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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Expedia, empresa líder em viagens, proíbe turismo de exploração animal

A Expedia não venderá mais pacotes de férias que incluam shows de golfinhos e baleias em cativeiro. Faz parte de uma política de bem-estar animal recentemente atualizada pela gigante de viagens, que se diz ser a “mais poderosa” do mundo. 

Política de bem-estar animal da Expedia

As novas diretrizes para animais se concentram em seis áreas principais: nutrição, meio ambiente, saúde, comportamento, escolha e controle, e estados afetivos ou mentais. 

A Expedia agora proíbe interações ou apresentações de golfinhos, baleias e outros cetáceos. Santuários à beira-mar são permitidos, desde que sejam credenciados e não ofereçam interações ou apresentações. 

Da mesma forma, a empresa de viagens não permite contato físico intencional com outros animais selvagens e exóticos , incluindo elefantes, ursos, grandes felinos, primatas e répteis. Também proíbe apresentações de animais selvagens que sejam “degradantes” e “antinaturais”. Isso inclui um circo ou show de mágica. 

Além disso, a Expedia não vende atividades com animais oferecidas por locais que não sejam reconhecidos pela Associação Mundial de Zoológicos e Aquários (WAZA), incluindo cafés exóticos para animais de estimação e zoológicos itinerantes.

A política de bem-estar animal da Expedia também diz que não apoia atrações que criam animais para fins comerciais. Além disso, a empresa não oferece suporte a locais que vendam produtos derivados de animais selvagens, como crocodilos, tartarugas e cobras. 

Atrações que usam animais como atrações, como para selfies, também não são permitidas. 

E a Expedia não permite nenhuma atividade baseada em ferir ou matar animais. Isso inclui caça de troféus, caça enlatada, isca de ursos, luta de animais e caça submarina. Brigas de touros, cães e galos são proibidas, assim como qualquer experiência que envolva a alimentação ou uso de animais vivos para provocar outros animais.

Atividades animais permitidas 

Interações com animais domesticados – como cavalos, vacas, cães e gatos – são permitidas via Expedia, mas “limitadas”. 

Por exemplo, passeios de animais, zoológicos e interações com papagaios são permitidos. E a Expedia continua a trabalhar com alguns zoológicos e aquários credenciados. 

Além disso, ainda promove corridas de trenós puxados por cavalos e cães. 

“Uma política é tão forte quanto o sistema que a aplica, e temos processos automáticos e intervenções manuais para isso”, escreve a Expedia em seu site. “Sempre que atualizamos nossas políticas de bem-estar animal, damos aos nossos fornecedores 30 dias para cumprir a política atualizada ou remover o rosto do site”.

Fonte: Plant Based News

Nota do Blog: Um grande avanço! Que tais condutas sejam premissa de outras companhias de turismo e cabe ao público consumidor, o turista, deixar de compactuar com atrações que exploram os animais. Não há diversão no sofrimento animal.

Há que banir também o uso de animais como tração em locais turísticos, como no caso de charretes ou como montaria.

Inclusive, corridas de cavalos ou cães puxando trenós, como ainda é admitido pela Expedia.

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

 

 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

África do Sul irá acabar com a reprodução de leões em cativeiro para caça e turismo interativo

 


Foto: Blood Lions

A Ministra do Departamento de Silvicultura, Pesca e Meio Ambiente da África do Sul, Barbara Creecy, anunciou que planeja acabar com a indústria multibilionária de criação de leões em cativeiro. 

A decisão veio após a publicação dos resultados de um estudo de dois anos, que resultou em um relatório de quase 600 páginas. Desenvolvido por um comitê consultivo especial nomeado pelo governo, o objetivo era revisar as políticas, legislações e práticas do país quanto à reprodução, à caça, ao comércio e ao manejo de elefantes, leões, leopardos e rinocerontes.

"O comitê identificou que a indústria de leões em cativeiro é um risco para a sustentabilidade da conservação de leões selvagens", disse a Barbara Creecy. "A recomendação é que a África do Sul não crie, reproduza ou mantenha leões e outros felinos em cativeiro para fins comerciais. Por isso, solicitei ao Departamento que tome as medidas necessárias para garantir que isso aconteça", acrescentou a ministra.

Esse passo é crucial para mudar a vida de milhares de leões que são criados em cativeiro no país. 

Atualmente, existem entre 8.000 e 12.000 leões e milhares de outros grandes felinos - incluindo tigres e chitas -  que são reproduzidos e mantidos em cativeiro, em mais de 350 fazendas na África do Sul. Em contrapartida, existem apenas 3.500 leões que vivem livres, na natureza.


Nessa indústria, os animais são reproduzidos e explorados, exclusivamente, para fins comerciais para alimentar a demanda do turismo interativo (como acariciar filhotes e tirar selfs com grandes felinos), da "caça enlatada" ("canned hunting", em inglês) - que nada mais é do que uma caça injusta de animais em cativeiro, que ficam em uma área cercada, sem conseguir escapar -, do comércio de venda de ossos de leão e da exportação de animais vivos.

"Milhares de leões nascem em cativeiro na África do Sul e enfrentam uma vida inteira de sofrimento. Esse movimento do governo africano é corajoso e é o primeiro passo para que se comprometam com uma mudança significativa e duradoura. É uma vitória para a vida selvagem", comentou Edith Kabesiime, nossa gerente de campanha de animais silvestres da África.

Uma vitória compartilhada

A parceira Blood Lions tem feito campanha contra a indústria de leões em cativeiro na África do Sul há muitos anos. 

Em 2020, a Animal World Protection juntou-se a eles e outras organizações para disponibilizar, ao comitê, evidências científicas, escritas e orais, que provassem o quão cruel e antiética tem sido essa indústria.

"Lutar contra essa indústria tem sido uma longa jornada. Nosso objetivo final sempre foi acabar com a reprodução de leões em cativeiro. Depois de tantos contratempos, finalmente, sentimos uma importante mudança de atitude. Aplaudimos a Ministra, seu Departamento e o comitê. No futuro, esperamos poder ajudá-los a fechar essa indústria ", comentou Ian Michler e Pippa Hankinson, diretores da Blood Lions.

Entre os motivos listados que justificavam o fim da criação comercial de leões em cativeiro, estão: o risco de zoonoses, preocupações com bem-estar animal, a falta de regulamentação da indústria, as políticas fragmentadas do setor, além de danos ao turismo da África do Sul e ameaças à população de leões selvagens devido à caça furtiva.

"Trabalhando juntos, podemos garantir que os leões permaneçam no local a que pertencem: a natureza. Estamos prontos para oferecer nossa experiência, trabalhando em colaboração com governos, ONGs e a indústria do turismo, para encontrar soluções práticas para a África do Sul", disse Edith Kabesiime.

Ao implementar a proibição de criar leões e outros felinos em cativeiro, em conjunto com a proibição de reproduzir e o fim imediato de todas as atividades que envolvem leões criados em cativeiro, o Departamento de Silvicultura, Pesca e Meio Ambiente da África do Sul irá, efetivamente, assumir a liderança em direção a um país mais verde e responsável.

Nós, a Proteção Animal Mundial e a Blood Lions parabenizamos a Ministra Barbara por essas medidas.


Matéria World Animal Protection

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão