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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Movimentos feminista, vegano, negro, LGBTQI e sociedade civil se unem pra dizer #elenão


Movimentos feminista, vegano, negro, LGBTQI e sociedade civil se unem pra dizer #elenão

Às vésperas das eleições para presidência do Brasil, mulheres, veganos, ambientalistas, homossexuais e cidadãos de todo o país, de todas as etnias, se unem para dizer #elenão. O movimento que começou nas redes sociais,  ganha as ruas em uma manifestação em todo território nacional e mais 10 outros países, neste sábado.

A mobilização é motivada pelas constantes e recorrentes declarações do infame candidato Bolsonaro ao referir-se em tom pejorativo e discriminatório com relação às mulheres, negros e integrantes da comunidade LGBTQI.

No que diz respeito à proteção animal, tampouco poupou comentários sobre sua perspectiva distorcida sobre atividades que exploram animais, ao considerar como esporte os rodeios e vaquejadas, e até mesmo a caça.

A sociedade como um todo se vê ameaçada quando uma das pautas mais amplamente divulgada pelo referido candidato é a da posse de armas. Para isso, se valendo inclusive de crianças! Ele que abertamente defende o período da ditadura e seus excessos, naquele que foi o período mais violento e anti-democrático vivido na política em nosso país.

Ou seja, diante de tantos desatinos proferidos em nome da “ordem e progresso”, a sociedade em geral decidiu dar uma resposta, nas redes sociais, nas ruas e nas urnas.

Que todos nós tenhamos a capacidade de discernir sobre o futuro do Brasil, sem incorrer em erros do passado, onde as liberdades individuais sejam privadas e inocentes massacrados.

Por uma nação livre, democrática e que respeita direitos civis, a defesa do meio ambiente e dos animais.


Dizy Ayala

Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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quinta-feira, 31 de maio de 2018

VEGANISMO, ÉTICA E MOVIMENTOS SOCIAIS


VEGANISMO, ÉTICA E MOVIMENTOS SOCIAIS

Por Dizy Ayala
Movimentos, com base em questões éticas, culturais e ideológicas, deram início a reivindicações quanto aos direitos humanos bem como quanto aos direitos dos animais.

A evolução do pensamento que, de acordo com Naconecy (2006), está associada ao “progresso da civilização humana sob a forma de um círculo em expansão da consciência moral”.

A partir dos anos 60, passaram a ser discutidos o racismo, o sexicismo e o especismo, entre outros. Momento em que aflorou o clamor por justiça, igualdade e compaixão em contraponto à discriminação e às atrocidades cometidas na 2ª Guerra e Guerra do Vietnã.

Surgiram diversos movimentos: pela paz, pela igualdade racial, os movimentos feministas, dos homossexuais, ambientalistas e pelos direitos dos animais, entre outros. Inspirados em ícones como: Mahatma Gandhi que tornou-se um exemplo do uso da ação não-violenta, em suas manifestações pela Independência da Índia.

E Martin Luther King Jr., cuja filosofia inspirada em Gandhi, defendia que todos deviam ser tratados com amor e respeito – ele que passou a ser um representante do amor universal e incondicional, valores defendidos também pelos defensores dos animais.

Inclusive, o filho, Dexter, e Corretta, esposa do Dr. King, tornaram-se veganos, ainda nos anos 90. Ou seja, a família King, e também vários de seus apoiadores, veganos, reconheceram as interseções dos direitos humanos e animais, e seus objetivos comuns.

"O veganismo me deu um nível mais elevado de consciência e espiritualidade porque a energia associada à alimentação mudou para outras áreas". Dexter declarou ao Vegetarian Times em 1995.

Em 1968, a chamada Revolución, desencadeada por estudantes franceses, chega a outros países e envolve as chamadas minorias políticas. Nessa época, o movimento feminista adota a palavra de ordem “o corpo é nosso” em alusão à independência feminina, lema que passou a ser uma bandeira inclusive para o movimento feminista vegano.

O ecofeminismo, a partir dos anos 70, passou a evidenciar a forte ligação entre a exploração da natureza e das mulheres, demonstrando a analogia entre sexismo e especismo. Na perspectiva do veganismo, “animais não existem para serem explorados pelos humanos, assim como o negro não existe para servir o branco, nem a mulher para o homem”, conforme declarou Alice Walker, autora do livro A Cor Púrpura, e feminista.

Nesta mesma época, Peter Singer, publica o livro Libertação Animal, (1975). Que destaca a discussão do especismo, a discriminação de uma espécie para outra, e propõe que os animais são dignos de igual consideração. E Tom Regan, também filósofo, autor de Jaulas Vazias (2006) defende que os animais possuem direitos, pois são “sujeitos-de-uma-vida” e que devem ser considerados como “agentes morais”.

