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segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Berkeley se torna a primeira cidade dos EUA a proibir a criação industrial de animais para consumo

 


Berkeley, na Califórnia (EUA), entrou para a história ao se tornar a primeira cidade dos Estados Unidos a proibir oficialmente a criação intensiva de animais após uma votação inédita e significativa.


A Medida DD, uma iniciativa liderada por cidadãos, visa proibir Operações Concentradas de Alimentação Animal (CAFOS) em Berkeley. Os CAFOs são grandes instalações onde animais como vacas, porcos e galinhas são mantidos em condições de confinamento extremo para a produção de carne, laticínios e ovos. Essas operações também incluem animais explorados em outras indústrias, como entretenimento e esportes, e podem ser conhecidos por desconsiderar o bem-estar animal em prol do lucro.


Atualmente, não há CAFOs em funcionamento em Berkeley. A última instalação, uma pista de corrida de cavalos chamada Golden Gate Fields, encerrou suas atividades em junho deste ano, após protestos contra mortes de animais no local. Uma nova medida garantirá que nenhuma nova instalação desse tipo seja construída na cidade.


Com mais da metade dos votos contabilizados, 60% dos eleitores se posicionaram a favor da exclusão, que será efetivada assim que o resultado for oficializado. A campanha foi organizada pelos grupos Direct Action Everywhere (DxE) e Compassionate Bay, responsáveis pela mobilização de apoio popular.


Almira Tanner, moradora de Berkeley e líder do DxE, celebrou a vitória afirmando que os habitantes da cidade "tomaram uma posição histórica pelos animais e pelo planeta que compartilhamos". Ela destacou que eventos climáticos extremos, como ondas de calor, furacões e enchentes, tendem a se intensificar e ações contra atividades que afetam as mudanças climáticas, como a criação intensiva de animais deveriam ser tomadas rapidamente.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Procon de Santa Catarina determina que concessionárias socorram animais em rodovias

Foto Evelise Poncio/NSC TV


A medida adotada pelo Procon do estado de Santa Catarina se deu por conta de um acidente, onde um filhote de porco pulou de um caminhão na BR-101. De acordo com o Procon-SC, o filhote tinha, aproximadamente, 30 dias de vida quando caiu na rodovia e sofreu uma fratura em uma das patas. A empresa responsável, entretanto, se negou a prestar atendimento veterinário ao animal, alegando que esse serviço só seria realizado caso o animal fosse resgatado por funcionários da empresa. O porquinho, porém, foi salvo por uma motorista que presenciou o acidente. Ela, ao solicitar auxílio, teve a ajuda negada.

Por conta disso, o Procon emitiu uma nota técnica tornando obrigatório o socorro de animais encontrados em rodovias, por parte das empresas concessionárias onde há pedágios. A medida, inédita no país, pretende inibir casos de omissão de socorro a animais feridos.

O filhote salvo pela motorista foi levado para uma clínica particular e, depois, encaminhado para reabilitação. Após recuperação, ele deve seguir para um santuário vegano, para viver em paz, longe do sofrimento da exploração animal da indústria da morte.

Graças a esse episódio, além de o porquinho ter a vida salva, outros animais, também, foram beneficiados. Denúncias de omissão de socorro a animais encontrados nas rodovias de Santa Catarina devem ser feitas, diretamente, ao Procon. Segundo o órgão, multa será cobrada sobre o faturamento da empresa.

“O dever de fiscalização das condições de tráfego é da concessionária, já que ela recebe do Estado, em contrapartida, o direito à cobrança de pedágio. Por isto, é importante esclarecer o assunto”, explicou o diretor do órgão, Tiago Silva, ao G1.

A bióloga Rosa Elisa Villanueva, responsável por resgatar o porquinho, comemorou a decisão tomada pelo Procon. “Isso abre um precedente fantástico. Enquanto não há lei estadual formalizando a responsabilidade das rodovias acerca do tema, a nota técnica do Procon faz isso”, disse.

Nota do Blog: Que chegue logo o dia da libertação animal e as autoestradas, como qualquer via, deixem de cumprir a terrível função de conduzir, como verdadeiros corredores da morte, tantos inocentes animais, que circulam, diariamente, com destino ao matadouro. Muitos deles ainda bebês, como o Baby Pig resgatado. São apenas filhotes, porcos, bois e galinhas sem chance de escapar, para saciar a gula e a ganância dos humanos. Podemos resgatar vidas todos os dias, ao retirar a violência do prato.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

80% dos antibióticos produzidos no mundo são utilizados em animais de fazenda

Foto: FAO / Hoang Dinh Nam

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em diversos países, 80% dos antibióticos produzidos no mundo são utilizados em animais de fazenda. E a maior parte é utilizada para estimular o crescimento em animais que não estão doentes.

Segundo a OMS, o uso excessivo e indevido de antibióticos em animais e seres humanos tem gerado problemas de imunidade a certos agentes infecciosos e a determinados tratamentos.

Alguns agentes que causam infecções graves em humanos já desenvolveram resistência à maioria dos remédios disponíveis e há poucas opções de alternativas em etapa de desenvolvimento para uso clínico.

“A falta de antibióticos eficazes é uma ameaça de segurança tão séria como um surto de uma doença súbita e mortal”, afirma o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

E acrescenta: “Uma ação forte e sustentada em todos os setores é vital se quisermos reverter a maré da resistência antimicrobiana e manter o mundo seguro”.

