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quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Nova Zelândia é o primeiro país a proibir sacolas plásticas

 


Em 2019, a Nova Zelândia começou a banir sacolas plásticas em seus supermercados. Agora a proibição é estendida para os saquinhos plásticos finos usados para pesar frutas e vegetais.

 

Ainda que medidas semelhantes já tenham sido adotadas em diversas cidades e estados, é a primeira vez que um país inteiro proíbe o uso de sacolas plásticas.

 

Outro ponto interessante da iniciativa governamental é não se restringir aos sacos comuns: também foram proibidos os plásticos biodegradáveis e alternativos à base de plantas. Logo, os clientes deverão portar sacolas de malha, papel ou lona para transportar seus produtos - o foco é incentivar o uso de sacolas reutilizáveis.

 

A medida integra uma campanha mais ampla do governo contra os plásticos descartáveis, que inclui vários outros produtos, como a produção, venda e distribuição de pratos, tigelas e talheres descartáveis. Além disso, o setor hospitalar agora só poderá fornecer canudos descartáveis de plástico para pessoas com deficiência ou requisitos específicos de saúde. A mesma exceção é válida para a venda em farmácias ou outros locais de serviços de saúde.

 

O que você acha de uma medida assim aqui no Brasil?

Enquanto isso não acontece, podemos começar a mudança repensando nossas escolhas e eliminando o plástico descartável da nossa rotina.

 

Fonte: Ciclo Vivo

 

Nota do Blog: Eu, particularmente, sou a favor da substituição do plástico comum (derivado do petróleo) por plásticos à base de plantas. Não há como repassar apenas ao consumidor essa responsabilidade. E, especialmente, para o envase de líquidos, como sucos e refrigerantes, seguimos precisando de vasilhas para acondicioná-los.

 

Sem esquecer que a maior empresa poluidora dos oceanos é a Coca Cola. E que colocar vasilhas de vidro de volta aos mercados não é a melhor solução, tendo em vista que facilmente se quebra, não é biodegradável e sua reciclagem é em escala muito pequena.

 

Ou seja, alternativas ecológicas ao plástico ainda são a melhor alternativa para embalar, alimentos, bebidas, produtos de higiene, limpeza e cosméticos. Há muitos produtos que não tem como chegar até o consumidor sem que estejam previamente embalados.

 

Cabe ao consumidor evitar as sacolas plásticas, mas cabe também às grandes empresas a substituição de embalagens de plástico por alternativas biodegradáveis. Isso já é feito por algumas, é preciso expandir! Precisamos preservar nossos oceanos e vida marinha!

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

quinta-feira, 10 de março de 2022

Tratado global sobre o plástico, Papa Francisco e o papel das corporações

Foto arquivo pessoal 

Em recente entrevista, o Papa Francisco voltou a expressar sua preocupação sobre poluição, plásticos e destruição do meio ambiente.

 

Será que os CEOs e acionistas da Coca-Cola e Pepsico, duas corporações multibilionárias do ramo das bebidas adoçadas e produtos ultraprocessados, ouviram o chamado?

 

É que - além de lucrar com o adoecimento das pessoas que consomem seus produtos - elas são as corporações que mais poluem o meio ambiente de acordo com o relatório da corporação Break Free From Plastic.

 

"Não importa o quanto nós tentemos evitar comprar plástico e não importa o quanto nós reciclemos, nunca será o suficiente. A quantidade de combustíveis fósseis extraídos para que as empresas fabriquem mais embalagens plásticas sempre prejudicará nossos esforços individuais", chama atenção o relatório.

 

“Jogar plástico em mares e rios é uma atitude criminosa – e precisa ser interrompida se a humanidade quiser salvar o planeta para as próximas gerações”. Essa frase contundente não foi dita pela ativista Greta Thunberg ou por nenhum diretor de ONG de meio ambiente, mas pelo Papa Francisco, em uma recente entrevista ao canal de TV italiano RAI.

Essa não é a primeira demonstração de preocupação por parte do Papa e da Igreja Católica com a conservação do meio ambiente e, consequentemente, com a poluição por plásticos.

De acordo com o site oficial Vatican News, na encíclica “Laudato si“, o Papa Francisco destaca que: “a educação para a responsabilidade ambiental pode encorajar vários comportamentos que têm um impacto direto e importante no cuidado do meio ambiente, tais como evitar o uso de plástico ou papel, reduzir o consumo de água, diferenciar o lixo, cozinhar somente o que pode ser razoavelmente comido, tratar outros seres vivos com cuidado, usar o transporte público ou compartilhar o mesmo veículo entre várias pessoas, plantar árvores, apagar luzes desnecessárias, e assim por diante. Tudo isso faz parte de uma criatividade generosa e digna que mostra o melhor do ser humano”.

