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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Passagem de fauna vira lei no Brasil

 


Finalmente, a Câmara disse sim.

11 anos de tramitação. 11 anos de atropelamentos documentados, de espécies ameaçadas, de rodovias que cortaram biomas inteiros sem dar passagem à vida que já estava lá antes do asfalto.

A partir de agora, passagens de fauna se tornam obrigatórias nos trechos de maior mortalidade. As concessionárias pagam. Um cadastro nacional vai registrar cada acidente, cada espécie, cada ponto crítico. Os dados viram política pública.

O que a nova lei do Plano Nacional de Segurança Viária para Fauna Silvestre, o Pl466/15, determina?

Pontes, túneis subterrâneos, cercas e refletores nos trechos de maior mortalidade. Custeados pelos operadores das vias, inclusive concessionárias.

Um cadastro nacional de acidentes

Banco de dados público com espécies atingidas, localização, bioma e medidas adotadas.

Relatório anual obrigatório publicado em portal de dados abertos.

Isso não caiu do céu. É resultado de anos de pessoas e organizações que se recusaram a aceitar que animal morto na estrada é paisagem normal.

E ainda não acabou.

O Senado é o próximo passo.

Que seja aprovado!

Fonte: Proteção Animal Mundial

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Tragédia na Austrália poderia ter sido evitada, conforme alerta dos cientistas.



Desde setembro, a Austrália vem enfrentando incêndios florestais. A estimativa de acordo com a Universidade de Sidney é de meio bilhão de animais mortos, entre mamíferos, dentre eles cangurus e coalas, pássaros e répteis. Um terço da população de coalas está morta.

Nessa estimativa não estão incluídos grupos como morcegos, sapos e insetos. Veterinários estão promovendo cuidados médicos emergenciais. Esse número se torna ainda mais expressivo quando se considera que o país tem um elevado número de espécies endêmicas: 244 das 300 espécies nativas só são encontradas lá!

Entre vidas humanas, foram confirmadas mais de 20 mortes e milhares de pessoas tiveram que sair de suas casas no sudeste do país. Dezenas de milhares de bombeiros e voluntários têm estado em ação desde o princípio dos focos de incêndio e barcos da marinha tem chegado à costa para ajuda humanitária. Em torno de 1000 construções estão destruídas.  
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A chegada contínua de ondas de calor recorde, que mantêm as temperaturas acima dos 40 graus, deve fazer os focos de incêndio continuar. A seca em 2019, a mais intensa registrada no país nos últimos 120 anos, e as fortes rajadas de vento, que contribuem para o alastramento do fogo, são consequências do aquecimento global. 

O calor e a fumaça liberados na atmosfera pelas chamas também causam impactos na região, evidenciados nas geleiras da Nova Zelândia, já ameaçadas pelo degelo, que ganharam uma cor caramelo. O céu da Austrália está laranja ao invés de azul, o que inclusive dificulta o trabalho dos pilotos para tentar conter as chamas por via aérea.
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A Austrália teve o ano mais quente e mais seco dos últimos tempos e os cientistas já haviam alertado sobre o que agora está acontecendo.

O primeiro ministro, que esteve em férias no Hawai enquanto os incêndios devastavam a Austrália, disse para os estudantes ativistas pelo clima para voltarem para a escola.

Scott Morrison é conhecido por negar as mudanças climáticas e vem sendo confrontado pela população das cidades mais atingidas por onde passa. Diante de um verdadeiro ecocídio que evidencia os riscos do negacionismo enquanto fenômeno global. Negar a crise climática serve apenas para isentar os governos de frear os lucros das multinacionais, que produzem danos irreversíveis aos biomas locais e ao clima global, com o aumento das secas e poluição.

O primeiro ministro está dando suporte a um desenvolvimento insustentável, ampliando a atividade das termoelétricas (à base de carvão) e da pecuária, que é responsável por 51% de toda emissão de gases do efeito estufa e onde são usados 76 trilhões de galões de água anualmente. As emissões de CO2 são responsáveis pelo aquecimento global, apontado como a principal causa da maior extinção em massa de animais silvestres em 65 milhões de anos.

Esta tragédia é o resultado de uma falha do governo. Sem a atividade da pecuária, hoje chamada “agricultura animal”, nada disso teria acontecido.

Precisamos que os governos assumam o compromisso para a reversão das mudanças climáticas, com o fim das fazendas de produção.
Precisamos que os governos defendam o meio ambiente, a vida dos humanos e dos animais e que se empenhem para que tragédias como essa sejam evitadas. O tempo para agir é agora.

E cabe a cada um de nós mudar os hábitos de consumo para privilegiar o que realmente é vital: água, ar, solo fértil. Ao invés de continuar a consumir, desenfreadamente, recursos naturais e vidas animais. Quer sejam aquelas mortas por um capricho do paladar ou as sacrificadas em seus devastados habitats naturais.




Dizy Ayala
Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
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Ação pelos Direitos dos Animais  
dizyayala@gmail.com



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