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domingo, 3 de outubro de 2021

Aprovado Projeto de Lei que proíbe o sacrifício de animais saudáveis em canis e centros de zoonoses

Entre a década de 1970 e os anos 2000, o pavor das carrocinhas era um sentimento compartilhado pela maior parte das crianças. Isso porque todos sabiam do triste fim de cães e gatos abandonados nas ruas do país e apreendidos por veículos dos Centros de Controle de Zoonoses (CCZ).

Apesar de serem designados a prevenir e controlar as zoonoses — doenças infecciosas transmitidas entre animais e pessoas —, os funcionários desses estabelecimentos davam aos animais um prazo de três dias, em média. Caso ninguém fosse buscá-los, o destino deles era o sacrifício sem motivo aparente.

A subsecretária da Comissão Nacional de Proteção e Defesa Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ana Paula de Vasconcelos, afirma que a ‘carrocinha’ deixou de existir na maioria dos estados, porém, ainda existem casos de extermínio em centros de Zoonoses em todo o Brasil sob “argumentos nebulosos” e em “procedimentos duvidosos”.

No entanto, a partir de agora, o abate dos animais domésticos pode finalmente ser proibido. O projeto (PL 17/2017), de autoria do deputado Ricardo Izar (PP-SP), que proíbe a eutanásia de cães e gatos de rua por órgãos de zoonoses, canis públicos e estabelecimentos similares foi aprovado na Câmara dos Deputados.

Com a proposta, a eutanásia só será autorizada em animais com doenças graves ou enfermidades infectocontagiosas incuráveis com risco à saúde humana e com a apresentação de um laudo técnico de órgãos competentes.

De acordo com o texto, as entidades de proteção animal deverão ter acesso irrestrito à documentação que comprove a legalidade da eutanásia. A nova legislação é mais um importante passo para que os animais tenham seus direitos assegurados contra a crueldade.

Contudo, são necessárias políticas públicas efetivas para controle populacional, como a castração de animais, além de locais dignos para acolher animais vítimas de maus tratos e campanhas educativas sobre a guarda responsável.

Informações a partir de matéria do Correio Braziliense

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Suprema corte da união europeia sustenta proibição do ritual halal e kosher

 

Getty Images

 

No começo de janeiro de 2020, em Flandres (uma das três regiões da Bélgica), uma norma proibiu a matança de animais sem que eles tenham sido previamente insensibilizados. A insensibilização tem o objetivo de deixar o animal inconsciente, para que ele possa ser abatido sem dor. 

Porém, as comunidades muçulmana e judia ficaram contrariadas diante da nova lei, pois seguem preceitos religiosos em que vacas, cabras, ovelhas ou aves de curral devem ser sacrificados com um corte na garganta e deixados sangrando, por horas, até a morte. Dessa forma, de acordo com o Alcorão e a Torá, os livros sagrados do islã e do judaísmo, respectivamente, a carne obtida cumpre com os ensinamentos e a lei religiosa, uma prática ancestral e generalizada entre judeus e muçulmanos.

Esse rito, com pequenas diferenças, é ilegal em 11 países europeus. Enquanto a Suécia, Noruega, Dinamarca, Eslovênia e Islândia, e agora a Bélgica, exigem que se aplique um sistema que garanta ao animal perder a consciência antes que se passe a faca em seu pescoço, a Suíça e Liechtenstein permitiram exceções em relação às aves de curral.

Já na França, na Alemanha, no Reino Unido, na Ucrânia e na Rússia, onde vivem a grande maioria dos judeus da Europa, o abate ritualístico de animais ainda é permitido, embora existam exceções.


No Brasil, o maior exportador de carne halal do mundo, há centenas de funcionários de países árabes trabalhando em grandes frigoríficos para garantir que as regras sejam cumpridas para que o produto seja qualificado como tal. Os frigoríficos costumam ser monitorados por fiscais dos países importadores.

Os grandes frigoríficos brasileiros aplicam a insensibilização no abate de frangos, porque acreditam que a medida aumenta em até mais de 20% a produtividade do processo - pois evita que o animal se movimente em demasia durante o abate. Mas, o setor vinha sendo pressionado pelo maior importador de frango brasileiro, a Arábia Saudita, que passou a exigir que os animais não fossem insensibilizados antes do abate.

Sob pretexto de que a lei estaria atentando contra a liberdade religiosa, muçulmanos e judeus argumentam que o corte rápido na garganta é a forma de produzir menos sofrimento ao animal no momento de sua morte.

"A palavra (halal) poderia ser traduzida como 'autorizado, recomendável, saudável, ético ou não abusivo'. Os muçulmanos de hoje entendem o termo como um estilo de vida", explica em sua página o Instituto Halal, entidade encarregada de certificar os produtos e serviços aptos para consumo por muçulmanos na Espanha e no México. No caso dos judeus, o equivalente de halal é kosher.  

Já o partido Nova Aliança Flamenca, que apoiou a lei em Flandres, questionou a ética por trás do sacrifício de animais, argumentando que a morte nesse ritual é brutal porque aumenta muito o estresse e a agonia do animal antes de ele ser morto.

Nas duas religiões, a figura do abatedor é chave.

Para os judeus, a pessoa denominada "shojet", tem que ser um religioso, estar saudável e ter se preparado para exercer o trabalho.

No caso do Islã, o abatedor deve pronunciar o nome de Deus antes de fazer o corte com um movimento contínuo da faca afiada. O animal não deve ver a faca e sua face tem de estar voltada para Meca.

 

"Eles querem continuar vivendo na Idade Média e querem continuar sacrificando sem insensibilizar o animal e sem obedecer a lei. Bom, lamento: na Bélgica, a lei está por cima da religião e assim permanecerá", disse ao jornal The New York Times, Ann de Greef, diretora da associação GAIA (sigla em inglês para Ação Global pelos Interesses dos Animais). 

Alguns rabinos ortodoxos permitem a insensibilização “posterior” ao corte, uma técnica em que os pescoços dos animais são cortados “quase” ao mesmo tempo em que ficam inconscientes. (?)

Fonte: https://www.bbc.com/ 


Verdade seja dita, o abate de animais, seres sencientes, em pleno século 21, era tecnológica, com tantas alternativas ao consumo de carne de origem animal, já é um absurdo. No que diz respeito a culturas milenares, muçulmanas, judias, africanistas, que continuam a se apegar a leis antiquadas, nada compassivas, em nome de “Deus”, é ainda mais alarmante. Temos de evoluir a tradição em compaixão.

Deixar os animais à parte das crenças humanas de supremacia, crendo que outras vidas existem meramente para lhes servir ou a seus deuses.

Do ponto de vista da legislação europeia, torcemos para que mais países adotem medidas em prol de minimizar o sofrimento animal. Desejo absoluto é o de que seu martírio nas mãos humanas tenha fim.

Quanto à economia, as boas notícias vindas da Europa, representam uma oportunidade comercial para o Brasil. Esta é a parte terrível da história. Eles param de produzir, mas como ainda tem mercado consumidor, mais carne halal é produzida no Brasil. Muitos mais navios NADA (maior embarcação do mundo para transporte de animais vivos) serão conduzidos dos portos de Rio Grande no RS e São Sebastião em SP, dentre outros, com destino aos países árabes.

Ou seja, a nível global, esse tormento só terá fim quando corações e mentes se abrirem à compaixão. Por hora, nos irmanamos com todos aqueles que vem lutando pelos direitos dos animais, que também são criaturas divinas, para que sejam poupados do sofrimento por conta de um Deus nada misericordioso.


Emirados Árabes lança alternativas ao consumo de carne de origem animal 

Saiba mais no link

http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com/2021/01/burger-de-proteina-de-girassol-e.html


Dizy Ayala

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terça-feira, 4 de junho de 2019

Sacerdote de religião africana faz campanha no Brasil contra o sacrifício de animais



Dagoberto Isaac, conhecido como Alawowwo, é um sacerdote do culto de Yezan, uma religião africana com mais de 4.500 anos, similar à umbanda e ao candomblé, que nunca fez sacrifício de animais.
Alawowwo veio ao Brasil com a esposa, com a missão de apresentar o culto a pais e mães de santo brasileiros, no sentido de parar com o sacrifícios de animais, sem ferir os ritos das religiões afro. O convite foi feito por Solange Buonocore, que é dona de um terreiro de candomblé em Guarulhos, São Paulo.
“Todas as religiões um dia fizeram sacrifício animais, os cristãos, os muçulmanos, os budistas. Mas se adaptaram às mudanças da sociedade e não fazem mais isso. Até hoje nas missas católicas os padres falam ‘o sangue de Cristo’ quando levantam o copo, mas não é mais sangue que tem ali. Agora está na hora das religiões de origem africana se adequarem aos tempos modernos”, disse Alawowwo, em entrevista à Folha de São Paulo.
“Na Europa já é proibido matar animais em cerimônias religiosas. As religiões africanas no mundo todo estão sob pressão das organizações de defesa dos animais e dos governos, e o culto de Yezan é um caminho”, concluiu.
Infos Folha de São Paulo, Portal Vista-se e Radar Amazônico.
Dizy Ayala

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quinta-feira, 26 de março de 2015

Audiência Pública sobre o fim do sacrifício de animais em cultos religiosos em Porto Alegre/RS

Audiência Pública sobre o fim do sacrifício de animais
em cultos religiosos em Porto Alegre/RS

Por Dizy Ayala
26 de março de 2015

Nos dias 24 e 25 de março, Porto Alegre, a capital do RS, teve em pauta a questão do sacrifício de animais em rituais religiosos. A Dep. Estadual pela causa animal, Regina Becker, solicitou a revogação do artigo do Projeto de Lei n° 21 que explicita dentro da liberdade de credo a permissão do sacrifício de animais em cultos religiosos.

Antes mesmo de apresentar a discussão na Assembleia Legislativa, a Dep. Regina já deixava claro que não se tratava de preconceito a nenhuma religião em específico, tendo em vista que a intenção não é de revogar o PL e sim apenas o artigo em específico. Houve inclusive um encontro com lideranças religiosas para deixar claro a intenção exclusiva da proteção animal.

Os ativistas da causa animal foram convocados para então comparecer nesta última terça para Audiência Pública sobre a questão.

Já pela manhã do dia 24, o PL foi distribuído em plenário. À tarde, houve manifestação no entorno da Assembleia, organizado pela ativista Luana Michels.

A Dep. Regina recebeu os ativistas às 17h30min em sala reservada para fórum e debates e às 18h  teve início a Audiência Pública.

Tanto a sala Dante Barone quanto a área no entorno da Assembleia tinha grande presença dos religiosos e simpatizantes de culto de raiz africana. De maneira que a opção por reunir-se em separado foi estratégia para evitar confrontos, tendo em vista que a orientação foi de manifestar pacificamente.

No caminho para Assembleia, já na Praça da Matriz, era possível ouvir, dentre cânticos próprios, a voz de uma das lideranças do movimento afirmar que estavam sendo vítimas de racismo. Foi dito também que estavam a perseguir as culturas afro descentes e sua liberdade de credo. Foi chocante perceber a hostilidade e fervor daqueles que pretendem manter tradições cruéis e manifestar o direito de torturar e matar.

A proposta como dito acima em nada discute cor da pele, tendo em vista que dentre os ativistas pelos direitos dos animais, há pessoas de diferentes etnias, crenças, profissões e classes sociais.
O que foi revindicado foi a defesa dos animais, vítimas de maus-tratos pelo direito à vida.

Nem mesmo o argumento de que os animais mortos em oferendas são usados para alimentação se sustenta. Há inúmeros relatos da agonia a que eles são submetidos para provocar a morte lenta e dolorosa, com cortes e perfurações e em alguns casos com o aproveitamento do sangue para rituais.

Para muitos dos manifestantes veganos presentes, evita-se qualquer tipo de exploração animal, seja nos testes de laboratório, entretenimento, cultura, cultos  e mesmo consumo de roupas, acessórios e alimentos de origem animal.



Houve manifestação dos ativistas em presença da Dep. Regina Becker no pateo em frente à Assembleia Legislativa. Estiveram representados várias ONGs de proteção animal, grupos e ativistas independentes. Vários perfis, algumas anônimas e valorosas vozes de senhoras protetoras que ao cair da tarde, ficavam mais vulneráveis para o retorno para casa. Aconselhamos uma em particular, para que fosse pelo lado oposto à praça, sem identificação do movimento, para evitar qualquer enfrentamento. Parece exagero mas havia por todo quarteirão pessoas distribuídas como que a reivindicar a propriedade de cada esquina das vias que são públicas. Há relatos de casos de agressão, quando desse corpo a corpo no acesso à Assembleia.



