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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Califórnia se torna o primeiro estado dos EUA a proibir testes de toxicidade em cães e gatos

 


A Califórnia se tornou o primeiro estado dos EUA a proibir testes de toxicidade em cães e gatos para pesticidas, produtos químicos e aditivos alimentares.

 

De acordo com a Humane Society, a nova lei poupará a vida de cerca de 60.000 animais anualmente, que são submetidos a esses testes prejudiciais e desnecessários em laboratórios governamentais, universitários, comerciais e da indústria privada. 


Que se multiplique a todos os animais, ratos coelhos, primatas, dentre outros, covardemente usados para testes.


Porém, a lei não se aplica a produtos destinados ao uso em cães e gatos, incluindo medicamentos, como anestesia e tratamento de câncer.

 

Durante os testes, cães e gatos são frequentemente alimentados à força e injetados com os produtos testados. Os pesquisadores, então, observam se os animais apresentam reações, incluindo: vômitos, diarreia, convulsões, dificuldade respiratória, apetite ou perda de peso, erupções cutâneas, salivação, paralisia, letargia, sangramento, anormalidades nos órgãos, tumores e até a morte.

 

O uso de animais para testar substâncias destinadas ao uso humano, além de cruel, não é confiável, não garante verdadeiramente a segurança humana e tem sérias limitações científicas.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

 

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Abelhas sentem dor e devem ser incluídas nas leis de bem-estar animal, conclui estudo britânico

 

Nova pesquisa confirma que não somente as abelhas podem sentir dor, mas também fazem ativamente escolhas sobre sofrer ou não.


Pesquisadores da Queen Mary University of London descobriram que as abelhas podem modificar sua resposta a estímulos "nocivos" (doloridos) de uma maneira que é vista em outros animais como consistente com a capacidade de sentir dor, assim como roedores e primatas.

Segundo Matilda Gibbons, primeira autora do estudo, "os cientistas tradicionalmente viam os insetos como robôs insensíveis, que evitam ferimentos com simples reflexos. Descobrimos que as abelhas respondem ao dano de forma não reflexiva, de maneiras que sugerem que sentem dor. Se os insetos podem sentir dor, os humanos têm a obrigação ética de não lhes causar sofrimento desnecessário. Mas as leis de bem-estar animal do Reino Unido não protegem os insetos - nosso estudo mostra que talvez devessem".

Os pesquisadores usaram um "paradigma de troca motivacional", onde os animais devem trocar de forma flexível duas motivações concorrentes. As abelhas podiam escolher entre comedouros não aquecidos ou aquecidos nocivamente (55°C) com diferentes concentrações de sacarose e marcados por cores diferentes. Em conclusão, as abelhas decidiram sofrer alguma dor ou desconforto para obter uma recompensa maior de açúcar.

Apesar de serem cruciais para o planeta e para o equilíbrio dos ecossistemas, as abelhas não são animais protegidos. Como resultado, estima-se que até 25% das espécies estão ameaçadas de extinção.

As espécies de abelhas são ameaçadas por vários fatores, incluindo pesticidas nocivos que matam as populações de abelhas, a perda de habitat, mudanças climáticas e práticas antiéticas de apicultura industrial.

Estudo: Motivational trade-offs and modulation of nociception in bumblebees

Dizy Ayala

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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Nova Zelândia reconhece legalmente todos os animais como seres sencientes



A Nova Zelândia reconhece legalmente o que todo defensor dos animais já sabe, que todos os animais são seres sencientes e tem sentimentos como eu e você.

A decisão se estendeu a todos os animais, não apenas a cães, gatos, símios e golfinhos.

O Projeto de Emenda ao Bem-Estar Animal, aprovado em maio de 2015, estipula que, agora, é necessário "reconhecer os animais como sencientes" e que seus tutores devem "atender adequadamente ao bem-estar desses animais". Ou seja, os animais devem ser tratados de maneira que não lhes sejam causados dor e angústia.

"Dizer que os animais são sencientes é afirmar explicitamente que podem experimentar emoções positivas e negativas, incluindo dor e angústia, disse a Dra. Virgínia Williams, presidente do Comitê Consultivo Nacional de Ética Animal, de acordo com o animalequality.net

Quaisquer animais podem igualmente sentir dor física e psicológica assim como os humanos. Aliás, os animais também são conscientes, eles tem consciência de si e do seu entorno. O que existe são diferentes níveis de consciência.

