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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Parlamento Europeu propõe suspensão de 5 anos da pesca de krill

Após ações diretas na Antártica lideradas por Paul Watson, o Parlamento Europeu propôs uma moratória de 5 anos sobre a pesca de krill no Oceano Austral.

Um passo importante diante do avanço acelerado dessa indústria que ameaça a base de toda a vida marinha na região.

O krill sustenta baleias, focas, pinguins, sustenta o equilíbrio de um dos ecossistemas mais frágeis do planeta.

Sem krill, tudo colapsa.

Na indústria, o krill é usado para alimentar salmão, em fazendas de criação. Uma prática, também, sabidamente prejudicial para o oceano, uma vez que são usados químicos, particularmente o mercúrio, para manter os salmões em cativeiro, no mar. 

A moratória é um passo importante, mas precisamos ser claros: uma moratória temporária não resolve o problema.

Enquanto houver pesca industrial de krill, o risco continua.

A proteção da Antártica não pode ser negociada. A precaução e proteção da vida marinha precisa vir antes da exploração.

Seguimos ao lado da Captain Paul Watson Foundation nessa luta para acabar de vez com a pesca de krill e proteger o Oceano Austral.

O oceano precisa de ação e ela já começou.

Fonte: Sea Sheppard Brasil

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Golfinhos são libertados na Indonésia após anos de exploração para entretenimento humano

 


Três golfinhos-nariz-de-garrafa - carinhosamente chamados Johnny, Rocky e Rambo - foram soltos neste começo de setembro no mar aberto da Indonésia.

 

Os três golfinhos foram violentamente arrancados do oceano e eram forçados a se apresentar em um circo Itinerante da Indonésia. Se isso já não fosse cruel o suficiente, eles foram em seguida vendidos para um hotel resort, onde eram mantidos confinados em uma pequena piscina e continuamente explorados para o "entretenimento" humano.

 

Resgatados em 2019 em más condições, os golfinhos sofriam de desnutrição, danos na pele ou mesmo lesões nas barbatanas. Johnny, o golfinho mais velho, tinha dentes desgastados abaixo da linha da gengiva.

 

O Centro de Reabilitação e Liberação Umah Lumba, em Bali, então os ajudou a recuperar sua saúde, em parceria com a organização Dolphin Project.

 

No momento da sua libertação, eles ficaram algum tempo olhando para a abertura, incertos de seu próximo movimento. Mas depois de cerca de uma hora, eles começaram a explorar. Porém, antes de sua partida, eles circularam ao redor do santuário.

 

"Eles se viraram e voltaram para nós mais uma vez, como que para dizer obrigado e adeus. E, então, eles foram direto para o mar aberto e desapareceram", disse Lincoln O'Barry.

 

Os primeiros 90 dias são cruciais para que eles se ajustem às suas novas vidas. Como tal, vários planos de contingência foram implementados para quaisquer cenários possíveis.

 

Por um ano, o rastreamento por GPS vai monitorar os golfinhos.

Fonte: @dolphin_project

Nota do blog:

Convém ressaltar que animais não foram feitos para o entretenimento e há muita violência e morte envolvidas na captura de golfinhos para parques aquáticos. Se você frequenta esses lugares está sendo cúmplice desta prática cruel e do sofrimento dos animais cativos, vivendo uma vida privada de liberdade e do real sentido de sua existência. 

Contemple a natureza. Não aprisione, não explore, não mate.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Porque o Japão deixar a Comissão Internacional Baleeira é uma boa notícia, segundo o Sea Sheppeard.


Após 16 anos de intervenção contra o Japão no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, vemos isso como um desenvolvimento muito positivo. Isso significa que a guerra das baleias no Oceano Antártico acabou e que nós e as baleias vencemos.

O que temos lutado foi alcançado - o fim da caça às baleias no Oceano Antártico. O Japão deixando a CIB (Comissão Internacional das Baleias) permitirá que a CIB vote e passe a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul.

Isso significa que todo o hemisfério sul estará livre de baleeiros pela primeira vez na história. Esta é uma conquista notável e maravilhosa. Esta decisão significa que o Japão não será mais capaz de esconder sua caça comercial ilegal por trás da máscara da "caça científica". Eles nunca pararam a caça comercial.

O Japão agora se junta à Noruega, Islândia e Dinamarca como os últimos países baleeiros do planeta e a caça comercial de baleias continua sendo ilegal. Sem o disfarce de "pesquisa", será mais fácil se opor aos japoneses. O Japão vem matando baleias em suas próprias águas há décadas. Nada mudou. Eles não estão retomando a caça às baleias porque nunca pararam de caçar baleias no noroeste do Pacífico.

Em outras palavras, os japoneses, como os noruegueses, dinamarqueses e islandeses, foram levados de volta para suas próprias terras. Os baleeiros do mundo estão em retirada.

Sem a caça às baleias pelágicas, o Japão não construirá um novo navio-fábrica caro. Houve uma grande pressão política no Japão para não construir este navio e, com essa decisão, eles não terão que buscar essa armadilha financeira. Por que o Japão está fazendo isso?

Por cinco razões principais:
1. Pressão diplomática internacional cada vez mais agressiva.
2. Custos de segurança crescentes para evitar a intervenção da Sea Shepherd.
3. Aumento dos custos operacionais com a necessidade de retirar o Nisshin Maru e substituí-lo por um novo navio-fábrica.
4. Diminuição dos mercados de carne de baleia no Japão.
5. Percebeu que a CBI nunca autorizará o retorno da caça comercial de baleias no Oceano Antártico.

O Japão decidiu fazer o que a Islândia e a Noruega fizeram desde 1987 e isso é restringir a matança de baleias em suas próprias águas nacionais. A caça comercial continua, mas sem a pretensa caça à baleia, nossa tarefa de continuar nos opondo à caça à baleia em todo o mundo se torna mais fácil, porque agora não haverá pretensão de legalidade. Toda a caça comercial por qualquer pessoa, em qualquer lugar, é ilegal desde 1987.

A Sea Shepherd continuará a se opor à caça ilegal de baleias com uma diversidade de estratégias e táticas. Mas hoje estamos celebrando uma enorme vitória para as baleias.

O Santuário de Baleias do Oceano Antártico estará em breve seguro e os arpões serão silenciados. Em breve teremos um Santuário de Baleias do Atlântico Sul. A caça às baleias terminou no hemisfério sul.

Não há necessidade de lamentar sobre algo que não mudou. Em vez disso, precisamos celebrar o positivo. Metade deste planeta estará a salvo dos arpões. Todas as nações baleeiras tradicionais do Hemisfério Sul terminaram suas atividades baleeiras, incluindo Austrália, Peru, Chile e África do Sul. O Japão foi a última nação a matar baleias no hemisfério sul. Esta decisão do Japão é bem-vinda pela Sea Shepherd, mas tenha em mente que a luta continua.

A Sea Shepherd interveio contra a caça ilegal de baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico de 2005 a 2017. A Sea Shepherd enviou mais de mil voluntários em numerosos navios e salvou mais de 6.000 baleias dos arpões. O mais importante é que a Sea Shepherd aumentou consideravelmente os custos operacionais e de segurança japoneses, além de tornar o mundo inteiro, inclusive o público japonês ciente das atividades ilegais do Japão no Oceano Antártico.

Artigo original Sea Sheppeard

Dizy Ayala

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