Os dois defendem que TODOS os animais são seres sencientes, capazes de vivenciar diversas emoções, e por isso a sociedade tem o dever moral de os defender. Ambos são grandes referências para o movimento de defesa dos animais.  

Segundo Naconecy (2006), a maior parte do sofrimento a que os animais são expostos pela mão humana não ocorre pela crueldade e sim pelo uso sistêmico, considerado normal e socialmente aceito.

Exemplo disso é relatado por Alex Hershaft, sobrevivente do campo de extermínio de Auschwitz, que tornou-se ativista pelos direitos dos animais e fundador da FARM (Movimento dos Direitos Animais de Fazenda nos EUA):

"Notei muitas semelhanças entre a forma como os nazistas nos trataram e como nós tratamos os animais, especialmente aqueles criados para alimentação. Entre elas estão o uso de vagões para transporte; o tratamento cruel diante ao iminente abate, a eficiência de processamento, destacamento emocional dos autores, e as pilhas de partes do corpo sortidas".

De acordo com ele a opressão de qualquer ser vivo senciente deve ser erradicada ”onde quer que eleve sua cabeça feia” tanto para seres humanos como não humanos. “É tudo parte da mesma luta”.

Por certo que nos dias de hoje ainda presenciamos, infelizmente, manifestações retrógradas quanto às diferenças. Principal causa, no passado e, ainda hoje, dos mais terríveis conflitos que a história nos conta. Também o especismo permanece. Sempre que haja a crença em uma “superioridade” para justificar a crueldade infligida ao oprimido.


“Os melhores reformadores”, todos os que primeiro se opuseram ao tráfico de escravos, a guerras nacionalistas, à discriminação de mulheres e à exploração do trabalho de crianças, - “todos foram considerados excêntricos” por aqueles que tinham interesses na exploração. (SINGER, 2004).

Na última década, houve uma grande mudança quanto à formação de dezenas de novos grupos de Defesa dos Animais, o que aumentou e muito, a consciência das pessoas com relação a “imensa e sistemática crueldade praticada na produção intensiva, nos laboratórios, nos circos, nos zoológicos e na caça”.

Particularmente, com o advento das mídias digitas é possível comunicar campanhas em defesa dos animais, o empreendedorismo, com novos produtos, alimentação saudável e eventos culturais a um número cada vez maior de pessoas. Para o movimento pelos direitos dos animais, a contribuição de cada pessoa é relevante, de variadas formas.

Vários grupos constroem movimentos sociais com valores que vão gerar consciência e reflexão acerca das nossas escolhas. Escolhas que irão movimentar a cidadania, a cultura, a economia e novas diretrizes mundiais com impactos globais.

Dizy Ayala

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quinta-feira, 8 de março de 2018

La Femme Fatale – A Exploração do Gênero


La Femme Fatale – A Exploração do Gênero

Por Dizy Ayala

Como um dia foram as mulheres e crianças a mão de obra mais barata, a realizar as mesmas tarefas dos homens, em uma jornada exaustiva de 16 horas diárias, ainda hoje lutam por igualdade de direitos. E são as fêmeas as mais exploradas pelos meios de produção. Também as fêmeas de outras espécies sempre foram vistas como mais produtivas, pois podem gerar filhos e com isso render mais lucro a seus exploradores. A exploração absurda e brutal de gerar filhos forçadamente para então separá-los de suas mães para que o “produto” cobiçado possa ser explorado.

E é assim com todas elas, ao longo da cadeia produtiva. Seus corpos são manipulados de maneira a produzir mais e mais. Descartam os machos, a exceção daqueles que se tornam escravos sexuais para gerar as sementes para a reprodução, enquanto elas, cativas, serão o depositário para gerar o inescrupuloso lucro da exploração.

Por trás do caráter simbólico da vaca sagrada, na realidade, a proteção dada às vacas indianas refere-se à proteção de uma cadeia de utilidades a que as tais vacas representam economicamente, conforme aponta Marvin Harris.  É a legalização do estupro, da violência doméstica e assassinato. Toda uma realidade difícil de encarar, ignorada por muitos, mas são mães e filhos que seguem para o matadouro todos os dias.

Assim como lutam por seus direitos legítimos de igualdade, muitas mulheres e homens esclarecidos, despertos e compassivos, têm expandido sua compreensão de que o movimento feminista compreende todas as espécies e que o abuso às fêmeas animais cria um padrão de comportamento na sociedade, onde ainda testemunhamos tanta violência às mulheres humanas, ainda vistas, muitas vezes, como objeto.  Sistemas alimentares acabam por exercer um papel fundamental na reprodução de desigualdades de classe, raça e etnia, gênero, sexualidade e idade, entre muitos outros, conforme exposto por pesquisadores como FLANNERY e MICYNTE no artigo Food as Power. 

Tais observações permitem um entendimento do poder exercido através de sujeitos, objetos, instituições e discursos onde desigualdades econômicas globais são reproduzidas através desses sistemas. Desse modo, as desigualdades estão profundamente presentes no tecido social, em suas práticas e na produção de significados simbólicos. E a cultura atua não só como uma parte destes meios de dominação e exploração, mas como veículo de reprodução e experiência desses meios. 

O ecofeminismo de estudiosas como Marti Kheel, Lori Gruen, Greta Gaard, Josephine Donovan, Ynestra King, Barbara Noske e Karen Warren,  começava a identificar, a partir dos anos 70, a relação entre a opressão de mulheres e animais. O movimento trouxe à tona a estreita relação entre a submissão e exploração da natureza, das mulheres e dos povos estrangeiros.

Na perspectiva do veganismo, "animais não existem para serem explorados pelos humanos, assim como o negro não existe para servir o branco, nem a mulher para o homem", conforme declarou Alice Walker, escritora estado-unidense, autora do livro A Cor Púrpura, e ativista feminista. Dessa forma, é possível perceber uma analogia entre especismo, racismo, sexismo e outras formas de preconceito e discriminação.

“Em nossas relações com o reino animal surge um dever que todas as mentes pensantes e compassivas deveriam reconhecer: o de que, como somos mais fortes mentalmente que os animais, deveríamos ser seus guardiões e ajudar-lhes, não ser seus tiranos e opressores. Não temos o direito de causar-lhes sofrimento e terror só para a gratificação do paladar, um luxo a mais em nossa vida”. Annie Besant, humanista do séc. XVIII, ativista pelos direitos das mulheres, presidente da Sociedade teosófica.



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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Não se trata "apenas" de dó do bichinho.

Não se trata "apenas" de dó do bichinho.


Por Dizy Ayala

O sentimento de compaixão pelos animais é o mesmo em relação às pessoas. Aquelas que tem na indústria da morte, o seu ofício.

Enquanto é cômodo para as pessoas que frequentam os supermercados visitar suas prateleiras e adquirir os produtos fatiados nas bandejas, outras estão diariamente com as mãos e os corpos manchados do sangue de inocentes, que lutam e se debatem por suas vidas.

O quanto é conveniente pagar o preço para um outro alguém cumprir a malfadada tarefa de matar? 
A linha de produção atroz que transforma homens em potenciais assassinos como diversos estudos já apontam. A relação desse perfil de pessoas que, habituados ao ato de matar, estão mais propensos à prática desse mesmo ritual de morte com seres humanos.

Quantos casos abafados de demência. Também os humanos tem tempo determinado dentro da linha de produção. Quando começam a pifar estão fora da linha de montagem.

Enquanto isso confortavelmente em sua "inconsciência", o público consumidor se seduz pelos anúncios do capricho do paladar. A associação não é com a linha de produção, senão apenas com as fatias de bacon tostando ou a ostentação de fartos hambúrgueres.

Objetos de consumo tem sua linha de produção aberta à visitação como no caso dos carros, roupas e cosméticos, apesar destes últimos, em alguns casos, também conterem casos de crueldade, mas o que dizer da linha de produção da indústria da morte? Quantos de nós são capazes de acompanhar a produção na jornada de trabalho dos matadouros e seus matadores.

Nas paredes celadas, nunca mostradas, senão pelos vídeos dos que tem dó de bichinho, os gritos ecoam, há luta corporal, sangue e excrementos de fundem e contaminam os leitos dos rios e solos, bem como as almas e corpos de seus algozes.

Quem vê apenas o produto da morte tem uma visão entorpecida da realidade.
A coisificação que desassocia vida animal de objeto de desejo, no caso comida.

E ainda que a crítica seja a linha industrial e a opção seja pelo abate nas propriedades, quem de nós seria capaz de matar um animal?
Mais uma vez é destinado a outro alguém a tarefa de matar. O animal criado próximos às famílias, até mesmo com estima, até o dia da sentença.

É bem verdade que a todos que vivem nas cidades é dada a comodidade de consumir sem produzir.
Toda linha de produção de alimentos é feita por alguns produtores, desde grãos até verduras e frutas. Porém, quando você perceber a diferença de visitar uma horta e um matadouro, você vai entender o porque de ser vegetariano.



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Programa My Plate recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e FAO (Organização para Alimentação das Nações Unidas)

Do ponto de vista ambiental

Do ponto de vista animal
Declaração de Cambridge, Stephen Hockins e Philip Low

Sobre Comportamento Social


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