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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Nordeste do Brasil declara o fim do turismo em charretes

Três dos mais populares destinos do Nordeste do Brasil proibiram o uso de animais em passeios turísticos.

 

Jericoacoara, no Ceará, Morro de São Paulo e Boipeba, na Bahia, colocaram fim nas atividades de turismo em charretes, puxadas por cavalos, após diversas denúncias de maus-tratos aos animais.

 

A movimentação para alterar as regras do turismo local vem da pressão de protetores de animais, há anos, que ganhou maior repercussão recentemente a partir da divulgação de um vídeo, que viralizou nas redes sociais, em que a blogueira Luisa Mell repercutiu o caso de um cavalo passando mal na areia.

 

Ela, junto a outros ativistas da causa animal, também, pede que esses passeios sejam suspensos em Caraiva, na Bahia, e em Paraty, no Rio de Janeiro.

 

Pelo fim do uso de cavalos como tração animal.

Animais não são veículos nem entretenimento. 


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Petra, na Jordânia, começa a substituir tração animal por carros elétricos

Foto: KHALIL MAZRAAWI / AFP

Na cidade histórica, carrinhos elétricos começam a substituir as charretes puxadas a cavalos, enquanto ainda convivem com os passeios a camelo.

Em Petra, na Jordânia, a paisagem milenar de construções esculpidas nas rochas vem ganhando ares mais modernos. O governo local iniciou um processo de substituição de charretes de tração animal por veículos elétricos, em resposta a pressões sofridas por parte de movimentos de defesa dos direitos dos animais e, também, numa tentativa de tornar a visitação mais confortável para os turistas.

Até agora, 12 charretes puxadas por cavalos e mulas saíram de circulação. Em seu lugar, uma frota de dez carrinhos, tipo os de golfe, começaram a transportar os visitantes entre o centro da cidade e o sítio arqueológico.

Há tempos grupos de defesa dos animais, como o PETA, já vinham pressionando as autoridades jordanianas pelo fim do uso de animais como locomoção em Petra, seja puxando charretes, seja carregando pessoas. Ao menos a primeira solicitação começou a ser atendida. Mas, por enquanto, ainda não se fala em substituir os passeios a cavalo ou a camelo por veículos elétricos. Pelo contrário, alega-se que os animais restantes ajudam a preservar o aspecto original do lugar, que é um Patrimônio Mundial pela Unesco.

Para o chefe da Autoridade Regional de Desenvolvimento e Turismo de Petra, Suleiman Farajat, o benefício da mudança vai além do fim da exploração animal. À agência AFP, ele explicou que as charretes puxadas por cavalos e mulas deixavam um grande mau cheiro pelo caminho e suas rodas, frequentemente, batiam contra os paredões da Siq, o corredor rochoso pelo qual se chega à cidade histórica.

Veículo elétrico transporta turistas pelo Siq, o corredor rochoso que leva à cidade histórica de Petra, na Jordânia. Foto: KHALIL MAZRAAWI / AFP

"Era uma experiência desagradável para os turistas, para os cavalos e para nós", disse Farajat, que completou exaltando o aspecto ecologicamente correto dos novos veículos: "Não há poluição ou fumaça".

A novidade foi saudada por muitos turistas, sobretudo os com maior dificuldade de locomoção, como idosos e cadeirantes. E, também, por quem vive do turismo na região. À AFP, o presidente da associação de proprietários de cavalo, Mohammad Amarat, responsável por esses passeios, afirmou que a troca tem sido mais lucrativa para os condutores, já que os carrinhos transportam até cinco passageiros em vez de dois, como as charretes, e levam menos tempo para cumprir o percurso.

O grupo de proteção animal PETA também comemorou a medida, que classificou à AFP como "um grande primeiro passo para proteger os animais que trabalham", e disse que espera poder colaborar junto ao governo local para que haja apenas transporte livre de animais em Petra.

Notícia O Globo 

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Tradicionais passeios de camelo para visitar pirâmides serão proibidos no Egito.


Camelos e cavalos eram usados ​​para passeios nos principais pontos turísticos do Egito, onde além de sofrerem com o calor escaldante, a falta de acesso à comida, água e sombra, também eram vítimas de agressões. Mas isso está prestes a ter fim!

Boas notícias foram recebidas pelos amantes dos animais na África, mais precisamente no Egito. A autoridade responsável pelo bem-estar de muitos seres vivos que costumam receber e transportar visitantes, anunciou uma medida que visa protegê-los de abusos. Já o Ministério do Turismo egípcio se pronunciou a favor dos cuidados com os animais e está planejando proibir os passeios de camelo e cavalo em Gizé, perto das pirâmides, e outros sítios arqueológicos muito típicos da região.

A medida foi festejada por muitos, pois camelos e cavalos eram usados ​​para passeios turísticos nos principais pontos turísticos do Egito, onde além de sofrerem com o calor escaldante, a falta de acesso à comida, água e sombra, também eram vítimas de agressões, lesões causadas pela infraestrutura do setor e outras formas de maus-tratos. Uma conquista que, acima de tudo, foi muito aplaudida pela PETA Ásia, organização que zela pelos direitos dos animais que, durante um ano, fez campanha contra os terríveis abusos sofridos por esses seres vivos.

A PETA descobriu em investigações camelos, cavalos e burros que foram obrigados a transportar visitantes no Egito, foram vítimas de escorregões, quedas e golpes com aqueles que queriam que continuassem caminhando além do ponto de exaustão. Por exemplo, um trabalhador foi filmado enquanto chicoteava impiedosamente um cavalo caído na rua.

Além disso, muitos dos camelos usados ​​para passeios em sítios arqueológicos são comprados no mercado de camelos de Birqash, onde são brutalmente agredidos. Como resultado dessa investigação, foram presos três traficantes de camelos que, além de multados, correm o risco de uma pena de prisão de até seis meses.

A PETA Ásia conseguiu convocar quase meio milhão de pessoas que enviaram cartas ao Ministério de Turismo e Antiguidades egípcio para impedir esses maus-tratos. Representantes da organização também se reuniram com funcionários do governo para acabar com esse abuso contra camelos, cavalos e burros. Esse avanço hoje é comemorado por muitos e permitirá a substituição desses animais por ônibus e outros veículos elétricos.

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Redação Conti Outra, com informações de UPSOCL.


Foto: Reprodução.

Dizy Ayala

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