Casal Dizy Ayala e Juarez Rodolpho do grupo Ação pelos Direitos dos Animais





No dia seguinte, o plenário abriu mais uma vez suas portas agora com proposição de Audiência Pública presidida pela Dep. Manuela D'Ávila na intenção de defender a morte de animais em nome da religião.
...

O movimento pela abolição da crueldade animal, vem ganhando força no mundo todo.
Os Direitos Animais já elegem seus representantes para que as leis de proteção animal sejam uma realidade.
Há muitas demandas, e todas válidas! É preciso que se revise vários aspectos já enraizados da cultura humana, que se acostumou a ver-se com supremacia sobre as outras espécies. E por isso acaba por banalizar o sofrimento e a dor desses seres. Se fomos capazes de discutir a igualdade de raças, de sexo, é chegado o momento de discutir os direitos animais, seres sencientes que sentem e sofrem como a gente.

"O caminho da evolução se constrói pela compaixão e dentre tantas demandas que pretendem a absolvição dos animais de qualquer aflição e martírio imposto pela mão humana, essa continua a ser uma importante e necessária revisão de valores. Enquanto ainda se crê em deuses carentes do sacrifício como poderemos reclamar por misericórdia? Importante fazer o julgamento de nossas práticas diárias nesse caminho de evolução, para que sejamos nós absolvidos da culpa do pecado." Dizy Ayala 
Grupo APDA Ação pelos Direitos dos Animais


pronunciamento da Dep.Regina Becker no dia 25 de março (quinta-feira)
https://www.facebook.com/ReginaBeckerFortunati/photos/a.694259253968756.1073741828.693868430674505/871276122933734/?type=1&theater

Participe da petição on line! 
Para assinar é preciso clicar no link, preencher o formulário e confirmar!

Do site da Assembleia Legislativa:
Fotos da audiência pública do dia 24/03/15, convocada pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente para discutir a respeito do PL 21/15 da deputada Regina Becker Fortunati.
Esta foi a audiência que não existiu de fato, onde somente os representantes das religiões de matriz africana puderam se manifestar, ferindo assim o principal objetivo da audiência publica, que é o debate e o contraditório. 
A mesa coordenadora não permitiu a participação do presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ, dr. Reynaldo Velloso, que veio do Rio de Janeiro especialmente para o evento, e a representante do Ministério Público do RS, dra. Anelise Steigleder.
Na mesa, os deputados Jorge Pozzobom, do PSDB, Altemir Tortelli, do PT e Tarcisio Zimmermann, do PT, juntamente com as lideranças religiosas.


A Audiência do dia 25/03/15 aconteceu. A mesa, composta por doze integrantes, tinha apenas uma representante dos direitos dos animais, dra. Sandra Royo, pelo MGDA, convidada no próprio dia 25 pela manhã, pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Gabriel Souza. Se não fosse esse convite de última hora, mais uma vez não haveria ninguém para falar em defesa dos animais. (fonte Movimento Gaúcho de Defesa Animal)



página Luana Michels - Direito dos Animais e Vulneráveis

edição do jornal Diário Gaúcho












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Dizy Ayala
Ação pelos Direitos dos Animais

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Da superstição à ostentação que não reste nem cinzas...


Da superstição à ostentação que não reste nem cinzas...

Por Dizy Ayala


No que diz respeito às crenças, elas são tão particulares e distintas como o é cada indivíduo, na sua singularidade. Quanto às suas práticas é que boa parte das pessoas adere a algum tipo de culto, doutrina ou religião para manifestá-las. Nesse quesito é que alguns juízos do que é bom e o que é mau também vão do julgamento de cada doutrina específica.

O que é possível salientar é que, no que diz respeito ao convívio social, a liberdade de um termina onde começa a do outro, portanto a que se ter o respeito às diferenças e evitar o confronto nessas relações.

