundo a legislar contra esta atividade nociva ao meio ambiente. Assim sendo, fazendas de salmão são proibidas no Canal de Beagle. 

Fazendas de salmão são geradoras de grandes impactos sociais e ambientais por conta da poluição dos mares e em decorrência da introdução de uma espécie exótica. Exemplo disso são fazendas instaladas nos canais da Patagônia, uma área ainda intocada da América do Sul.

As fazendas de salmão não são contestadas apenas no Hemisfério Sul. Também no Canadá elas são igualmente perigosas e controversas.

Projeto que proíbe criação de salmão é de 2018

Segundo o Página 12Pablo Villegas foi autor do Projeto de Lei que baniu a criação dos canais da Patagônia, apoiado por organizações ambientais locais e nacionais desde 2018, quando começou a ser debatido o possível estabelecimento de fazendas de salmão no Canal de Beagle. 

De acordo com o site Página 12, em 2018, a Argentina assinou um acordo com a Noruega para desenvolver a criação no canal. Imediatamente, ONGs e entidades acadêmicas como a Universidade Nacional da Terra do Fogo (Untdf) passaram a lutar por uma lei que proibisse a atividade.

O site explica que chefes de prestígio, como Francis Mallmann, dentre outros, aderiram à causa e, em 2019, conseguiram que as gaiolas com salmões instaladas naquele ano em Puerto Williams (território chileno) fossem declaradas ilegais.

Estefanía Gonzales, do Greenpeace argentino, declarou ao Página 12: “A Argentina está fazendo história. Isso é muito importante porque uma vez instalada essa indústria é muito difícil combatê-la, mesmo quando cometem ilegalidades e desastres ambientais. Os impactos que deixam podem ser irreversíveis. No Chile, vimos mortes de baleias, de outras espécies marinhas e a poluição do fundo do mar que deixa verdadeiros desertos”.

A introdução de espécies invasivas

Por conta dos exemplos desta prática em outros países, a atitude do governo brasileiro de criar tilápias nas represas de 73 hidrelétricas do Brasil é considerada irresponsável. A tilápia, oriunda da África, a exemplo do salmão, é uma agressiva espécie exótica ou invasiva.

Com relação aos salmões, Estefanía Gonzales afirma: “Não existe uma forma correta de fazer a coisa errada. O salmão é uma espécie exótica nos mares da Argentina e do Chile, não é uma espécie presente naturalmente, por isso, a quantidade de produtos químicos e antibióticos que são necessários para sua produção e, além disso, o impacto que geram no ecossistema torna, praticamente, impossível que esta atividade seja realizada sem impacto”.

Os peixes são criados em tanques cercados no mar. Imagem, Página 12.


O problema das espécies invasivas é um dos três piores para a perda de biodiversidade do planeta.

Já o autor do projeto, Pablo Villegas, comemorou ao declarar ao site infobae.com: “A sanção desta lei é uma definição institucional clara e contundente que destaca a importância para o povo da Terra do Fogo da proteção e conservação de nossos recursos naturais, do patrimônio genético de nossos seres vivos e de seu meio ambiente para o desenvolvimento econômico sustentável”.

Mar da Terra do Fogo é sumidouro de carbono

O site infobae.com destaca em sua matéria que ‘as águas da Terra do Fogo concentram 50% das florestas de algas existentes na Argentina, um dos grandes sumidouros de carbono do planeta e lar de um grande número de fauna associada’.

E mostra que ‘a introdução de espécies invasivas como o salmão (oriundo do Hemisfério Norte) altera os ecossistemas naturais ao predar espécies nativas e competir com elas por alimento, como aconteceu no Chile’.

E mais: ‘após oito anos, a gaiola de salmão acaba destruindo toda a biodiversidade do setor onde foi instalada, matando todos os seres vivos e deixando uma zona morta que é muito difícil regenerar’.

A atividade de “cultivo” de camarão também tem esse mesmo impacto, sendo responsável por grandes concentrações de mercúrio nas áreas onde se concentra tal atividade.

Nota do Blog: Tais considerações acerca da produção de peixes vale para reflexão de que, ao contrário do que alguns pensam, peixe não dá em árvore, portanto, a ideia de “cultivo” em si mesma já está equivocada. Ela irá sim, fortemente, impactar o meio ambiente, gerando zonas mortas em biodiversidade, na fauna e flora marítima. E eu não há necessidade de nos alimentarmos de animais, tendo tantas opções vegetais ao nosso dispor.

Muitas algas, inclusive, são comestíveis, com sabor de peixe e propriedades nutricionais tanto ou mais relevantes para a saúde humana.  

