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segunda-feira, 18 de julho de 2022

Paquistão anuncia lei que proíbe testes em animais vivos no ensino veterinário


O Paquistão anunciou sua primeira lei abrangente de bem-estar animal, que inclui punições por crimes de crueldade animal e proíbe testes e cirurgias em animais vivos.

 

A decisão acontece apenas algumas semanas depois que as pessoas expressaram sua indignação ao descobrir que as escolas de veterinária estavam usando animais vivos, incluindo cães, gatos e coelhos, para ensinar os alunos a realizar incisões e pontos.

 

Com punições mais duras, os infratores agora enfrentam multa de 15 mil rúpias (R$ 390) além de prisão, e os cidadãos terão uma linha direta para denunciar qualquer ato de crueldade.

 

A lei será promulgada na capital Islamabad e o governo federal encoraja as províncias a implementá-la em seus territórios.

 

Shalin Gala, vice-presidente da PETA, elogiou o país por introduzir "reformas marcantes" que "proibirão testes e cirurgias em animais vivos para educação veterinária e resultarão em uma mudança a métodos sofisticados e humanos".

 

Segundo foi informado pela PETA no começo de junho, imagens horríveis revelaram que estudantes de veterinária, em pelo menos três instituições no Paquistão, supostamente amarraram a boca dos cães e suas pernas para cima, os operaram sem anestesia, deixando-os abertos em poças de sangue, negligenciando seus cuidados pós-operatórios.

 

Os estudantes teriam realizado esses procedimentos cruéis e invasivos em cães que haviam sequestrado na rua.

 

Fontes: Gulf News e PETA

Via @carnenuncamais

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

O elefante mais solitário do mundo deixa zoológico para finalmente ser livre

 


Kaavan, um elefante asiático que viveu em cativeiro no Zoológico Marghazar, na capital do Paquistão, Islamabad, por 35 anos, poderá, enfim, desfrutar da sua liberdade!

A libertação de Kaavan foi um processo longo que desencadeou críticas internacionais e chamou a atenção para o estado lastimável do zoo de Islamabad, onde as condições são tão más que um juiz decidiu em maio deste ano que todos os animais deveriam ser retirados. Foram apresentados documentos que comprovavam que a saúde de Kaavan estava completamente comprometida, devido às condições do local onde ele vivia.

Depois da decisão, a associação de defesa dos direitos dos animais com sede na Áustria Four Paws International foi chamada para ajudar a retirar Kaavan - que ganhou fama após ter sido mencionado pela cantora e ativista Cher, que festejou a decisão de finalmente o libertarem.

Ativistas de todo o mundo se concentraram e trabalharam juntos para conseguir que as autoridades paquistanesas reconhecessem a debilidade e o encarceramento do elefante.

Para ser transferido, Kaavan teve de se habituar a uma jaula para ser transportando de avião para um santuário de vida selvagem de mais de cem quilômetros quadrados no Camboja.

Armado com uma banheira cheia de bananas e pão ázimo, o veterinário Amir Khalil, da Four Paws, atraiu o elefante até uma zona de cimento, enquanto o veterinário Frank Goeritz usou uma pistola de tranquilizantes para disparar três dardos contra o animal para que os peritos o examinassem, tendo em vista que sua última avaliação foi em 2016.

Não acostumado ao contato humano, o elefante ficou um pouco agitado, levando Khalil a cantar o clássico My Way, de Sinatra, que parece ter acalmado o elefante enquanto comia os pães.

Assim que os tranquilizantes fizeram efeito, Khalil e Goeritz mediram o corpo robusto de Kaavan, tiraram amostras de sangue e inseriram um microchip no seu ombro esquerdo.

"Ele parece estar bem... Mas está completamente obeso, pesa demasiado e os seus pés estão terríveis", disse Goeritz, apontando para as unhas rachadas e malformadas do elefante, que vão precisar de cuidados médicos.

Com pouca legislação para salvaguardar o bem-estar dos animais, os zoos no Paquistão são conhecidos pela falta de condições. Em 2018, 30 animais morreram no espaço de meses depois de um novo zoo ter aberto na cidade de Peshawar, incluindo três crias de leopardo-das-neves.

Elefante "entediado"

Goeritz disse que Kaavan tem andado a comer até 200 quilos de cana-de-açúcar por dia, ao mesmo tempo que não tem qualquer estímulo intelectual, resultando num comportamento "estereotipado", em que balança a cabeça e a tromba de um lado para o outro durante horas.

"Ele está entediado. Precisa de desafios físicos e mentais", disse Goeritz, que passou as últimas três décadas a trabalhar com elefantes em cativeiro em todo o mundo.

A indignação em relação a Kaavan, que foi oferecido pelo Sri Lanka em 1985, ganhou força há alguns anos depois de a veterinária da Califórnia Samar Khan o ter visto acorrentado durante uma visita a Islamabad. Ela lançou então uma petição online que acabou por chamar a atenção de Cher.

A companheira de Kaavan, Saheli, que chegou do Sri Lanka em 1990, morreu de gangrena em 2012. Espera-se que Kaavan possa encontrar uma nova parceira assim que for transferido para o Camboja.

Os esforços incansáveis de uma equipe de defensores dos direitos animais local resultou na decisão do tribunal, em maio, que deveria ter obrigado a mover Kaavan em 30 dias, mas o prazo acabou por ser alargado.

O advogado Owais Awan, que apresentou o pedido no tribunal no ano passado, disse que o elefante pareceu mais feliz ao ter os voluntários e os veterinários cuidando dele.

Mortes na transferência de animais

Apenas alguns animais continuam no zoo e as tentativas dos funcionários locais - muitos dos quais não receberam treino para cuidar de animais - para os mover têm sido desastrosas.

Dois leões e uma avestruz morreram durante ou pouco depois de terem sido levados para uma nova casa. Os tratadores tentaram tirar um leão da sua jaula ateando fogo a montes de palha.

Os lobos e ursos do zoo deviam ter sido transferidos para uma reserva na província de Punjab, mas as autoridades retiraram o pedido no último momento. Os ursos devem seguir para um santuário de vida selvagem na Jordânia, mas ainda não foi encontrada uma nova casa para os lobos, segundo a Four Paws.

Gratidão ao empenho de tantos profissionais em prol desses animais e que consigam êxito na transferência de todos eles, assim como com Kaavan, para que possam, enfim, ter acesso à liberdade que sempre lhes foi de direito.

Fonte: Diário de Notícias Portugal

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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quarta-feira, 10 de junho de 2020

Um anjo chamado Zohra: menina de 8 anos teve sua vida ceifada por libertar pássaros

Crédito da imagem Revista Pazes


A história da menina paquistanesa Zohra Shah tem causado comoção e intensas reflexões sobre o mundo em que vivemos e quais os valores vigentes que carecem, com urgência, de uma profunda transformação. A menina que tinha somente 8 anos de idade foi morta por seu gesto de amor e compaixão, em um mundo de desamor e injustiça. ela libertou dois papagaios caros da gaiola.
Zohra fora mandada para a casa de uma família abastada, em um rico distrito de Rawalpindi, a quarta maior cidade do Paquistão, para trabalhar como empregada doméstica, apesar de sua pouca idade. Uma realidade cruel, porém frequente no Paquistão e em outros países, inclusive no Brasil. Uma atitude tomada de forma impensada pelos pais, quando confrontados com a pobreza generalizada e a falta de planejamento familiar.
A menina, que veio de Muzaffargarh, um distrito no sul de Punjab, localizado a cerca de 580 quilômetros da capital Islamabad, foi enviada pela famíla para viver e trabalhar para o casal e “receber uma boa educação”.
Ela trabalhava há quatro meses para a família de Hasan Siddiqui e sua esposa Umm Kulsoom. Mas, na última segunda-feira, dia 08/06, o homem confessou à polícia que sua esposa havia espancado Zohra porque a menina havia libertado seus papagaios.
“Siddiqui chutou a garota, havia hematomas por todo o corpo e ela estava sangrando”, disse o policial Mukhtar Ahmed, que está investigando o caso. Com o avanço das investigações, foi apurado que o casal foi responsável pelo espancamento. 
Depois de cometer a violência, os dois levaram a menina ao Hospital Memorial Begum Akhtar Rukhsana, onde a equipe confirmou sinais de violência, mas a menina não resistiu e faleceu em virtude dos graves ferimentos. O casal foi preso e confessou o crime.
O assassinato brutal provoca indignação geral e clamor por justiça para a menina Zohra. O ministro paquistanês de direitos humanos, Shireen Mazari, escreveu no Twitter que seu ministério está em contato com a polícia, acompanhando o caso e propondo reformas internas nas leis trabalhistas.
A Organização Internacional do Trabalho estima que existam pelo menos 8,5 milhões de trabalhadores domésticos no Paquistão, muitos dos quais são mulheres ou crianças. A situação de dezenas de milhares de crianças que trabalham no país é alarmante e a violência contra eles é comum.
No ano passado, a Assembleia do Punjab aprovou a Lei dos Trabalhadores Domésticos para regular o trabalho doméstico e registrar os funcionários, mas infelizmente isso não é suficiente para evitar assassinatos brutais como o de Zohra.
“Ainda um grande número de funcionários em Punjab não está registrado, faz trabalho não remunerado e crianças são torturadas até a morte”, disse Arooma Shahzad, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos.
Nota da redação: este é mais um caso onde se relacionam diretamente o clamor pela libertação humana e animal.
Na sua face mais vulnerável, crianças e animais. Por sua inocência e sentimento genuíno de amor incondicional, a menina Zohra inquietou-se com a liberdade cerceada dos pássaros, assim como a sua também fora cerceada, e os libertou. Com seu gesto altruísta, foi sentenciada à morte por ação da face mais brutal da (des)humanidade. A apropriação de uma vida. A da criança indefesa, a dos pássaros...
Zohra queria ver os pássaros livres a voar pelos ares. Que as asas dos anjos a acolham e a amparem em um outro plano, de amor e amparo aos vulneráveis. Que a compaixão prevaleça nos corações endurecidos nesse mundo triste e cruel. Sejamos todos agentes da tão necessária transição planetária.
Texto adaptado via Revista Pazes
Fontes de referência: GreenMe, Nacional, Justgiving.

Dizy Ayala
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