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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Príncipe saudita investe em energia limpa e alimentação vegana no Oriente Médio


Príncipe saudita investe em energia limpa e alimentação vegana no Oriente Médio
O príncipe saudita Khaled Bin Alwaleed declarou em uma publicação no Facebook: “Até 2020, pretendemos ter um mínimo de 10 restaurantes veganos em todo o Oriente Médio.
O propósito da iniciativa leva em consideração o fato alarmante de a região contar com 10 dos municípios com mais obesos do mundo. “Isso é uma loucura e, realmente, uma piada que tenhamos atingido este nível”, escreveu Khaled. “Não estou dizendo que abrir 10 restaurantes solucionará este problema, mas é melhor acreditar que é um passo na direção correta”, acrescentou.
Há cinco anos atrás, o príncipe Khaled tornou-se vegano e hoje com 38 anos vem fazendo uma série de mudanças na sua vida pessoal e profissional e já começa a influenciar positivamente quem o rodeia, tendo sido distinguido com o prêmio de eco-awarness (consciência ambiental), e a inspirar empresários líderes dos Emirados Árabes Unidos.

O príncipe Khaled é filho de uma das pessoas mais ricas do mundo, o investidor bilionário e filantropo, o príncipe Alwaleed bin Talal. Entre as escolhas pessoais do príncipe destaca-se a troca da sua coleção de carros de luxo por um modelo Tesla Model X P90D. Também vendeu as ações que tinha em indústrias ligadas ao petróleo e gás e optou por investir em empresas de tecnologia e construção a partir de energia limpa, incluindo a Breakthrough Energy Ventures, uma das quais tem um grande projeto que inclui a utilização de LEDS e a aplicação de painéis solares na Jordânia.
Com o que denominou de “compromisso pessoal com o golfo para o golfo”, ele disse que sua equipe abrirá restaurantes veganos em oito cidades no Oriente Médio, sendo que 10 estabelecimentos serão abertos até 2020.
O post no Facebook mostrou um mapa que expõe locais marcados na Arábia Saudita, Jordânia, Líbano, Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, segundo o Livekindly.
Após ser diagnosticado com colesterol alto, ele começou a fazer mudanças drásticas na alimentação. Além disso, para seguir sua vida profissional de acordo com os seus valores éticos, passou a investir em empresas veganas, como os restaurantes veganos do chef Matthew Kenney.
Khaled ressaltou que os efeitos colaterais da alimentação convencional nos estados, na sociedade, na economia e na saúde “são um desastre que deve ser combatido”.
“Temos que boicotar restaurantes de fast food e nos concentrar em nossa saúde e na saúde de nossos filhos antes que este desastre aumente”, afirmou.

Declarações obtidas a partir de artigo original 
The Vegan, Saudi Prince Investor by  triplepundit.com
e site sociedadevegan.com

Pode interessar
Conheça as 4 dicas para uma alimentação saudável, sem carne, 

indicadas pela ONU.

http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com/2017/03/conheca-as-4-dicas-para-uma-alimentacao.html

Dizy Ayala

Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Formanda em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
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Ação pelos Direitos dos Animais  


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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Capitalismo Consciente - Visão Além do Lucro


Capitalismo Consciente 

- Visão Além do Lucro -


Por Dizy Ayala

O capitalismo consciente proposto pelo guru indiano Rajendra Sisodia é um movimento que propõe uma economia de mercado que visa o bem-estar e felicidade e não apenas o lucro. Ao oferecer um produto ou serviço, empresta-lhe um valor além do material.
   
   O capitalismo tradicional está focado no produto e no lucro como resultado enquanto que o capitalismo consciente visa a satisfação do cliente, inclusive em suas aspirações por colaborar com um mundo mais sustentável e obtém o lucro como consequência natural e não o objetivo fim.

   O paradoxo é que o fato de o capitalismo consciente não estar focado no lucro e sim em agregar valor para o cliente, meio ambiente e sociedade, tem obtido melhores resultados do que o sistema tradicional. Tendo em vista que a satisfação do cliente, nesse modelo, se dá sob um ponto de vista mais abrangente, cada vez mais pessoas estão interessadas em contribuir com um consumo consciente e estão aderindo às empresas que têm adotado essa prática.


        O capitalismo consciente se baseia em quatro pilares que são: propósito, cultura, liderança e público-chave.

Propósito - criar valores que vão além do lucro e que inspirem empresários, funcionários e também consumidores. Ex. Whole Foods, maior empresa de orgânicos do mundo tem o propósito de ensinar os consumidores a se alimentarem de forma mais saudável e com isso ter uma qualidade de vida melhor.

Cultura – engajar os membros da equipe e seus investidores, em uma relação de confiança. Ex. SouthWest, companhia aérea, tem na cultura da motivação, o incentivo ao plano de carreira dos funcionários alinhado às metas da empresa.

Liderança – buscar o que há de melhor nos funcionários, promovendo ações transformadoras que agregam valor para os consumidores e investidores. Ex. Patagonia, empresa de vestuário esportivo, prima por parceiros locais na produção de sua matéria-prima, o algodão, de forma sustentável e destina 10% do seu lucro para cooperativa de proteção do meio ambiente.

Público-chave – manter todos os envolvidos no negócio a par dos resultados para que estejam engajados. Ex. Grupo Pão de Açúcar, maior varejista brasileiro, entende que há “muito além do lucro”, nas palavras de seu diretor Abílio Diniz, e é preciso estar atento ao que acontece à sua volta e ter orgulho do que faz, agregando valores de bem-estar e felicidade às empresas e seus serviços.

No Brasil, o conceito de Capitalismo Consciente está constituído desde 2013, como um movimento que vem agregando lideranças conscientes e o fomento de empresas alinhadas com a proposta. Há também um incentivo ao ensino em universidades para preparar e formar profissionais para essa nova proposta, visão e missão.

       O novo sistema operacional para as empresas é centrado nas relações humanas. Com inspiração em Martin Luther King e Gandhi, apresenta o amor como valor para engajar as pessoas. Propõe um ambiente onde o amor e o respeito são o mais importante. Em uma empresa consciente, todos são importantes à sua maneira.

Dizy Ayala
Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana
Defensora dos Direitos dos Animais 
Formanda em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
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Ação pelos Direitos dos Animais