Fonte: Mar Sem Fim

Foto: Getty Images/ Time/ Reprodução

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Oceanos, a indústria pesqueira e a 6ª era da extinção

Oceanos, a indústria pesqueira e a 6ª era da extinção


Por Dizy Ayala



"Já nos esquecemos que os oceanos costumavam estar cheios de vida.
Baleias, golfinhos e tartarugas marinhas eram comuns e abundantes.
Existiam tantos cardumes de peixes que as águas eram um autêntico turbilhão de vida. Mas agora... os nossos oceanos estão morrendo".
Philip Wollen (produtor de Terráqueos)

A indústria pesqueira provocou um declínio global nas populações de peixe, levando-as quase à extinção em muitas partes do oceano.
Enormes redes com quilômetros de comprimento varrem as profundezas dos oceanos capturando e sufocando indiscriminadamente todos aqueles que encontram no caminho.
Tartarugas, focas, golfinhos, baleias e bilhões de peixes.





imagens
Pesca de arrasto de profundidade

E os viveiros de peixe industriais estão criando zonas mortas. Enormes quantidades de resíduos concentrados provenientes destes viveiros industriais asfixiam o leito oceânico e toda a vida aí existente.

Enquanto isso, acordos como os dos EUA e Japão no fornecimento de carne de baleia são mantidos.

A caça nos oceanos revela imagens aterradoras como a de 10 mil barbatanas de tubarões em um único estabelecimento comercial. O flagrante só foi possível porque ativistas se fizeram passar por empresários do ramo da pesca e dessa forma conseguiram adentrar, a muito custo, no local. Por  ações de investigação e denúncia similares, 800 ativistas foram mortos na última década.

Já há uma redução de 90% da população dos tubarões no mundo, nos dias atuais.

Trata-se de um negócio bilionário para as empresas "mortíferas" que desprezam o que há de maior valor, a vida! A vida dos oceanos, dos peixes, dos recifes, do ar que respiramos está tudo conectado! Nossa espécie está acabando com a vida marinha do mesmo modo como está a esgotar os nossos próprios recursos de água, comprometendo a qualidade do ar e promovendo as mudanças climáticas que podem vir a extinguir a raça humana! É um absurdo e incongruente raciocínio de prorrogar a exploração e com isso acabam por acelerar cada vez mais a possibilidade de uma 6ª era da extinção! 

Até 2048, todas as zonas de pesca estarão mortas, os pulmões e o coração da Terra!

A contar pelos dados de hoje, 1.000x mais do que em qualquer outra era, em 100 anos, metade de todas as espécies selvagens estarão extintas.

10.000 espécies desaparecem do planeta a cada ano, devido à ação de uma única espécie, a (des)humana.

Estamos agora perante a 6ª extinção em massa da história cosmológica.

Existem 7 mil espécies de sapos e 340 espécies de tartarugas. 
Metade de toda essa população está em extinção.

A água é o novo petróleo. Em breve, as nações vão iniciar guerras por ela.
Aquíferos subterrâneos que levaram milhões de anos para se encher agora estão secos.
São necessários 50 mil litros de água para produzir um quilo de carne.

O dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso da indústria de gado estão matando nossos oceanos com zonas mortas acídicas (ácidas) e hipóxicas (baixo teor de oxigênio)!

Metade do dióxido de carbono é retido nos oceanos e ocasiona a chamada acidificação dos oceanos.

90% do peixe pequeno é triturado para servir de alimento para o gado!
As vacas vegetarianas são atualmente as maiores predadoras dos oceanos. 
(involuntariamente)
Os oceanos estão morrendo.

"Na realidade criar animais para abate consome tantos recursos naturais que fazer escolhas veganas é uma das coisas mais poderosas que se pode fazer enquanto indivíduo para ajudar a salvar o planeta". Philip Wollen

O tempo está se esgotando e os recursos naturais também e se esses negócios são lucrativos é porque há demanda. mais uma vez a que ser dito, se o consumidor se importar e comprometer-se com a origem de seus alimentos, dando preferência por uma alimentação de origem vegetal é possível desacelerar essa corrida para a extinção e promover novos pilares para uma nova era de respeito e preservação!

Todos os dados aqui apresentados tem como fonte declarações de Philip Wollen e o recente documentário Racing Extinction (Oceanic Preservation Society) apresentado pelo Discovery Channel.



Acidificação do oceano diminui instinto de sobrevivência dos peixes nos recifes de corais



Dizy Ayala
Defensora dos Direitos dos Animais, 
Formanda em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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Ação pelos Direitos dos Animais