quarta-feira, 1 de abril de 2015

A dor da menina por seu animal de estimação












A dor da menina por seu animal de estimação




Por Dizy Ayala 
01 de abril de 2015

"A criança chamava o cachorro de Flor e ficou em estado de choque ao encontrar o animal morto. Segundo o Daily Mail, países como China, Vietnã e Coreia do Sul ainda tem a cultura de consumir carne de cachorro. Em algumas cidades como Hanoi, por exemplo, chegam aos matadouros mais de sete toneladas de cães vivos todos os dias".


http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/menina-de-5-anos-chora-ao-achar-seu-cao-assado-em-mercado,7f757f195ea6c410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html


Também um dia, aos cinco anos de idade, eu chorei diante das patas e cabeça decepadas de meu bichinho!

Havia passado o domingo fora e quando voltei para casa, acompanhada de minha avó, na segunda-feira, bem cedo pela manhã, me deparei com a cena.

Na infância, assim como muitas outras crianças, ganhei um filhotinho de minha mãe, como amiguinho de estimação!
O meu era penoso, bem amarelinho e piscava os olhinhos quando acarinhado com a ponta dos meus também pequeninos dedos. Cabia na palma da mão! Prometia ser um galo e recebeu o nome de Arisco! Era o nome de um tempero bastante difundido na época e eu já estava familiarizada com o nome no rótulo, nos primeiros momentos da alfabetização.
O tempo passou e o pintinho não virou galo, virou galinha! Já não cabia na mão, mas cabia nos braços! 

A primeira coisa que fazia todas as manhãs era correr para o pátio abraçá-la. Ao que a Arisca respondia com um discreto cacarejo. A ave passava o dia a ciscar o chão, ao que eu acompanhava atentamente pois revelava do solo, vários bichinhos interessantes, como minhocas e insetos. Era muito revelador descobrir elementos da natureza pelos olhos de minha amiguinha.
Também aprendi que com seu ciscar e excrementos, ela fertilizava o solo, onde minha avó cultivava muitas plantas, dentre chás, temperos e flores. tempos depois, passou a me surpreender com seus ovos. Um por dia! Animal dócil acordava e dormia cedo, hábito que eu também tinha na ânsia de aproveitar bem o dia! E assim foi por meses.

Naquele dia fatídico, nos aproximamos do portão e eu já estranhei o silêncio, nem mesmo cheguei até ele, quando vi as patas e cabeça decepadas, jogadas no chão. Foi no pátio do vizinho que dava acesso ao nosso. Parei, olhei de novo, não precisou dizer nada. Minha avó ainda exclamou, em voz baixa:"Nem esconderam, deixaram aí mesmo pra gente ver." Juntei os restos mortais, ainda corri para olhar dentro do nosso quintal e nada! Haviam mesmo matado minha galinha! 
Na inocência de criança ainda perguntei, por que fizeram isso? "Mataram pra comer", foi a resposta.




Depois desse dia, eu passei a questionar o consumo de animais, repetidas vezes.
É certo que há muitas justificativas culturais para isso. Nenhuma delas válida pra mim.
O reino animal, grupo ao qual também pertencem os humanos é bastante diversificado em suas formas. O que é comum a todos é a capacidade de sentir (dor, satisfação) e a empatia (sentir a dor do outro). É possível sim estabelecer estima com qualquer animal, seja ele cachorro ou galinha! É uma questão cultural! Há uma especificação quanto a quais são animais de estimação e quais são os próprios para consumo, apenas por uma convenção que muda de acordo com o lugar do mundo! Verdade seja dita, animais não são comida. Temos tudo que precisamos como nutrientes dos alimentos vindos da terra. Plantas, grãos e vegetais são organismos vivos que diferem completamente dos seres vivos pois não possuem órgãos, nem cérebro, portanto sem sistema nervoso, não sentem, nem sofrem. 

Antes os chineses trocassem os repolhos por cachorros de estimação. O mundo industrial e extremamente consumista, tem desumanizado as pessoas. Ao que muitos acharam engraçado, vários jovens chineses passeando com repolhos trata-se de um sinal brutal dessa desumanização. Um dia estes jovens também foram crianças e a eles foi dado animais eletrônicos, tamagoshi, enquanto os cães reais seguiam para o abate.

Diariamente, porcos, galinhas, bois, cordeiros e coelhos, considerados mercadoria são transportados para a morte. Somos condicionados a acreditar que tem que ser assim porque sempre foi assim e sempre será. Será? Um dia você também foi criança e com certeza estabeleceu empatia, em algum momento, com algum animal e se importou. E depois, por influência do mundo adulto e do aculturamento é que passamos a repetir sem questionar.

A verdade é que há sim uma escolha! Experimente! Go vegan!




leia também
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2014/10/a-licao-que-nos-ensina-crianca-e.html






Defensora e Ativista dos Direitos dos Animais,
Formanda em Publicidade e Propaganda
Grupo Ação pelos Direitos dos Animais  no facebook
Blogueira, Vegana.



Dizy Ayala
Ação pelos Direitos dos Animais

Nenhum comentário:

Postar um comentário