Quando se compreende a necessidade do respeito entre as nações e suas crenças, temos um desafio, ainda nos tempos de hoje, quando infelizmente, diante de atitudes extremistas de parte a parte, vítimas inocentes são sacrificadas nesses conflitos.

O mundo todo se compadece quando famílias são dilaceradas pela dor e morte violenta, alguns ânimos acirram e pedem revanche e assim segue o ciclo da violência, até que as relações possam encontrar algum caminho de conciliação.

Nessa trajetória humana, ainda tão carente de evolução em compaixão e o respeito por seu semelhante, há outras vítimas inocentes, os animais. Sim, os animais! Pois tudo o que vive é teu próximo, já dizia Mahatma Gandhi.

São muitos os movimentos civis e de proteção animal que se movem pela absolvição desses seres, nas práticas religiosas, quando, apenas para o imaginário humano, se crê em algum tipo de vantagem em sacrificar inocentes para receber algum tipo de graça espiritual.

Esse costuma ser um assunto tabu, porque para alguns, retira dos grupos a sua própria liberdade de expressão, mas é aí que vale mais uma vez a premissa do respeito ao próximo.

Se, em tempos antigos, havia sacrifício humano, hoje entendido como imoral, como sacrificar o animal? Quando se questiona esse tipo de ato, não há preconceito por alguma etnia ou credo em específico, uma vez que, infelizmente, há várias religiões que ainda tem essa prática, em diferentes partes do mundo, do sacrifício e morte de animais. São alguns cultos de origem africana, israelita e de alguns grupos indianos, só pra citar alguns.

O fato é que quando falamos em direitos, o estendemos para todo ser vivo, que sente e sofre como nós.

No Brasil essa discussão tem ganhado espaço também nos órgãos legisladores.


O assunto é comandado pela Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ.Segundo Reynaldo Velloso, presidente da comissão, "Não há necessariamente conflitos de interesses ao se tratar do tema religião/animal. O que existe é uma perfeita integração na discussão. Não proponho a extinção ou proibição de crenças ou tradições, mas a observância da legislação vigente e seu devido cumprimento", enunciou.
O caminho da evolução se constrói pela compaixão e dentre tantas demandas que pretendem a absolvição dos animais de qualquer aflição e martírio imposto pela mão humana, essa continua a ser uma importante e necessária revisão de valores. Enquanto ainda se crê em deuses carentes do sacrifício como poderemos reclamar por misericórdia? Importante fazer o julgamento de nossas práticas diárias nesse caminho de evolução, para que sejamos nós absolvidos da culpa do pecado.



Por outro lado, quando se pretende celebrar a vida e exaltar riquezas naturais na expressão de cultura, como no Carnaval, percebemos distorções.

Há exaltação dos chamados destaques das escolas de samba e suas fantasias com plumas de diversas aves e inúmeros adornos em cada bloco e carro alegórico, sendo boa parte provenientes da morte de animais que são tidos como protegidos como especies nativas da fauna brasileira.

Muito já se tem discutido sobre a ostentação de uma festa nessas proporções diante de problemas graves na economia do país. Recentemente, vivendo inclusive uma crise energética, recursos naturais como a água também tem uso expressivo.

A vaidade humana se exacerba nas alegorias e não há números oficiais que deem conta do montante de quantas mortes de animais decorrem da festa ícone da beleza, alegria e glamour.

Já há tantas opções sintéticas para os enfeites, porém para muitos ainda soa como falso. Porém se a verdadeira fonte, nos bastidores, viesse ao palco principal aos olhos dos expectadores seria mesmo tão glamurosa?




As autoridades da Bolívia proibiram o uso de peles e plumas de animais nas fantasias que serão usadas no Carnaval do país, assim como o uso indiscriminado de água em brincadeiras ao longo das comemorações.

Após a chamada quarta-feira de cinzas, costuma se dizer que o ano está apenas começando. Com os começos e recomeços, sempre se renovam as esperanças.

Que haja esperança para os animais reféns da crença e exaltação, seja nos palcos de adoração ou folia.

Cada um de nós, por nossas crenças e ações, é que somos capazes de fazer do mundo, um lugar para celebrar!



Conheça a primeira escola de samba do Brasil a abolir uso de plumas e penas no desfile de Carnaval.





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