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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Um dos mais tradicionais produtores de carne da Itália anuncia transição para carnes vegetais


Após 136 anos de história, um dos produtores de carne mais tradicionais e antigos da Itália, Grupo Tonazzo, não venderá mais carnes de origem animal, apenas de origem vegetal, a partir de 2025.

Há 40 anos, a empresa lançou uma nova marca, com opções à base de vegetais chamada Kioene, a qual apresentou uma aceitação significativa por parte do público.

Em 2024, anunciaram que todas as operações do grupo que envolvem animais serão encerradas e substituídas exclusivamente por alimentos vegetais.

As instalações de carne da Tonazzo serão adaptadas para novas produções e os funcionários da divisão de carne de origem animal terão a possibilidade de migrar para outras funções, garantindo os empregos. 


Fonte: MFA (Mercy for Animals)


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Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

A maior feira de caça da Itália é cancelada em meio a preocupações ambientais

 


Vicenza, uma cidade no norte da Itália, não vai mais sediar a maior feira de caça do país: o HiT Show (Hunting Individual Protection Target Sports).

 

O grupo que costumava organizar essa feira informou que por motivos de "valores ambientais" decidiu não propor mais esse tipo de evento.

 

O HIT recebia milhares de visitantes todos os anos e era descrito como "o ponto de referência para os amantes do mundo da caça". Os cerca de 500 expositores participantes apresentavam uma variedade de armas, troféus de caça e outros equipamentos relacionados a "esportes" sangrentos.

 

O cancelamento do HIT Show é considerado um "forte golpe" no setor de caça de troféus, segundo a organização Humane Society International (HSI). Além disso, serve como um sinal claro de que a opinião pública não apoia mais a prática.

 

Entre 2014 e 2020, a Itália importou 437 troféus de caça de espécies protegidas internacionalmente, como hipopótamos, elefantes, leões, leopardos, guepardos, ursos pardos e ursos polares. O país é um dos cinco países que importou pelo menos um troféu de rinoceronte negro criticamente ameaçado.

 

De acordo com uma pesquisa encomendada pela HSI/Europa 86% dos italianos pesquisados se opõem à caça de troféus de todos os animais selvagens.

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Itália contempla proteção animal e do meio ambiente na Constituição

 

A Câmara dos Deputados aprovou, por maioria (468 votos a favor, 1 contra e 6 abstenções), o Projeto de Lei Constitucional. Graças a esta reforma, os animais agora receberam plenos direitos pela constituição, juntando-se a apenas quatro outros países em todo o mundo.

 

Antes da emenda, o artigo nove da Constituição protegia a “paisagem natural e o patrimônio histórico e artístico da Nação”. Agora, o artigo inclui um mandato para proteger o meio ambiente, a biodiversidade, os ecossistemas e os animais “no interesse das gerações futuras”. O artigo 41 afirmava anteriormente que o empreendimento econômico “não pode ser realizado contra o bem comum ou de forma que possa prejudicar a segurança, a liberdade e a dignidade humana”. A linguagem agora exige que as atividades econômicas não “causem danos à saúde, ao meio ambiente”.

 

A reforma representa um marco e uma ferramenta concreta para a proteção efetiva dos animais em nível legislativo e jurisdicional.

 

“Certamente gostaríamos de ir mais longe, mas, dadas as atuais condições políticas instáveis, pensamos que podemos considerar o resultado um milagre porque as novas disposições não se aplicam apenas a cães e gatos, como LAV solicitou, mas também a todos os animais, em cumprimento integral do princípio antiespecista que sempre impulsionou nosso compromisso. Esta reforma preenche uma lacuna inaceitável na Constituição italiana.

 

No entanto, não deve ser considerado um ponto de chegada, mas um ponto de partida, um retorno a uma nova praça com mais fervor e força. Para que os animais obtenham mais facilmente proteção e respeito, nas próximas Leis e em futuras decisões judiciais. Graças a esta Reforma, os cidadãos, associações e voluntários italianos terão mais recursos e oportunidades para promover e proteger os direitos dos animais”, afirma Gianluca Felicetti, Presidente do LAV.

 

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: Eurogroup for Animals

Via Olhar Animal

Dizy Ayala

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Itália determina o fim de todas as fazendas de criação e a comercialização de peles de animais


Decisão histórica do Senado da Itália determina que sejam fechadas todas as fazendas de criação de animais, como visons, raposas, chinchilas, lebres e guaxinins, e banida a comercialização de suas peles.

 

Após a aprovação final do Parlamento, o país deve se tornar o 16o na União Europeia a acabar com este mercado.

Há dez fazendas de produção de vison na Itália, que deverão encerrar suas atividades nos próximos seis meses. Os produtores receberão uma compensação financeira de 3 milhões de euros do Ministério da Agricultura.

 

A legislação italiana vai ao encontro de uma nova realidade, já praticada pela maioria das grandes casas de modas do país, entre elas: Valentino, Armani, Gucci, Prada e Versace, que pararam de vender peças feitas com peles animais.

 

Além da crueldade imposta aos animais, essas fazendas representam um grande risco para o aparecimento e disseminação de doenças zoonóticas. Em 2020, mais de 15 milhões de visons foram mortos na Dinamarca sob o pretexto do coronavírus.

 

“Esta é uma vitória histórica para a proteção animal na Itália e a Humane Society está imensamente orgulhosa de que nossa estratégia de conversão de fazendas de peles tenha desempenhado um papel central no desmantelamento dessa indústria cruel e perigosa em nosso país. Existem razões econômicas, ambientais, de saúde pública e, claro, de bem-estar animal muito claras para fechar e proibir fazendas de peles”, destacou Martina Pluda, diretora da entidade na Itália.

 

“A votação reconhece que permitir a criação em massa de animais selvagens para a moda frívola de peles representa um risco não somente para eles, mas às pessoas, e que não pode ser justificado pelos benefícios econômicos limitados que oferece a uma pequena minoria de pessoas envolvidas nessa indústria cruel”.


 Dizy Ayala

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