Mostrando postagens com marcador pesca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pesca. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Assine a petição para tirar o salmão criado em cativeiro do cardápio

 


Fazendas monstruosas estão surgindo ao longo da costa africana, devastando as populações locais de peixes para transformá-los em óleo e pó.

Tudo isso é feito para alimentar os salmões em criadouros superlotados na Europa, para que grandes redes de restaurantes, como a Wagamama, possam manter no cardápio o salmão do Atlântico, cuja população está em declínio.

Peça à Wagamama, com sua rede de mais de 190 restaurantes, que pare de servir salmão criado em cativeiro.

Assine a petição https://actions.eko.org/a/wagamama-tire-os-salmoes-criado-em-cativeiro-do-cardapio/?akid=129581.19323388.bgOivw&rd=1&source=fwd&t=5

As fazendas de salmão são concentrações gigantescas de crueldade animal -- e esses animais são alimentados com peixes retirados da África, deixando milhões de pessoas em risco de desnutrição.

Por isso, um número cada vez maior de restaurantes e chefs vêm se comprometendo a simplesmente deixar de servir salmão criado em cativeiro.

Um dos grandes nomes que ainda está de fora dessa lista é a Wagamama, uma rede com mais de 190 restaurantes em todo o mundo, conhecida por seus pratos à base de macarrão oriental e suas diversas opções vegetarianas e veganas.

Em poucas décadas, o salmão passou de um item de luxo raro para um dos pratos mais disponíveis nos cardápios dos restaurantes, mas sua popularidade tem um custo terrível.

Os pesticidas químicos, as fezes dos peixes e as doenças que surgem nas fazendas de salmão podem ter consequências fatais para outras formas de vida marinha.

E esse não é um problema só dos países que mantêm essas fazendas. O salmão criado em cativeiro é alimentado com peixes extraídos de mares a meio mundo de distância, com consequências devastadoras. Na África Ocidental, em particular, a demanda por esses peixes selvagens causa a pesca excessiva e prejudica os meios de subsistência locais.

A Wagamama pode cortar seus laços com a indústria de criação de salmão, mas ela não fará isso sem um empurrãozinho. É por isso que precisamos nos unir e nos manifestar.

Junto com organizações parceiras, 189.000 membros da Ekō enfrentaram, há pouco tempo, a indústria australiana de salmão, que vinha abatendo lobos-marinhos famintos. Há anos, a comunidade Ekō também apoia protestos locais e investigações sobre fazendas de salmão na Escócia e, mais recentemente, ajudamos a barrar uma grande mina de cobre e ouro no Alasca, que colocaria em risco os 60 milhões de salmões-vermelhos selvagens que chegam à Baía de Bristol todos os anos.

O slogan da Wagamama, "pequenas escolhas para promover grandes mudanças", é ótimo. Agora é hora de cumprir com o que prometem.

Assine a petição https://actions.eko.org/a/wagamama-tire-os-salmoes-criado-em-cativeiro-do-cardapio/?akid=129581.19323388.bgOivw&rd=1&source=fwd&t=5 


Nota do Blog: Com tantas opções de alimentação à base de plantas, inclusive carnes de peixe de origem vegetal, somos a favor de uma alimentação sem sofrimento animal, sejam os animais criados em hediondos cativeiros ou mortos na natureza. 

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Empresa reutiliza redes de pesca para produzir móveis sustentáveis



Muitas são as ameaças que afetam as populações de animais marinhos: lixo, iluminação nas praias, ocupação desordenada do litoral, mas a principal ameaça é a pesca.

 

Diversas áreas de pesca interagem e matam animais marinhos, assim como as redes fantasmas, equipamentos de pesca perdidos ou descartados incorretamente que continuam no mar, causando dano a diversas espécies.

 

Consciente desta problemática, a marca brasileira Eco Flame Garden decidiu criar uma coleção de pufes reaproveitando redes de pesca.

 

A marca é especializada no desenvolvimento de mobiliários para áreas externas. Tais como lareiras, espreguiçadeira e pufes para jardim.

