domingo, 20 de maio de 2018

Pesquisa Ibope aponta que 14% dos brasileiros declaram ser vegetarianos


Pesquisa Ibope aponta que 14% dos brasileiros declaram ser vegetarianos
Levantamento pedido pela SBV revela que cerca de 22 milhões afirmam ‘sou vegetariano’; dentre as motivações estão a preocupação ambiental, saúde e exploração animal.
Conforme matéria de Priscila Mengue, de O Estado de São Paulo 
 Hippie pós-moderno? Comedor de alface? O perfil do vegetariano ultrapassou os estereótipos das últimas décadas e hoje atrai de adeptos da alimentação natural até quem não dispensa junk food.
Nova pesquisa Ibope Inteligência aponta que 14% dos brasileiros com mais de 16 anos – cerca de 22 milhões de pessoas – concordam parcial (6%) ou totalmente (8%) com a afirmação “sou vegetariano”. 
Na mesma tendência, estudo da Kantar Ibope Media aponta que, de 2012 até o ano passado, cresceu de 8% para 12% o total de adultos (de 18 a 75 anos) que se declaram vegetarianos nas Regiões Sul e Sudeste do País e nas áreas metropolitanas de Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília. “Deixou de ser uma escolha restrita a um grupo. Hoje toda família tem um vegetariano, um vegano”, diz Cynthia Schuck, coordenadora da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). 
Para ela, mesmo que nem todos sigam o vegetarianismo de forma estrita (sem nenhum ingrediente animal), se reconhecer como tal é positivo. “São pessoas que se identificam e estão no caminho. E, para o mercado, já é um público que conta”.
Professora do Departamento de Sociologia e Política da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Juliana Abonizio aponta que a religião foi o motivo predominante décadas atrás, enquanto hoje cresce a motivação ambiental, por saúde ou por não concordar com a exploração animal. “Tem gente que começa pela saúde e depois vira militante”.

O movimento ganhou força na internet, especialmente nas redes sociais. A estudante de Letras Leonora Vitória, de 18 anos, aderiu ao ovolactovegetarianismo após assistir filmes que envolvem o tema, como a ficção Okja, da Netflix. “No princípio eu não sabia o que consumir e como fazer. Procurei grupos no Facebook, receitas na internet e fui me virando”.

O vegetarianismo “saiu do obscurantismo”, resume a professora de Psicologia da Universidade Brasil, Pâmela Pitágoras, que estudou o tema no doutorado. “Quando uma coisa começa a crescer, a ser divulgada, atrai mais pessoas”, explica. 
Vice-presidente da Associação Alagoana de Nutrição, Viviane Ferreira aponta que a procura de um nutricionista especializado e a realização de um check-up são importantes na transição. “É preciso aprender a comer mais vegetais, o que as pessoas no geral não comem, mas é um mito achar que vegetariano é anêmico”, aponta.
A pesquisa Ibope ouviu 2 mil pessoas em 142 municípios de todas as regiões do País e classes sociais. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais.
Saiba mais sobre o modelo nutricional de alimentação saudável, sem carne http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2017/03/conheca-as-4-dicas-para-uma-alimentacao.html
Especificações:
- Vegetariano estrito
Não consome alimentos com ingredientes de origem animal, tais como carnes, leite e seus derivados, ovos e mel.
- Ovolactovegetariano
Não consome carnes. Consomem ovos e laticínios, in natura ou em receitas de pães, bolos, sobremesas, etc.
- Vegano
Mantém dieta vegetariana estrita. Consome leites, queijos e “carnes” à base de plantas e faz uso de substituições vegetais no preparo de receitas.
Exclui o uso de produtos de origem animal, para higiene pessoal e limpeza, vestuário, como couro, peles e seda, entretenimento e serviços advindos da exploração de animais.
Texto adaptado de matéria publicada do jornal online Estadão
Fonte: SVB


Dizy Ayala

Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Formanda em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
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