Stephen Hawking e sua contribuição para
a defesa dos direitos dos animais
Além de ser um dos cientistas mais conhecidos no mundo, o astrofísico Stephen Hawking era um exemplo de determinação.
Por Dizy Ayala
Pesquisa realizada pelo neurocientista Philip Low, juntamente com o renomado astrofísico, Stephen Hawking, provou além da senciência, capacidade de sentir dor, também, a consciência dos animais.
Primeiramente, o desenvolvimento da pesquisa dos cientistas teve a intenção de ajudar Hawking a se comunicar com a mente, já que por conta de sua doença degenerativa (ELA), o cientista estava completamente paralisado, porém com a mente ativa e produtiva.
Os resultados da pesquisa foram revelados em 07 de julho de 2012, em uma Conferência em Cambridge. E dentre eles, foi ressaltado um objetivo em particular. Neurocientistas de todo o mundo assinaram um Manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Este que passou a ser conhecido como o Manifesto de Cambridge teve a presença ilustre de Stephen Hawking no jantar de assinatura do Manifesto, como convidado de honra.
No documento, Hawking, mais outros 26 pesquisadores afirmam que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos, também existem nos animais.
“Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro“. (Low)
Estruturas do cérebro responsáveis pela produção da consciência são análogas em humanos e outros animais, dizem neurocientistas.
“A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados”.
"Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela sirva aos nossos ideais, em vez de competir com eles", declara Philip Low.

As conclusões do manifesto tiveram impacto sobre o comportamento do próprio pesquisador quando ele declara: "Acho que vou virar vegan. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento".
"Não podemos mais dizer que não sabíamos!"
Saiba mais em http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2015/08/a-ciencia-comprova-consciencia-dos.html
Entrevista disponível em http://super.abril.com.br/ciencia/animais-tem-consciencia-trate-os-como-iguais
| Dizy Ayala |
Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
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