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sábado, 29 de outubro de 2016

Animais - Coisas ou Vidas?


Animais  - Coisas ou Vidas?


E se você pudesse viver fazendo tudo o que faz, sem o uso de animais?
Se soubesse que temos alternativas para todas as formas de uso animal, não acha que seria correto deixarmos de usá-los ou explorá-los? Pois sim, hoje temos alternativas para todas as formas de uso animal, seja no vestuário, alimentação, trabalho, diversão, sem a necessidade de usá-los.

Diversos estudos comprovam que animais, assim como nós, são seres sencientes. Os animais (incluindo répteis, anfíbios, aves e peixes) possuem sistema nervoso idêntico ao humano e, portanto, são capazes de sentir o mesmo que nós - alegria, prazer, como também, fome, frio, medo e dor. Assim, podemos seguramente deduzir que, como nós, eles também não desejam sofrer ou serem explorados. E a Ética, com o princípio de tratar situações semelhantes de modo semelhante, nos diz que não há justificativa para continuar a usá-los.

Animais não são produtos, mercadorias, bens ou propriedades. A natureza não os criou para nosso uso ou para nos servir. Muito bem expressou Alice Walker, escritora, autora de A Cor Púrpura, ganhadora do prêmio Pulitzer e ativista pelos direitos humanos:

"Os animais existem no mundo para seus próprios propósitos, Não foram feitos para os humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens".

The Dreaded Comparison, Marjorie Spiegel, 1996, pág 14.

Saiba mais sobre a importância de nossas escolhas de consumo na construção de um mundo mais compassivo, saudável e sustentável.
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2014/07/a-importancia-de-nossas-escolhas.html


Dizy Ayala
Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Direitos dos Animais, 
Formanda em Publicidade e Propaganda - 
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
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Ação pelos Direitos dos Animais  
dizyayala@gmail.com


Saiba mais sobre estes e outros temas no livro Uma Escolha pela Vida 
e faça você também um consumo consciente 
com maior qualidade de vida, respeito ao meio ambiente 
e as outras espécies que o dividem conosco.

Informações no link






domingo, 13 de dezembro de 2015

Confraternização




Confraternização

Por Dizy Ayala


E quem não gosta de uma reunião em família, entre amigos, ainda mais quando em torno de uma mesa farta e saborosa? 

Isso é um valor humano e universal! Nos transmite sentimento de prosperidade material e afetiva!

Há um mito de que esta é uma tradição exclusiva daqueles que se alimentam de ingredientes de origem animal. O churrasco de domingo ou aquele rodízio de pizza calabresa!

Também os veggies e vegans gostam de confraternizar e degustar boa comida!

Todos esses programas são comuns para qualquer um de nós, a única diferença é que para vegetarianos e veganos, a comida não só como um capricho do paladar, tem também um compromisso com a vida e um respeito pelo que nos serve de alimento. Produtos animais saem do cardápio e acredite ninguém passa fome! Não comemos só alface! Verduras, legumes e frutas são sim a base da dieta porque são saudáveis e também porque são uma delícia! Talvez a maioria das pessoas só precise experimentar! 

E antes que alguém questione sobre o sofrimento dos vegetais, não, não há dor no reino vegetal! Organismos vivos não são dotados de órgãos, cérebro e sistema nervoso, diferente dos animais humanos e não humanos que são sencientes ( capacidade de sentir dor e afeto). Basta parar pra pensar que ninguém irá dizer: Vou matar um pé de alface, caçar umas batatas ou carnear um cogumelo! Os alimentos da terra são cultivados e são colhidos! E a terra é generosa e abundante na oferta de grãos, cereais e vegetais. Muitos deles inclusive quando preparados tem consistência, aparência e sabor similares ao que carnistas estão habituados a comer. É a chamada carne vegetal! Sim, porque o que efetivamente apreciam é o sabor dos temperos, uma vez que não há gosto bom em uma carne morta, crua e sem tempero.


Veggies e especialmente os vegans, que também retiram o leite, seus derivados e os ovos da dieta costumam ser apontados como estranhos, chatos e inconvenientes. Vai comer o que então? Especialmente aqui no Rio Grande do Sul, somos até mesmo expatriados! Se não come churrasco, não é gaúcho! Até hoje fico curiosa para saber qual o nome dado a esse tipo de fobia! Sim porque é mais fácil discutir sobre o racismo e a homofobia, do que ser aceito como aquele que retirou a violência do prato!