 

É justamente este último item que ganhou uma linha especial: uma porcentagem do enchimento dos assentos é fabricada com redes de pesca abandonadas ou perdidas no mar.

 

Segundo o Greenpeace, as redes correspondem a mais de 85% do lixo plástico nos oceanos.

 

Para produzir os pufes, as redes são retiradas do mar por ONGS parceiras, trituradas e confeccionadas para servirem de preenchimento.

 

A cada pufe vendido da coleção, 5% do faturamento é destinado ao Projeto Tamar.

 

Em paralelo, a marca se comprometeu a revitalizar o mirante e o bar do complexo Tamar na Praia do Forte.

Fonte: Yahoo / Ciclo vivo.

Imagens: Divulgação - Eco Flame Garden


Nota do Blog: Definitivamente, a melhor maneira de preservar os peixes é não comê-los. Não haverá redes de pesca no mar se não houver a captura de animais marinhos para alimentação. 

Outra questão fundamental é fazer o descarte adequado de plástico para reciclagem. 

E fundamental é o comprometimento de empresas para substituir embalagens de plástico por embalagens biodegradáveis. 

Há diversas alternativas de "plástico" como, por exemplo, a fibra do coco, da cana-de-açúcar, o bagaço de frutas como a laranja e o maracujá, dentre outros. Isso pra ontem! 

Não há como reciclar todo o plástico já existente no planeta, é preciso parar de produzir.

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Golfinhos são libertados na Indonésia após anos de exploração para entretenimento humano

 


Três golfinhos-nariz-de-garrafa - carinhosamente chamados Johnny, Rocky e Rambo - foram soltos neste começo de setembro no mar aberto da Indonésia.

 

Os três golfinhos foram violentamente arrancados do oceano e eram forçados a se apresentar em um circo Itinerante da Indonésia. Se isso já não fosse cruel o suficiente, eles foram em seguida vendidos para um hotel resort, onde eram mantidos confinados em uma pequena piscina e continuamente explorados para o "entretenimento" humano.

 

Resgatados em 2019 em más condições, os golfinhos sofriam de desnutrição, danos na pele ou mesmo lesões nas barbatanas. Johnny, o golfinho mais velho, tinha dentes desgastados abaixo da linha da gengiva.

 

O Centro de Reabilitação e Liberação Umah Lumba, em Bali, então os ajudou a recuperar sua saúde, em parceria com a organização Dolphin Project.

 

No momento da sua libertação, eles ficaram algum tempo olhando para a abertura, incertos de seu próximo movimento. Mas depois de cerca de uma hora, eles começaram a explorar. Porém, antes de sua partida, eles circularam ao redor do santuário.

 

"Eles se viraram e voltaram para nós mais uma vez, como que para dizer obrigado e adeus. E, então, eles foram direto para o mar aberto e desapareceram", disse Lincoln O'Barry.

 

Os primeiros 90 dias são cruciais para que eles se ajustem às suas novas vidas. Como tal, vários planos de contingência foram implementados para quaisquer cenários possíveis.

 

Por um ano, o rastreamento por GPS vai monitorar os golfinhos.

Fonte: @dolphin_project

Nota do blog:

Convém ressaltar que animais não foram feitos para o entretenimento e há muita violência e morte envolvidas na captura de golfinhos para parques aquáticos. Se você frequenta esses lugares está sendo cúmplice desta prática cruel e do sofrimento dos animais cativos, vivendo uma vida privada de liberdade e do real sentido de sua existência. 

Contemple a natureza. Não aprisione, não explore, não mate.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

quinta-feira, 28 de julho de 2022

O Havaí torna-se o primeiro estado americano a proibir a pesca de tubarões

 


Capturar, enredar e matar conscientemente um tubarão nas águas marinhas do Havaí é, agora, uma contravenção com multas pesadas.

 

Em 2022, a pesca de tubarão tornou-se ilegal no Havaí. O estado aprovou o projeto de lei 553 da Câmara no ano passado e, sob a nova legislação, agora é uma contravenção capturar, enredar ou matar conscientemente um tubarão nas águas marinhas do estado.

