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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Parlamento Europeu propõe suspensão de 5 anos da pesca de krill

Após ações diretas na Antártica lideradas por Paul Watson, o Parlamento Europeu propôs uma moratória de 5 anos sobre a pesca de krill no Oceano Austral.

Um passo importante diante do avanço acelerado dessa indústria que ameaça a base de toda a vida marinha na região.

O krill sustenta baleias, focas, pinguins, sustenta o equilíbrio de um dos ecossistemas mais frágeis do planeta.

Sem krill, tudo colapsa.

Na indústria, o krill é usado para alimentar salmão, em fazendas de criação. Uma prática, também, sabidamente prejudicial para o oceano, uma vez que são usados químicos, particularmente o mercúrio, para manter os salmões em cativeiro, no mar. 

A moratória é um passo importante, mas precisamos ser claros: uma moratória temporária não resolve o problema.

Enquanto houver pesca industrial de krill, o risco continua.

A proteção da Antártica não pode ser negociada. A precaução e proteção da vida marinha precisa vir antes da exploração.

Seguimos ao lado da Captain Paul Watson Foundation nessa luta para acabar de vez com a pesca de krill e proteger o Oceano Austral.

O oceano precisa de ação e ela já começou.

Fonte: Sea Sheppard Brasil

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

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sexta-feira, 10 de abril de 2026

A China cria bioplástico de bambu que degrada na natureza em 50 dias

 


A China criou um plástico de bambu tão forte quanto o plástico de petróleo, totalmente biodegradável em apenas 50 dias.

Enquanto o mundo discute como reciclar garrafas, a China resolveu o problema na raiz. Pesquisadores desenvolveram um bioplástico de bambu que promete mudar tudo!

Por que isso é um divisor de águas?

Velocidade Recorde: O plástico comum leva até 1.000 anos para sumir. O de bambu se degrada totalmente em 50 dias, em compostagem.

Matéria-Prima Infinita: O bambu cresce até 90 cm por dia! É um recurso renovável, barato e que não depende de petróleo.

Resistência Real: Ele aguenta o tranco. Tem a mesma força mecânica do plástico convencional para embalagens e utensílios.

Menos carbono na produção e zero rastro no oceano.

É a inovação que o planeta e a vida marinha realmente precisam!

Dizy Ayala

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quinta-feira, 22 de junho de 2023

Austrália nega permissão para mina de carvão perto da Grande Barreira de Corais


Ministra do Meio Ambiente da Austrália se recusou a conceder permissão para um novo projeto de exploração de carvão, de propriedade do magnata da mineração Clive Palmer, perto da Grande Barreira de Corais. A mina de propriedade da Central Queensland Coal fica perto da costa central da cidade de Queensland. 


"Decidi que os impactos ambientais adversos são simplesmente grandes demais", disse a ministra do Meio Ambiente, Tanya Plibersek, em um vídeo postado nas redes sociais. 


"A mina é uma mina de carvão a céu aberto, a menos de 10 km da Grande Barreira de Corais, e o risco de poluição e danos irreversíveis ao recife é muito real". 


Pesquisadores e ambientalistas dizem que o recife, listado como patrimônio mundial da UNESCO, é o maior ecossistema de recife de coral do mundo e está sofrendo com o impacto significativo das mudanças climáticas e do aquecimento dos oceanos. 


Fonte: Reuters 

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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terça-feira, 5 de outubro de 2021

SOS litoral do Brasil: MPF e ONGs movem ação contra exploração de petróleo, de Noronha até o litoral catarinense.

Um leilão de 92 novos blocos para exploração de petróleo em todo o país está marcado para o próximo dia 07 de outubro. Será a 17ª Rodada de Licitações de Petróleo e Gás. 

Blocos tem impacto direto e sobreposição a algumas das regiões mais sensíveis e importantes do ecossistema de recifes do país. Trata-se da "Cadeia de Fernando de Noronha", que envolve a sequência de montes submarinos que se conecta no litoral e que forma o arquipélago de Fernando Noronha e a reserva biológica Atol das Rocas. Região de biodiversidade única, a área é fundamental para preservação ambiental, da população local e do turismo.

O arquipélago de Fernando de Noronha e o Atol das Rocas foram reconhecidos em 2001 como Patrimônio Natural Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura.

A diretora de educação e projetos do Instituto Arayara, Suelita Racker, explica que o risco decorre tanto da possibilidade de grandes vazamentos acidentais, como ocorreu no Nordeste do país em 2019, com forte impacto sobre as praias e o turismo, quanto de vazamentos inerentes à própria atividade de exploração de petróleo.

