A Coreia do Sul anunciou que, a
partir do início deste ano, 2026, está, oficialmente, proibida a criação de
ursos e a extração de sua bile no país.
A medida decorre de uma revisão
da legislação de proteção aos direitos dos animais e representa um avanço
relevante em uma região onde essa prática cruel ainda persiste sob o argumento
da "medicina tradicional".
A extração de bile de ursos é uma
das formas mais brutais de exploração animal ainda existentes na Ásia.
Os animais são mantidos por anos,
muitas vezes até décadas, em jaulas extremamente pequenas, sujas e inadequadas,
que impedem qualquer movimento natural.
Durante toda a vida, são
submetidos a procedimentos invasivos e dolorosos para retirada da bile da
vesícula, causando sofrimento físico crônico e danos psicológicos
irreversíveis.
Não existe qualquer base
científica que justifique essa prática. O principal composto ativo da bile, o
ácido ursodesoxicólico (é esse nome mesmo!), é sintetizado em laboratório há
décadas, com segurança, baixo custo e eficácia comprovada.
Apesar do anúncio do governo
sul-coreano, a situação ainda é preocupante. Apenas 21 ursos foram resgatados e
transferidos para um santuário público. Outros 199 continuam presos em 11
fazendas, enquanto autoridades e criadores discutem compensações financeiras.
Organizações de defesa animal
alertam para a falta de estruturas adequadas e cobram apoio estatal para a
criação de santuários privados.
Hoje, mais de 20 mil ursos seguem
confinados legalmente em fazendas de bile na China, além de milhares explorados
ilegalmente em outros países asiáticos.
Mesmo onde a prática foi banida,
como no Vietnã, desde 2005, o comércio ilegal ainda resiste.
Nota do Blog: É preciso erradicar
essa prática cruel e pessoas que fazem uso desse composto têm de se assegurar
da procedência e exigir que seja sintético.
Não é possível ser cúmplice da
crueldade, ainda mais numa era tecnológica, com outros recursos.
Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana. Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos |


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