 

"Nosso Departamento está bem ciente da importância dos tubarões para manter os ecossistemas marinhos saudáveis", disse Brian Neilson, Administrador da Divisão de Recursos Aquáticos, em um comunicado.

 

"E reconhecemos sua importância para as práticas e crenças culturais havaianas nativas". Neilson ressalta que a nova lei levará tempo para ser promulgada e tem várias isenções que permitem que pessoas com licenças de atividades especiais emitidas pelo Departamento de Terras e Recursos (DLNR] matem tubarões.

 

As diretrizes foram estabelecidas com base no "protocolo cultural havaiano nativo, restrições de tamanho e espécies, e uma proibição de espécies listadas como ameaçadas de extinção". Outras isenções incluem matar tubarões em legítima defesa e por uma questão de segurança pública.

 

A nova lei foi promulgada para ajudar a preservar as populações de tubarões nas águas havaianas, predadores que desempenham uma variedade de funções ecológicas importantes. Os tubarões, particularmente espécies menores, são capturados por redes de pesca industrial como "captura acidental", levando algumas populações a se tornarem ameaçadas ou em perigo.

 

As autoridades havaianas pedem aos pescadores que evitem as regiões frequentadas por tubarões, principalmente as áreas de filhotes, e que liberem os tubarões capturados acidentalmente sem trazê-los a bordo de seus navios.

 

No entanto, apesar da proibição da pesca no Havaí, a venda das barbatanas, cruelmente geradas, ainda é legal em nível federal, com cerca de uma dúzia de estados como Nova Jersey, California e Maryland, implementando suas próprias proibições para conter o apoio dos EUA à prática.

 

A legislação federal proposta para acabar com as vendas de barbatanas de tubarão está flutuando no Congresso desde pelo menos 2019. Em abril passado, 2021, o senador de Nova Jersey, e vegano de longa data, Cory Booker introduziu a Lei de Eliminação de Vendas de Barbatanas de Tubarão para proibir a prática. 

Matéria Vegnews

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Islândia anuncia o fim da caça às baleias a partir de 2024

 


Foto: Pixabay

Finalmente, a Islândia vai pôr um fim à caça de baleias. O governo do país insular europeu fez o anúncio este mês.

A promessa é encerrar as atividades de caça comercial de baleias a partir de 2024. Assim, a Islândia deixará o grupo dos únicos três países do mundo que ainda permitem o abate de baleias.

Ficarão isolados o Japão e a Noruega que ainda não tomaram providências, mesmo com a forte pressão de entidades internacionais de proteção animal, como a International Whaling Commission (IWC, na sigla em inglês).

Motivo da decisão

O real motivo da decisão sensata da Islândia não é a preservação. É econômico: é que está havendo uma queda na procura por carne de baleia.

“O Japão tem sido o maior comprador de carne de baleia [islandesa], mas seu consumo está diminuindo ano a ano. Por que a Islândia deveria correr o risco de continuar pescando, sem benefícios econômicos?”, disse a ministra da Agricultura e da Pesca, Svandís Svavarsdóttir, a jornais locais.

Desde 2019 o país vem reduzindo a caça de baleias

Primeiro tinha estabelecido uma “cota” que permitia a caça de 209 baleias fin e 217 baleias mink por ano.

Porém, há pouco mais de três anos, pescadores islandeses foram flagrados com uma baleia azul morta.

A Balaenoptera musculus é o maior animal do planeta. Pode pesar até 200 toneladas e ter mais de 30 metros de comprimento. Ela está ameaçada de extinção e estima-se que restem entre 10 mil a 25 mil indivíduos em nossos oceanos.

Com informações da CNN Internacional

Via Só Notícia Boa

Nota do Blog: Pelo absurdo que representa a morte cruel, lenta e dolorosa das gigantes dos mares, torcemos para que, cada vez mais, haja pressão de ambientalistas e opinião pública para que se encerre, por fim, esse triste capítulo da relação exploratória humana para com as baleias. Que se cumpram as resoluções na Islândia, ainda que por interesses, meramente, econômicos e que tenha fim a atividade também, a curto prazo, no Japão e na Noruega.