Também a França modificou sua legislação, recentemente, conferindo aos animais o status de seres sencientes, ou seja, retirando-os definitivamente da condição de coisa. Alguns países como a Alemanha, Suíça e Áustria já fizeram constar em seus textos legais que animais não são objetos.


Link do artigo de lei aqui 

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Projeto 'Animal não é coisa' irá para o Senado e quer que animais sejam tratados como seres com sentimentos.



Texto passou pela Comissão de Meio Ambiente e vai à votação no Plenário em agosto.

Uma consulta pública também está aberta no site do Senado para saber a sua opinião sobre o assunto. Acesse o site, vote SIM e coloque a cidadania em favor dos animais: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria….
A cena não é rara. Ana Paula Vasconcellos, advogada do Fórum Nacional de Proteção e Defesa dos Animais , que reúne 130 entidades no país, está numa audiência jurídica e precisa convencer o magistrado de que um animal, vítima de maus tratos, tem sentimentos e que, portanto, sofreu. Ela costuma ouvir a réplica: “Animal não sente, animal é coisa”.
É desta forma, afinal, que a legislação brasileira entende o animal: como um bem móvel, de acordo com o artigo 82 do Código Civil . Um projeto de lei, aprovado na semana passada pela Comissão do Meio Ambiente do Senado e que vai a votação no Plenário em agosto, pretende mudar isso. 
Apelidado de “Animal não é coisa” , o texto propõe que os bichos sejam entendidos como seres sencientes, ou seja, capazes de sentir dor, prazer e outros sentimentos. Se aprovada a lei, eles passam a ter inclusive uma personalidade jurídica, podendo, por exemplo, receber habeas corpus ou outros instrumentos legais úteis para sua proteção. 
— É a construção de uma sociedade mais solidária com seus animais. O principal ponto filosófico da lei é afastar a ideia utilitarista que a sociedade construiu acerca dos animais. Vamos reconhecer, enfim, que o que os difere do ser humano é racionalidade e comunicação verbal. No mais, eles são como nós mesmos — afirma Ana Paula Vasconcellos. Ela acrescenta que a lei será um mecanismo para pleitear na Justiça mais direitos aos bichos.
— Hoje, quando vou para uma audiência de maus tratos, preciso sensibilizar o juiz e, embora haja jurisprudência para entender que os animais sentem, na letra fria da lei, eles são coisas.  
Se entendidos como coisas, os animais não conseguem receber medidas de proteção rápidas na Justiça. O presidente da Comissão Nacional de Proteção e Defesa dos Animais da  Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) , Reynaldo Velloso, cita um caso emblemático recente, o da ursa Marsha. Siberiana, ela ganhou a alcunha de “a ursa mais triste do mundo” por viver no calor tórrido do Piauí e aguardar, sob sol escaldante depois de décadas de trabalho em circos, a decisão da Justiça sobre sua transferência para um santuário no interior de São Paulo. Hoje, Marsha mudou de nome — agora é Rowena —  e, há dez meses, habita uma área com piscina e gramado num rancho na cidade de Joanópolis. (No último mês de julho, a querida Rowena veio a falecer em decorrência de tumores no ovário e no cerébro, possivelmente decorrentes do período de maus-tratos no circo e no zoológico).
— Se a ursa tivesse sido considerada um ser senciente pelos tribunais, a transferência, que levou quase um ano, poderia sair em dias, com um habeas corpus, por exemplo — explica Velloso. 
A saga de Rowena foi contada no livro infantil “Amiga Ursa” (editora Globinho) pela cantora Rita Lee . Defensora de longa data da causa animal, ela comemora o andamento do projeto no Senado:  
— Houve uma época em que a humanidade escravizava seres humanos e dizia que não tinham alma e, por isso, eram apenas objetos de uso pessoal. Essa mesma mentalidade tacanha ainda acontece hoje em relação aos maus-tratos que o reino animal vem sofrendo. Todos os bichos têm os mesmos sentimentos que os humanos e cabe a nós dar voz a eles. Abaixo a escravidão animal!
'Marco civilizatório'