O diretor do Departamento de Segurança Alimentar e Zoonoses da OMS, Kazuaki Miyagishima, enfatiza que estudos científicos demonstram que o uso excessivo de antibióticos em animais pode contribuir para o desenvolvimento de resistência a esses medicamentos.

A dimensão global do problema ganhou um mapeamento inédito juntando pesquisas já feitas medindo a presença de microrganismos resistentes em alimentos de origem animal em países de baixa e média renda — e o Brasil aparece no grupo de lugares com situação preocupante. Não quer dizer que o estudo considere o país como um todo, mas pontos que já foram submetidos a pesquisas, como abatedouros de bois em cidades gaúchas ou em uma fazenda produtora de leite e queijo em Goiás.

China e Índia foram, segundo os autores do estudo publicado na revista Science, "claramente" os lugares em que os maiores níveis de resistência foram encontrados. Mas o Sul do Brasil, leste da Turquia, os arredores da Cidade do México e Johanesburgo (África do Sul), entre outros, se destacaram também como hotspots, ou focos de resistência microbiana em animais destinados à alimentação, principalmente bovinos, porcos e frangos (com níveis elevados de P50, percentual acima de 50% de amostras de microrganismos resistentes a determinados antibióticos). Apesar de essa prática ser comumente utilizada em todas as fazendas de produção, no mundo todo, podendo gerar seus efeitos em qualquer país.

As maiores resistências observadas foram relacionadas a alguns dos antibióticos mais usados na produção animal, como as tetraciclinas, sulfonamidas e penicilinas. Entre aqueles importantes para tratamento também em humanos, destacaram-se a resistência à ciprofloxacina e eritromicina.

Os autores reuniram ainda dados que apontam para focos de resistência emergentes, ou seja, em que a resistência dos microrganismos a antibióticos está crescendo. Aí, o Brasil também aparece, tanto o Sul quanto o Centro-Oeste.

Após ler o estudo, a pesquisadora brasileira Silvana Lima Gorniak, professora titular da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, liga o destaque ao Sul justamente a uma maior criação de aves e suínos na região, animais para os quais há maior uso de antimicrobianos com a finalidade de promover o crescimento (entenda os diferentes usos de antibióticos veterinários e seus impactos abaixo).

"Na criação animal, há basicamente três tipos de uso de antimicrobianos. O primeiro é o terapêutico, como ocorre com o ser humano. A segunda maneira é a preventiva, como no desmame dos suínos — esse animal provavelmente vai passar por estresse, vai ter uma imunossupressão (redução da atividade do sistema imunológico), e ela pode levar à infecção por várias bactérias, então se faz preventivamente o tratamento", explica Silvana Lima Gorniak, da USP.

"A terceira maneira é a mais polêmica, a mais discutida na ciência, que é a administração (de antimicrobianos) como melhorador de desempenho. Nesse caso, o animal não tem nenhuma doença, provavelmente não vai ficar doente, e o antimicrobiano é empregado com a finalidade de promover o crescimento. Não se sabe exatamente como, mas o animal de fato cresce".

Ao mesmo tempo, esta substância é colocada pela OMS no grupo mais crítico entre os antibióticos que precisam urgentemente de substitutos — já que são o último recurso para o tratamento de algumas doenças para as quais outros antibióticos não funcionam mais, são amplamente usados na medicina humana e já se mostraram altamente vulneráveis à resistência microbiana.
Fonte BBC

Nota do Blog Ação:
O uso de antibióticos força os animais tidos como de produção a seguirem produzindo em um sistema completamente cruel. Ou seja, os adoecemos fisicamente e os expomos ao estresse contínuo devido à exploração para consumo e depois temos, como consequência, vetores de transmissão de doenças para humanos e menos chance de tratá-las por conta da resistência à antibióticos gerada pelo consumo desses animais.

Tão mais simples e seguro deixar os animais em paz, dando preferência a uma alimentação à base de plantas, e afastando o risco de doenças neles e em nós. Porém, basicamente, por ganância e gula se mantém um sistema de explorar vidas sencientes e achar que, de alguma forma, teremos controle sobre suas consequências para que o produto da morte seja “saudável” e fonte de “alimento”.


Dizy Ayala


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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Animal Planet estreia programa vegano no início de abril



A nova série Saved by the Barn destacará a vida de animais de criação resgatados no Barn Sanctuary, em Michigan.   

No dia 11 de abril às 22h, a nova série de documentários veganos, Save by the Barn, será lançada no Animal Planet. Cada episódio de uma hora destacará a história de resgate de um animal diferente, a partir de 2019, destacando a personalidade de cada um deles e os esforços heróicos por trás dos bastidores dos trabalhadores no Barn Sanctuary, em Chelsea, MI. 

Em 2016, o ativista animal Dan McKernan e seu pai, Tom, converteram a fazenda da família em um santuário que resgata animais de fazendas industriais, desastres naturais e outras situações de negligência ou exploração. 

Salvo pelo celeiro será uma série emocionante e animadora que concede a todos a oportunidade de se apaixonarem por animais de criação de maneiras que nunca souberam ser possíveis”, disse Kelly Vign, diretora executiva do Barn Sanctuary. 

“Durante um período desafiador e assustador, nosso programa será um alívio bem-vindo para famílias que desejam uma dose de positividade e esperança. Mal posso esperar para ver quantas pessoas serão tocadas pela vida e pelo cuidado de nossa incrível família de animais de fazenda resgatados”.

Fonte: VegNews

Dizy Ayala
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