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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Parlamento Europeu propõe suspensão de 5 anos da pesca de krill

Após ações diretas na Antártica lideradas por Paul Watson, o Parlamento Europeu propôs uma moratória de 5 anos sobre a pesca de krill no Oceano Austral.

Um passo importante diante do avanço acelerado dessa indústria que ameaça a base de toda a vida marinha na região.

O krill sustenta baleias, focas, pinguins, sustenta o equilíbrio de um dos ecossistemas mais frágeis do planeta.

Sem krill, tudo colapsa.

Na indústria, o krill é usado para alimentar salmão, em fazendas de criação. Uma prática, também, sabidamente prejudicial para o oceano, uma vez que são usados químicos, particularmente o mercúrio, para manter os salmões em cativeiro, no mar. 

A moratória é um passo importante, mas precisamos ser claros: uma moratória temporária não resolve o problema.

Enquanto houver pesca industrial de krill, o risco continua.

A proteção da Antártica não pode ser negociada. A precaução e proteção da vida marinha precisa vir antes da exploração.

Seguimos ao lado da Captain Paul Watson Foundation nessa luta para acabar de vez com a pesca de krill e proteger o Oceano Austral.

O oceano precisa de ação e ela já começou.

Fonte: Sea Sheppard Brasil

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Parlamento Europeu aprova resolução histórica para acabar com TODOS os testes em animais

O Parlamento Europeu aprovou uma resolução histórica para eliminar, progressivamente, os testes em animais. A resolução apela à Comissão Europeia para que lance um plano de ação para acabar com TODAS as experiências com animais.

Atualmente, cerca de 10 milhões de animais são usados ​​em experimentos invasivos em laboratórios da UE todos os anos, de acordo com a Humane Society International. Os cientistas testam em macacos, cães, gatos, coelhos, ratos e camundongos.

A proposta da resolução visa priorizar a mudança para métodos científicos que não envolvam animais, incluindo para pesquisa, testes regulamentares e educação.  Ele, também, pede um maior financiamento para pesquisas sem animais. 

A votação foi praticamente unânime – 667 a 4 – em favor da resolução de testes sem animais. Essa importante decisão decorre de anos de lobby da People for the Ethical Treatment of Animals (PETA).  A organização sem fins lucrativos afirma ter 6,5 milhões de apoiadores em todo o mundo. Como parte desse lobby, a PETA apresentou seu Acordo de Modernização da Pesquisa aos Membros do Parlamento Europeu (MEPs).

O acordo destacou que os testes em animais não preveem com segurança as reações em humanos. Por exemplo, mais de 90% das drogas e vacinas que passam em testes em animais falham durante os testes clínicos em humanos, de acordo com o Centro de Ciências Contemporâneas (CCS).

Assim sendo, os pesquisadores desenvolveram outros métodos, incluindo órgãos humanos cultivados em laboratório, humanos virtuais e modelos de chip humanos. Os cientistas também usam inteligência artificial e impressão 3D de tecidos vivos humanos em testes.

Esses métodos são promissores, pois se baseiam na biologia humana, de acordo com um comunicado do CCS. Eles também podem ser implementados mais rapidamente e a um custo menor do que os experimentos com animais. Rejeitar tais abordagens seria 'ficar para trás cientificamente', afirmou a fundadora da PETA, Ingrid Newkirk. 

Uma nova era

Dra. Aysha Akhtar é a cofundadora e CEO do CCS. Akhtar comentou: “Há uma necessidade científica urgente de abandonar os testes em animais não confiáveis ​​e usar modelos mais preditivos baseados na biologia humana”.

Akhtar acrescentou que esses novos métodos representam uma 'nova era na pesquisa médica' que pode 'revolucionar a saúde humana'. 

“Aplaudimos o Parlamento Europeu por assumir este papel de liderança e encorajamos outras nações, incluindo os EUA, a fazer o mesmo”, acrescentou Akhtar.