É tudo uma questão de demanda.

Se as pessoas pararem de comer, eles param de matar.

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

O Brasil é o maior consumidor no mundo de carne de tubarão, espécie ameaçada de extinção.

Carne de tubarão é vendida como cação e consumo ameaça a espécie.

Se você não sabe que cação é o mesmo que tubarão, você não está sozinho. Em uma pesquisa recente, quase 70% dos brasileiros não sabem que carne de tubarão é vendida como cação. Este que é um peixe bem comum de se encontrar em peixarias.

Essa desinformação, gerada pela falta de rotulagem adequada, compromete a preservação das espécies de tubarões, além de ser um problema para a saúde da população, pois a carne de tubarão pode conter altos níveis de metais pesados. 

O Brasil é o maior importador e consumidor de carne de tubarão do mundo. Esta alta demanda está associada a preços mais acessíveis, o que faz do país uma ameaça para a proteção das espécies.

“Em vez de ser embalada com rotulagem adequada, a carne de tubarão é vendida no Brasil normalmente como cação, um nome ambíguo usado para várias espécies”, relata Nathalie Gil, pesquisadora deste estudo. 

Segundo os dados da pesquisa, o Brasil tornou-se o principal destino de carcaças de tubarão sem barbatanas. As barbatanas são valiosas para o mercado asiático, mas a carne de tubarão é descartada. Tendo em vista que a pesca de tubarão, apenas para a retirada de sua barbatana (finning) é proibida, devido à alta taxa de mortalidade das espécies, o corpo do animal sem a barbatana está sendo exportado, principalmente, para o Brasil, onde o preço da carne é bastante acessível para a população.

“No Brasil, embora tubarões protegidos não possam ser legalmente comercializados por pescadores ou empresários locais, eles são importados sem quaisquer restrições”.

“Além disso, é obrigatório fornecer informações para uma rotulagem adequada apenas se o peixe congelado importado pertencer à família Salmonidae (que inclui o salmão e a truta) ou à família Gadidae (que inclui o bacalhau e a arinca)”, afirmam as pesquisadoras em entrevista à BBC. 


Carne de tubarão oferece risco para saúde humana

O tubarão é um animal de águas profundas, de modo que ele acumula mais metais pesados, como mercúrio e arsênio, do que organismos menores. Este processo, chamado de bioacumulação, também acontece quando se consome esses animais. Essas substâncias tóxicas contidas na carne causam diversos problemas na saúde humana, como danos cerebrais e câncer. 

O limite diário de consumo de mercúrio recomendando pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 0,5 miligramas por quilo. No entanto, em estudos publicados com o tubarão-azul, o mercúrio presente em sua carne excedeu até duas vezes o índice recomendado.


Nota do Blog: Com inúmeras alternativas alimentares à base de plantas, não há a menor necessidade de se consumir tubarões, ou seja lá qual for o peixe, de modo que as vidas animais, a saúde humana e o meio ambiente sejam preservados.

Com informações de BBC Brasil 

Assista Seaspiracy

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

 


segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Reino Unido proíbe o cruel comércio de barbatanas de tubarão


O Reino Unido irá mais longe do que qualquer outro país para impedir essa prática cruel, graças à nova legislação, anunciada pelo Ministro Internacional dos Oceanos, Lord Goldsmith, que proíbe a importação e exportação de produtos de barbatanas de tubarão.

Assim que a proibição entrar em vigor, qualquer barbatana destacada, importada ou exportada para o Reino Unido, será ilegal, como medida para promover a conservação dos tubarões. A proibição comercial se estenderá a produtos de barbatana de tubarão, incluindo sopa de barbatana e tubarão em lata. As espécies ameaçadas de extinção e sobre pesca, incluindo o tubarão-mako e o tubarão-azul, estão entre as que se beneficiam de maiores proteções.