O papel das corporações

E será que o Papa Francisco estava falando apenas com seus fiéis ou com os acionistas das empresas que lucram com a produção desenfreada de plástico?

Para além de influenciar atitudes individuais, organizações da sociedade civil vem dando “nome aos bois”, ou seja, investigando e sistematizando informações a respeito de quem produz o plástico, com o objetivo de responsabilizá-las, e cobrar políticas públicas dos Estados. 

É o caso da coligação internacional Break Free From Plastic que, pelo quarto ano consecutivo, lançou um relatório mostrando as campeãs da poluição do plástico em 2021: mais uma vez a Coca-Cola, seguida da Pepsico, são as corporações que mais poluem o meio ambiente com plástico. Grandes indústrias de produtos ultraprocessados como Nestlé, Mondelez, Danone e Mars também estão nesse ranking vergonhoso e perigoso para o planeta.  Além de fazer mal à saúde, fazem mal ao meio ambiente, nenhuma novidade.

E qual foi a metodologia utilizada pelo levantamento? Graças aos 11.184 voluntários de 45 países, foram realizadas 440 auditorias de marca em seis continentes. É uma iniciativa que envolve a contagem e documentação das marcas encontradas nos resíduos de plástico para ajudar a identificar as empresas responsáveis pela poluição plástica.

“Não importa o quanto nós tentemos evitar comprar plástico e não importa o quanto nós reciclemos, nunca será o suficiente. A quantidade de combustíveis fósseis extraídos para que as empresas fabriquem mais embalagens plásticas sempre prejudicará nossos esforços individuais. Para solucionar de verdade o problema do plástico, em primeiro lugar é preciso que essas companhias interrompam a enorme produção de plástico desnecessário e para uso único, as corporações precisam avançar para soluções reais que eliminem completamente a necessidade de embalagens plásticas”, afirma o texto do Break Free from Plastic.

 

Por conta disso, está em curso a proposta de um tratado global sobre o plástico para que países firmem o compromisso de acabar com a produção de plástico. O plástico é tóxico desde o momento em que sua produção começa. Ele é feito a partir dos mesmos combustíveis fósseis sujos que estão provocando a crise climática. E ele não se decompõe! Uma garrafa de plástico se parte em minúsculos pedaços invisíveis que podem viajar pelo mundo através da água e do ar, contaminando nossos mares, nossos rios, e até mesmo nossos oceanos.

 

Chama a atenção, também, a poluição causada pelos filtros de cigarros, as chamadas guimbas ou bitucas.

De acordo com o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, a cada ano a indústria do tabaco produz seis trilhões de cigarros, consumidos por um bilhão de fumantes, em todo o planeta. Esses cigarros contêm componentes de microplásticos, como fibras de acetato que, quando descartadas de forma imprópria, liberam metais pesados e várias outras substâncias químicas, impactando ecossistemas e a saúde.

Os filtros são os dejetos mais descartados globalmente, somando aproximadamente 766.6 milhões de quilos de lixo tóxico, a cada ano. São considerados os resíduos plásticos mais comumente encontrados nas praias, fazendo com que o ecossistema marinho seja o mais suscetível.

Quando ingerido, as partículas químicas presentes nos microplásticos causam mortalidade a longo prazo na vida marinha, incluindo pássaros, peixes, mamíferos, répteis e plantas. Estes microplásticos passam a fazer parte da cadeia alimentar e estão associados a sérios impactos na saúde humana, que incluem mudanças genéticas, desenvolvimento cerebral e taxas de respiração, entre outras. 

Fonte: ACT Promoção da Saúde

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Jovem brasileiro inventa filtro para microplásticos que é considerado o melhor do mundo.

 


Gabriel Fernandes Mello Ferreira, de apenas 16 anos, desenvolveu um sistema – simples e barato – para filtrar microplásticos da água e, por sua invenção, deu ao Brasil seu primeiro Stockholm Junior Water Prize, prêmio sueco bastante concorrido que reconhece as melhores iniciativas do mundo, criadas por jovens, para resolver desafios globais relacionados à água.

A inovação vencedora começou a ser desenvolvida por Gabriel depois que ele mergulhou no universo dos microplásticos e descobriu que, semanalmente, um brasileiro ingere – por meio da água que bebe e pelo consumo de sal e peixes – uma quantidade de plástico similar a que existe em um cartão de crédito, por exemplo.

Alarmado, ele recorreu ao Colégio São José, onde estuda, para desenvolver algo que pudesse ajudar a combater o problema e recebeu o apoio de sua professora de Ciências, Fernanda Poleza. Sob sua orientação, Gabriel desenvolveu um sistema de filtragem capaz de reter os microplásticos presentes na água por meio de uma malha de nylon.