Entretanto os bons ventos da mudança começam a soprar! À medida que mais pessoas se afirmam em suas escolhas, sem se deixar anular ou esconder e passam a se reunir, somos reconhecidos como uma parcela importante da população e que não é um inconveniente, e sim é gente como todo mundo, com uma visão de respeito à vida, sem especismo (julgar que uma espécie, a humana, prevalece sobre as outras) e que por isso mesmo, como amantes da vida, celebramos!


Saiba detalhes do mais completo estudo sobre alimentação saudável, sem carne, feito pela Universidade de Harvard e proposto pela ONU no link.
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com/2017/03/conheca-as-4-dicas-para-uma-alimentacao.html



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sábado, 3 de outubro de 2015

ORAÇÃO A SÃO FRANCISCO DE ASSIS - PROTETOR DOS ANIMAIS





ORAÇÃO A SÃO FRANCISCO DE ASSIS - PROTETOR DOS ANIMAIS

Meu São Francisco de Assis
Protetor dos animais
Olhai por nós que rogamos
Vossa benção e muita paz.
Olhai os abandonados
Sofrendo agruras nas ruas
E os que puxam carroças
Açoitados nas ancas nuas.
Pelos pobres passarinhos
Que não podem mais voar
Presos em rudes gaiolas
Só porque sabem cantar.
E as cobaias de laboratório
Que sofrem dores atrozes
Em experiências terríveis
Que lhes impõem seus algozes.
Olhai os que são perseguidos
Sem piedade nas florestas
Só por causa da ambição
Dessas caçadas funestas.
Pelos animais de circo
Que não têm mais liberdade
Presos em jaulas minúsculas
À mercê de crueldade.
Olhai os bois de rodeio
E os sangrados nas touradas
Barbárie e crimes impostos
Por pessoas desalmadas.
Pelos que têm de lutar
Até a morte nas rinhas
Quando o homem faz apostas
Em transações tão mesquinhas.
Olhai para os que são mortos
Nos macabros rituais
Em altares religiosos
Que usam sangue de animais.

Meu bondoso protetor
Oro a vós por meus irmãos
Para que sua dor e tristeza
Não sejam sofrimentos vãos.


Que chegue logo o dia da abolição
E possa ser eu um pilar na boa ação.

(Desconheço autoria)




Dizy Ayala
Ação pelos Direitos dos Animais




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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Diante de tragédias naturais, é possível aflorar a solidariedade humana?




Diante de tragédias naturais, 
é possível aflorar a solidariedade humana?

Por Dizy Ayala



A Terra está em constante movimento e sabemos que tem seus ciclos de desequilíbrio e instabilidade, porém é fato, também, que a exploração constante e desmedida que a era industrial tem feito, vem sacudindo o planeta pelo efeito da interferência humana.

Nunca antes o homem avançou tanto nos limites terrestres, marítimos, no espaço e na queima de resíduos fósseis, como no nosso tempo.

Quantas consequências adversas mais vamos presenciar, diante do solo marinho perfurado e a explosão de bombas em alto-mar, as mineradoras que avançam na degradação de cadeias de montanhas, a própria alteração do clima e o sistema de ventos?

Há quem acredite em vingança da Terra, bem verdade não creio que se vingue!
Senão que o planeta cumpre um papel, dentro da lei de ação e reação, de se reciclar, se renovar!

Há que se considerar a fragilidade de muitas das instalações feitas pelo homem, que desabam diante da prepotência humana de achar que tem controle sobre tudo. Que a natureza e seus recursos estão aí apenas para serem usados sem critério e cuidado.

Maior sofrimento para os países mais pobres, onde há menos investimentos.
São muitas vidas ceifadas e expostas à total falta de recursos, senão pelas ajudas humanitárias que começam a chegar! É um paradoxo que mesmo dominando tantos recursos tecnológicos, ainda sejamos surpreendidos por esses eventos e tantas pessoas fiquem expostas à falta de assistência!

Vemos notícias do quanto rios e oceanos são vias de esgoto e dejetos sem nenhum tipo de tratamento. O quanto há projetos ecológicos que não são viabilizados pelas políticas públicas. E o quanto como cidadãos colaboramos com tudo isso? É possível que cada embalagem pet que promete “abrir a felicidade” tenha o destino da reciclagem? Você já se perguntou quão mais eficiente que a intenção de reciclar, é evitar tanta produção de lixo!

A reciclagem é bem-vinda não só para os resíduos, mas para nossos comportamentos e atitudes. Quantos de nós estão dispostos a contribuir para um novo tempo possível de ressurgir dos escombros?

Fazer um consumo consciente, onde se desvia o modo de produção exploratório para uma cadeia produtiva, com produção ecológica, que respeita a natureza, lar de todos os seres que coabitam conosco em igualdade de direitos.

O planeta não é só dos humanos e a Terra, como organismo vivo, também sente os efeitos nefastos de um consumo desenfreado e predatório!

Quantas perdas animais fatais nas catástrofes, mas também no cotidiano, vitimadas pela poluição, perda de território natural pelo avanço do “progresso” humano, sacrifício em cultos religiosos e a exploração para o consumo.

Quantos de nós estão dispostos a rever seus hábitos?

Diante de nossa finitude e o abalar do chão sob os nossos pés, 
importante refletir, reconhecer e respeitar a vida, nas suas variadas formas!
Estamos todos de passagem! Deixemos registros de amor e paz por onde passarmos! 









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Dizy Ayala
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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Quando a compaixão evolui a tradição


Quando a compaixão evolui a tradição

Por Dizy Ayala


A humanidade tem afirmado sua trajetória sempre pautada por suas crenças, costumes, hábitos e tradições. São esses valores que trazem a identificação de povos, culturas e permitem deixar registros para novas gerações.

Quando se cultivam as tradições tem-se a sensação de honrar os antepassados e a própria história escrita até os dias atuais.

Há que se considerar, entretanto, que além de cultivar raízes, a possibilidade de avançar novas fronteiras no conhecimento, nos permite ver, considerar e ampliar novos horizontes.

Muito se fez no campo da ciência e novas tecnologias. O mundo de hoje é muito diferente de algumas décadas atrás, inclusive no que diz respeito à relação entre as pessoas.

Vivemos tempos de uma acelerada mudança em muitos conceitos, preconceitos, dinâmicas e paradigmas. E a vida nos mostra que nada é fixo, tudo é movimento.

O ser humano tem sido convocado a repensar sua relação com o planeta, sua saúde, seu próprio estilo de vida e os impactos de suas ações diárias para o futuro da humanidade.

É fato que mesmo diante de todo aparato tecnológico, senão for possível evoluir em consciência, estamos fadados a mergulhar na crise de nossa própria existência.

É preciso considerar sagrados os recursos naturais, que sem eles não sobrevivemos e dignificar as relações entre os seres, sejam eles humanos ou não humanos.

Sim, o homem tem se afirmado de maneira antropocêntrica, como se tudo e todos estivessem apenas ao seu dispor, quando na verdade somos hóspedes breves na existência da vida.
Quantos povos, civilizações corrompidos pela ganância, prepotência e maldade.

Muitos têm despertado para o real sentido da evolução, onde não se esgotam os recursos e sim se faz uso do que gentilmente a natureza nos oferece pela energia solar, das águas, solo e ar. As energias limpas que se movem pelo movimento dos oceanos, pela força dos ventos, pela metamorfose do lixo que costuma ser depositado no solo e muito mais.

Nossa fonte de alimento, também fruto da terra, precisa ser preservada pelo cultivo sem agrotóxicos ou bizarras engenharias genéticas, mutando gens de vegetais com animais.

E por fim e não menos importante, nossa relação com as outras espécies. É cruel como a humanidade tem usurpado o direito à vida animal, grupo a que nossa própria espécie pertence para tirar proveito desde motivos, fúteis, banais, crendices até a ideia de que é preciso alimentar-se do corpo de animais mortos.

Desde a ciência até cultos religiosos, há quem acredite ser preciso torturar e sacrificar animais. Com o possível uso de simuladores e protótipos robôs, colônias de células, nenhum animal precisa ser testado.

Para cultos religiosos, se o caráter é simbólico, ele pode e deve ser figurativo.
Revisitando o passado, humanos sacrificavam humanos para adorar os deuses. Se a civilização evoluiu e se abstêm dessa ritualística nos tempos modernos, o que justifica, nos dias de hoje, oferendas com animais.

Mesmo no que diz respeito à alimentação, se em alguma era do gelo, o ser humano, pelos registros históricos, vegetariano, teve de se adaptar ao consumo de animais para sobreviver, isso já foi há muito tempo atrás! Não vivemos mais em cavernas! Vestir peles? Animais serem esfolados vivos com tantas fibras vegetais e sintéticas ao dispor? A fartura de alimentos vegetais nos seus inúmeros preparos nos dão a chance de retornar ao plano original, uma alimentação saudável, que poupa o meio ambiente e a vida de outros seres animais, que sentem e sofrem como nós!

Quando se questiona essas práticas, mais do que contrariar costumes e tradições, se está propondo algo novo!


Um olhar compassivo e positivo! Uma vida livre de crueldade, que dignifica o homem e o retira do ciclo da violência!





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Dizy Ayala
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quarta-feira, 1 de abril de 2015

A dor da menina por seu animal de estimação



A dor da menina por seu animal de estimação




Por Dizy Ayala 

"A criança chamava o cachorro de Flor e ficou em estado de choque ao encontrar o animal morto. Segundo o Daily Mail, países como China, Vietnã e Coreia do Sul ainda tem a cultura de consumir carne de cachorro. Em algumas cidades como Hanoi, por exemplo, chegam aos matadouros mais de sete toneladas de cães vivos todos os dias".


http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/menina-de-5-anos-chora-ao-achar-seu-cao-assado-em-mercado,7f757f195ea6c410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html


Também um dia, aos cinco anos de idade, eu chorei diante das patas e cabeça decepadas de meu bichinho!

Havia passado o domingo fora e quando voltei para casa, acompanhada de minha avó, na segunda-feira, bem cedo pela manhã, me deparei com a cena.

Na infância, assim como muitas outras crianças, ganhei um filhotinho de minha mãe, como amiguinho de estimação!
O meu era penoso, bem amarelinho e piscava os olhinhos quando acarinhado com a ponta dos meus também pequeninos dedos. Cabia na palma da mão! Prometia ser um galo e recebeu o nome de Arisco! Era o nome de um tempero bastante difundido na época e eu já estava familiarizada com o nome no rótulo, nos primeiros momentos da alfabetização.
O tempo passou e o pintinho não virou galo, virou galinha! Já não cabia na mão, mas cabia nos braços! 

A primeira coisa que fazia todas as manhãs era correr para o pátio abraçá-la. Ao que a Arisca respondia com um discreto cacarejo. A ave passava o dia a ciscar o chão, ao que eu acompanhava atentamente pois revelava do solo, vários bichinhos interessantes, como minhocas e insetos. Era muito revelador descobrir elementos da natureza pelos olhos de minha amiguinha.
Também aprendi que com seu ciscar e excrementos, ela fertilizava o solo, onde minha avó cultivava muitas plantas, dentre chás, temperos e flores. Tempos depois, passou a me surpreender com seus ovos. Um por dia! Animal dócil acordava e dormia cedo, hábito que eu também tinha na ânsia de aproveitar bem o dia! E assim foi por meses.

Naquele dia fatídico, nos aproximamos do portão e eu já estranhei o silêncio, nem mesmo cheguei até ele, quando vi as patas e cabeça decepadas, jogadas no chão. Foi no pátio do vizinho que dava acesso ao nosso. Parei, olhei de novo, não precisou dizer nada. Minha avó ainda exclamou, em voz baixa: "Nem esconderam, deixaram aí mesmo pra gente ver." Juntei os restos mortais, ainda corri para olhar dentro do nosso quintal e nada! Haviam mesmo matado minha galinha! 
Na inocência de criança ainda perguntei, por que fizeram isso? "Mataram pra comer", foi a resposta.




Depois desse dia, eu passei a questionar o consumo de animais, repetidas vezes.
É certo que há muitas justificativas culturais para isso. Nenhuma delas válida pra mim.
O reino animal, grupo ao qual também pertencem os humanos é bastante diversificado em suas formas. O que é comum a todos é a capacidade de sentir (dor, satisfação) e a empatia (sentir a dor do outro). É possível sim estabelecer estima com qualquer animal, seja ele cachorro ou galinha! É uma questão cultural! Há uma especificação quanto a quais são animais de estimação e quais são os próprios para consumo, apenas por uma convenção que muda de acordo com o lugar do mundo! Verdade seja dita, animais não são comida. Temos tudo que precisamos como nutrientes dos alimentos vindos da terra. Plantas, grãos e vegetais são organismos vivos que diferem completamente dos seres vivos pois não possuem órgãos, nem cérebro, portanto sem sistema nervoso, não sentem, nem sofrem. 

Antes os chineses trocassem os repolhos por cachorros de estimação. O mundo industrial e extremamente consumista, tem desumanizado as pessoas. Ao que muitos acharam engraçado, vários jovens chineses passeando com repolhos trata-se de um sinal brutal dessa desumanização. Um dia estes jovens também foram crianças e a eles foi dado animais eletrônicos, tamagoshi, enquanto os cães reais seguiam para o abate.

Diariamente, porcos, galinhas, bois, cordeiros e coelhos, considerados mercadoria são transportados para a morte. Somos condicionados a acreditar que tem que ser assim porque sempre foi assim e sempre será. Será? Um dia você também foi criança e com certeza estabeleceu empatia, em algum momento, com algum animal e se importou. E depois, por influência do mundo adulto e do aculturamento é que passamos a repetir sem questionar.

A verdade é que há sim uma escolha! Experimente! Go vegan!




leia também
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2014/10/a-licao-que-nos-ensina-crianca-e.html






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Dizy Ayala
Ação pelos Direitos dos Animais

quinta-feira, 26 de março de 2015

Audiência Pública sobre o fim do sacrifício de animais em cultos religiosos em Porto Alegre/RS

Audiência Pública sobre o fim do sacrifício de animais
em cultos religiosos em Porto Alegre/RS

Por Dizy Ayala
26 de março de 2015

Nos dias 24 e 25 de março, Porto Alegre, a capital do RS, teve em pauta a questão do sacrifício de animais em rituais religiosos. A Dep. Estadual pela causa animal, Regina Becker, solicitou a revogação do artigo do Projeto de Lei n° 21 que explicita dentro da liberdade de credo a permissão do sacrifício de animais em cultos religiosos.

Antes mesmo de apresentar a discussão na Assembleia Legislativa, a Dep. Regina já deixava claro que não se tratava de preconceito a nenhuma religião em específico, tendo em vista que a intenção não é de revogar o PL e sim apenas o artigo em específico. Houve inclusive um encontro com lideranças religiosas para deixar claro a intenção exclusiva da proteção animal.

Os ativistas da causa animal foram convocados para então comparecer nesta última terça para Audiência Pública sobre a questão.

Já pela manhã do dia 24, o PL foi distribuído em plenário. À tarde, houve manifestação no entorno da Assembleia, organizado pela ativista Luana Michels.

A Dep. Regina recebeu os ativistas às 17h30min em sala reservada para fórum e debates e às 18h  teve início a Audiência Pública.

Tanto a sala Dante Barone quanto a área no entorno da Assembleia tinha grande presença dos religiosos e simpatizantes de culto de raiz africana. De maneira que a opção por reunir-se em separado foi estratégia para evitar confrontos, tendo em vista que a orientação foi de manifestar pacificamente.

No caminho para Assembleia, já na Praça da Matriz, era possível ouvir, dentre cânticos próprios, a voz de uma das lideranças do movimento afirmar que estavam sendo vítimas de racismo. Foi dito também que estavam a perseguir as culturas afro descentes e sua liberdade de credo. Foi chocante perceber a hostilidade e fervor daqueles que pretendem manter tradições cruéis e manifestar o direito de torturar e matar.

A proposta como dito acima em nada discute cor da pele, tendo em vista que dentre os ativistas pelos direitos dos animais, há pessoas de diferentes etnias, crenças, profissões e classes sociais.
O que foi revindicado foi a defesa dos animais, vítimas de maus-tratos pelo direito à vida.

Nem mesmo o argumento de que os animais mortos em oferendas são usados para alimentação se sustenta. Há inúmeros relatos da agonia a que eles são submetidos para provocar a morte lenta e dolorosa, com cortes e perfurações e em alguns casos com o aproveitamento do sangue para rituais.

Para muitos dos manifestantes veganos presentes, evita-se qualquer tipo de exploração animal, seja nos testes de laboratório, entretenimento, cultura, cultos  e mesmo consumo de roupas, acessórios e alimentos de origem animal.



Houve manifestação dos ativistas em presença da Dep. Regina Becker no pateo em frente à Assembleia Legislativa. Estiveram representados várias ONGs de proteção animal, grupos e ativistas independentes. Vários perfis, algumas anônimas e valorosas vozes de senhoras protetoras que ao cair da tarde, ficavam mais vulneráveis para o retorno para casa. Aconselhamos uma em particular, para que fosse pelo lado oposto à praça, sem identificação do movimento, para evitar qualquer enfrentamento. Parece exagero mas havia por todo quarteirão pessoas distribuídas como que a reivindicar a propriedade de cada esquina das vias que são públicas. Há relatos de casos de agressão, quando desse corpo a corpo no acesso à Assembleia.



Casal Dizy Ayala e Juarez Rodolpho do grupo Ação pelos Direitos dos Animais





No dia seguinte, o plenário abriu mais uma vez suas portas agora com proposição de Audiência Pública presidida pela Dep. Manuela D'Ávila na intenção de defender a morte de animais em nome da religião.
...

O movimento pela abolição da crueldade animal, vem ganhando força no mundo todo.
Os Direitos Animais já elegem seus representantes para que as leis de proteção animal sejam uma realidade.
Há muitas demandas, e todas válidas! É preciso que se revise vários aspectos já enraizados da cultura humana, que se acostumou a ver-se com supremacia sobre as outras espécies. E por isso acaba por banalizar o sofrimento e a dor desses seres. Se fomos capazes de discutir a igualdade de raças, de sexo, é chegado o momento de discutir os direitos animais, seres sencientes que sentem e sofrem como a gente.

"O caminho da evolução se constrói pela compaixão e dentre tantas demandas que pretendem a absolvição dos animais de qualquer aflição e martírio imposto pela mão humana, essa continua a ser uma importante e necessária revisão de valores. Enquanto ainda se crê em deuses carentes do sacrifício como poderemos reclamar por misericórdia? Importante fazer o julgamento de nossas práticas diárias nesse caminho de evolução, para que sejamos nós absolvidos da culpa do pecado." Dizy Ayala 
Grupo APDA Ação pelos Direitos dos Animais


pronunciamento da Dep.Regina Becker no dia 25 de março (quinta-feira)
https://www.facebook.com/ReginaBeckerFortunati/photos/a.694259253968756.1073741828.693868430674505/871276122933734/?type=1&theater

Participe da petição on line! 
Para assinar é preciso clicar no link, preencher o formulário e confirmar!

Do site da Assembleia Legislativa:
Fotos da audiência pública do dia 24/03/15, convocada pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente para discutir a respeito do PL 21/15 da deputada Regina Becker Fortunati.
Esta foi a audiência que não existiu de fato, onde somente os representantes das religiões de matriz africana puderam se manifestar, ferindo assim o principal objetivo da audiência publica, que é o debate e o contraditório. 
A mesa coordenadora não permitiu a participação do presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ, dr. Reynaldo Velloso, que veio do Rio de Janeiro especialmente para o evento, e a representante do Ministério Público do RS, dra. Anelise Steigleder.
Na mesa, os deputados Jorge Pozzobom, do PSDB, Altemir Tortelli, do PT e Tarcisio Zimmermann, do PT, juntamente com as lideranças religiosas.


A Audiência do dia 25/03/15 aconteceu. A mesa, composta por doze integrantes, tinha apenas uma representante dos direitos dos animais, dra. Sandra Royo, pelo MGDA, convidada no próprio dia 25 pela manhã, pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Gabriel Souza. Se não fosse esse convite de última hora, mais uma vez não haveria ninguém para falar em defesa dos animais. (fonte Movimento Gaúcho de Defesa Animal)



página Luana Michels - Direito dos Animais e Vulneráveis

edição do jornal Diário Gaúcho












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