A entidade denuncia que um estudo chamado Avaliação Ambiental de Áreas Sedimentares (AAAS) não teria sido feito. Pareceres de órgãos como Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), também, teriam sido desconsiderados no processo de autorizações do leilão de concessão.

Sem esses estudos, afirma a diretora do Arayara, não haveria informações sobre o risco envolvido para as regiões a serem leiloadas, em especial na Bacia de Pelotas, que abrange a costa do Rio Grande do Sul e do Litoral Sul de Santa Catarina, até a altura de Florianópolis.

Ainda de acordo com o Instituto Arayara, a atividade de exploração de petróleo nessas áreas representaria, em caso de vazamentos ou desastres ambientais, risco para 35 cidades do Litoral de SC – praticamente toda a costa catarinense.

Estadão teve acesso a um estudo técnico realizado por pesquisadores e professores do Departamento de Oceanografia (Docean) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP). Os especialistas se debruçaram sobre os dados técnicos dos blocos que serão oferecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O levantamento revela que, entre os 92 blocos que a ANP vai ofertar para exploração de grandes petroleiras, estão aqueles da chamada "Bacia Sedimentar Potiguar", uma área que tem blocos com impacto direto em três bancos submarinos da cadeia de Fernando de Noronha. São os chamados bancos Guará, Sirius e Touros.

Os estudos revelam que dois desses blocos atingem diretamente cerca de 50% da área da base do monte Sirius e 65% de seu topo. Do fundo do mar, o Sirius avança em direção à superfície e chega a ficar a apenas 54 metros abaixo do nível do mar. Trata-se, portanto, de uma área extremamente rasa.

O mesmo impacto direto foi identificado sobre os bancos Guará e Touros. Localizado na região oeste da cadeia de Noronha, o Sirius é o banco mais importante para manter a ligação dos ecossistemas oceânicos da região Nordeste.

Entre ele e o arquipélago de Noronha está localizado o Atol das Rocas. Dada a sua importância ecológica, o Atol se tornou, ainda em 1979, a primeira unidade de conservação marinha do Brasil. Hoje, é classificado como uma reserva biológica.

"As pessoas conhecem o arquipélago de Noronha e o Atol, mas os bancos que fazem parte desse ecossistema, e que são pouco conhecidos, têm a mesma relevância e riquezas e são vitais para que todo o conjunto seja preservado, porque estão conectados", diz Mauro Maida, professor do Docean/UFPE, que assina o estudo com Moacyr Araújo, Beatrice Padovani Ferreira (Docean/UFPE) e Julia Araujo (IO-USP).

Questionada pela reportagem, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) declarou, por meio de nota, que a rodada de licitações foi aprovada após manifestação conjunta dos ministérios de Minas e Energia (MME) e do Meio Ambiente (MMA).

Segundo a ANP, "os normativos em vigor a respeito das diretrizes ambientais foram cumpridos integralmente" e ajustes pedidos pelos órgãos vinculados ao MMA foram acatados, além de as informações ambientais "relevantes e disponíveis" terem sido tornadas públicas.

Até o início deste mês, nove empresas tinham se inscrito para o leilão: Petrobras, 3R Petroleum, Chevron, Shell, Total Energies EP, Ecopetrol, Murphy Exploration & Production Company, Karoon Petróleo e Gás e Wintershall Dea.

Foram realizadas audiências públicas em vários municípios para alertar sobre os impactos danosos da atividade no litoral do Brasil, para fauna e flora marinha, o risco de vazamentos e, também, impactos no mercado imobiliário e turismo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo (a matéria faz parte da iniciativa #UmSóPlaneta, união de 19 marcas da Editora Globo, Edições Globo Condé Nast e CBN) e Jornal NSC (Nossa Santa Catarina). 

Audiências públicas foram mobilizadas pelo Instituto Arayara e Obervatório do Petróleo.

(Foto: Thinkstock)

 Dizy Ayala

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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Reino Unido proíbe o cruel comércio de barbatanas de tubarão


O Reino Unido irá mais longe do que qualquer outro país para impedir essa prática cruel, graças à nova legislação, anunciada pelo Ministro Internacional dos Oceanos, Lord Goldsmith, que proíbe a importação e exportação de produtos de barbatanas de tubarão.

Assim que a proibição entrar em vigor, qualquer barbatana destacada, importada ou exportada para o Reino Unido, será ilegal, como medida para promover a conservação dos tubarões. A proibição comercial se estenderá a produtos de barbatana de tubarão, incluindo sopa de barbatana e tubarão em lata. As espécies ameaçadas de extinção e sobre pesca, incluindo o tubarão-mako e o tubarão-azul, estão entre as que se beneficiam de maiores proteções.

Muitas espécies de tubarão têm sofrido perdas populacionais significativas. De mais de 500 espécies de tubarão, 143 estão listadas como 'sob ameaça' pela União Internacional para Conservação da Natureza - com diferentes espécies variando de 'vulneráveis' à 'criticamente ameaçadas'. A presença e variedade de tubarões nas áreas marinhas atua como um indicador chave para a saúde do oceano, enquanto os animais, também, desempenham um papel vital nos ecossistemas marinhos, ajudando a manter níveis saudáveis ​​de peixes, abaixo deles, na cadeia alimentar.

A demanda por produtos de barbatana de tubarão é um fator significativo para essas pressões, juntamente com a pesca excessiva. Proibir que as barbatanas soltas sejam trazidas para o Reino Unido ajudará a proteger as populações selvagens de espécies de tubarões, como o ameaçado tubarão-mako e o tubarão-azul, super explorado, que diminuíram, rapidamente, como resultado de práticas de pesca insustentáveis.

A proibição manterá a posição do Reino Unido como líder mundial na proteção do bem-estar animal, pressionado o setor em prol de uma ação internacional mais forte para proteger os tubarões de práticas de pesca insustentáveis, como a da retirada de barbatanas de tubarão, que consiste em remover as barbatanas de um tubarão no mar e jogar o corpo do mesmo, sem barbatana, de volta na água.

 

O ministro do Bem-Estar Animal, Lord Goldsmith, disse:

A retirada da barbatana de tubarão é, indescritivelmente, cruel e causa mortes terríveis para milhares de tubarões. Também é um desperdício imperdoável. A prática foi, corretamente, proibida nas águas do Reino Unido, mas o comércio continua, com sérias implicações para o futuro dessas criaturas magníficas.

É por isso que, agora, estamos proibindo a importação de barbatanas de tubarão separadas e produtos de barbatanas de tubarão. Nossa ação não só ajudará a aumentar o número de tubarões, bem como enviará uma mensagem clara de que não apoiamos uma indústria que está levando muitas espécies à beira da extinção.

O Reino Unido é um líder global em proteção marinha, com nosso programa 'cinturão azul' protegendo uma área do oceano ao redor dos Territórios Ultramarinos Britânicos do tamanho da Índia, bem como planos para pilotar Áreas Marinhas Altamente Protegidas em nossas águas domésticas. O Reino Unido, também, está liderando uma campanha global, apoiada por mais de 80 países, para que pelo menos 30% das terras e oceanos do mundo sejam protegidos até 2030.

Ali Hood, Diretor de Conservação do Shark Trust disse:

É encorajador ver o Reino Unido abordando o comércio de barbatanas como um elemento da sobrepesca: a principal ameaça aos tubarões e raias. E estamos observando que país está aumentando seu envolvimento nas questões domésticas e internacionais de conservação dos tubarões, atualmente defendendo o conselho com base científica para a proibição do mako na pesca em alto mar no Atlântico Norte. 

O conservacionista de tubarões James Glancy disse:

Novas medidas do governo do Reino Unido para proteger os tubarões do comércio cruel de barbatanas de tubarão são bem-vindas pelos conservacionistas.

A taxa insustentável em que os tubarões são capturados por frotas pesqueiras globais, como captura acidental ou, deliberadamente, por suas barbatanas e carne, causou um declínio significativo nas populações mundiais de tubarões.

Os tubarões existem há milhões de anos e desempenham um papel crucial para a saúde dos nossos oceanos, mas, como consequência da atividade humana, muitas espécies de tubarões estão, criticamente, ameaçadas de extinção.

Continuaremos a defender medidas de conservação para tubarões por meio de Organizações Regionais de Gestão de Pesca (as organizações internacionais que regulam as atividades de pesca em alto mar) e de acordo com a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES), que proíbe ou exige que o comércio seja, cuidadosamente, regulamentado. Essa proibição representa outro passo importante em nossa jornada para oferecer uma melhor conservação dos tubarões em todo o mundo.

...

O anúncio dessa medida faz parte do chamado Plano de Ação para o Bem-Estar Animal do governo britânico para erradicar práticas cruéis e melhorar padrões, tanto no mercado interno quanto no exterior.

 

Informações a partir do Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais do Reino Unido.

Dizy Ayala

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