A inovação – que se mostrou, por meio de testes, 100% eficiente na retenção de microplástico – custa cerca de R$ 450 para ser instalada em Estações de Tratamento de Água e já foi, inclusive, incorporada com sucesso na Estação de Tratamento de Água da cidade de Itajaí, SC, onde Gabriel mora.

Agora, com o sucesso do Stockholm Junior Water Prize – que Gabriel levou com mais de 26 mil votos populares -, o jovem trabalha no patenteamento da tecnologia e sonha em levá-la para o maior número possível de cidades Brasil afora.

Fonte: The Greenest Post

Nota do Blog: Com certeza que tal iniciativa, além de melhorar a qualidade da água e de vida das pessoas, certamente, irá impactar positivamente também na qualidade da vida marinha, sabidamente vítima de todo o plástico e microplástico descartado na água, a poluir os oceanos.

 Dizy Ayala

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sábado, 21 de abril de 2018

De canudos a pratos descartáveis, Reino Unido determina o fim da produção de artigos de plástico para defender oceanos e vida marinha da poluição.

De canudos a pratos descartáveis, Reino Unido determina o fim da produção de artigos de plástico
para defender oceanos e vida marinha da poluição.

 

Por Dizy Ayala

A resolução vem somar forças a um movimento global para reverter a catástrofe ambiental ocorrida nos rios e oceanos, infestados de plástico por todo o mundo. Afora a alteração química da água e de sua oxigenação, o plástico descartado está a matar inúmeras espécies animais marinhas e aves, que o confundem com alimento e são sufocadas por ele, inclusive com elementos menores, como canudos e cotonetes, que adentram nas narinas, olhos e ouvidos dos animais.

A meta é acabar com a produção de artigos descartáveis até 2019 e banir completamente o uso desnecessário do plástico nos próximos 25 anos.  A medida está em curso junto à recente resolução do fim da produção de glitter e afins, com as chamadas micropartículas de plástico, um problema gravíssimo, pois nenhuma barra de contenção é capaz de recolher esse lixo descartável. Tal iniciativa partiu de escolas britânicas na substituição desses materiais amplamente usados em trabalhos infantis.

A determinação inclui os cosméticos. A mundialmente conhecida Lush é uma das marcas que substituiu a composição do glitter na maquiagem por partículas de origem vegetal. Saiba mais em Glitter vegano? Confira a receita e evite o perigo das micropartículas para os oceanos e animais marinhos. http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2018/02/glitter-vegano-confira-receita-e-evite.html

Em outubro de 2017, o Chile pronunciou sua meta de banir plásticos descartáveis (copos, canudos, talheres e embalagens delivery) até 2021. Na sequência ao pronunciamento do Reino Unido, também a União Europeia se manifestou quanto ao plano de ‘limpar’ o continente dessa ‘praga’ até 2030, permitindo apenas o consumo de plásticos reutilizáveis ou recicláveis. Para alcançar essa meta, a EU irá fazer investimentos de cerca de 350 milhões de euros em pesquisas, no sentido de promover uma mudança de comportamento radical na produção e na coleta de plásticos. 

Anualmente, os europeus descartam 25 milhões de toneladas de resíduos plásticos, dos quais menos de 30% é coletado para reciclagemUm completo absurdo tendo em vista que artigos de plástico “são produzidos em cinco segundos, utilizados por cinco minutos e levam 500 anos para se degradar”, como declarou Frans Timmermans, primeiro vice-presidente da Comissão Europeia. A adição de microplásticos em comésticos e produtos de higiene pessoal também será proibida, como já aconteceu no Reino Unido.

“É somente através da ação conjunta de governos, empresas e sociedade que conseguiremos proteger o meio ambiente para as futuras gerações”, disse Michael Gove, ministro do meio ambiente britânico, em entrevista ao jornal The Guardian.

Uma consulta pública será aberta, nos próximos meses na Inglaterra, para que a população decida sobre a proibição da venda de cotonetescanudos e plásticos de um só, como colheres de café, talheres e embalagens. A proposta é substituir o plástico na composição desses utensílios por papel e outros elementos biodegradáveis.

Outras medidas que estão sendo analisadas pelo governo britânico são a cobrança por copos de bebidas em cafés, em lojas como Starbucks, por exemplo, já que a grande maioria deles não é reciclável, e a instalação de máquinas de devolução de garrafas e latas de alumínios nos supermercados.

Theresa May divulgou a resolução na semana em que presidentes e primeiros-ministros da Commonwealth participaram de uma reunião em Londres. A chamada Commonweath é uma organização composta por 53 países membros independentes que, no passado, fizeram parte do império britânico. A ideia da primeira-ministra é estimular e influenciar estas outras nações a também tomar medidas no combate ao plástico.

Com informações do The Guardian e The Telegraph via http://conexaoplaneta.com.br

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Dizy Ayala

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