O projeto que vai à votação no Senado começou a ser gestado há pelo menos seis anos, na Câmara, com texto do deputado Ricardo Izar (PP-SP) e que teve a participação de 30 comissões regionais de Defesa dos Animais da OAB. Reynaldo Velloso, da comissão nacional, lembra que a aprovação da lei pode abrir caminho para outros projetos, entre eles, o que aumenta a pena por crime de maus tratos. Atualmente prevista na Lei de Crimes Ambientais (de 1998), a punição vai de três meses a um ano. Um projeto de lei caminha no Senado para ampliá-la para o período de um a quatro anos.  
— Temos uma aberração jurídica hoje: no Código Civil, o animal é dado como coisa; no Código Penal, com a Lei de Crimes Ambientais e a punição para maus tratos, o entendimento acaba sendo diferente. O projeto “animal não é coisa” corrige essa aberração, além de ser um marco civilizatório, que abre caminho para outros direitos dos animais — completa Velloso. 
Se aprovado o projeto, será preciso rever, entre outras questões, as formas de comercialização de animais.  
— Ora, se eles deixam de ser entendidos como coisas, como podem ser comercializados? — questiona Rogério Rocco, especialista em direito ambiental. — Vai ser um conflito a ser resolvido, regulamentado. Aos poucos, vamos equiparar os animais não humanos aos humanos. Os animais passarão a fazer parte de um regime jurídico que não depende apenas da tipificação criminal de maus tratos, ou seja, antes do crime, eles terão direitos. 
Rocco lembra que animais silvestres já estão no escopo de proteção legal, prevista na Lei de Proteção à Fauna (de 1967) que, “na verdade, também trata o animal na perspectiva humana”.  
— A lei protege, sim, o animal silvestre, mas a partir de uma série de regras para o uso desses animais, ou seja, define modalidades de caça permitidas, como a caça esportiva, regras gerais para montagens de criadouros, conservacionistas ou comerciais. Mas tudo o que a gente tem de legislação animal estabelece regras que se referem ao interesse humano de uso desses animais. É uma proteção na perspectiva antropocêntrica, não biocêntrica — diz o especialista. 
Os bichos na Justiça de outros países
Outros países já transformaram suas legislações para a tal perspectiva biocêntrica. Na Áustria, desde 1988, os animais não são coisas. Na Holanda, desde 2011; na França, desde 2015, e, em Portugal, 2017. É da vizinha Argentina o primeiro habeas corpus do mundo dado a um chimpanzé. A primata Cecilia conseguiu, em abril de 2017, sua transferência de um zoológico argentino, onde nasceu e viveu por 19 anos, para um santuário no Brasil, valendo-se do instrumento jurídico obtido na Justiça portenha. 
Para Leandro Mello Frota, professor de Direito Ambiental da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), se aprovada, a lei será uma “atualização legislativa necessária ao Brasil”.  
— Esta já é uma discussão feita há muito tempo pelos ambientalistas e que vem ganhando mais espaço na sociedade, com os controversos testes em animais, os confinamentos, os parques temáticos. Tudo isso terá de ser reavaliado a partir da concepção de que os animais sentem e sofrem como nós, os humanos.
Matéria do Jornal O Globo por Audrey Furlaneto

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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Estado de Santa Catarina promulga lei que considera cães, gatos e cavalos como seres sencientes


Estado de Santa Catarina promulga lei que considera cães, gatos e cavalos como seres sencientes

O Código Estadual de Proteção aos Animais de Santa Catarina acaba de ganhar um novo artigo, que confere status legal diferenciado a cachorros, gatos e cavalos. A partir de agora, eles passam a ser considerados sencientes, ou seja, seres dotados de sistema neurossensitivo, capazes de sentir dor e angústia. 

Até então, eles eram classificados pelo direito brasileiro como semoventes, coisas que se movem por si próprias. De acordo com o autor da Lei 17.485/2018, Deputado Fernando Agustini Coruja (PMDB), a nova classificação garante mais segurança nas decisões jurídicas que envolvam esses animais. Também pode auxiliar no afastamento dos tutores em casos de maus-tratos.

  Saiba mais: bit.ly/lei17485-2018

Via Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina)

Que chegue logo o dia que todos os animais sejam considerados como iguais perante a lei, assim como já o são por sua natureza.


Reconhecida senciência e até mesmo consciência animal

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