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sábado, 21 de abril de 2018

De canudos a pratos descartáveis, Reino Unido determina o fim da produção de artigos de plástico para defender oceanos e vida marinha da poluição.

De canudos a pratos descartáveis, Reino Unido determina o fim da produção de artigos de plástico
para defender oceanos e vida marinha da poluição.

 

Por Dizy Ayala

A resolução vem somar forças a um movimento global para reverter a catástrofe ambiental ocorrida nos rios e oceanos, infestados de plástico por todo o mundo. Afora a alteração química da água e de sua oxigenação, o plástico descartado está a matar inúmeras espécies animais marinhas e aves, que o confundem com alimento e são sufocadas por ele, inclusive com elementos menores, como canudos e cotonetes, que adentram nas narinas, olhos e ouvidos dos animais.

A meta é acabar com a produção de artigos descartáveis até 2019 e banir completamente o uso desnecessário do plástico nos próximos 25 anos.  A medida está em curso junto à recente resolução do fim da produção de glitter e afins, com as chamadas micropartículas de plástico, um problema gravíssimo, pois nenhuma barra de contenção é capaz de recolher esse lixo descartável. Tal iniciativa partiu de escolas britânicas na substituição desses materiais amplamente usados em trabalhos infantis.

A determinação inclui os cosméticos. A mundialmente conhecida Lush é uma das marcas que substituiu a composição do glitter na maquiagem por partículas de origem vegetal. Saiba mais em Glitter vegano? Confira a receita e evite o perigo das micropartículas para os oceanos e animais marinhos. http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2018/02/glitter-vegano-confira-receita-e-evite.html

Em outubro de 2017, o Chile pronunciou sua meta de banir plásticos descartáveis (copos, canudos, talheres e embalagens delivery) até 2021. Na sequência ao pronunciamento do Reino Unido, também a União Europeia se manifestou quanto ao plano de ‘limpar’ o continente dessa ‘praga’ até 2030, permitindo apenas o consumo de plásticos reutilizáveis ou recicláveis. Para alcançar essa meta, a EU irá fazer investimentos de cerca de 350 milhões de euros em pesquisas, no sentido de promover uma mudança de comportamento radical na produção e na coleta de plásticos. 

Anualmente, os europeus descartam 25 milhões de toneladas de resíduos plásticos, dos quais menos de 30% é coletado para reciclagemUm completo absurdo tendo em vista que artigos de plástico “são produzidos em cinco segundos, utilizados por cinco minutos e levam 500 anos para se degradar”, como declarou Frans Timmermans, primeiro vice-presidente da Comissão Europeia. A adição de microplásticos em comésticos e produtos de higiene pessoal também será proibida, como já aconteceu no Reino Unido.

“É somente através da ação conjunta de governos, empresas e sociedade que conseguiremos proteger o meio ambiente para as futuras gerações”, disse Michael Gove, ministro do meio ambiente britânico, em entrevista ao jornal The Guardian.

Uma consulta pública será aberta, nos próximos meses na Inglaterra, para que a população decida sobre a proibição da venda de cotonetescanudos e plásticos de um só, como colheres de café, talheres e embalagens. A proposta é substituir o plástico na composição desses utensílios por papel e outros elementos biodegradáveis.

Outras medidas que estão sendo analisadas pelo governo britânico são a cobrança por copos de bebidas em cafés, em lojas como Starbucks, por exemplo, já que a grande maioria deles não é reciclável, e a instalação de máquinas de devolução de garrafas e latas de alumínios nos supermercados.

Theresa May divulgou a resolução na semana em que presidentes e primeiros-ministros da Commonwealth participaram de uma reunião em Londres. A chamada Commonweath é uma organização composta por 53 países membros independentes que, no passado, fizeram parte do império britânico. A ideia da primeira-ministra é estimular e influenciar estas outras nações a também tomar medidas no combate ao plástico.

Com informações do The Guardian e The Telegraph via http://conexaoplaneta.com.br

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Dizy Ayala

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sábado, 10 de fevereiro de 2018

Carnaval sem crueldade. Pelo fim da agonia por detrás da alegoria!

Carnaval sem crueldade.
Pelo fim da agonia por detrás da alegoria!

Você já se perguntou sobre a origem das plumas e penas que adornam as fantasias nos desfiles de Carnaval? Elas provêm de aves como o faisão, pavão, ganso, avestruz, dentre outras. E essas penas não caem naturalmente, como se pode pensar, são arrancadas do animal vivo, uma a uma. 

Trata-se de um processo bastante cruel, pois provoca dor, sofrimento, ferimentos e deixa as aves expostas a queimaduras do sol e a infecções graves. O processo é repetido em torno de três vezes ao ano, sempre que as penas dos animais voltam a crescer. Ou seja, os pobres animais são submetidos a esse martírio, repetidas vezes, o que pode, inclusive, levar à morte ou abreviar suas infelizes vidas para em torno de 3 anos. Este modo de produção é usado para qualquer artigo que use penas de animais, como por exemplo, os travesseiros de penas de ganso.

A principal expressão cultural do Brasil, com visibilidade mundial, carece dessa importante e necessária reflexão sobre o processo de produção das fantasias e alegorias do Carnaval e agir no sentido de promover a substituição de materiais de origem animal por materiais sintéticos.

Há exaltação dos chamados destaques das escolas de samba e suas fantasias com plumas de diversas aves e inúmeros adornos em cada bloco e carro alegórico, sendo boa parte provenientes da exploração de animais, que são tidos como protegidos como especies nativas da fauna brasileira.

A vaidade humana se exacerba nas alegorias e não há números oficiais que dêem conta do montante de quantas mortes de animais decorrem da festa ícone da “beleza, alegria e glamour”.

Já há tantas opções sintéticas para os enfeites, porém para muitos ainda soa como falso. Porém se a verdadeira face dos bastidores viesse ao palco principal, aos olhos dos expectadores, seria mesmo tão glamorosa?

Em 2015, as autoridades da Bolívia proibiram o uso de peles e plumas de animais nas fantasias que foram usadas no Carnaval do país.

Em 2017, no Brasil, tivemos a iniciativa da escola Águia de Ouro, junto à ativista Luísa Mell, que entrou na avenida com enfeites e alegorias sem nada de origem animal.  
Saiba mais no link
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2017/02/carnaval-tem-desfile-de-escola-de-samba.html

É chegado o tempo da compaixão e respeito pelas vidas animais. E mais uma vez, cabe às pessoas mudar seu modo de produção para práticas sem crueldade. 

Após a chamada quarta-feira de cinzas, costuma-se dizer que o ano está apenas começando. E com os começos, e recomeços, sempre se renovam as esperanças.

Que haja esperança para os animais reféns da crença e exaltação, seja nos palcos de adoração ou folia.

Cada um de nós, por nossas crenças e ações, é que somos capazes de fazer do mundo um lugar para celebrar!


Dizy Ayala

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