O MEP Jytte Guteland disse em um comunicado: “Agora está nas mãos da Comissão Europeia estabelecer este Plano de Ação para toda a UE e esperamos que a Comissão faça disso uma prioridade de alto nível.

“Porque, se a Comissão leva a sério seus compromissos para com os cidadãos da UE, ela precisa iniciar agora o diálogo com todas as partes para coordenar efetivamente o financiamento, a educação e os marcos para acelerar a transição para a ciência não animal”.

Fonte: Plant Based News

Dizy Ayala

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quarta-feira, 7 de julho de 2021

Parlamento Europeu aprova o “fim da era da gaiola” na criação animal

 

A Comissão Europeia decidiu aprovar a iniciativa de cidadania europeia “Fim da era da gaiola” e que fará parte da nova legislação sobre bem-estar animal, no âmbito da Estratégia do Prado ao Prato.

O “Fim da era da gaiola”, que tem como objetivo estender a mais animais a proibição desta cruel forma de criação, é a sexta iniciativa bem-sucedida na União Europeia (UE).

A proposta a ser apresentada até 2023, no sentido de proibir a utilização de gaiolas na criação de uma série de animais, fará parte da revisão em curso da legislação relativa ao bem-estar dos animais e que será integrada na Estratégia do Prado ao Prato.

Esta iniciativa de cidadania reflete uma exigência de transição para sistemas menos cruéis de exploração, incluindo uma revisão das normas relativas ao bem-estar dos animais em vigor na UE e que apenas abrangem a criação de galinhas poedeiras, frangos de engorda, porcas e vitelos.

As novas regras passarão a abranger coelhos, frangas, galinhas reprodutoras (de carne e ovos), codornizes, patos e gansos, tendo o executivo comunitário solicitado, para estes animais, à Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos que complemente às provas científicas existentes, para determinar as condições necessárias à proibição da utilização de gaiolas.

Paralelamente, para facilitar uma transição equilibrada e, economicamente, viável para uma criação de animais sem utilização de gaiolas, a Comissão Europeia conceberá medidas de apoio específicas em domínios de intervenção fundamentais, como o comércio, a investigação e inovação.

Em especial, a nova política agrícola comum proporcionará apoio financeiro e incentivos – como o novo instrumento dos regimes ecológicos – para ajudar os criadores a melhorar as suas instalações, tornando-as mais respeitadoras do bem-estar dos animais, em conformidade com as novas normas.

A iniciativa de cidadania europeia foi lançada em abril de 2012, para permitir aos cidadãos influenciar o programa político numa vasta gama de domínios de intervenção. Uma iniciativa de cidadania europeia permite a um milhão de cidadãos de, pelo menos, sete Estados-membros da UE convidarem a Comissão Europeia a propor atos jurídicos em domínios da sua competência.

O Parlamento Europeu já tinha dado apoio a esta iniciativa de cidadãos, destacando que “as alternativas à criação em gaiolas existem e devem ser encorajadas”, adiantando que os agricultores devem usufruir de ajudas e de um período de transição.

Fonte: https://www.mundolusiada.com.br/

Nota do Blog: Batalha similar pelo “fim da era das gaiolas”, também, é travada no Brasil, tendo o Fórum Animal, representante de diversas entidades de proteção animal, como principal entidade atuando nas várias iniciativas de negociação com empresas e legisladores.

Fique claro que, como abolicionista, nosso desejo é pela libertação dos animais da exploração, seja ela qual for. Porém, tendo em vista os passos lentos rumo a esse fim e ao grau absurdo de sofrimento infligido aos inocentes animais, como no caso das malditas celas de gestação e gaiolas para galinhas poedeiras, algo que nunca poderia ter sido concebido, senão pela perversa ganância desumana, toda medida que possa minimizar tanta brutalidade é bem-vinda, até que o dia da libertação, enfim, aconteça. Que seja breve.

Dizy Ayala

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