Muitas espécies de tubarão têm sofrido perdas populacionais significativas. De mais de 500 espécies de tubarão, 143 estão listadas como 'sob ameaça' pela União Internacional para Conservação da Natureza - com diferentes espécies variando de 'vulneráveis' à 'criticamente ameaçadas'. A presença e variedade de tubarões nas áreas marinhas atua como um indicador chave para a saúde do oceano, enquanto os animais, também, desempenham um papel vital nos ecossistemas marinhos, ajudando a manter níveis saudáveis ​​de peixes, abaixo deles, na cadeia alimentar.

A demanda por produtos de barbatana de tubarão é um fator significativo para essas pressões, juntamente com a pesca excessiva. Proibir que as barbatanas soltas sejam trazidas para o Reino Unido ajudará a proteger as populações selvagens de espécies de tubarões, como o ameaçado tubarão-mako e o tubarão-azul, super explorado, que diminuíram, rapidamente, como resultado de práticas de pesca insustentáveis.

A proibição manterá a posição do Reino Unido como líder mundial na proteção do bem-estar animal, pressionado o setor em prol de uma ação internacional mais forte para proteger os tubarões de práticas de pesca insustentáveis, como a da retirada de barbatanas de tubarão, que consiste em remover as barbatanas de um tubarão no mar e jogar o corpo do mesmo, sem barbatana, de volta na água.

 

O ministro do Bem-Estar Animal, Lord Goldsmith, disse:

A retirada da barbatana de tubarão é, indescritivelmente, cruel e causa mortes terríveis para milhares de tubarões. Também é um desperdício imperdoável. A prática foi, corretamente, proibida nas águas do Reino Unido, mas o comércio continua, com sérias implicações para o futuro dessas criaturas magníficas.

É por isso que, agora, estamos proibindo a importação de barbatanas de tubarão separadas e produtos de barbatanas de tubarão. Nossa ação não só ajudará a aumentar o número de tubarões, bem como enviará uma mensagem clara de que não apoiamos uma indústria que está levando muitas espécies à beira da extinção.

O Reino Unido é um líder global em proteção marinha, com nosso programa 'cinturão azul' protegendo uma área do oceano ao redor dos Territórios Ultramarinos Britânicos do tamanho da Índia, bem como planos para pilotar Áreas Marinhas Altamente Protegidas em nossas águas domésticas. O Reino Unido, também, está liderando uma campanha global, apoiada por mais de 80 países, para que pelo menos 30% das terras e oceanos do mundo sejam protegidos até 2030.

Ali Hood, Diretor de Conservação do Shark Trust disse:

É encorajador ver o Reino Unido abordando o comércio de barbatanas como um elemento da sobrepesca: a principal ameaça aos tubarões e raias. E estamos observando que país está aumentando seu envolvimento nas questões domésticas e internacionais de conservação dos tubarões, atualmente defendendo o conselho com base científica para a proibição do mako na pesca em alto mar no Atlântico Norte. 

O conservacionista de tubarões James Glancy disse:

Novas medidas do governo do Reino Unido para proteger os tubarões do comércio cruel de barbatanas de tubarão são bem-vindas pelos conservacionistas.

A taxa insustentável em que os tubarões são capturados por frotas pesqueiras globais, como captura acidental ou, deliberadamente, por suas barbatanas e carne, causou um declínio significativo nas populações mundiais de tubarões.

Os tubarões existem há milhões de anos e desempenham um papel crucial para a saúde dos nossos oceanos, mas, como consequência da atividade humana, muitas espécies de tubarões estão, criticamente, ameaçadas de extinção.

Continuaremos a defender medidas de conservação para tubarões por meio de Organizações Regionais de Gestão de Pesca (as organizações internacionais que regulam as atividades de pesca em alto mar) e de acordo com a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES), que proíbe ou exige que o comércio seja, cuidadosamente, regulamentado. Essa proibição representa outro passo importante em nossa jornada para oferecer uma melhor conservação dos tubarões em todo o mundo.

...

O anúncio dessa medida faz parte do chamado Plano de Ação para o Bem-Estar Animal do governo britânico para erradicar práticas cruéis e melhorar padrões, tanto no mercado interno quanto no exterior.

 

Informações a partir do Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais do Reino Unido.

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão