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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Portugal irá abrir o primeiro grande santuário de elefantes da Europa


 

Um projeto inédito está sendo criado no Alentejo, em Portugal: o primeiro grande santuário da Europa para elefantes.

A iniciativa é da organização sem fins lucrativos Pangea (@pangea_trust), que adquiriu 402 hectares entre Vila Viçosa e Alandroal, para receber animais provenientes de zoológicos e circos europeus.

Os primeiros abrigos e recintos devem ficar prontos até o final deste ano e o objetivo é oferecer condições adequadas para elefantes idosos ou com longo histórico de confinamento, em um ambiente amplo e livre de exploração comercial.

Estima-se que cerca de 600 elefantes ainda sejam explorados em cativeiro na Europa. Muitos passaram décadas em espaços minúsculos, sem ter suas necessidades básicas atendidas.

A primeira residente será Kariba, uma elefanta capturada ainda filhote no Zimbábue em 1984 e mantida em diversos zoológicos ao longo de 40 anos.

Desde 2012, ela vive na Bélgica e, após a morte da única companheira de recinto, em 2022, permanece sozinha.

Sua chegada ao Alentejo está prevista para o início de 2026, onde receberá cuidados contínuos e terá contato com outros elefantes, algo essencial para a espécie.

O santuário não será aberto ao público, medida considerada necessária pela Pangea para garantir tranquilidade aos animais. Ainda assim, estão previstas ações educativas voltadas para escolas e para a comunidade local.

A expectativa é que, no futuro, entre 20 e 30 elefantes possam ser recebidos, dependendo de estudos de bem-estar e da capacidade do habitat.

Imagens: Pangea Trust (esquerda) e Eurogroup for Animals (direita).


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Polônia proíbe produção de peles de animais

 


O Presidente da Polônia acaba de assinar uma lei que proíbe a criação de peles de animais.

Depois de mais de 10 anos de investigações, campanhas e pressão implacável, a criação de peles, no segundo maior país produtor de peles do mundo, está a chegar ao fim.

Todas as fazendas de peles polonesas fecharão até 2033, o mais tardar, poupando mais de 3 milhões de animais todos os anos de uma vida de confinamento e crueldade.

Milhões de visons, raposas, chinchilas e cães-guaxinim nunca saberão sobre as jaulas em que os seus antepassados sofreram.

Esta vitória pertence a todos os ativistas, investigadores, apoiantes e organizações que se recusaram a desistir.

O futuro é #furfree

Raposa na fazenda de peles, Polônia, dezembro de 2024 por @rloviconi


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
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segunda-feira, 7 de março de 2022

Ativistas unem esforços para retirar animais de zoos da Ucrânia


crédito da foto: ASHRAF SHAZLY / AFP

Desde a semana passada, animais que vivem no Zoológico de Kiev estão em perigo por conta de o local estar situado em uma das zonas do conflito armado entre Rússia e Ucrânia, o que tem gerado grande preocupação com o bem-estar dos animais.

 

O zoo, que está fechado para visitantes, abriga cerca de 4 mil animais de mais de 200 espécies, incluindo elefantes, camelos e o único gorila da Ucrânia. O estoque de comida deve durar apenas dez dias, calcula a administração.

 

“É quase impossível evacuar os animais, porque é impossível fornecer serviço veterinário e transporte adequados”, afirmou Kyrylo Trantin, chefe do zoológico, segundo o site Euronews.

 

Elefantes e outras espécies vulneráveis ao estresse gerado por explosões e tiroteios ​​estão recebendo sedativos.

 

“A guerra está causando tanto estresse aos animais que alguns foram realocados para recintos fechados e galerias subterrâneas”, acrescenta Trantin. Funcionários do zoo passam as noites vigiando o bem-estar dos animais.

 

Animais de grande porte, como o elefante asiático Horace, está vivendo à base de sedativos. Zebras estão presas em pequenos cercados e se debatem em desespero quando escutam os sons das bombas.

 

A lémure Maya, que acabou de dar à luz um bebê, abandonou o próprio filhote em razão do estresse. Após 10 dias de confronto, os suprimentos estão acabando e não há nenhuma expectativa de conseguir retirar os animais que se tornaram alvos fáceis e correm risco iminente de morte.

 

Durante a invasão russa, alguns zoológicos ucranianos conseguiram evacuar seus animais para países vizinhos.

 

Até o momento, seis leões, seis tigres, um cachorro selvagem e um macaco foram retirados em segurança.

 

Animais do santuário de ursos Save Wild, perto de Kiev, foram transportados para a Polônia, onde o zoológico de Poznan lhes ofereceu refúgio durante a guerra.

 

Apesar de estar cercado por tanques russos no caminho, o comboio de cinco ursos atravessou a linha de ocupação e chegou em segurança ao seu destino, provocando alegações de um “milagre” por parte dos funcionários do zoológico.

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
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